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terça-feira, 17 de abril de 2012

Salut Cristina



Enquanto por cá se entrega o ouro ao bandido Kirchner na Argentina põe os bandidos na ordem nacionalizando a petrolífera YPF, filial da Repsol naquele país, ao mesmo tempo que em Espanha gritam aqui d’el-rei e não se dão conta que o rei está engessado no leito do hospital depois de se ter metido em cavalarias...

Cristina Kirchner ter-se-á fartado, a YPF não investia um chavo naquele país colocando-o na necessidade de importar combustíveis na ordem dos 10.000 milhões de dólares, convenhamos que para um país produtor de petróleo era o mesmo que arrancar dentes e sem anestesia. Estava cansada de ver o seu país delapidado de recursos naturais, comparou mesmo a Repsol à tromba de um elefante sugando sem um mínimo esforço de reinvestimento.

Ao tomar a decisão Cristina não deixou de recordar também que a Argentina era o único país da América do Sul que não controlava os seus recursos naturais. Uma gestão de equilíbrio dirão alguns, já que noutras partes se privatizam sectores importantes da economia dos respectivos países. Gestão de equilíbrios uma ova, roubo puro com a conivência dos traidores.

E para termos uma ideia da dimensão do roubo na Argentina bastará dizer que a Repsol obteve entre 1999 e 2011 um retorno de 16.492 milhões da YPF e cobrou em dividendos 13.246 milhões.

É caso para dizer que entre o pasodoble e o tango Cristina Kirchner preferiu o segundo e já tem par, o povo que dirige, dança a preceito já que fixou um período de vigência para esta medida de 50 anos. E avisada como é, cautela e caldos de galinha nunca lhe fizeram mal nenhum, o decreto de intervenção na YPF já se fez sentir através da expulsão dos administradores daquela empresa.

Rajoy não pára agora de fazer ameaças, afirma que retaliará e não será só no campo económico, em que estará o colono a pensar?

Visto em "Salvo-conduto"

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Águas de Portugal tem 400 carros de luxo para trabalho e fins pessoais



Águas de Portugal não considera que os seus carros personalizados sejam topo de gama e diz que as finanças da empresa estão bem

Os gestores e quadros intermédios das Águas de Portugal estão a receber novos carros. A empresa conta com 400 viaturas personalizadas e só este ano, já foram substituídos 34 carros. A empresa explica: é que, apesar de o país estar em crise (especialmente as contas públicas), esta empresa (pública) não está.

A notícia foi inicialmente avançada pelo «Correio da Manhã». O jornal escreve, na edição desta quinta-feira, que a maioria dos carros personalizados da empresa são de gama alta, que só o presidente gastou quase 13 mil euros com o automóvel e que só no final do primeiro semestre deste ano, contabilizavam-se 1.190 viaturas de serviço contratadas em regime de Aluguer Operacional de Viaturas (AOP), das quais 388 são viaturas personalizadas.

TVI24


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Caminhos vicinais ocupados por privados






.. “As ocupações de terras na denominada Zona de Intervenção da Reforma Agrária (ZIRA), envolvendo os distritos de Portalegre, Évora, Beja e Setúbal e alguns concelhos dos distritos de Lisboa, Santarém, Faro e Castelo Branco, estenderam-se ao longo de 1975 e 1976.

A devolução das terras aos proprietários acabaria por ser iniciada poucos anos depois.
A Lei Barreto (1977), do ministro da Agricultura do I Governo Constitucional António Barreto, abriu caminho a um longo processo de devolução das terras ocupadas e, posteriormente, às indemnizações.
O processo de regularização do uso da terra expropriada ou nacionalizada no âmbito da Reforma Agrária foi encerrado em 2000 pelo anterior ministro da Agricultura Capoulas Santos (PS). “
(Lino de Morais)

De há uns anos a esta parte assistimos impávidos e serenos à ilegítima ocupação dos caminhos públicos pelos donos das terras circundantes, expropriando-se escandalosamente essas vias de comunicação do usufruto da comunidade.
Estes novos senhores feudais apropriam-se dos caminhos públicos, fontes, pontes e tudo o que se avizinha às suas terras.
Esta situação é ainda mais evidenciada pelos novos proprietários sem ligação às comunidades locais, muitos deles provenientes da burguesia urbana, cujas herdades no Alentejo servem essencialmente para dar a alguns um toque aristocrático à sua humilde origem de classe.


Conceito de caminho público. Os caminhos vicinais, em particular. (Extracto do Parecer da CCDRA)

.. .“Na falta de definições legais, a doutrina, mas também a jurisprudência, têm vindo a esclarecer tais conceitos, definindo os caminhos públicos como aqueles cuja propriedade pertence ao Estado ou às autarquias locais (em virtude de estes os construírem ou deles se terem apropriado desde tempos imemoriais) sendo mantidos sob a sua administração, afectos ao uso público, sem oposição de ninguém, sendo a todos os cidadãos lícito utilizarem-se dele, apenas com as restrições impostas pela lei, ou pelos regulamentos administrativos.

Diferentemente, os caminhos particulares são propriedade de pessoas, singulares ou colectivas, e destinadas a usufruto pelos legítimos possuidores ou por terceiros, desde que com o consentimento ou tolerância daqueles.

Quanto aos caminhos vicinais, em particular, não obstante integrem a natureza de caminhos públicos, constituem ligações de interesse local secundário (por contraposição com os caminhos municipais), vocacionadas para o trânsito rural, sendo, por isso, também conhecidos por “caminhos rurais”.

Em termos de enquadramento jurídico – legal da questão, o Decreto-Lei n.º 34 593, de 11 de Maio de 1945, atribuía às câmaras municipais a administração das estradas municipais e dos caminhos municipais, deixando os caminhos vicinais a cargo das juntas de freguesia.

O referido decreto-lei foi, expressamente, revogado pelo Decreto-Lei n.º 380/85, de 26 de Setembro, e este, por sua vez, foi revogado pelo Decreto-Lei n.º 222/98, de 17 de Julho.

Porém, como nenhum destes dois últimos diplomas contém normas sobre os caminhos vicinais, alguma doutrina considerou que o disposto no Decreto-Lei nº 34 593, de 11 de Maio de 1945, em matéria de caminhos vicinais, se encontra, ainda, em vigor.

Sobre a temática, se pronunciou, o então Secretário de Estado da Administração Local, por despacho de 2002-02-04, no sentido de que “Apesar do Decreto-Lei nº 34 593, de 11 de Maio de 1945 (cujo artigo 6º classificava os caminhos públicos em municipais e vicinais) ter sido expressamente revogado pelo D.L. nº 380/85, de 29/9, que aprovou o Plano Rodoviário Nacional (e que foi por sua vez revogado pelo D.L. nº 222/98, de 17 de Julho), resulta da aplicação do Decreto-Lei nº 42 271, de 31 de Maio de 1959, e do Decreto-Lei nº 45 552, de 30 de Janeiro de 1964, e através de um argumento “a contrario sensu”, que deverão ser considerados vicinais, e portanto sob jurisdição das respectivas Juntas de Freguesia, todos os caminhos públicos que não forem classificados como municipais.” ....

... Pelo exposto, afigura-se-nos ser de concluir o seguinte:

1ª- Embora seja uma matéria tradicionalmente muito discutida na doutrina e na jurisprudência, parecem ser de considerar como públicos os caminhos que, desde tempos imemoriais, estão no uso directo e imediato do público.

2ª- A administração dos caminhos vicinais – enquanto caminhos públicos que são – é, de acordo com o DL nº 34 593, de 11 de Maio de 1945 (diploma se reputa como estando ainda em vigor nesta matéria), conjugado com o disposto no art.º 253º, n.º 10, do Código Administrativo, da competência das juntas de freguesia.

3ª- Nos termos do artigo 17º, número 1, alínea r), da Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, na redacção actualizada pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de Janeiro, a assembleia de freguesia tem competência para se pronunciar e deliberar, por iniciativa própria ou a solicitação da junta, sobre a natureza do caminho em causa, nomeadamente, se for o caso, reconhecendo e declarando que o mesmo é um caminho público (vicinal).

4ª- Porém, perante uma situação concreta de conflito relativa ao direito de propriedade e à utilização de um caminho ou passagem por parte da população, cabe aos tribunais judiciais, em última instância, e em definitivo, determinar a natureza jurídica da situação em causa, nomeadamente, esclarecendo se se trata de uma servidão legal de passagem ou de um caminho, e, neste caso, decidir sobre a sua natureza pública ou particular."

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Enquanto no Norte, CDU denuncia privatização da água; no concelho de Viana, abre caminho à sua privatização.

1 - Enquanto no Norte:
Enquadrados pelo Douro, candidatos da CDU às autárquicas atacaram, a quatro vozes, a tendência privatizadora que vêem nas políticas ambientais do Governo e dizem afectar cidadãos e coarctar municípios.

Águas e saneamento estão no centro das críticas feitas por Honório Novo (candidato da CDU à Câmara de Matosinhos), Rui Sá (Porto), Ilda Figueiredo (Vila Nova de Gaia) e Cristina Nogueira (Gondomar), com enfoque não apenas local ou regional, mas também nacional.

Em causa está, por exemplo, a Lei da Água, que, transpondo para a ordem jurídica portuguesa uma directiva comunitária, "introduz a privatização do próprio recurso e do domínio público envolvente".

"O Governo diz que isso era uma obrigação, mas tal não é verdade", aponta Honório Novo, dando os exemplos da Holanda, "que o fez proibindo expressamente a apropriação privada do recurso", ou de França, onde "há uma remunicipalização da distribuição de água em baixa" (a rede que chega aos consumidores).
A anunciada dispersão em bolsa da Águas de Portugal, notam, é a porta aberta para a privatização, que entendem penalizadora dos consumidores. Salienta Honório Novo que, com a distribuição da água nas mãos de privados, "o acompanhamento e conhecimento por parte dos órgãos municipais é zero", designadamente no que toca a mudanças nas tarifas....

Ler mais no JN de 19-07-2009

2 - No Concelho de Viana do Alentejo:

A Maioria CDU, na sessão extraordinária da Assembleia Municipal, realizada no passado dia 15 de Julho Municipal, aprova a “proposta de aprovação do contrato de parceria pública a celebrar entre o Estado Português e um conjunto de Municípios do Alentejo”.

“Esta proposta foi aprovada apenas com os votos da actual maioria CDU/Viana (7), já que tanto os eleitos do PS (3) como os do PSD (3) votaram contra. Esta “vitória” tangencial da CDU/Viana foi ainda “manchada” pela abstenção de um dos seus elementos, mais concretamente do presidente da Junta de Freguesia de Alcáçovas.”

Esta decisão, de relevante importância para todos nós, foi totalmente negociada nas costas da população do concelho. O seu propósito é entregar a gestão dos sistemas de abastecimento de água e saneamento de águas residuais à Entidade Gestora da Parceria, que tem como accionista maioritário a empresa “Águas de Portugal, SGPS, S.A.”.

Por enquanto essa entrega será feita apenas “em alta”, isto é, até aos reservatórios que servem as povoações, mas o contrato prevê a possibilidade da própria rede de distribuição ao domicílio ser, também ela, entregue a essa entidade.”...

Ler mais no “Boletim Vida Nova” de Julho de 2009 - Boletim do Movimento Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pelas mãos da CDU, a água que chega às nossas torneiras vai mudar de dono… ...e ficar muito mais cara



Realizou-se no passado dia 15 de Julho uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal, tendo como ponto único a proposta de aprovação do contrato de parceria pública a celebrar entre o Estado Português e um conjunto de Municípios do Alentejo”.

Esta proposta foi acaloradamente discutida nessa sessão, tendo sido, no final, submetida a votação e aprovada apenas com os votos da actual maioria CDU/Viana (7), já que tanto os eleitos do PS (3) como os do PSD (3) votaram contra. Esta “vitória” tangencial da CDU/Viana foi ainda “manchada” pela abstenção de um dos seus elementos, mais concretamente do presidente da Junta de Freguesia de Alcáçovas.

Esta decisão, de relevante importância para todos nós, foi totalmente negociada nas costas da população do concelho. O seu propósito é entregar a gestão dos sistemas de abastecimento de água e saneamento de águas residuais à Entidade Gestora da Parceria, que tem como accionista maioritário a empresa “Águas de Portugal, SGPS, S.A.”. Por enquanto essa entrega será feita apenas “em alta”, isto é, até aos reservatórios que servem as povoações, mas o contrato prevê a possibilidade da própria rede de distribuição ao domicílio ser, também ela, entregue a essa entidade.


Mas afinal, qual é o objectivo deste contrato mal explicado?

Este contrato vai permitir a constituição conjunta, no prazo máximo de três meses, de uma sociedade anónima a integrar no sector empresarial do Estado Português, designada por “Entidade Gestora da Parceria” (EGP), na qual as “Águas de Portugal” (AdP) deterá 51% do capital, isto é, na qual ficará maioritária. Este contrato, com vigência prevista – pasme-se! – para cinquenta anos, prevê, no essencial, o seguinte:

1. A concepção, o projecto, a construção, a extensão, a reparação, a renovação, a manutenção, a aquisição das infra-estruturas e dos equipamentos e a respectiva exploração e a prestação dos serviços às autarquias (…)

3. Permanecem na responsabilidade de cada um dos Municípios os seguintes riscos:

a) Toda e qualquer responsabilidade ambiental que seja suscitada relativamente às infra-estruturas que foram integradas no plano de investimento da EGP, conforme o contrato de gestão, enquanto não forem concluídos os respectivos investimentos;

b) Toda e qualquer responsabilidade civil contratual ou outra decorrente de contratos que foram afectos aos contratos de gestão, antes de tal afectação; (…)

6. Os trabalhadores da administração autárquica podem, por acordo de cedência de interesse público, nos termos da Lei nº 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, exercer funções na EGP.


A água é um bem comum da Humanidade

Não podemos concordar que a nossa água, gerida durante séculos pelo concelho, seja entregue a outra entidade, não eleita pelos cidadãos, ficando ela, durante cinquenta anos, com todos os direitos sobre este bem cada vez mais precioso, olhado agora com crescente ambição pelas bolsas de valores nacionais e mundiais.

Como tem sido hábito nestes últimos dezasseis anos, este poder autoritário, paternalista e cada vez mais irresponsável, num processo pouco transparente, sem debate e esclarecimento público, tem o desplante de “apunhalar” pelas costas a população do concelho, não lhe dando oportunidade de ser informada e posteriormente decidir, como é próprio da vivência democrática, tão apregoada pelos interesses que infiltraram a CDU/Viana, mas ao mesmo tempo tão pouco praticada por esses mesmos indivíduos!

Porque se trata de um assunto de extraordinária importância, fora da gestão corrente que foi sufragada nas últimas eleições – não fazia parte do programa eleitoral da CDU/Viana, de 2005 –, devia esta agremiação político-económica ter aceite a proposta apresentada de adiar a tomada desta decisão para um futuro breve.

O período eleitoral que se avizinha até poderia ajudar a promover o necessário debate, entre as diversas candidaturas, sobre esta decisão fundamental que irá seguramente afectar a vida dos nossos munícipes durante as próximas décadas. No entanto a CDU/Viana preferiu decidir já, sem qualquer discussão pública e à completa revelia da população, revelando uma manifesta falta de ética e bom senso, quando estamos apenas a três meses das próximas eleições autárquicas.


Com esta irresponsável aprovação, a CDU/Viana compromete, num negócio mercantilista e pouco claro, as actuais e futuras gerações e os seus representantes autárquicos, reféns que vão ficar de um contrato de quase impossível anulação.

Um contrato que visa entregar a estranhos um bem essencial à nossa vida, durante centenas de anos propriedade colectiva do nosso concelho e apenas e tão só por ele gerido.

Todos os elementos do executivo, bem como da Assembleia Municipal, não poderão vir, no futuro, dizer que não sabiam que a água ia aumentar, culpando, como é seu hábito, o Governo…

O próprio presidente da Assembleia, Sr. João Garcia, referiu nessa mesma sessão que a água não podia continuar a ser vendida aos preços a que está actualmente, visto que o seu custo estava a ser muito oneroso para a Câmara.

Segundo o Sr. João Garcia, a adesão a esta parceria será a única forma da Câmara ter ajuda financeira para proceder à urgente renovação das redes de águas, envelhecidas e inapropriadas para os consumos e qualidade actualmente exigidos.

Quanto a nós, este argumento não colhe, pois como é do conhecimento geral, a urgência desta renovação já é sentida desde há longos anos. O que sucede é que, tal como noutras áreas da nossa vida comunitária, este executivo não tem mostrado capacidade ou vontade de captar e aproveitar os fundos comunitários.

O certo é que ao longo destes dezasseis anos de gestão do Dr. Estêvão Pereira, já houve inúmeras oportunidades perdidas deste grave problema ter sido resolvido, mas o actual executivo assim não o entendeu

Muitas outras autarquias, das mais diversas cores políticas, resolveram atempadamente este problema. Tal foi o caso da Câmara de Moura, até por sinal CDU, que em 2007 marcou o arranque da 1.ª fase da empreitada de remodelação das redes de águas e esgotos no centro histórico da cidade, obra orçada em 1 milhão e duzentos mil euros, assegurando a sua comparticipação em 70% por fundos comunitários.

Com este negócio a Autarquia vai deixar de poder fixar e rever as tarifas de venda de água. Ninguém, naquela Assembleia, ficou com dúvidas que a água irá aumentar de preço!


Como se não bastasse

O relatório do Tribunal de Contas, divulgado em Julho de 2008, é fulminante relativamente à gestão da empresa “Águas de Portugal”: (…) “apesar dos resultados operacionais negativos de 75,5 milhões de euros, entre 2004 e 2006, foram atribuídos, naquele período, prémios de incentivo[aos seus gestores] no valor de 2,3 milhões de euros”. O TC realça que “a política de atribuição dos prémios não está assente num sistema indubitavelmente claro e transparente, nem está associado à concretização de objectivos, já que no grupo não existe avaliação de desempenho por objectivos, orientado para resultados”.

O TC referiu ainda que “as empresas do grupo atribuem viaturas de serviço, com plafond de combustível, a administradores e a alguns funcionários. No período em análise e nas sete empresas consideradas no relatório, foram gastos 2,5 milhões de euros, 478 mil dos quais respeitantes a combustível

(Para mais informações pode o leitor consultar o site: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=964684).


Uma parte desta gestão danosa, que agora nos entra como sócia nos nossos orçamentos familiares, será inevitavelmente reflectida nas nossas facturas de consumo de água. É nosso dever informar as famílias e as empresas que a CDU/Viana, com esta tomada de decisão, entregou de mão beijada a estranhos – sem que ninguém saiba os pormenores do contrato! – aquela que é seguramente uma das maiores riquezas do concelho de Viana do Alentejo, a água, um bem de que sempre nos orgulhámos de possuir em qualidade e abundância.

Artigo publicado no Boletim “Vida Nova”


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Holanda e Uruguai proíbem privatizção da água

A Holanda e o Uruguai introduziram recentemente nas suas legislações normas claras que proíbem a entrada de capitais privados no sector da água e saneamento, os quais ficam reservados a entidades de carácter exclusivamente público.

Em Dezembro de 2003, a câmara baixa do Parlamento holandês aprovou por ampla maioria uma lei que delimita ao sector público o abastecimento de água e saneamento. O diploma foi definitivamente adoptado pela câmara alta deste órgão de soberania em 7 de Setembro de 2004.

No Uruguai, uma proposta de alteração à Constituição, reservando a prestação dos serviços de água e saneamento à competência directa e exclusiva de «pessoas jurídicas estatais», recebeu o apoio maioritário de 62,8% dos eleitores no referendo realizado em 31 de Outubro de 2004.

Uma competência dos Estados-membros

Apesar de, frequentemente, os governos alegarem que as políticas privatizadoras e liberalizadoras que adoptam são condicionadas por orientações e directivas da União Europeia, o facto é que, em matéria de serviços públicos, o direito comunitário não impõe, nem poderia impor, qualquer restrição sobre o carácter da propriedade.

Esta questão foi suscitada na Holanda, tendo o parlamento solicitado parecer jurídico sobre a conformidade da lei que pretendia aprovar com a legislação europeia.

Em 2003, a Comissão Europeia fez uma tentativa para regulamentar os serviços públicos a nível comunitário. No entanto, os seus intentos foram explicitamente rejeitados pelo Parlamento Europeu que, em Março de 2004, aprovou uma resolução na qual «recusa que a água e os serviços relacionados com a água ou a eliminação de resíduos sejam objecto de directivas sectoriais do mercado único; e considera que não deve levar-se a cabo a liberalização do abastecimento de água (incluindo águas residuais)».

Nesta sequência, em Abril do mesmo ano, na comunicação sobre o Livro Branco dos Serviços de Interesse Geral, a Comissão Europeia afirma que «certas actividades susceptíveis de serem consideradas pelos Estados-membros como serviços de interesse económico geral, são excluídas do âmbito de acção da proposta, como é o caso dos transportes, ou são objecto de derrogações ao princípio do país de origem, como é o caso dos serviços postais e dos serviços de distribuição de água, gás e electricidade. Além disso, a proposta não obriga os Estados-Membros a abrir os serviços de interesse geral à concorrência nem intervém no funcionamento ou na organização desses serviços». >>>

Seguem-se próximos capítulos.

domingo, 19 de julho de 2009

Água: um bem comum da humanidade

VATICANO: 23/03/2007
Santa Sé no Dia Mundial da água: "um bem comum da humanidade"

Mais de 1,6 milhões de pessoas morrem todos os anos por não terem acesso a água de qualidade, 90 por cento das quais são crianças com menos de cinco anos. Os dados divulgados, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no Dia Mundial da Água que hoje se celebra, indicam que "à medida que a água se torna rara, as pessoas são muitas vezes obrigadas a recorrer a fontes de água potável que podem não ser saudáveis”, alertou a responsável, lembrando que as alterações climáticas levam a que as “secas e inundações sejam cada vez mais frequentes e graves”.

A crise hídrica, profundamente ligada à pobreza, poderá ser o maior desafio do século XXI, com milhões de pessoas a não terem, pelo menos, 20 litros de água por dia para assegurar a higiene e a alimentação. D. Renato Boccardo, representante do Vaticano no Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), lembrou que a água é um "bem comum da humanidade". Levando uma mensagem do Papa, este responsável destacou que "o acesso à água é um direito inalienável de todos os seres humanos". Por isso, a água não pode ser tratada como "uma simples mercadoria" e o seu uso deve ser "racional e solidário" >>>

3.º Fórum Mundial da Água, em Kyoto, no Japão

Este ano o "5.º Forum Mundial da Água" em Istambul na Turquia, patrocinado pelas multinacionais do sector, ficou marcado pela violência e repressão: 3000 policias para neutralizar 300 manifestantes. Estes representavam 2,6 biliões de pessoas no mundo que não têm de todo acesso a água potável; e as que têm obrigam-se cada vez mais a pagar preços exorbitantes por via da imposição de contratos privados aos serviços públicos (as chamadas "parcerias público-privadas" com as câmaras municipais). >>>

Seguem-se próximos capítulos.

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