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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

“A austeridade não pode cair sobre os ombros dos mais fracos e vulneráveis”

As afirmações do actual primeiro ministo, no dia seguinte ao dia das mentiras (2 de Abril), no arranque no Porto, do “Movimento da Sociedade Civil – Mais sociedade”, liderado pelo economista António Carrapatoso, presidente do conselho de administração da Vodafone:

"Estou convicto que “as dificuldades financeiras serão ultrapassadas” sem ser “com um caminho de mais austeridade”, porque, “Portugal já vive em austeridade e o que é preciso que essa austeridade seja partilhada por todos e não caia sobre os ombros dos que menos podem e dos que são mais fracos”, acrescentou."

“Não quero contribuir para uma campanha de medo, que leve as pessoas a pensar que vamos cortar o 13.º mês, aumentar os impostos, tirar as pensões, cortar os rendimentos, só porque há alguém, ou alguns, a partir do Governo, que com total descaramento dizem, todos os dias, que é isso que o PSD fará. Tudo para que os Portugueses prefiram ficar, como estão do que arriscar a mudança”,

Povo Livre, pág. 3

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Legislativas 2011 - Análise


"Passadas algumas horas do conhecer dos resultados, já é possível fazer uma primeira análise mais a frio das eleições do passado Domingo.


A vitória do PSD é clara, teve mais votos e mais mandatos que o segundo partido mais votado. Não há margem para grandes dúvidas quanto a isso. Mas, não deixa de ser curioso o facto de após 6 anos de governação socialista, o resultado alcançado por Pedro Passos Coelho ser inferior ao que Durão Barroso obteve após o consulado de António Guterres, que ao contrário de José Sócrates, saiu do cargo de primeiro-ministro sem passar pelo desgaste de governação e pessoal que este último sofreu, essencialmente, após escândalos como o da licenciatura, o reavivar do processo freeport sempre em época eleitoral e entretanto arquivado em Inglaterra, e o caso TVI. A bem da verdade, Guterres não enfrentou classes mais ligadas ao PS, nomeadamente, no sector da educação e da função pública, não tomou medidas de austeridade, nem passou por metade do escrutínio público, por vezes insidioso e insultuoso, com que José Sócrates foi obrigado a viver nos últimos seis anos.


Um pormenor, também importante da noite eleitoral, foi o discurso de derrota de Sócrates. Seguramente foi o discurso da noite, com a calma, humildade e ponderação que pode ter surpreendido muitos. Nas entrelinhas fica um registo, também de si muito curioso, o discurso de Sócrates, sendo de derrota, conseguiu ser mais elevado e mais respeitoso que o de Cavaco Silva na noite das últimas presidenciais. Sócrates perdeu, é certo e claríssimo, saiu pela porta pequena, mas uma coisa penso que é certa, o resultado das suas opções políticas só poderá ser julgado dentro de alguns anos, pois essa é a lógica natural das coisas, nada se pode aferir e os seus impactos num tão curto espaço temporal, da mesma forma que a situação a que o país se encontra também não foi da exclusiva responsabilidade de Sócrates, pois constitui um arrastar de diversos problemas de vários anos e de inúmeras más opções políticas dos vários partidos do arco governativo.


Quanto a Pedro Passos Coelho, ganhou, não posso dizer se tanto pelo seu mérito ou mais por demérito do principal adversário. Sobre o que vai fazer, pouco posso ajuizar, porque no fundo a ideia com que fiquei da campanha de Passos, que para muitos passou por não ser plástica, como tantos acusaram Sócrates de o ser, centrou-se naquilo que os estudos sociológicos apontavam como sendo os pontos fracos do seu adversário - a credibilidade, a competência, a responsabilidade ou falta delas - deixando para segundo plano as ideias e os objectivos, o que digamos, em abono da verdade, é muito mais conveniente do que assumir propostas claras, porque assim, evitam-se confrontos como aqueles que Sócrates sofreu sobre os 150 mil postos de trabalho a criar.


Com a campanha que o PSD fez, pouco ou nada lhe poderá ser assacado, porque no fundo, poucos sabem quais são as suas metas concretas, em vez disso, sabem certamente muitos lugares comuns, como querer colocar Portugal melhor ou outras expressões, com forte significado emotivo, mas pouco, muito pouco esclarecedoras. Ainda sobre Passos Coelho, pouco ou nada se disse na comunicação social sobre o seu passado. Resta-me esperar que não seja durante o seu mandato que se mine a sua credibilidade baseada em escândalos da sua vida pessoal antes de exercer o cargo de primeiro-ministro, tal situação, seria penosa e extremamente gravosa para o país considerando o actual estado de coisas..."

Via "In Concreto"

domingo, 5 de junho de 2011

Legislativas 2011: Distrito de Évora e concelho de Viana do Alentejo

DISTRITO DE ÉVORA

CONCELHO DE VIANA DO ALENTEJO

Legislativas 2009: Território Nacional, Distrito de Évora e Concelho de Viana do Alentejo

TERRITÓRIO NACIONAL


DISTRITO DE ÉVORA

CONCELHO DE VIANA DO ALENTEJO

Cavaco Silva


Cavaco Silva recorreu mais uma vez ao Facebook para mandar recados, desta vez para apelar ao voto. Enfim, seria mais lógico que o fizesse no site da Presidência mas depois das dúvidas sobre a segurança da rede de Belém até se compreende, acredito que seja mais seguro o Facebook ou o gmail.

Mas dizer que quem se abstém perde a legitimidade de criticar o próximo governo é ir longe demais, até porque o eleitor pode manifestar-se abstendo-se. Mas façamos uma pequena comparação entre um corrupto que vota no partido que julga ser do interesses das suas actividades ilegais e um cidadão honesto que cumpre com todas as suas obrigações e que em protesto contra soluções partidárias em que não acredita decide abster-se. Seguindo a opinião de Cavaco Silva parece que o corrupto que vota num partido tem mais direitos políticos do que o cidadão honesto que decidiu legitimamente protestar abstendo-se e por isso fica reduzido nos seus direitos de cidadania. Muito lindo, sim senhor!

Se Cavaco Silva jurou defender a Constituição da República então quando ajuizar sobre o comportamento dos portugueses deve limitar-se ao que está escrito nessa constituição, os direitos de cidadania dos portugueses não depende da opinião de um Presidente da República seja ele qual for ou da decisão de votar ou não votar, seja qual for a crise política. É uma questão constitucional, de princípio e de formação política.

Como era de esperar Cavaco Silva retomou a redução dos direitos políticos aos que se absterem nas eleições, mas na comunicação social ao país que poderia muito bem ser um tempo de antena do PSD foi mais longe e acrescentou um argumento para até parece que de forma subliminar apela ao voto nesse partido:

«Os milhares de portugueses que estão desempregados devem ver as eleições de amanhã como uma possibilidade de escolherem um caminho para o País que lhes traga a esperança de dias melhores. Não devem deixar de votar.»

Compreende-se o empenho presidencial, nestas eleições Cavaco Silva ficará em péssima situação se delas não resultar uma maioria absoluta da direita.

Depois de uma campanha vergonhosa por parte da comunicação social, do envolvimento descarados de grandes interesses empresariais, como o Ping Doce, das tentativas de perturbação de comícios, parece que ainda há quem não se sinta seguro com os resultados eleitorais. É o tudo por tudo da direita.

«O Presidente da República, Cavaco Silva, faz hoje uma comunicação ao país onde vai apelar ao voto nas eleições legislativas de domingo, referindo que quem se abstiver perde a legitimidade para criticar o próximo Governo.
"Na grave situação económica e social em que o País se encontra é um dever de todos os cidadãos manifestarem a sua vontade e dizerem quem deve assumir a responsabilidade de governar Portugal nos próximos 4 anos", escreve Cavaco Silva na sua página na rede social Facebook, citada pela agência Lusa.» [DE]


Via "O Jumento"

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Votar Socrates para evitar uma onda de suicídios

Se Sócrates perder as eleições, no dia 6 de Junho assistiremos a uma onda de suicídios tipo aquelas baleias que vêm morrer às praias. É que fazedores de opinião encartados, leaders políticos de todas as cores, empresários ranhosos militantes do PSD, jornalistas e todo o bicho careta que andaram a destilar ódio sobre uma só pessoa, durante 6 anos,  entrarão em depressão ( alguns perderão mesmo o emprego ) por deixarem de ter tema de conversa e vão-se atirar das janelas dos prédios onde vivem ou trabalham. Cuidado : não andar na rua nesse dia.

Ganhando Sócrates manteremos essas pessoas vivas e activas.

Seja ou não cristão ajude-os. Vote PS.

Via  "Fim de Semana Alucinante"

Acerca da claustrofobia democrática


Qual foi o candidato que teve mais tempo de antena nos canais generalistas e do cabo (SIC-N, RTPN e TVI24)? De acordo com a Media Monitor¹ (do grupo Marktest), na segunda quinzena de Maio, foi, a grande distância, Pedro Passos Coelho: mais 50 notícias e mais três horas e meia do que José Sócrates. Paulo Portas e Francisco Louçã, juntos, tiveram menos tempo de antena do que Passos Coelho.

Um pormenor curioso: Jerónimo de Sousa (com quase um terço do tempo dado a Passos Coelho) e Francisco Louçã nem um dedo levantaram contra esta real asfixia democrática.

__________
¹ Dados divulgados hoje na Notícias TV [p. 9], revista do JN/JN. 

Via "Câmara Corporativa"

Comentário de anónimo para um PSD ferrenho


"Maria da Fonte"

2 de Junho de 2011 12:34

Meu caro senhor.

Tudo bem, é a recta final para as eleições e há que dar tudo por tudo. Mas o senhor fala do PSD como se este fosse puro, sem mácula e se apresentasse ao país forte e uno, capaz de "salvar a Pátria". Infelizmente para a Pátria, isso não é verdade. Não vou enumerar a longuíssima lista de personagens “filhas” desse partido, cujos nomes, ao longo dos últimos anos, apareceram ligados a todo o tipo de crimes e falcatruas. Entre conselheiros e banqueiros relembro só um certo banco cuja implosão em muito ajudou à actual crise. Banco esse cujo administrador, um homem vosso, muito dinheirinho deu a ganhar ao “impoluto” senhor Cavaco e Silva e à sua filha. Não estão fortes e unos - no partido dos barões, só um grande líder conseguirá unir as vária tendências e fazer falar o partido a uma só voz. Passos Coelho, já se percebeu, não é infelizmente essa personagem.

O que o povo desempregado, do ordenado mínimo e das novas oportunidades sente, é uma grande falta de coerência e convicção no discurso. Uma manta de retalhos que está a ser cozida À medida que a campanha eleitoral avança. Percebe-se perfeitamente que não há um projecto para o País - de manhã diz-se uma coisa, à tarde outra - até arrepia. À volta do candidato esvoaçam uma série de velhas figuras, repescadas à última da hora, porque nem os vossos acreditam naquele menino imberbe. Os vencidos de ontem são apresentados como trunfos para o amanhã.

Do programa real - o do FMI - não se disse nada. E era sobre isso que o País queria ouvir falar.

É pena que tudo isto assim seja. Esperava-se mais verticalidade e sentido de estado de um partido da dimensão e com as responsabilidades do PSD. Aguardaram que o governo caísse de podre e mesmo assim conseguiram escolher a pior altura para o fazer. Num momento em que a Nação necessita de um governo maioritário e forte, constituído por pessoas capazes, o PSD apresenta mais do mesmo e na pior altura. Quem nos garante que lá mais para a frente, perante a tanga, não batam a porta e não fujam para Bruxelas?

Sair do atasqueiro – sim, mas não para mergulhar de seguida num atasqueiro pior.

No meio disto tudo o abutre do CDS vai pairando lá no alto, sabe que nesta situação que os senhores tão mal geriram, o seu lugar estará sempre garantido. Prenúncio de mais negócios ruinosos para o País, mas boas luvas a embolsar por alguns.

Estou certo que o senhor , embora não podendo admitir, concordará que há muita verdade no que escrevi. À frente dos interesses da Nação, foram, mais uma vez, postos os interesses dos grupos. Pior que tudo, as coisas não estão a correr bem ao PSD. Não é por acaso que, tão avesso ao anonimato, num esforço de última hora, faz das tripas coração para mostrar serviço, numa derradeira tentativa de arregimentar mais uns votos entre aqueles que realmente decidem as eleições, os cidadãos sem cabresto partidário.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

O PSD quer tirar um deputado a Évora

Da esquerda para a direita: Costa da Silva, Pedro Lince e António Dieb

O Distrito de Évora elege só três Deputados. São manifestamente poucos, quando comparados com outros distritos mais populosos.

É preciso dar força a Évora. É preciso reforçar Évora em todas as instâncias de poder e desde logo na Assembleia da República.

Mas não é assim que pensa o PSD, que escolheu para Cabeça de Lista por Évora alguém que não é de Évora, não vive em Évora, nem trabalha em Évora.

Já sabemos, por experiencia adquirida, que no Governo o PSD nunca investiu no Alentejo nem em Évora. Todos os grandes investimentos na Saúde ou na Educação, no Alqueva ou nas acessibilidades só avançaram com o PS no Governo.

Agora até na Assembleia da República querem tirar um lugar a Évora elegendo por aqui alguém do Distrito de Setúbal.

Será que os Alentejanos vão, através do seu voto, apoiar isso?!…

terça-feira, 31 de maio de 2011

Querem ver o que acontece quando se defende o contribuinte (e a Escola Pública) dos lobbies que querem abocanhar o Orçamento do Estado?


Via "Câmara Corporativa"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Jerónimo de Sousa defende debate sobre saída do euro


“O secretário-geral do PCP considerou, esta segunda-feira à tarde, que a saída de Portugal do euro não deve ser tabu e que, dependendo das conclusões de um amplo debate nacional sobre o assunto, é preciso criar condições para o povo pronunciar-se.



À porta das oficinas municipais, em Santiago do Cacém, Jerónimo de Sousa defendeu que "é preciso uma grande debate nacional, sem conclusões de forma apressada e antecipada". "Mas é sim ou não", sublinhou, inclinado claramente para a primeira opção. O candidato da CDU falava a propósito de uma entrevista ao Público em que defendeu que "mais cedo ou mais tarde" Portugal terá de sair da moeda única.”
(ler o resto da notícia aqui)


A loucura também passa pela caravana comunista ao aventar a saída de Portugal do Euro.

A ser concretizada esta política de terra queimada, assistiríamos a uma hecatombe sem precedentes em Portugal, salientando-se entre outros problemas a subida generalizada das taxas de juros, com prejuízo para as empresas e  famílias.
Para as famílias com crédito à habitação, os juros desses empréstimos subiriam de tal forma que a maioria desses agregados não teria dinheiro para pagar as prestações da casa.
 
O recorde de imóveis penhorados seria de tal ordem que não haveria compradores suficientes para o número de imóveis postos a leilão pelos bancos.

Sem compradores para esses imóveis, os bancos não conseguiriam reaver o crédito malparado, nem as famílias alguma vez conseguiriam recuperar desse cataclismo.

Neste cenário dantesco preconizado por Jerónimo de Sousa assistiríamos à falência de toda uma Nação.

Manuela Ferreira Leite

Pobre senhora, o único argumento que encontrou um Passos Coelho por quem nunca teve em grande conta é o seu ódio a José Sócrates, é um triste exemplo da decadência a que chegou o cavaquismo. Sem nada ter dito no comício do PSD Manuela Ferreira Leite acabou por dar a melhor explicação para a actual crise política, o ódio a José Sócrates por um determinado sector do PSD, algo que também é evidente no acelerado professor 0%.



Visto em "O Jumento"

domingo, 29 de maio de 2011

Pssos Coelho, impreparado, incapaz, não tem perfil!

«Uma enxadazinha fazia-lhe bem», diz Passos a quem o manda trabalhar



Passos Coelho não resistiu e lá lhe saiu: «Uma enxadazinha também lhe fazia bem. Fazia bem», repetiu enquanto se afastava.

Passos Coelho não sabe lidar com a critica, já o provou mais uma vez. Se não consegue lidar agora, imagine-se o que seria de uma Primeiro Ministro destes a lidar com manifestações como as de 12 de Março, era à bastonada como fez Dias Loureiro. Impreparado, incapaz, não tem perfil!


sábado, 28 de maio de 2011

Blogue de apoio ao PS



Manipulação? Querem ver o que é manipulação?

Manipulação é, às 8 da noite, a SIC dizer que o futebolista Fábio Coentrão esteve com José Sócrates, mas não ter dito em quem vai votar:



E isto é manipulação porque, às 13 horas, a mesma SIC tinha emitido declarações de Fábio Coentrão, após o encontro com José Sócrates, nas quais garante que vai votar PS:



Resta uma dúvida: que administrador ou director da SIC passou (ou telefonou) pela redacção entre o noticiário das 13 e o das 20?

Visto em "Câmara Corporativa"

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Intercampus: foi-se a onda laranja


Segundo a sondagem da Intercampus para o Público e TVI, Pedro Passos Coelho perdeu a vantagem que tinha conseguido após o debate.

Esta sondagem reevela também, ao contrário da opinião de alguns analistas de sondagens e de comunicação política, que a onda laranja não teve continuidade, não foi imparável.

Marcelo R. Sousa afirmou (a meio da tarde) que, se as sondagens deste fim de semana confirmarem uma vantagem do PSD, “vai ser muito difícil a Sócrates mudar durante a última semana”. As sondagens colocaram de novo o jogo em empate tecnico. Cresce a expectativa para a última semana de campanha.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Passos Coelho e o aborto

Trazer para a campanha outra vez o aborto foi uma das maiores asneiras do ano.

As declarações de passos Coelho sobre a "reavaliação" da lei do aborto, a sua disponibilidade para convocar "um novo referendo", bem como o recuo posterior, quando o PS lhe caiu em cima, revela um amadorismo político imperdoável, para um challenger do Poder.


O líder do PSD, que tem procurado marcar diariamente a agenda, obrigando o PS a ir atrás (e evitando, ao mesmo tempo, esclarecer como aplicará o memorando assinado com a troika...), tinha todos os temas do mundo, menos este, para desenvolver: o desemprego, as PPP's, a bancarrota, os impostos, as contradições do Governo, as meias verdades de Sócrates, as marteladas no Orçamento de Estado, a deterioração da Justiça, a falta de meios das polícias, o ataque à classe média, o estrangulamento das empresas (incluindo as exportadoras)... O que quisesse. Mas não: Passos Coelho não encontrou melhor tema, entre aqueles que realmente preocupam os portugueses, do que o da revisão da lei da IVG!

E depois ainda dizem que o Bloco de Esquerda, é que tem a mania de colocar na agenda temas fraturantes... O que terá passado pela cabeça de Passos Coelho?

Vejamos: o aborto não está na ordem do dia. Não é discutido nas ruas, nos cafés ou nos transportes públicos. Foi resolvido ao fim de dois referendos. Não perturba a coesão nacional nem provoca, hoje, divisões na sociedade portuguesa. A lei (que não agrada a minorias militantes sempre ativas) é indiferente à maioria e não é posta em causa por praticamente mais ninguém. Já nem a Igreja fala disso.

Passos perde em todas: reforça a ideia de que muda o seu programa de cada vez que lhe sopram uma ao ouvido. Revela um comportamento errático, sem aconselhamento político nem estratégia. Dá a Sócrates, de bandeja, a vanguarda no campo da modernização da sociedade e da abertura de espírito. Permite que as atenções sobre os erros da governação se desviem para faits divers, onde não tem hipótese contra o concorrente. Não ganha um único voto, a não ser em nichos radicais de católicos - porque os outros já não estão nem aí. Perde a confiança de uma parte do eleitorado central, e de centro esquerda, de que precisa para fazer a diferença. Embrenha-se numa temática que não domina, embaraçando boa parte do seu partido. Arranja lenha para se queimar.

Porque diabo foi, agora, desenterrar esta? Com uma dispensa cheia de caixas de bolachas, à sua mercê, porque é que foi logo abrir a lata de sardinhas fora do prazo de validade?

Comentário em "AEIOU/VISÃO"

Belmiro de Azevedo: "porque no te callas"


Black Sabath - War Pigs


O mega-merceeiro Belmiro depois do fracasso da PT ficou mesmo azedo, no que se refere a Sócrates. São todos iguais, os governos são bons se defenderem os seus interesses, mas se defenderem os do País, já não prestam.

O País tem empobrecido na razão directa do enrequecimento deste e de outros super-merceeiros. Precisamos especialmente de Empresários que fabriquem produtos para exportar, que acrescentem valor ao que importam ou que vendam produtos nacionais.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Não deitemos foguetes antes do "jogo" chegar ao fim...



Vandalismo nas Escadas Monumentais de Coimbra


Quero exprimir a minha indignação enquanto estudante da Universidade de Coimbra e cidadão deste país relativamente a algo que considero ser um acto de puro vandalismo que atenta contra o nosso património. Refiro-me a várias pinturas apelando ao voto na CDU espalhadas por todo o lado, nomeadamente nas escadas monumentais da Universidade de Coimbra, marco histórico desta cidade.
Existe também no Facebook um movimento que apela à limpeza das mesmas.
Visto no JN
A foto seguinte mostra as Escadas Monumentais de Coimbra, antes da operação de vandalismo.


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