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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

PCP reconhece que João Penetra já não tinha condições para ganhar a Câmara de Alvito

João Penetra sussurra a João Valério: Obrigado amigo, vou sair de Alvito sem dar vistas, renasço das cinzas, e com uma parte da CDU/Viana, vou lutar para entreter quatro anos a população do concelho de Viana. Ideias não me faltam!
"A escolha de António Valério, que foi "consensual", "não pressupõe nenhuma desvalorização" do trabalho do atual executivo comunista da Câmara de Alvito, liderado por João Penetra, e resultou da "consciência" de que o novo candidato "assegura maiores esperanças de manutenção e reforço da CDU" à frente do município, frisou a fonte."

Podemos ler este texto na página da CDU Alvito.

 

Mas o Crato não era melhor do que a Lurdinhas


«“Mobilidade especial para quem governa mal”, “Troika e FMI fora daqui”, "Crato para a rua, a escola não é tua", "Com este Governo andamos para trás" e "Um governo sem razão não faz falta à educação". Estas foram algumas das principais palavras de ordem ouvidas no sábado em Lisboa, onde milhares de professores se manifestaram contra os cortes na educação, pedindo a demissão de Nuno Crato, ministro da Educação.

A organização do protesto garante que “superou largamente” a barreira dos 30 mil manifestantes, que era o número esperado pela Fenprof, e aponta para mais de 40 mil professores nas ruas. A polícia diz que não vai divulgar números, deixando essa tarefa para os organizadores.

A manifestação em Lisboa foi o ponto de partida para Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, anunciar mais acções de luta, nomeadamente uma semana de luto nas escolas, entre 18 e 22 de Fevereiro.» [Público]
   
Parecer:
 
Ainda sou do tempo em que o Mário Nogueira era um sindicalista feliz. Mário Nogueira está agora a perceber que muito do protagonismo que teve no passado foi o resultado do apoio que lhe era dado pela máquina da direita que ambicionava chegar ao poder para, como se percebe agora, reduzir os professores a metade, a metade em número e a metade em rendimento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Mário Nogueira e ao PCP se tencionam pedir desculpa à Lurdinhas.»

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mensagem de Passos: Entre o "patético" e o irrealista


Após o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter falado ao País, no âmbito da tradicional mensagem de Natal, as reacções dos partidos da oposição ao Governo não se fizeram esperar. O PS garante que a declaração do líder do Executivo “não cola com a realidade”, o PCP considera a mensagem “patética”, e o BE prevê que as promessas do fim da crise se irão traduzir em mais sacrifícios.
 
“O que o primeiro-ministro disse não cola com a realidade. O primeiro-ministro diz que estamos no bom caminho, mostra-se aliás orgulhoso daquilo que está a fazer, mas perguntamos: bom caminho para quem? Para os desempregados, para os jovens que são forçados a emigrar, para os mais de 300 mil portugueses que não beneficiam de nenhum apoio social?”, disse o porta-voz do PS João Ribeiro, em declarações à agência Lusa, reagindo, assim, à mensagem natalícia do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
 
Segundo o responsável, Passos Coelho “ignora os portugueses e fala de um País que não existe, revela como sempre insensibilidade social e está cada vez mais sozinho, isolado na sua torre de marfim”.
 
E esta opinião colhe ressonância do lado do PCP. “Aquilo que ouvimos é uma declaração patética em que, no essencial, se pode perceber que o primeiro-ministro procurou enganar, mentir aos portugueses sobre aquilo que tem sido o resultado da sua política e, sobretudo, das perspectivas de futuro”, comentou o dirigente comunista Jorge Cordeiro, que sublinhou que “talvez a única afirmação verdadeira” de Passos Coelho, esta terça-feira, tenha sido a “de que 2013 será um ano de grandes sacrifícios”.
 
O próximo ano será “sobretudo um ano sacríficos, de austeridade, de mais dificuldades, de mais empobrecimento, de mais desemprego e mais falências, sem que daí resulte nada para o país que não seja o prosseguimento neste rumo de afundamento e de declínio económico e social”, acrescentou o militante do PCP.
 
Por sua vez, o BE lembra que “não é a primeira vez que Pedro Passos Coelho promete o fim da crise e, sempre que o fez, ficou sempre por cumprir esta promessa e foi sempre mais austeridade e mais sacrifícios o que se seguiu. Os portugueses conhecem esta habilidade de Pedro Passos Coelho”. Para o coordenador do partido, João Semedo, “não é verdade”, ao contrário do que afirmou o primeiro-ministro, “que a austeridade e os sacrifícios estejam a ser repartidos por igual”.

Visto em "PS Alemanha"
 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Novo Chefe da "Divisão Administrativa e Financeira", "em regime de substituição", da Câmara Municipal de Vidigueira


Eu ouvi o passarinho

O Sr. Estêvão Pereira (EP) depois de finalmente "se ter convertido" lá para as bandas da Vidigueira, à ideologia defensora dos pobres e oprimidos, com direitos exclusivos, ao deambular com o seu carro quase diariamente pela nova "Rotunda do Ecomarchê" é obrigado a reduzir a velocidade para não dar mais um tombo na primeira passadeira desnivelada do concelho, memorial colocado em sua homenagem, junto à "Fábrica de Rações Fratejo", desde há muito esventrada”.

Foi justamente neste local de luta que estiveram durante meses umas faixas pretas com frases, contra o encerramento da Fratejo e em apoio dos trabalhadores???

Foi neste local que EP enquanto presidente da Câmara organizou com a CDU/Viana inúmeras vigílias e marchas de protesto para que essa empresa não encerrasse, documentada à época em reportagens na TV e na restante comunicação social???

Passado tanto tempo após estes acontecimentos, com o salto matinal que o sua viatura dá na passadeira, o cérebro acorda definitivamente e pensa com alguma mágoa em não  ter colocado rampas de acesso para deficientes motores nos passeios das nossas vilas, tal como tem sido usual nas últimas obras municipais.

EP já não está com a cabeça na Câmara de Viana, foi sentenciado já pelo partido de que o seu lugar está vago. Não sabemos ao certo qual o grau de desmotivação de EP ao ser relegado para segundo plano,  nas reuniões de Câmara em que está de corpo presente, não repete os devaneios técnicos sobre obras que vai publicando no “Blog do Estêvão”.

Dizem os mais conhecedores que EP ficou aborrecido com alguns técnicos que contratou para o gabinete de projectos, pois alguns destes “ingratos” não lhe ensinaram nada sobre a arte de bem construir, durante o tempo que passou na Câmara. É por isso que neste momento EP vai atirando umas pedradas  a essa "gente", passando agora a “namorar” os trabalhadores do estaleiro, na vã esperança que a memória destes seja curta.

Mas nem só desfeitas levou das pessoas que trabalharam com ele durante 16 anos. Foi graças às longuíssimas aulas que lhe foram dadas por alguns técnicos da Câmara de Viana que EP, ocupa neste momento, mesmo que provisoriamente, lugar de relevo na Câmara de Vidigueira.

Com a saída para a Câmara Municipal de Beja do Dr. José Caldas Rodrigues, licenciado em Economia e com vasto curriculum nesta área – ver aqui, a Câmara de Vidigueira para o período em que decorre o processo de recrutamento de um novo dirigente, nomeia para este emaranhado lugar o Dr. Estêvão Pereira - ver aqui.

Alguns dos fregueses da Barbearia, incrédulos relembram que a vocação de EP nunca foram os números, mas também dizem que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. A repetente aprendizagem que EP teve durante 16 anos com a distinta Chefe da Divisão Administrativa e Financeira da Câmara Municipal (nova designação: Divisão de Gestão de Recursos) de Viana do Alentejo deu os seus frutos, agora transpostos por ele na Câmara de Vidigueira, ao ocupar o lugar, em regime de subsituição, de Chefe da  equivalente Divisão de Administração Municipal.

Lá diz o provérbio: Faz mais quem quer do que quem pode!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Tirar as ilusões a Jerónimo de Sousa

«Fiel à ambivalência de quem quer votos na eira do Parlamento e palavras de ordem no nabal das manifestações, Jerónimo de Sousa falou, ontem, ao Público. O deputado falou das coisas do Estado em que está metido, da União Europeia ao Orçamento, com a gravidade e prudência de quem sabe que está metido nelas. Já o líder de massas reservou as duas últimas frases da entrevista - "O Governo teme a rua. Vão procurar disfarçar, desdramatizar, mas aquilo que sabemos é que, em maiorias maiores, foi a luta que determinou o momento da sua derrota" -, reservou, dizia eu, essas 28 derradeiras palavras para a ilusão das barricadas que tomam o Palácio de Inverno.

Sei que é cruel acordar as pessoas viciadas na irrealidade, mas há que dizer a Jerónimo sobre a força da segunda parte da sua dupla personalidade: olhe que não, olhe que não... A rua não determina quando cai uma maioria - o máximo que pode é abalá-la. Como, por exemplo, fez o camarada de Jerónimo, Mário Nogueira, nas manifestações de professores há meses. Com intenção, abalou. Já quem pode fazer cair governos, mesmo, é o deputado Jerónimo de Sousa - como, aliás, fez com o último. Fazê-lo cair, e ocasionar a inevitável e esperada actual maioria. Não critico nem aplaudo, só estou a lembrar: em 2011, o seu "papel histórico" (para usar um chavão de que gosta) foi esse, Jerónimo de Sousa.

É tempo de saber que é mais eficaz a levantar o braço no hemiciclo do que a gritar na rua.» [DN]

Autor:
Ferreira Fernandes.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O que é feito da oposição?

Se o governo não é grande coisa a oposição não é melhor, Louçã ainda não sabe bem o que fazer, Jerónimo de Sousa protesta contra os despedimentos de professores ao mesmo tempo que Mário Nogueira se roça no ministro como um gato doméstico e de António José Seguro nada se sabe, desapareceu.

Vítor Gaspar adopta sucessivas medidas de austeridade dignas do tempo do Chile de Pinochet e do lado do PS pouco mais se ouve do que alguns gemidos, não se percebe muito bem se aprova ou desaprova as medidas, até parece que a nova liderança do PS também é mais troikista do que a troika.

No PCP a situação roça o vergonhoso, a troco de uma avaliação mais fácil para os professores instalados o Mário Nogueira aceita tudo e quando se fala em despedimentos é uma segunda figura da Fenprof que aparece a dar alguns gemidos. Quando se decidiu o encerramento de escolas por não terem qualidade o Mário revoltou-se, agora que o governo decide aumentar o número de alunos por turma com o claro objectivo de despedir professores o Mário Nogueira fica calado.

Os ministros pouco ou nada fazem para além de algumas jogadas de propaganda e do lado da oposição, designadamente, do PS não se assistem a qualquer reacção. Isto significa que o governo está em roda livre, Cavaco já nem aparece no Facebook, o PS desapareceu e a extrema-esquerda parece envergonhada por se opor depois de ter ajudado a direita achegar ao governo.

Isto pode ser bom para o governo que depois de recear a contestação às suas medidas percebe que pode decidir-se por medidas mais duras. Mas pode ser muito mau para o país, não só porque uma boa parte dos ministros não sabe o que está fazendo mas principalmente porque na ausência de oposição é de recear que mais dia menos dia a contestação venha para a rua não só para contestar contra uma política, mas para criticar um sistema que parece estar podre.

Visto no " O Jumento"

sábado, 2 de julho de 2011

Serafim artista de rádio, tv disco e da cassete pirata




Encerramento dos CTT - Vila Nova de Cacela
09-Out-2007
NÃO AO ENCERRAMENTO DO POSTO
dos CTT em V. N. de Cacela

O concelho de Vila Real de Santo António tem vindo a perder serviços importantes para as populações por via da política de “reestruturações” das Empresas Públicas que os sucessivos governos da responsabilidade do PS e do PSD têm vindo a realizar na lógica de entregar aquilo que é público e é de todos à iniciativa privada. É nessa lógica privatizadora que impede a população de ter um serviço postal público, e reduz os postos de trabalho, que a Administração dos CTT encerram a Estação de Cacela.

A Comissão de Freguesia de V.N. de Cacela do Partido Comunista Português protesta contra mais esta manifestação contra os direitos da população com o encerramento da Estação dos CTT em VN de Cacela. E deplora a atitude da Junta de Freguesia que estando informada desta intenção por parte da Administração dos CTT não informou a população, escondendo o que conhecia, e a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António que deixa encerrar mais um serviço no concelho sem nada dizer, assumindo assim, Junta e Câmara pelo seu silêncio, igual responsabilidade nesta medida.

Há serviços que apenas o serviço público de correios pode e deve assegurar e aos quais outras entidades não podem, não devem interferir, nomeadamente nos serviços postais expresso e operações de valores, bem como a confidencialidade da correspondência que são assegurados por princípios deontológicos a que os CTT estão obrigados.

A Comissão de Freguesia de VN de Cacela do PCP, apela à população para que das formas encontradas como necessárias, façam sentir o seu protesto junta da Administração dos CTT, Junta de Freguesia e Câmara Municipal.

A Freguesia de Vila Nova de Cacela não pode continuar a ser tratada como até aqui por entidades que devem servir os interesses da população. Os cacelenses não são meros votos em períodos eleitorais. Não ao encerramento da Estação dos CTT!

Outubro de 2007

A Comissão de Freguesia de Vila Nova de Cacela do PCP
Cassete: modelo PCP/CTT/1/2002
Fotocopiado aqui.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Vandalismo nas Escadas Monumentais de Coimbra


Quero exprimir a minha indignação enquanto estudante da Universidade de Coimbra e cidadão deste país relativamente a algo que considero ser um acto de puro vandalismo que atenta contra o nosso património. Refiro-me a várias pinturas apelando ao voto na CDU espalhadas por todo o lado, nomeadamente nas escadas monumentais da Universidade de Coimbra, marco histórico desta cidade.
Existe também no Facebook um movimento que apela à limpeza das mesmas.
Visto no JN
A foto seguinte mostra as Escadas Monumentais de Coimbra, antes da operação de vandalismo.


terça-feira, 22 de março de 2011

Francisco Lopes, uma candidatura patriótica e de esquerda


Rap da Farc - Força Alvi Real Celeste

Dois meses depois das Eleições Presidenciais 2011, que decorreram a 23 de Janeiro de 2011, o lixo da propaganda deixado um pouco por todo o concelho pelo candidato, camarada Francisco Lopes é mais um sinal de como estes progressistas gostam da nossa Terra.

Recordamos que o camarada Francisco Lopes foi apoiado pelo PCP e Partido Ecologista Os Verdes, estes últimos com o tom da cor do lixo que deixaram espalhado por todo o lado.

O Camarada Francisco Lopes nestas eleições presidenciais os votos que conseguiu não foram tantos como os que tinha previsto.
Francisco Lopes, tinha inscrito uma verba de 512 mil euros para gastar na propaganda eleitoral, mas só recebeu 424 mil de euros de subvenção estatal, isto é, teve um saldo negativo de 88 mil euros – contas da vida.
Por isso há quem diga que o material utilizado na campanha não foi recolhido em todo o País porque faltou o dinheiro para essa operação.

O Secretariado do Comité Central do PCP depois de ter contactado a Organização Concelhia de Viana do Alentejo, muito bem dirigida pelo importado, invisível e inaudível membro Pedro Andrade e Silva, foi informada de que não havia necessidade de recolha dos detritos, esses cartazes representavam a forte presença dos comunistas no concelho, pois o camarada Francisco Lopes tinha sido eleito Presidente da República de Aguiar.

Por isso os materiais de propaganda só terão sumiço quando “a terra os comer”, ou se nos entrementes houver uma nova operação, “Limpar Portugal”.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Alvito assinalou os 90 anos do PCP

Com um almoço-convivio, em que participaram algumas dezenas de pessoas.


Visto em "Alvitrando"


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A superioridade moral dos comunistas?

The Waterboys - Red Army Blues

Desde pequenino que fui enlevado com a suposta superioridade moral dos comunistas: subordinação democrática ao colectivo, abnegação na luta com sacrifícios pessoais, perseguição das causas sem benefícios particulares, infalibilidade moral, modéstia, desprendimento dos bens materiais, repúdio da ganância, do lucro capitalista e de comportamentos sociais burgueses. 

Eu era da Juventude Comunista Portuguesa, e o nosso lema, imposto pelos seniores, continuava a ser: "trabalho, honestidade e competência". E tínhamos o autarca comunista como modelo: dedicadíssimo ao partido, frugal de gastos e de bens, impoluto com os dinheiros públicos, reservado na vida social, trabalhador, honesto, competente, e servia a política e o partido e não a si, tanto mais que, seguindo os estatutos do PCP, devolvia ao partido o remanescente do seu salário de presidente da Junta, de presidente da Câmara, ou de vereador, caso ele fosse superior ao salário que auferia antes desse cargo público, e, na esmagadora maioria dos casos, era-o.

E desconfiávamos, e muito, daqueles comunistas por consciência social e adesão ideológica: os comunistas ricos, que tomavam as nossas dores não por pertença de classe, não porque sentissem na pele ou no estômago, as dificuldades económicas, a precariedade do emprego, a exploração do patrão, o baixo salário, as contas por pagar, a exclusão do acesso à cultura ou à educação, à saúde ou à justiça, à habitação ou ao lazer, mas sim, tantas vezes, porque estava na moda ser esquerdista, ou porque isso afrontava os papás endinheirados, ou porque a namorada era comuna. E nós, comunistas porque sim, porque os nossos pais eram, porque éramos do povo ou do povinho, porque éramos filhos do trabalho e da pobreza, da privação e da revolta, olhávamos com reserva para aqueles comunistas emprestados pelo "outro lado", pelo vértice do sistema que nós combatíamos e queríamos superar. 

Eles vestiam uma camisola vermelha durante o dia, nas manifs e nas reuniões, nos debates e nos comícios, mas à noite, enquanto nós dormíamos com a mesma camisola vermelha, depois de ouvirmos a queixa do pai massacrado da fábrica, e os lamurios da mãe por causa da cabra da patroa, e o protesto de ambos por causa da carestia, da inflação, da prestação da casa, e das magras férias mais uma vez anuladas, os outros comunistas de veludo, vestiam as cores do conforto e da abundância, descansadinhos da vida.

Passaram 25 anos. Continuam a existir comunistas de carne e osso, nascidos e criados no abraço de um ideal generoso, herdeiros convictos do trabalho, da honestidade e da competência, protagonistas desse lema no dia-a-dia de tudo o que fazem. Mas são já raros, escasseiam. E já não é o autarca comunista que podem seguir como modelo. 

Muitos dos novos autarcas comunistas e muitos dos que, passados 25 anos, são agora quase velhos autarcas comunistas, vestem ainda de quando em vez a sua camisola vermelha de ocasião, nos oportunos momentos protocolares que a mínima decência exige, mas já nem no trabalho se distinguem dos outros, e nem na honestidade, e nem na competência. 

E à noite, enquanto faltam à reunião do partido, ao qual já não entregam um cêntimo do que excede o que ganhavam antes, deslocam-se nos seus carros de alta cilindrada para o monte alentejano ou para a casa na praia, com despojos de favores vários no banco de trás, e, na companhia do seu whisky velho e charuto nos beiços, é já sem sequer aperto na consciência que esboçam um sorriso ao relançarem os olhos pelos desenhos do Álvaro Cunhal, escondidos e desalinhados a um canto da sala. Alguns, instalados na sem vergonhice, até lhe dirigem o copo e saúdam-no.

Correio Alentejo; António Revez; Abril de 2009

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Festa do Avante 2010

Nos dias 3, 4 e 5 de Setembro, a Festa do Avante 2010 chega de novo ao Seixal.

As Entradas Permanentes (bilhetes) para o Avante custam, este ano, 19,50 euros em regime de compra antecipada e 29 euros durante o evento.

3 de Setembro
Mário Laginha, António Rosado, Sinfonietta de Lisboa, Catarina dos Santos, Muxima, The Kaviar

4 de Setembro
Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, Deolinda, A Naifa, Baile Popular, Diabo na Cruz, Bernardo Sassetti Trio, Adriana, Cacique'97, Bunnyranch, Eina, Stonebones & Bad Spaghetti, Us & Them

5 de Setembro
Tim & Convidados, Peste & Sida, Os Dias da Raiva, Expensive Soul, António Chaínho, Ana Laíns, Dazkarieh, Os Tornados, Larumbé, Demian Cabaud & Leo Genovese

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Serpa: PS quer avaliar concurso da Câmara ganho pela filha do presidente



Entre os elementos que suscitam dúvidas, o júri era presidido por um primo do autarca

O PS quer avaliar o concurso público para um cargo de engenheiro civil da Câmara de Serpa (CDU) que foi ganho pela filha do presidente do município e cujo júri era presidido por um primo do autarca.

Os eleitos do PS na Assembleia Municipal de Serpa querem «avaliar o processo de selecção», porque «receberam uma carta de um dos candidatos excluídos e há vários elementos que suscitam dúvidas», explicou à Lusa o coordenador da bancada socialista daquele órgão, Paulo Pisco.

Entre os elementos, consta «a coincidência» de a candidata escolhida ser Amélia Rocha da Silva, filha do presidente da Câmara, João Rocha. Por outro lado, o júri do concurso era presidido por «um primo do autarca e da seleccionada», Carlos Rocha, disse Paulo Pisco, frisando tratar-se de «um grau de parentesco tipificado na lei e que inviabiliza o concurso».

Um total de 24 pessoas concorreram ao concurso lançado pela Câmara de Serpa para recrutamento de um técnico superior na área de engenharia civil para a divisão de obras municipais, publicado em Diário da República dia 15 de Março e que incluía três métodos de selecção (prova de conhecimentos, avaliação psicológica e entrevista profissional).

Desses candidatos, apenas metade fez a prova de conhecimentos, que decorreu a 28 de Maio, e só três conseguiram classificação positiva, entre os quais Amélia Rocha da Silva, que obteve a mais elevada (17,7 valores), seguindo-se o segundo classificado com 12,8 e o terceiro com 10.

Destes três candidatos, dois fizeram a prova psicológica, na qual Amélia Rocha da Silva obteve 16 valores e o outro candidato oito valores. Só a filha do autarca de Serpa chegou ao terceiro e último método de selecção, a entrevista profissional, em que conseguiu 16 valores.

Segundo Paulo Pisco, há uma «grande disparidade» entre a classificação de Amélia Rocha da Silva e as dos nove candidatos que obtiveram notas negativas na prova de conhecimentos, «uma média de 6,5 valores, o que inviabiliza qualquer hipótese de recurso de reavaliação de provas».

Os eleitos do PS querem também «esclarecimentos» sobre «o tempo muito escasso» que o júri levou a corrigir e a avaliar as 12 provas, ou seja, entre 28 (sexta-feira) e 31 de Maio (segunda-feira), já que «os resultados foram divulgados no dia 1 de Junho» (terça-feira).

«Perante todos estes elementos», os eleitos do PS na Assembleia Municipal de Serpa querem «avaliar o processo» e já pediram ao executivo da Câmara as actas e outros elementos informativos relativos ao concurso público.

«Não me meti, nem vou meter-me no concurso», assegurou o presidente da Câmara de Serpa, João Rocha, que remeteu esclarecimentos para o vice-presidente da autarquia, Tomé Pires.

Tomé Pires garantiu que o concurso, que «ainda não terminou, porque está na fase de audiência prévia», decorreu «dentro das normas legais».

«Mas há um elemento particular (a seleccionada ser filha do presidente da Câmara) que está a ser aproveitado politicamente», lamentou, referindo que «a composição do júri foi aprovada em reunião de Câmara e o concurso, à semelhança de anteriores, foi mais célere do que o normal, porque há necessidade de técnicos na autarquia».

Visto em TVI 24

domingo, 13 de junho de 2010

Post retirado do “Blogue do Estêvão”

Nota prévia:

Num blogue com comentários moderados, como é o caso do "Blogue do Estêvão", fica sempre no ar a hipótese de que nem tudo é publicado, ou que as pessoas não opinam tão espontaneamente, porque a dinâmica não é a mesma dos blogues que optam por comentários livres.
Neste caso,
"a vida por vezes é curiosa" quando neste texto os comentários vão sempre no mesmo sentido - sem o "insubstituível" ex-presidente, o concelho mergulhará naturalmente no abismo.



Gostaríamos de trazer para a discussão na Barbearia, onde os comentários são de acesso livre, cumpridas as regras editoriais, o seguinte texto do "Blogue do Estêvão":


"A SÉRIO"

"A vida por vezes é curiosa.

Vejo escrito por aí (agora como vou falar no assunto se calhar vão dizer que nunca escreveram), que eu devia assumir o meu mandato como vereador da Câmara Municipal de Viana do Alentejo.

Como é óbvio, esse é um assunto que apenas a mim e ao meu partido (é verdade, continuo a ser militante comunista) diz respeito e quando chegar à altura certa será devidamente tratado.
Tal como foi para outros eleitos de outros partidos, quer em mandatos anteriores, quer já no actual mandato.
Ainda não vi ninguém referir esse assunto, como se a suspensão ou renúncia a mandatos autárquicos fosse algo que apenas agora foi descoberta e no entanto o histórico já vem de longe.

Para não falar de casos locais e autárquicos (apesar de termos muitos), pergunto a quem estiver a ler este texto se ainda se lembram que deputados elegeram pelo Distrito de Évora para a Assembleia da República e se sabem quem são actualmente os seus deputados.

Pensem bem!

No meio de tudo, o que me parece mais curioso, é que uma boa parte das pessoas que agora parecem defender que eu devia voltar à Câmara, são os mesmos que defendiam que eu devia de lá sair enquanto lá estive.

E, se calhar, ainda esperam ser levados a sério. Será mesmo?"


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Santana Lopes/Estêvão Pereira


Muito recentemente o Sr. Estêvão Pereira elegeu oficialmente os blogues como meios privilegiados para explanar as suas ideias, justificando o seu passado como autarca, respondendo a uns e a outros, numa correria desenfreada: não seria mais compreensível para todos nós que preferencialmente também o fizesse no papel de Vereador, lugar privilegiado para o qual foi eleito e que sucessivamente vem pedindo a suspensão do mandato, sufragado em eleições democráticas?


Na Câmara de Viana do Alentejo existe um gabinete disponível, concebido
para a oposição pelo próprio Estêvão Pereira, com todas as condições, onde este poderia, entre outras coisas, atender os munícipes e prestar simultaneamente um serviço à comunidade, intervindo positivamente, saindo para o terreno, quem sabe, encontrando uma solução para os diversos buracos que deixou ao actual executivo .


Enquanto Santana Lopes, na altura própria, justifica a tomada de posse de Vereador da oposição, na Câmara de Lisboa:

“.. Fala-se muito no espírito republicano, mas o espírito republicano é isto. Estar disposto a servir quer se ganhe quer não se ganhe", afirmou Santana Lopes, que liderou a candidatura de direita à Câmara de Lisboa nas autárquicas de Outubro, ganhas por maioria pela lista encabeçada por António Costa…”;

Estêvão Pereira não esclarece a população que o elegeu, quanto à recusa sucessiva em tomar posse como Vereador da oposição, na Câmara Municipal de Viana do Alentejo.

Porquê?

No concelho de Viana não se está disposto a servir, da mesma forma, quer se ganhe quer não se ganhe?


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Eleitos da CDU/Viana "deram de frosques"

"Conhecer o passado, para entender o presente e projectar o futuro"


Campanha autárquica: Foto pública retirada do site da CDU


Campanha autárquica: Foto pública retirada do site da CDU

Vicente Fernandez: "la derrota"

Com poucas e honrosas excepções, os mais destacados elementos da CDU/Viana, após as últimas eleições autárquicas, debandaram ou perderam o respectivo mandato por FALTAS.

Aqueles que abdicaram de se sentar na cadeira da oposição, em total desrespeito pela minoria que neles votou, entregaram a oposição às segundas linhas partidárias.


O caso mais emblemático, é o pedido de suspensão do cargo de vereador, efectuado pelo Sr. Estêvão Pereira.

Estes predestinados, abandonaram os seus cargos, entraram na clandestinidade, seguidos pelo pequeno séquito de admiradores (as), entre os quais uma minoria de "agentes provocadores" "infiltrados" na Câmara.

Capitaneados pelo pardacento controleiro profissional Diamantino Dias, em fim de carreira nos estúdios da “Mosfilm”, restam-lhes os blogues para carpirem as suas mágoas.

Estas pessoas que dizem defender o povo, baldaram-se para o trabalho de oposição, porque esperam que o trabalho dos seus camaradas, os leve novamente para o poleiro. Estas vedetas da “sétima arte”, só nasceram para serem os primeiros, apesar de muitos deles se terem esquecido que finalizavam as cagadas, limpando o cú num jornal ou numa pedra reciclada.

Ao lermos as actas da Assembleia Municipal e da Câmara, apuramos que os elementos da CDU/Viana pouco ou nada dizem “que se veja”. Para validar o trabalho do actual presidente, necessitamos de uma oposição combativa e que proponha medidas positivas para o concelho.

Utilizar a velha cassete, poluindo o território de gastas metáforas, não é a forma mais assertiva para regenerarem a “força do PCP”, de rastos neste concelho.
Fica uma pergunta: aqueles que substituíram, mal ou bem, dando a sua cara, encobrindo quem “deu de frosques”, estarão dispostos a levar os colunáveis, ao colo, mais uma vez , para lugares de destaque nas listas da CDU em 2013?


segunda-feira, 12 de abril de 2010

O fantasma do controleiro acabou há 12 anos




"Em Fevereiro de 1998, o Comité Central do Partido Comunista Português aprova o documento "O Novo Impulso", em que ficava estabelecido que os militantes que fazem a ligação de cada célula ou organização com os organismos superiores passariam a ser eleitos pelas suas bases e não nomeados por cima."

Terá sido o fim dos "controleiros" e o arranque da adaptação do PCP aos novos tempos?

domingo, 31 de janeiro de 2010

Anti-comunista primário, eu


Foto publicada por Barbearia Ideal

“Uma das características mais curiosas dos comunistas portugueses é a atitude que têm em relação a quem ouse dirigir-lhes uma crítica, podemos ser anti-tudo mas se rejeitarmos o seu modelo de sociedade somos logo apelidados de “anti-comunistas primários”, como se nos estivessem a lançar o estigma de hereges ou de anti-cristos. Se não formos “democratas” (a designação dada aos não comunistas simpáticos) somos condenados à fogueira, casos perdidos sem direito a lugar no seu reino dos Céus. ..

….No léxico do PCP os “anti-comunistas primários” estão para além do lúmpem proletariado. Há os comunistas e, entre estes, a classe operária que por não ter sido conspurcada pela riqueza tem as funções de líder do proletariado. Depois estão os que não sendo comunistas são simpáticos para com o PCP, aquilo que no passado foi o MDP/CDE, são os designados por “democratas”. Por fim, estão os outros e de entre estes os piores de todos, os que ousam dizer não ao PCP, esses são os perigosos, não são reeducáveis nem irrecuperáveis, são os “anti-comunistas primários”.
....

...Dizer que a CGTP devia ser a única central sindical e admitir que o controlo exercido pelo PCP é uma garantia da defesa dos interesses dos trabalhadores dá-nos quase direito a uma entrada à borla na Festa do Avante mais uma sandes de courato no pavilhão do Centro de Trabalho do Feijó, mas insinuar que o controlo da central visa condicionar as lutas laborais aos objectivos políticos do PCP já nos condena à excomungação.


Constatar que a China apresenta progressos ou que Cuba é a terra dos nossos sonhos cai bem aos militantes do PCP que nos passam a considerar pequeno-burgueses recuperáveis, mas se lembrarmos que os trabalhadores chineses vivem num capitalismo sem regras ou que os agricultores cubanos só agora conquistaram o direito de comparar um par de botas fica logo o caldo entornado...."

Visto no blogue “O Jumento” – Ler o artigo completo


domingo, 22 de novembro de 2009

O PCP, o autárquico e a esquerda



A memória e o estatuto que o Partido Comunista Português conquistou no Alentejo, antes e depois do 25 de Abril, são marcas indeléveis inscritas no património cultural e político do Alentejo. No entanto, se continuar a recusar aprender com os seus próprios erros, toda a sua experiência histórica se arrisca a perder significado.

O PCP, e com ele larga parte das estruturas organizadas e das instituições que controla, tornou-se uma máquina burocrática cada vez mais esvaziada de ideologia e de consciência crítica (isto é extensível a outros partidos, inclusive ao PS). Não digo que não haja formação política, e que alguns dos seus quadros não tenham qualidade. Muitos deles têm-na. Mas de um modo geral o debate interno e o respeito pela controvérsia, pela opinião contrária, etc., são reduzidos ao mínimo, ou inexistentes. Em contrapartida, as fidelidades são absolutas e incondicionais. E é em parte por isso que, quando os antigos militantes e quadros rompem com o partido, quando são quebradas as lealdades, quando alguém começa a ser verbalmente agredido e desrespeitado pelo partido, os representantes oficiais abandonam, desprezam e hostilizam ferozmente os seus ex-camaradas, tratando-os como traidores e aplicando-lhes a violência simbólica mais terrível. Essas práticas são expressão da cultura estalinista que ainda subsiste.

O domínio teórico do marxismo foi progressivamente sendo substituído pelas grandes afirmações de cariz moral, de “indignação” contra o sistema capitalista, e em defesa da classe trabalhadora. Porém, essa defesa tende a tornar-se mera retórica. Não há notícia de produção intelectual, de esforço de releitura de Marx (num momento em que o seu pensamento voltou à actualidade no quadro da actual crise) para que os seus quadros saibam do que falam quando criticam a natureza do capitalismo. Os contributos para actualização das (e reflexão sobre as) teorias de Marx não vêm do PC mas de alguns académicos e filósofos que a isso se têm dedicado (veja-se, por exemplo, as obras de Luc Boltanski, István Mészáros ou Ricardo Antunes), mas que os dirigentes comunistas ignoram ou desprezam.

Onde mandam, os comunistas tornaram-se numa rede de carreiristas e burocratas, no que, aliás, dada a entrega total às suas tarefas, são em geral extremamente eficientes (veja-se muitos sindicatos da CGTP). Essa eficácia é particularmente requintada quando se trata se exercer represálias e vinganças sobre os chamados “filhos desavindos” do partido, aqueles que, por um motivo ou por outro, em dado momento se fartam e batem com a porta. Existem, inclusive, casos de ex-autarcas ou ex-deputados/ dirigentes que, rompendo com o partido e a sua ortodoxia, se mantêm estranhamente cúmplices e silenciosos, mesmo após a sua saída. Por vezes, chegam até a fazer uma espécie de juramento de fidelidade, ou ainda – veja-se o ridículo da coisa – a assumir em público as “culpas” que privadamente sabem que não têm. É curioso, e intrigante, ver como alguns dos desiludidos do PC não conseguem tirar as lições dos seus próprios erros.

Mesmo quando são vítimas de “purgas” internas e facadas nas costas, continuam a reproduzir as mesmas grelhas de leitura dogmáticas, vendo o mundo a preto e branco, dividindo tudo entre os bons e os maus, entre o "certo" e o "errado". No meu blogue (bosociedade.blogspot.com) ocorreu recentemente uma discussão (a propósito das eleições autárquicas em Castro Verde) onde são patentes os ódios de morte entre antigos militantes que saíram do partido e que se conhecem desde há décadas. No mar de confusões em que muitos continuam a navegar (mesmo após a saída), não sabem o que defender nem criticar, mas alguns não conseguem abdicar do protagonismo nem das sempre inabaláveis “verdades” aprendidas no seio do partido.

Olhando as cores do mapa do Alentejo e comparando os resultados das autárquicas de 2009 com as de 2005, não consigo vislumbrar onde e em quê os incondicionais do PC/CDU encontram motivos de auto-contentamento. O bastião “vermelho” está a desaparecer. E no futuro, das duas uma: ou o PC muda e se abre, promovendo a renovação e o debate internos (o que seria bom para a democracia e para a esquerda portuguesa), ou persiste na velha ortodoxia que o levará à implosão (lenta mas irreversível) e, nesse caso, outras forças irão ocupar o seu lugar. No Alentejo como no país inteiro, talvez os movimentos associativos, juvenis, feministas, ambientalistas e as novas redes do “ciberespaço” nos possam fornecer pistas para reforçar a democracia participativa e repensar o futuro da esquerda.

Publicado no jornal Correio do Alentejo em 23 de Outubro de 2009
Elísio Estanque
estanque@fe.uc.pt

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