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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

As aldrabices de Passos Coelho

 
Maio de 2011: Passos Coelho no encerramento do fórum “Mais Sociedade”, em plena propaganda eleitoral, mente descaradamente aos Portugueses:
 
"Sobre o Governo e a governação que espera dirigir, O presidente do PSD, afirmou hoje que fez as contas e está em condições de garantir que não será preciso cortar salários nem fazer despedimentos, para consolidar as finanças públicas portuguesas.
 
“Nós calculámos e estimámos e eu posso garantir-vos:
 
Não será necessário em Portugal cortar mais salários nem despedir gente para poder cumprir um programa de saneamento financeiro”, afirmou Pedro Passos Coelho. O PSD quis “vasculhar tudo” para ter contas bem feitas e, “relativamente a tudo aquilo que o Governo não elucidou bem”, procurou “estimar”, preferindo fazê-lo “por excesso do que por defeito”, referiu.
 
Não será necessário em Portugal cortar mais salários nem despedir gente para poder cumprir um programa de saneamento financeiro, mas temos de ser efectivos a cortar nas gorduras do Estado”, completou Passos Coelho segundo quem, o valor do défice de 2010, revisto “em muito poucas semanas de 6,8 para 8,6 e de 8,6 para 9,1”, é na verdade de “10,2 por cento” do Produto Interno Bruto (PIB). "
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O jogo perigoso de Passos Coelho


Pedrinho cada vez estás melhor

Já não há pachorra para assistir ao jogo perigoso de Passos Coelho, hoje diz uma aldrabice, no outro dia diz outra.

Uma coisa tem ele feito com rigor – de canelada em canelada vai afundando mais o País.
 
No dia em que Portugal conheceu números recorde de desemprego, 14 de Agosto, Passos Coelho falou na Festa do Pontal no início do fim da crise. “O caminho que está a seguir é o correcto, que Portugal já está "a colher resultados" e é "por essa razão que o próximo ano não será de recessão". A propósito dos cortes na despesa, nomeadamente nas fundações (onde o corte estimado é de 150 a 200 milhões ano), Passos Coelho até arriscou dizer já que essa poupança é "mais uma das condições para fazer o alívio das famílias em 2013".
 
Para quem na altura não compreendeu este discurso, bastou esperar apenas cerca de mês e meio para ficar esclarecido - o governo anuncia uma série de medidas de assalto fiscal para 2013, destinadas ao alívio das carteiras vazias da maioria das famílias .

 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Como uma imagem “normal” se pode tornar uma imagem obscena.

Esta fotografia, publicada pelo Correio da Manhã, podia ser apenas a fotografia de um casal feliz num momento de prazer e descontracção. Mas a legenda diz tudo:
Horas depois de falar ao País, Passos foi com a mulher, Laura, ver o concerto de Paulo de Carvalho no Teatro Tivoli (Lisboa) e, sorridente, cantou ‘Nini dos Meus 15 Anos’

Depois daquela chocante comunicação ao País esperar-se-ia do primeiro-ministro um pouco mais de decoro …ou como uma imagem “normal” se pode tornar uma imagem obscena.
 
Visto no "VAI E VEM"
 

domingo, 19 de agosto de 2012

"2013 será o ano da inversão da actividade económica e da recuperação"


E lá do meio da maralha laranja, no Aquashow, a salvo do descontentamento do povo que ele diz servir, o Coelho apontou nova data para a salvação de Portugal, enquanto esperava que o arroz se cozesse: em 2013 é que vai ser. Um político que fala verdade e que não quer fazer como os outros é assim mesmo, olhos nos olhos. Portugueses - ingrato povo que não percebe o alcance das medidas que o está a levar à miséria. A pobreza liberta, não sabiam?

Por Sérgio Lavos em "O Arrastão"


domingo, 13 de maio de 2012

Passos Coelho e o desemprego


Em Maio de 2011, cerca de um mês antes das últimas eleições legislativas, Passos Coelho criticando o governo de José Sócrates, considerou que a taxa de desemprego de 12,4 por cento divulgada nessa altura correspondia a um «sinal evidente» da crise que o país atravessava.

«É um valor extremamente elevado, que representa o sinal mais evidente da crise profunda que estamos a atravessar», afirmou durante o Fórum da TSF.
Posteriormente, de visita à Santa Casa da Misericórdia em Faro, voltou a comentar os números: «É realmente uma tragédia o estado a que o nosso estado social tem chegado. É um valor muito grave, que nós sabemos, ainda para mais, que tem tendência para se acentuar

«É importante não repetir os mesmos erros do passado, que conduziram a uma recessão económica, precisamos de políticas activas de emprego. (aqui)

Passado um ano, o primeiro-ministro Passos Coelho depois de ter entregue em Bruxelas, às escondidas do Parlamento mais um PEC, agora designado por Documento de Estratégia Orçamental, relativamente as previsões para o desemprego:

Para 2013, o Governo aponta para uma taxa de desemprego de 14,1%, duas décimas acima da troika, para 2014 e 2015, a taxa deverá atingir valores de 13,2 e 12,7%, respectivamente, o que corresponde a revisões em alta de uma e três décimas. (aqui)

Passos Coelho enquanto estava na oposição classificava o desemprego como uma situação de tragédia.

Passos Coelho, primeiro ministro, vem durante esta semana gozar com os desempregados, considerando que o desemprego representa uma oportunidade para mudar de vida. (aqui)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

“A austeridade não pode cair sobre os ombros dos mais fracos e vulneráveis”

As afirmações do actual primeiro ministo, no dia seguinte ao dia das mentiras (2 de Abril), no arranque no Porto, do “Movimento da Sociedade Civil – Mais sociedade”, liderado pelo economista António Carrapatoso, presidente do conselho de administração da Vodafone:

"Estou convicto que “as dificuldades financeiras serão ultrapassadas” sem ser “com um caminho de mais austeridade”, porque, “Portugal já vive em austeridade e o que é preciso que essa austeridade seja partilhada por todos e não caia sobre os ombros dos que menos podem e dos que são mais fracos”, acrescentou."

“Não quero contribuir para uma campanha de medo, que leve as pessoas a pensar que vamos cortar o 13.º mês, aumentar os impostos, tirar as pensões, cortar os rendimentos, só porque há alguém, ou alguns, a partir do Governo, que com total descaramento dizem, todos os dias, que é isso que o PSD fará. Tudo para que os Portugueses prefiram ficar, como estão do que arriscar a mudança”,

Povo Livre, pág. 3

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pedro Passos Coelho – Best of 2010-2011



Durante 2010 e 2011, Pedro Passos Coelho disse que sim, disse que não e disse o contrário. Durante várias semanas recolhi, compilei e compus as melhores declarações deste extraordinário homem. Hoje, tenho o prazer de apresentar os melhores momentos de Pedro Passos Coelho (e o Rodrigo Moita de Deus há-de desculpar o roubo descarado deste texto).

Adenda: Especialmente esclarecedoras as afirmações deste extraordinário homem, nos últimos 2 anos, após a declaração ao país acerca do Orçamento de Estado para 2012.

Visto em "Aventar"

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Twitter: Passos prometeu sempre «menos sacrifícios»


Conta do primeiro-ministro foi utilizada até às eleições, quando o PSD insistia no corte da despesa e não no aumento de impostos.

A conta de Twitter que Pedro Passos Coelho utilizou antes e durante a campanha eleitoral ainda se mantém activa, pelo que é possível ver o que prometeu o actual primeiro-ministro, conforme recordou Fernanda Câncio esta sexta-feira num artigo de opinião no «Diário de Notícias».

O tvi24.pt recolheu algumas das mensagens que, hoje, após quatro aumentos de impostos e pouca clarificação do lado do corte da despesa, ganham outra luz.

- «A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento»

- «Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate»

- «A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos»

- «Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas»

- «Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução.»

- «Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos.»

- «Apelo ao Governo para que seja diligente e transparente no que toca à despesa. De outra forma é o país que sofre com esta situação.»

- «Se continuássemos a empurrar os cortes na despesa com a barriga desta forma, acabaríamos o ano com mais mil milhões de euros de défice real.»

- «O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando.»

- «O aumento de impostos previsto por este Governo no documento que assinámos com a UE e o FMI é mais do que suficiente»

- «Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português.»

- «Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos.»

- «Não podemos colocar a austeridade toda do lado das pessoas e nenhuma do lado do Estado. Foi isto que transmiti ao Governo»

- «O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento.»

- «Mas o sacrifício das empresas e famílias não foi suficiente para equilibrar as contas públicas. O esforço tem de começar pelo próprio Estado»

- «O Governo quer tornar mais fácil e barato despedir, mas não aceita que os jovens possam ter mais possibilidade de emprego»

- «A receita durante estes primeiros meses só pode aumentar porque aumentámos os impostos todos. Não há milagre nenhum»

- «Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou». 

Visto em "TVI 24"

domingo, 14 de agosto de 2011

Um caso de dupla personalidade


Passos Coelho, enquanto líder do maior partido da oposição recusou viabilizar o PEC IV, com a justificação de que não era aceitável impor mais sacrifícios aos portugueses. A consolidação das contas públicas, dizia então Passos Coelho, tinha que passar pelos cortes na despesa do Estado, para ele, demasiado "gordo".

Empossado como primeiro-ministro, o mesmo Passos Coelho descobriu um "desvio colossal" nas contas públicas, desvio que, garantiu, seria colmatado com medidas pelo lado da receita (1/3) e com cortes na despesa (2/3).

Ficámos hoje a saber (12/08/2011), durante a entrevista dada pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, à TVI que, afinal, não vai haver corte nas "gorduras" do Estado. Todo o esforço para se atingir o défice acordado com a troika para o corrente exercício (5,9%) vai ser feito pelo lado receita, com aumentos "colossais" nos impostos (sobretaxa extraordinária que leva 50% do subsídio de Natal, IVA, para já, sobre a electricidade e sobre o gás, a saltar de 6% para 23%) com aumentos brutais nos transportes públicos e o mais que adiante se verá. Gaspar, apresentado como um "geniozinho", foi hoje incapaz de enunciar uma única medida com algum significado pelo lado da despesa.

Ou seja, o que ontem era intolerável para Passos Coelho (mais sacrifícios) é, com ele a governar, o pão nosso de cada dia.
Quer isto dizer o quê ? Que Passos Coelho, ao dizer uma coisa e ao fazer o seu contrário, não passa de um aldrabão ?

Não creio. Antes me parece que estamos perante um caso sério de dupla personalidade: Passos diz, Coelho faz, ou vice-versa e, pelos vistos, não dão cavaco um ao outro.


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