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domingo, 12 de maio de 2013

“Esta é a fronteira que eu não posso deixar passar”

 
Vítor Gaspar: — Vai lá, Paulinho, vai, e faz outra declaração ao país a dizer que aceitas a “TSU dos pensionistas” e que o “cisma grisalho” foi apenas um mau momento que tiveste.
 
Visto em "Câmara Corporativa"

 

sábado, 13 de abril de 2013

Os Tempos que Correm


A amargura de Maria do Céu Guerra:

"Não sei se este é o meu último espectáculo. 

A amargura com que vou estrear este belo texto de Nascimento Rosa – nonagésima produção da Barraca no seu trigésimo sétimo ano de trabalho ininterrupto – não é suportável nem admissível. 

Nenhum governo tem o direito de ser tão desproporcionado nas suas medidas e tão arbitrário nos seus fundamentos. Depois do nosso trabalho ter viajado no País, na Europa e fora dela recolhendo distinções especiais e um carinho que estes funcionários de quem depende a sobrevivência de companhias como esta estão longe de saber o que é.
Vemos que os Comissários de Cultura que gastam na administração dos seus sumptuários gabinetes ,nas consultas jurídicas que lhes respaldem os embustes e nas embaixadas milionárias em que transportam coisa nenhuma, a grande parte do orçamento que têm para administrar e fomentar a Criação Artística, aguardam ansiosos que A Barraca dê o seu último suspiro. 

Estamos num país de Inveja e Histórica Mediocridade. Por que razão seria agora diferente? 

Desviam-se os olhos do vizinho que jáz no passeio , na pressa com que estamos de chegar ao conforto do lar. 

Como disse Sttau Monteiro “ um país onde se cortam as árvores para que não façam sombra aos arbustos”.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Diga 'não' a mais austeridade, recomenda Paul Krugman

Nobel da Economia aconselha portugueses a dizerem "não" a novas medidas de austeridade que o Governo venha a apresentar. "Digam apenas que não" (Just Say No).
 
Assim deveriam responder os portugueses às novas medidas de austeridade que o Governo venha a apresentar, na sequência do chumbo do Tribunal Constitucional, defendeu ontem o prémio Nobel da Economia, Paul Krugman.
 
Num post telegráfico publicado este domingo no seu blogue no "The New York Times", Krugman escreve: "o dedo da instabilidade chegou agora a Portugal, com o Governo, claro está, a propor a cura com mais austeridade".
 
Muito crítico das políticas de austeridade na Europa, Krugman promete voltar ao tema a que chamou "a próxima fase da crise europeia".
 
Visto "aqui"
 

domingo, 7 de abril de 2013

Só falta ao governo pedir que se suspenda a Constituição da República Portuguesa

O tribunal e o Governo

por JOÃO MARCELINO
        Ontem no DN

"Ainda bem que as leis em Portugal não estão à mercê da necessidade, real ou pretendida, dos governantes; que os direitos dos cidadãos não podem ser atropelados pelo Orçamento do Estado; que há um Tribunal que zela pela Constituição da República. Ainda bem.
 
O que se passou nos últimos dias foi lamentável, pela dramatização ensaiada e o condicionamento pretendido, mas acabou como devia: com os juízes do Tribunal Constitucional a decidirem de acordo com o espírito e a letra da Lei - e não em conspiração com aquilo que um governo, circunstancialmente, entenda ser "o interesse do País".
 
O interesse do País é que o Governo, e a Assembleia da República (que aprovou o OE) também, revelem respeito pela Constituição em vigor - e a verdade é que pela segunda vez consecutiva não tiveram essa preocupação e esse cuidado. Antes pelo contrário: enfrentaram com descaramento o julgamento do ano passado do TC e repetiram erros, como a tentativa de cortes dos subsídios aos funcionários públicos e pensionistas. "...

Ler o resto do artigo "aqui"

segunda-feira, 18 de março de 2013

Assim vai o nosso País pela mão deste governo

sábado, 2 de março de 2013

Manifestação de 2 de Março: Moção de Censura Popular

Lisboa, Terreiro do Paço

Esta Moção de Censura Popular expressa a vontade de um povo que quer tomar o presente e o futuro nas suas mãos. Em democracia, o povo é quem mais ordena.

Os diferentes governos da troika não nos representam. Este governo não nos representa. Este governo é ilegítimo. Foi eleito com base em promessas que não cumpriu. Prometeu que não subiria os impostos, mas aumentou-os até níveis insuportáveis. Garantiu que não extorquiria as pensões nem cortaria os subsídios de quem trabalha, mas não há dia em que não roube mais dinheiro aos trabalhadores e reformados. Jurou que não despediria funcionários públicos nem aumentaria o desemprego, mas a cada hora que passa há mais gente sem trabalho.

Esta Moção de Censura é a expressão do isolamento do governo. Pode cozinhar leis e cortes com a banca e a sua maioria parlamentar. O Presidente da República até pode aprovar tudo, mesmo o que subverte a Constituição que jurou fazer cumprir. Mas este governo já não tem legitimidade. Tem contra si a população, que exige, como ponto de partida, a demissão do governo, o fim da austeridade e do domínio da troika sobre o povo, que é soberano.

Que o povo tome a palavra! Porque o governo não pode e não consegue demitir o povo, mas o povo pode e consegue demitir o governo. Não há governo que sobreviva à oposição da população.
Esta Moção de Censura Popular é o grito de um povo que exige participar. É a afirmação pública de uma crescente vontade do povo para tomar nas suas mãos a condução do país, derrubando um poder corrupto que se arrasta ao longo de vários governos.

No dia 2 de Março, por todo o país e em diversas cidades pelo mundo fora, sob o lema "Que se lixe a troika! O povo é quem mais ordena", o povo manifestou uma clara vontade de ruptura com as políticas impostas pela troika e levadas a cabo por este governo. Basta! Obviamente, estão demitidos. Que o povo ordene!

Texto de, "Que se lixe a troika"


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Um caso patológico: internem o Miguel Relvas num hospício

Miguel Relvas é a cara da quadrilha e, tal como os seus capangas, deve julgar os portugueses estúpidos. Uma pessoa que completou a licenciatura falcatruada no espaço de apenas um ano, fazendo tão só  4 das 36 cadeiras que compõem o curso, tem a lata e o descaramento de aparecer em público, apregoando a ética e a moral e as virtudes deste governo de estrema direita.

Um pouco por todo o País, Miguel Relvas tem sido dos ministros mais vaiados, e “mimado” em cartazes com grafismo depreciativo.
Ultimamente têm subido de frequência as vaias, começa a “meter dó”, mas olhando-se bem para o seu rosto, por detrás daquela cara suada de pavor, quando pode, liberta a arrogância que lhe perpassa o ser.

Dia 18 de Fevereiro: Miguel Relvas foi interrompido quando discursava no Clube dos Pensadores, em Gaia, por protestos de cerca de duas dezenas de pessoas, que cantaram «Grândola Vila Morena» e exigiram a sua demissão. 
«25 de Abril sempre! Fascistas nunca mais», «gatunos» e «demissão», gritaram os manifestantes.
 
Relvas sorriu atemorizado, expressando “gozo”, e chegou mesmo a entoar alguns versos da música. “O povo é sereno”, garantiu no final.


Dia 19 de Fevereiro: Hoje ainda foi pior, nos locais onde os actores dos apupos são todos jovens, a coisa pia mais fino, Relvas começou por sorrir, mas rapidamente saiu a correr pelas portas das traseiras.


“O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas foi hoje vaiado por algumas dezenas de alunos quando participava no encerramento de uma conferência da TVI, a decorrer em Lisboa, acabando por ter que abandonar a sala. Perante a agitação, o ministro não conseguiu iniciar o discurso, abandonando as instalações do ISCTE, onde decorria a cerimónia, escoltado por seguranças e sempre seguido por jovens que se manifestavam. 

"Bolsas sim propinas não", "Demissão" e "o povo unido jamais será vencido" foram algumas das palavras de ordem mais ouvidas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Passos Coelho ganhou eleições com fraude eleitoral - 5

Sim, uma fraude política e eleitoral não é só alterar resultados nas urnas ou viciar o número de eleitores, é também mentir aos portugueses sobre as políticas a implementar.
 
Maio de 2011  
Perante mais de três mil pessoas em Coimbra, Pedro Passos Coelho afirmou que estas eleições vão servir para levantar Portugal.
"Num discurso repleto de esperança e virado para o futuro, o candidato do PSD firmou o compromisso de colocar Portugal a crescer, criar empregos e defender o Estado social."

Dezembro de 2012
Depois de tantas promessas não cumpridas, as imagens seguintes traduzem os desastrosos resultados da política do governo Passos/Portas.

 
 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tribunais arbitrais "legitimam atos de corrupção", diz Marinho Pinto


A abertura do ano judicial ficou marcada pela divergência nos discursos de Cavaco Silva e do bastonário da Ordem dos Advogados. Enquanto o Presidente quer ver os tribunais a darem prioridade à eficiência e celeridade "na resolução dos litígios com incidência económica", Marinho Pinto contesta os tribunais arbitrais para os grandes negócios como as PPP, onde o Estado "é sempre condenado". 

 A sessão de abertura do ano judicial realizada esta quarta-feira pôs em confronto duas visões distintas sobre o funcionamento da justiça para os poderosos. Para Cavaco Silva, "a lentidão dos tribunais é encarada, pelos agentes económicos, nacionais e estrangeiros, como um dos principais obstáculos à atividade das empresas" e elogiou "os recentes tribunais criados em matéria de concorrência, regulação e supervisão e em matéria de propriedade intelectual". Mas para o bastonário da Ordem dos Advogados, os tribunais arbitrais são uma espécie de "Justiça às escondidas" e uma "forma encapotada de prejudicar o próprio Estado". 

 Marinho Pinto afirmou que recusa aceitar que "o Estado fuja dos seus próprios tribunais e procure arbitragens, onde, sintomaticamente, é sempre condenado". Referindo-se depois às Parcerias Público-Privadas, o bastonário lembrou que "praticamente todos os contratos público-privados" têm claúsulas a remeter eventuais litígios para o tribunal arbitral. "Não podem correr o risco de o caso poder ir parar a um tribunal independente e ser apreciado por um juiz independente", rematou. 

Também Noronha do Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, interveio nesta sessão de abertura para sublinhar as "duas reservas" que lhe merece as reformas judiciais do Governo: o alargamento do âmbito dos recursos para o tribunal superior, que na sua opinião “corresponde à concessão de um novo tempo dilatório às partes”, e o novo modelo de gestão das comarcas que constitui “uma mudança de paradigma, trocando o certo pelo incerto, instalando um sistema híbrido que não se compagina com uma liderança clara”.

Visto em "Esquerda.net"

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Mas o Crato não era melhor do que a Lurdinhas


«“Mobilidade especial para quem governa mal”, “Troika e FMI fora daqui”, "Crato para a rua, a escola não é tua", "Com este Governo andamos para trás" e "Um governo sem razão não faz falta à educação". Estas foram algumas das principais palavras de ordem ouvidas no sábado em Lisboa, onde milhares de professores se manifestaram contra os cortes na educação, pedindo a demissão de Nuno Crato, ministro da Educação.

A organização do protesto garante que “superou largamente” a barreira dos 30 mil manifestantes, que era o número esperado pela Fenprof, e aponta para mais de 40 mil professores nas ruas. A polícia diz que não vai divulgar números, deixando essa tarefa para os organizadores.

A manifestação em Lisboa foi o ponto de partida para Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, anunciar mais acções de luta, nomeadamente uma semana de luto nas escolas, entre 18 e 22 de Fevereiro.» [Público]
   
Parecer:
 
Ainda sou do tempo em que o Mário Nogueira era um sindicalista feliz. Mário Nogueira está agora a perceber que muito do protagonismo que teve no passado foi o resultado do apoio que lhe era dado pela máquina da direita que ambicionava chegar ao poder para, como se percebe agora, reduzir os professores a metade, a metade em número e a metade em rendimento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Mário Nogueira e ao PCP se tencionam pedir desculpa à Lurdinhas.»

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Desempregados pagam o regresso de Portugal aos mercados financeiros


Peres Metelo hoje na TVI desmontou a tão propalada vitória do governo, no regresso de Portugal aos mercados: 
 «Esta emissão é amparada por um conjunto de quatro bancos, o que significa que estes bancos assumem o risco se, eventualmente, a emissão não for totalmente tomada». Ou seja, os bancos «assumem as sobras», num «bom negócio» para as instituições financeiras. 

Mas a que preço se conseguiu esta glorificada façanha:  

Segundo um relatório hoje tornado público, Portugal foi o 2.º país da OCDE que mais destruiu empregos.
 Portugal foi o segundo país da OCDE, depois da Grécia, onde a taxa de emprego mais caiu no 3.º trimestre de 2012, face ao mesmo período de 2011, recuando 2,5 pontos percentuais para os 61,9%. De acordo com os dados hoje divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), na Grécia a taxa de emprego caiu 4,6 pontos percentuais (p.p.), para os 50,4%.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Passos Coelho ganhou eleições com fraude eleitoral - 4

Sim, uma fraude política e eleitoral não é só alterar resultados nas urnas ou viciar o número de eleitores, é também mentir aos portugueses sobre as políticas a implementar.


PASSOS COELHO CONFESSA-SE CRIMINOSO

Ao deixar derrapar a execução orçamental, ao afundar a economia nacional e ao não cumprir os objetivos que se propôs, designadamente não atingindo a meta do défice (4,5%) com que se comprometeu, o Governo (do PS) incorreu em responsabilidade criminal.

Quem o disse não fui eu. Foi o próprio Dr. Passos Coelho, num discurso de que o "Correio da Manhã" de 6-11-2010 publicou os seguintes excertos:

"Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções"

"Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objetivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se"

"Não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles". "Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?"

Proféticas palavras! Pois se assim é, aguarda-se que o Dr. Passos Coelho seja por uma vez coerente e vá entregar-se no posto da G.N.R. de Massamá.

Visto no "Ponte Europa"

sábado, 12 de janeiro de 2013

Passos Coelho ganhou eleições com fraude eleitoral - 3

Sim, uma fraude política e eleitoral não é só alterar resultados nas urnas ou viciar o número de eleitores, é também mentir aos portugueses sobre as políticas a implementar. 

O histórico centrista diz que o PSD mergulhou num "neo-liberalismo implacável" acompanhado de "uma atitude repressiva

"O antigo líder do CDS-PP, Adriano Moreira, considera que o Governo de Passos Coelho está a perder “legitimidade” por estar a aplicar um programa “bem diferente” daquele que com que se apresentou a eleições.

Em entrevista à Antena 1 na passada sexta-feira, Adriano Moreira afirmou que é “absolutamente evidente que entre o programa oferecido e o programa que está a ser executado não há coincidência e aí começa a perda da legitimidade do exercício”.

Mais no publico.pt
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Passos Coelho ganhou eleições com fraude eleitoral - 2

Sim, uma fraude política e eleitoral não é só alterar resultados nas urnas ou viciar o número de eleitores, é também mentir aos portugueses sobre as políticas a implementar.


Miguel Macedo, em 8 de Fevereiro de 2011: "O dirigente social democrata referiu que nunca ninguém no seu partido “defendeu o recurso a despedimentos na função pública para resolver algumas questões que têm a ver com a reforma do Estado”.


Marco António, Costa em 26 de Abril de 2011: "Nós [PSD] não temos agendas escondidas. Não prometemos uma coisa e fazemos outra quando nos apanhamos no poder. Essa é a prática do PS. Esse é o estilo de governação que José Sócrates iniciou neste país e institucionalizou e que levou à descredibilização da classe política”, disse."



As medidas propostas pelo FMI são acima de tudo as propostas do Governo

Pedro Lains: Relatório do FMI pode desencadear novo 15 de setembro
Pedro Lains, historiador económico.
D.R.
O historiador económico Pedro Lains entende que as medidas propostas pelo FMI são “acima de tudo as propostas do Governo”, com a 'mão' de Vítor Gaspar. Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o investigador lembra que ainda não é certo que os cortes avancem e afirma que a divisão que já aconteceu com a intenção de aumentar a Taxa Social Única parece estar a voltar. Como revela, as declarações de alguns ministros podem ser o próximo ponto de ruptura.

O pedido de ajuda ao FMI surge como uma forma de o Governo cortar os quatro mil milhões a que se propõe. É mais fácil de aplicar cortes quando as sugestões vêm de fora?
O relatório expõe acima de tudo aquilo que já são as opiniões do Governo. O que fizeram neste caso foi encontrar uma forma de sistematizar aquilo que já queriam fazer. Prova disso é o caderno de encargos, que já inclui os quatro mil milhões de euros. Penso que o relatório é uma forma de pressão sobre a opinião pública, é também deste modo que a troika actua. Assim parece ser mais fácil [cortar], até porque o Governo já não conta com opiniões que são muito esclarecidas e que o rodeiam. Pensa o Governo que tem mais peso por ser o FMI a dizê-lo. O ministro das Finanças está tão fragilizado que já não pede à Comissão Europeia ou OCDE e já só consegue legitimação pelo FMI. Além disso este é um estudo mediano, eles fazem dezenas de estudos que deixam na gaveta para ajudar os Governos.

Na declaração de Carlos Moedas, ontem à tarde, o Governo mostrou que ainda não está nada decidido e chama para o debate os parceiros e até a oposição...
 Em primeiro lugar, parece-me que o Governo agora opta por só utilizar os secretários de Estado, foi aqui e foi com as privatizações. É claro que o secretário de Estado é mandatário do Governo. As citações do relatório têm claramente a mão do ministro das Finanças, faz parte do ajuste que fizeram. No fundo isto parece-me tudo uma encenação. Não é certo que as medidas sejam aplicadas, mas vale a pena recordar que para o anúncio do aumento da TSU foi o primeiro-ministro quem falou. Aqui temos o mesmo tipo de medidas, que são desnecessárias e que querem impor uma alteração fundamental na actuação do Estado.

Visto em "Dinheiro Vivo"

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Com Hugo Chaves na Cruz, Bispos Venezuelanos estão mais preocupados com a letra da constituição



A Igreja católica, lá, como cá, gosta mais dos governos de direita. Valha-nos Deus,  tão preocupados que estão os bispos católicos venezuelanos com o cumprimento da constituição do seu País.

Em Portugal a oligarquia da Igreja Católica, nem se benze sobre se a constituição portuguesa está a ser espezinhada, em prejuízo dos mais pobres, por este governo protofascista.

Já é tradição, quando Salazar entrou para o governo em 1928, os bispos recomendavam aos seus párocos, em particular, e aos seus paroquianos, em geral, que cooperassem com o ministro das finanças, na "obra patriótica de salvação do país".

Durante o estado novo, a igreja e o regime caminhavam lado a lado. Nunca se ouviu do topo da hierarquia da Igreja Católica Romana oposição ao sofrimento dos pobres, e à prisão dos dissidentes políticos. Apenas algumas vozes dispersas da igreja, discordavam publicamente contra esse estado de coisas e se punham ao lado desses Filhos de Deus.

Por cá, nesta santa terrinha de “Todo o Sol no Alentejo”, vejo o rebanho de Deus desamparado pelo pastor, mais preocupado e ardiloso que está em fixar marcos nos prédios recentemente reivindicados como pertences da Igreja.


Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.

sábado, 29 de dezembro de 2012

"Temos o primeiro-ministro mais aldrabão, incompetente, irresponsável e perigoso de sempre"

• Fernanda Câncio, Incrivelmente é pouco:

    ‘Não há como negar: temos o primeiro-ministro mais aldrabão, incompetente, irresponsável e perigoso de sempre (desde que há eleições livres, bem entendido).

    Vejamos as suas últimas declarações sobre as pensões: um chorrilho de inexatidões, mentiras e acinte. Diz Passos que a denominada "contribuição especial de solidariedade" (CES) é pedida aos que recebem "pensões muito altas". Exime-se, desde logo, de explicitar que para ele as "pensões muito altas" começam nos 1350 euros - primeira aldrabice. E prossegue: esse "contributo especial" é devido por quem recebe essas pensões "por não ter descontado na proporção", quando "hoje os que estão a fazer os seus descontos terão a sua reforma como se esta fosse capitalizada - tendo em conta todos os descontos". Refere-se ao facto de as regras de cálculo terem mudado em 2007, com o primeiro Governo Sócrates (e uma lei aprovada apenas com votos do PS), quando antes se referiam aos melhores dez dos últimos 15 anos ou mesmo ao derradeiro ordenado.

    Sucede que, ao contrário do que esta conversa dá a entender, a dita "solidariedade" imposta às pensões a partir de 1350 euros vai direitinha, como aliás esta semana o insuspeito Bagão Félix frisou no Público, para o buraco do défice. Não vai para a Segurança Social e portanto não serve para "ajudar" nas pensões futuras - segunda aldrabice. E se as pensões "mais altas" não foram calculadas com base na totalidade dos descontos, as mais baixas também não - aliás, as pensões ditas "mínimas" referem-se a carreiras contributivas diminutas. Pela ordem de ideias de Passos os seus beneficiários têm o que merecem: pensões baixas por terem descontado pouco. Mas faz questão de repetir que lhas aumentou em 1,1%, dando a entender que a CES serve para tal (terceira aldrabice), enquanto a verdade é que o faz com o corte do Complemento Solidário para Idosos. Ora se nem todos os que recebem pensões mínimas são pobres, o CSI, fulcral na diminuição da pobreza dos idosos nos últimos anos, foi criado para somar às pensões muito baixas de quem não tem outros meios de subsistência. E é aí que Passos tira, com o desplante de afirmar que é tudo "em nome da justiça social" (esta aldrabice vale por cem).

    Mas a maior aldrabice, implícita em todo este discurso, é de que a Segurança Social é já deficitária e urgem medidas hoje. Citando de novo Bagão, "o Regime Previdencial da SS, além de constitucionalmente autónomo, até é superavitário (mais receita da TSU do que as pensões e outras prestações de base contributiva)! E tem sido este regime a esbater o défice do Estado e não o inverso, como, incrivelmente, se tem querido passar para a opinião pública".

    Sim, Bagão está a falar do seu camarada de partido, Mota Soares, e a chamar-lhe mentiroso. Incrivelmente? Não: devíamos estar todos a repetir o mesmo, todos os dias, em todo o lado, até que este pesadelo acabe. E possamos, finalmente, discutir estas coisas tão sérias com seriedade.’

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mensagem de Passos: Entre o "patético" e o irrealista


Após o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter falado ao País, no âmbito da tradicional mensagem de Natal, as reacções dos partidos da oposição ao Governo não se fizeram esperar. O PS garante que a declaração do líder do Executivo “não cola com a realidade”, o PCP considera a mensagem “patética”, e o BE prevê que as promessas do fim da crise se irão traduzir em mais sacrifícios.
 
“O que o primeiro-ministro disse não cola com a realidade. O primeiro-ministro diz que estamos no bom caminho, mostra-se aliás orgulhoso daquilo que está a fazer, mas perguntamos: bom caminho para quem? Para os desempregados, para os jovens que são forçados a emigrar, para os mais de 300 mil portugueses que não beneficiam de nenhum apoio social?”, disse o porta-voz do PS João Ribeiro, em declarações à agência Lusa, reagindo, assim, à mensagem natalícia do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
 
Segundo o responsável, Passos Coelho “ignora os portugueses e fala de um País que não existe, revela como sempre insensibilidade social e está cada vez mais sozinho, isolado na sua torre de marfim”.
 
E esta opinião colhe ressonância do lado do PCP. “Aquilo que ouvimos é uma declaração patética em que, no essencial, se pode perceber que o primeiro-ministro procurou enganar, mentir aos portugueses sobre aquilo que tem sido o resultado da sua política e, sobretudo, das perspectivas de futuro”, comentou o dirigente comunista Jorge Cordeiro, que sublinhou que “talvez a única afirmação verdadeira” de Passos Coelho, esta terça-feira, tenha sido a “de que 2013 será um ano de grandes sacrifícios”.
 
O próximo ano será “sobretudo um ano sacríficos, de austeridade, de mais dificuldades, de mais empobrecimento, de mais desemprego e mais falências, sem que daí resulte nada para o país que não seja o prosseguimento neste rumo de afundamento e de declínio económico e social”, acrescentou o militante do PCP.
 
Por sua vez, o BE lembra que “não é a primeira vez que Pedro Passos Coelho promete o fim da crise e, sempre que o fez, ficou sempre por cumprir esta promessa e foi sempre mais austeridade e mais sacrifícios o que se seguiu. Os portugueses conhecem esta habilidade de Pedro Passos Coelho”. Para o coordenador do partido, João Semedo, “não é verdade”, ao contrário do que afirmou o primeiro-ministro, “que a austeridade e os sacrifícios estejam a ser repartidos por igual”.

Visto em "PS Alemanha"
 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Passos Coelho ganhou eleições com fraude eleitoral - 1

Sim, uma fraude política e eleitoral não é só alterar resultados nas urnas ou viciar o número de eleitores, é também mentir aos portugueses sobre as políticas a implementar.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

As tolerâncias de ponto do Governo Passos/Portas mudam como o vento

Este governo de mentirosos já nos habituou a todos os golpes de rins.

Luís Marques Guedes, porta voz do Governo ao lado do DR. Miguel Relvas
 
 I
Vejamos, depois de lançar em todas a direcções várias rajadas de metralha,  ao trabalho e aos direitos sociais dos portugueses, o Governo decretou em 29 de Novembro tolerâncias de ponto nos dias 24 e 31 de Dezembro, vésperas de Natal e do ano novo, para os trabalhadores da função pública, decisão mais uma vez incoerente com tudo o que esta trupe de malfeitores já tinha dito sobre este assunto.
 
II
 
III
Em 15 de Março o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes, depois de uma reunião do conselho de ministros, expeliu cá para fora que até ao final do ano não teriam lugar mais tolerâncias de ponto, com excepção do dia 24 de Dezembro. Deste modo, depois de ter acabado com a tolerância de ponto no Carnaval, o Executivo de Passos Coelho deixou nessa altura “claro” que até ao final do ano apenas seria concedido tolerância de ponto na véspera de Natal.
 
“Os funcionários públicos sabem assim que na época da Páscoa (a tarde de quinta-feira santa), e no dia 31 de Dezembro, será um dia de trabalho como os outros.(ler aqui)
 
IV
Recuando até 21-04-2011, ainda esta corja de mentiros estava na oposição, Passos Coelho criticava o Governo do PS por este ter concedido tolerância de ponto aos trabalhadores que exerçiam funções não essenciais nos serviços da administração central e dos institutos públicos no período da tarde de quinta-feira santa.

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