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sábado, 24 de novembro de 2012

Cavaco contra Cavaco

Marcelo, Couto dos Santos, Cavaco Silva, Passos Coelho, Teresa Gouveia e Dr. Relvas
Numa altura em que urge criar riqueza no país e gerar novas bases de crescimento económico, é necessário olhar para o que esquecemos nas últimas décadas e ultrapassar os estigmas que nos afastaram do mar, da agricultura e até da indústria, com vista a produzirmos, em maior gama e quantidade, produtos e serviços que possam ser dirigidos aos mercados externos”.
 
Presidente da República, numa crítica feroz ao primeiro-ministro que ocupou São Bento entre 1985 e 1995.
 




sábado, 20 de outubro de 2012

Comentários na "Barbearia" sobre o Desgoverno Passos/Portas


Angela Merkel escuta enfadada o mordomo Pedro Passos Coelho na reunião de cúpula da UE de segunda-feira

Comentários ao post, Ferreira Leite: o que interessa não entrar em falência “se está tudo morto”


olho vivo disse...
 
Ao fim de algumas semanas, entre discórdias e desavenças camufladas, hoje confirmou-se o fim da coligação PSD/CDS. Pior ainda, é a crise politica que se instalou dentro dos próprios partidos que governam o nosso país.
 
Portugal deixou de ter um governo de coligação, para ter uma anarquia politica, onde só dois ou três teimam em seguir um caminho que todos já viram onde vai terminar, até os de fora já alertaram.
 
Um verdadeiro desgoverno que em vez de assumir as responsabilidades por não estar preparado para governar, prefere, responsabilizar os outros, quando afinal, são eles que não conseguem fazer melhor. Afinal estes não são definitivamente os melhores entre os melhores.
 
Num dia dizem, que não há volta a dar quanto ao orçamento, noutro dia, dizem que ainda pode ser melhorado...mas que desgoverno é este, quem é esta gente que numa hora tão difícil, está à frente dos destinos de Portugal e insiste em espalhar o clima de medo e terror, que se não for como eles dizem, morremos todos à fome, e que se a coligação se desfizer, teremos um segundo resgate, não dando um ínfimo sinal de esperança, serão portugueses?
 
Já ninguém acredita nesta gente e ou muito me engano, ou algo se irá passar brevemente, não sei bem o quê, mas não podemos deixar as coisas continuar assim.
 
19 de Outubro de 2012 23:49
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Anónimo disse...

Pensava eu que se tinha batido no fundo com o (des)governo do Sócrates, mas não: depois de terem enganado o eleitorado do PSD com a treta de que tinham soluções para tudo, não demorou muito tempo a perceber-se que, para lidar com uma das mais graves situações político-sociais do pós 25 de Abril, tínhamos elegido o PIOR governo que desde aquela data nos (des)governou...
 
20 de Outubro de 2012 15:17
 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Manolis Glezos



Zorba

Na noite em que Atenas voltou a arder, Manolis Glezos foi barrado pela polícia quando pretendia entrar no parlamento. Ele queria desafiar os deputados gregos a que não se ajustassem a uma qualquer voz de comando, a que não vacilassem perante as notícias de que a Alemanha,a Finlândia e os Países Baixos estavam a "perder a paciência" com a Grécia. Manolis, o octogenário de bigode branco e olhos azuis disse com a dignidade de um velho resistente aquilo que Venizelos, o ministro das Finanças, entredisse mais tarde, na outra margem do desespero : "Há vários países que já não nos querem".

Esta constatação de que a Europa das contas certas se dá ao luxo de descartar uma das suas partes como se apagasse uma parcela errada, esta ideia de que o controlo da dívida justifica o abandono de valores estruturantes, fundadores, da própria ideia de Europa, é já explicitada com o despudor e a desfaçatez dos cobradores de fraque.

Karolos Papoulias, o presidente grego (tal como Manolis Glezos, um velho resistente) não se sentiu diminuido pelo poder meramente simbólico do cargo. Ontem, veio lembrar-nos que os europeus lutaram juntos no passado. E fez a pergunta que dança como um nó na garganta dos europeus de cabeça levantada: "Quem é o senhor Schauble para insultar a Grécia?".

Ora desse passado em que os europeus lutaram juntos há, ainda, mesmo que aparentemente residuais, contas por saldar. Foi o que Manolis Glezos gritou á porta do parlamento na noite em que Atenas voltou a arder. Ele lembrou que Hitler obrigara o Tesouro grego a emprestar dinheiro ao III Reich. 100 milhões de euros, às contas de hoje. Berlim pagou dívidas semelhantes a outros países, depois da guerra. Mas nunca saldou a dívida que tem perante a Grécia, agora "descartável". Quem é o senhor Schauble para insultar a Grécia, pergunta, fazendo contas, lembrando créditos antigos, o velho resistente Manolis Glezos. Quem é este homem? É aquele que num certo 30 de Maio de 1941, retirou a bandeira nazi da Acrópole.
De Gaulle chamou-lhe "o primeiro partisan da Europa".

Há tempos, juntamente com Mikis Teodorakis, fundou um movimento contra o memorandum. Escorados na memória e nos valores que fundaram a Europa, Manolis Glezos e Mikis Teodorakis, ambos antigos resistentes e antigos deputados, estiveram à porta do parlamento, na noite em que Atenas voltou a arder. Diante da força policial que os barrou, eles repetiram Zorba, o Grego, a cena em que Zorba abre os braços e grita para o companheiro: "Alguma vez viste um desastre mais esplêndido?"

Zorba, o que dança na praia de Stravos, levado pela música de Teodorakis. Chamavam-lhe "Epidemia". Porque espalhava o caos.

Visto na "TSF" 16-02-2012

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Os ricos querem tomar conta dos pobres antes que os pobres tomem conta deles

O tema da contribuição dos ricos para o saneamento das contas públicas saltou para as páginas dos jornais com o artigo de Warren Buffet no qual o multimilionário norte-americano exortava o governo do seu país a acabar com os mimos dados aos ricos, reclamando uma “justa repartição de sacrifícios”.

Esta semana, um conjunto de 16 destacados milionários franceses seguiu o mesmo exemplo, oferecendo-se para pagar mais impostos como forma de reconhecimento por um “modelo francês e contexto europeu” de que beneficiaram e querem ajudar a preservar. Dos dois lados do Atlântico, a mensagem foi sobretudo moralista.

É sintomático que sejam os ricos a dar lições de moral e de justiça aos governos. Seja este gesto visto como uma reivindicação magnânime ou como uma irónica autorização, a imagem dos governos sai naturalmente beliscada.

Mas a questão mais relevante que esta polémica desperta é outra. Como vários economistas já alertaram, e como, de resto, os próprios milionários depressa esclareceram, o contributo dos ricos será sempre uma gota no oceânico desequilíbrio das contas públicas dos Estados.

É uma ilusão pensar que, neste contexto, é possível fazer um ajustamento orçamental desta dimensão de forma equitativa. A única forma de reduzir de forma drástica o défice das contas públicas num cenário de recessão é pelo lado da despesa. E a despesa do Estado traduz-se essencialmente em apoios sociais e serviços públicos, pelo que os cortes implicam mexer no bem-estar da maioria da população que é composta pelos menos favorecidos e pela classe média. Isso faz-se (e tem sido feito) pelo corte nos salários dos trabalhadores do Estado, pela redução das pensões dos reformados, pela diminuição das comparticipações de medicamentos dos doentes e pela limitação da oferta de serviços públicos.

Como o actual Executivo já percebeu, se é verdade que existem gorduras no Estado é por demais evidente que não é por aí que se resolve o problema do défice. A despesa que vale é a despesa que dói. Ou seja, com ou sem impostos especiais sobre os ricos, são os pobres e remediados que mais vão sofrer.

Já estão habituados, diriam os mais cínicos. E é verdade. Os milénios de história que as civilizações humanas já acumulam mostram que os pobres têm uma grande tolerância à dor. Mas também revelam que o rastilho que liga a dor à indignação pode acender-se a qualquer momento, sobretudo quando os contrastes se tornam demasiado evidentes e os desfavorecidos perdem a esperança. Daí a importância do exemplo e da discrição.

Mas, hoje, a riqueza está, mais do que nunca, à vista de todos, a televisão exibe-a todos os dias na casa dos pobres. O seu usufruto parece estar ali à mão de semear, como pensaram, iludidos, os jovens que amotinaram e saquearam Londres e outras cidades inglesas. Não ganharam nada com isso, mas assustaram.

No fundo, o que Buffet e os 16 milionários franceses fizeram foi lembrar os respectivos governos de que é preciso tomar conta dos pobres. É a velha máxima, um dia lembrada por António Guterres quando era primeiro-ministro: é preciso que os ricos tomem conta dos pobres antes que os pobres tomem conta dos ricos.

Visto em "Negócios"

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O quê, Sócrates está na Itália?


Visto em "Câmara Corporativa"

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Durão Barroso campeão do "uso e abuso"


Durão Barroso, comissários e outro pessoal gozam férias em destinos exóticos e compram presentes caros em tempo de... austeridade

A Comissão Europeia está a enfrentar uma polémica muito séria, por causa dos gastos e consumos sumptuosos dos seus membros, com Durão Barroso a ser um dos alvos, por desbaratinar à "tripaforra", em despesas de "uso e abuso", pagas pela Comissão.

O Bureau of Investigative Journalism, levou a cabo uma investigação, a partir do registo de despesas do Finacial Transparecy System, que analisa os gastos nas instituições comunitárias e concluiu, que parece haver uma competição, entre os vários membros da comissão europeia, a ver quem gasta mais do tesouro da comunidade, com Durão Barroso o actual presidente, à cabeça.

Segundo o ‘Daily Telegraph’, só numa viagem a Nova Iorque em 2009, onde foi para participar no Comité das Alterações Climáticas das Nações Unidas, o português terá gasto nessa estadia de quatro dias, a quantia de 28 mil euros (em quatro dias).

O nosso Zé do Cherne, ficou alojado com mais oito assistentes & Compª, no New York Peninsula Hotel, de cinco estrelas, que cobra 780 euros por noite e por suite, fora os extras.

A polémica vai mais longe, porque há ainda registo de centenas de milhares de euros gastos em cocktails e festas, além da revelação de que vários comissários, levam habitualmente as famílias de férias, para resorts de luxo na Papua Nova Guiné e outros locais de luxo, à custa do tesouro comunitário.

Diz o Daily Telegraph, que estas informações foram divulgadas dias depois da Comissão Europeia, ter pedido um aumento do seu orçamento na ordem dos 5%.

Via "Portal da Vigilância"

Sobre o mesmo tema: aqui

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