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sábado, 1 de dezembro de 2012

Bagão Félix: Discutir o Estado social é fácil porque atinge pessoas sem voz

O conselheiro de Estado Bagão Félix criticou hoje a discussão política do Estado social, considerando-a «estúpida» e «fácil» por atingir «pessoas que não têm possibilidade de erguer a sua voz», como os idosos, os desempregados ou os doentes.

«O Estado social discute-se porque é a parte do Estado que tem mais a ver com as pessoas que são velhas, reformadas, desempregadas, estão doentes, estão sós, têm incapacidades, pessoas que não têm voz, não têm "lobbies", não abrem telejornais, não têm escritórios de advogados, não têm banqueiros», disse o conselheiro, na abertura de uma conferência sobre a crise promovida hoje, em Lisboa, pela Fundação Liga.
 
Para Bagão Félix, a vulnerabilidade destas pessoas é que faz com que seja «relativamente fácil» discutir esta reforma, que na sua opinião está a ser conduzida de uma forma «estúpida» porque é colocada como se fosse uma questão de estar a favor ou contra essa reforma do Estado social, quando «infelizmente o filme não é a preto e branco», mas tem coloridos.
 
 

sábado, 15 de setembro de 2012

“É extraordinário como o primeiro-ministro acreditou que a implosão social seria aceite”

• Ana Sá Lopes, O não retorno:
    ‘Percebe-se, agora, que havia uma panela de pressão que, há uma semana, rebentou. O facto de, nos últimos dias, inúmeras personalidades de direita se terem juntado à contestação ao governo demonstra bem como Passos Coelho não teve a noção de que estava a assumir uma mudança sistémica que a direita portuguesa sempre evitou: implodir de uma forma descarada os mínimos de coesão, rebentar com o consenso que fundou o Estado social – feito entre sociais-democratas e democratas-cristãos na Europa e em Portugal “assinado” entre socialistas e sociais-democratas, com o CDS a assumir-se, de Adriano Moreira a Paulo Portas, como “o partido dos pobres”. 
     Esses mínimos de coesão estão a ser extintos por Passos Coelho e Vítor Gaspar, com Portas a fazer de conta que não está a ver. 
    Até agora, a direita sempre atirou à cara da esquerda o facto de esta “não ter o monopólio das preocupações sociais”. Depois do governo Passos, nunca mais o poderá fazer.’
     

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CGTP fala na maior manifestação de sempre



O Terreiro do Paço, em Lisboa, foi ontem palco de uma manifestação nacional da CGTP contra as medidas de austeridade aplicadas em Portugal. Segundo a central sindical, assistiu-se hoje ao maior protesto até agora registado no país.

O «Terreiro do Povo», como lhe chamou o sindicalista Arménio Carlos, acolheu hoje «a maior manifestação de sempre dos últimos 30 anos», ao concentrar um total de 300 mil pessoas, de acordo com a CGTP.

O secretário-geral da Intersindical falou para «trabalhadores, desempregados, jovens e reformados», criticando as políticas do atual Governo e os elogios do Presidente da República, Cavaco Silva, ao acordo alcançado na concertação social.

Na defesa dos trabalhadores, o secretário geral da CGTP criticou o acordo com a troika, que considerou penalizador para os trabalhadores, «que precariza o emprego, diminui os salários e desvaloriza o trabalho».

«Se as medidas do memorando são boas para o capital, são más, mesmo muito más» para os trabalhadores, afirmou Arménio Carlos, dizendo que o «país definha».
Notícia da "Bola"

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Estado Social ou “sopa dos pobres”?

• João Cardoso Rosas, Socialismo e Estado social:
    ‘Em quarto lugar, creio que no Portugal actual tanto a direita como o PS estão de acordo na necessidade de reformar o Estado social, adaptá-lo à riqueza que o país produz e às mudanças demográficas. No entanto, aquilo que a historieta acima contada visa encobrir é que não há apenas um caminho para essa reforma e que seria o da transformação do Estado social numa espécie de "sopa dos pobres" (eventualmente distribuída pelo ministro dos assuntos sociais no seu carro de oitenta mil euros). Aquilo que se espera do Partido Socialista é uma forte reacção à estratégia do actual Governo nesta matéria. O PS deve ser sensível às exigências de austeridade, mas tem de perceber que o Governo pretende outra coisa: manter apenas uma ‘safety-net' muito baixa, o que equivale à destruição do Estado social.’

Visto em "Câmara Corporativa"

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