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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A vitória de Cavaco Silva não surprendeu

A eleição de Cavaco Silva à primeira volta não foi surpresa para a maioria dos seus apoiantes e adversários políticos.

Ao publicarmos os resultados concelhios das eleições presidenciais de 2006 e 2011, ressalta de imediato  o aumento da percentagem de abstencionistas, tal como se revelou globalmente no restante território nacional.
Ao compararmos nas duas eleições a distribuição de votos pelos candidatos repetentes e pelos candidatos do PCP, tanto nos respectivos valores totais do concelho, ou mesmo nos resultados obtidos por freguesia, são evidenciados alguns aspectos com significado político.

Neste momento deixamos a análise desses quadros de resultados para os leitores deste blogue, evidenciando apenas a maior  percentagem de crescimento da base eleitoral na freguesia de Aguiar.

Importa realçar que será sempre um erro grosseiro alguém pensar “assenhorar-se dos resultados” destas eleições presidenciais para contabilizar esses votos em eleições nacionais ou locais. 
Ao olharmos para os anteriores sufrágios confirmamos facilmente esta realidade.

CONCELHO DE VIANA DO ALENTEJO



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FREGUESIA DE VIANA DO ALENTEJO



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FREGUESIA DE ALCÁÇOVAS


 
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FREGUESIA DE AGUIAR


Fonte: Ministéro da Justiça

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O meu voto



"A razão do meu voto no domingo resume-se depressa: votarei no único candidato que, pudendo disputar uma segunda volta para a vencer, tem posições claras sobre o que realmente vai estar em causa nos próximos cinco anos. A saber: gratuitidade e universalidade do Serviço Nacional de Saúde; centralidade da Escola Pública no nosso sistema educativo; defesa de uma segurança social pública; oposição a leis laborais que deixem os trabalhadores entregues aos homores do empregador; e defesa dos poderes eleitos como os únicos com legitimidade democrática para determinar as nossas escolhas colectivas. Não é pouco. É, neste momento, tudo.

Defensor de Moura e Francisco Lopes têm posições claras sobre estas matérias, mas, como sabemos, não estariam em condições de disputar com Cavaco Silva uma vitória. E representam mais as suas bandeira partidária do que a vontade de unir o povo de esquerda num combate que marcará os próximos anos da nossa política.

Fernando Nobre nunca é claro sobre estas clivagens fundamentais, apostando no aproveitamento do descontentamento dos portugueses sem lhe querer dar qualquer rumo que não seja o do ódio estéril aos políticos e apresentando-se como homem providencial. Nunca candidatos com este discurso contaram com o meu voto. Não passariam a contar agora. José Manuel Coelho é entretenimento. Levo o meu voto a sério.

Cavaco Silva representa tudo o que a esquerda terá de combater nos próximos anos.

O voto em branco, o voto nulo e a abstenção são, nestas eleições, uma ajuda a Cavaco Silva.

O meu voto em Manuel Alegre é um voto coerente, racional e determinado. Mesmo que Cavaco fosse honesto, e ficámos com a certeza de que não o é. Mesmo que Cavaco tivesse um espírito democrático, e sempre soubemos que não o tem. Votarei Manuel Alegre porque não desisto de nenhum combate. Muito menos dos combates que determinarão muito do que será a vida concreta de cada um de nós nos próximos anos.

Vote em quem votar, se a esquerda ficar em casa no domingo não se poderá queixar das derrotas que se seguirão."

Subscrevo por baixo,
Mestre Finezas

Cavaco: um chico-esperto como Presidente



No dia 9 de julho de 1998, a notária Maria do Carmo Santos deslocou-se ao escritório de Fernando Fantasia, na empresa industrial Sapec, Rua Vítor Cordon, em Lisboa, para registar uma escritura especial. O casal Cavaco Silva (cerimoniosamente identificados com os títulos académicos de "Prof. Dr." e "Dra") entregava a sua casa de férias em Montechoro, Albufeira, e recebia em troca da Constralmada - Sociedade de Construções Lda uma nova moradia no mesmo concelho. Ambas foram avaliadas pelas partes no mesmo valor: 135 mil euros. Este tipo de permutas, entre imóveis do mesmo valor, está isento do pagamento de sisa, o imposto que antecedeu o IMI, e vigorava à época.

Mas a escritura refere, na página 3, que Cavaco Silva recebe um "lote de terreno para construção", omitindo que a vivenda Gaivota Azul, no lote 18 da Urbanização da Coelha, já se encontrava em construção há cerca de nove meses. Segundo o "livro de obras" que faz parte do registo da Câmara Municipal de Albufeira, as obras iniciaram-se em 10 de Outubro do ano anterior à escritura, em 1997. Tal como confirma Fernando Fantasia, presente na escritura, e dono da Opi 92, que detinha 33% do capital da Constralmada, que afirmou, na quinta-feira, 20, à VISÃO que o negócio escriturado incluía a vivenda.

"A casa estava incluída, concerteza. Não há duas escrituras." Fantasia diz que a escritura devia referir "prédio", mas não é isso que ficou no documento que pode ser consultado no cartório notarial de António José Alves Soares, em Lisboa, e que o site da revista Sábado divulgou na quarta-feira à tarde. Ou seja, não houve lugar a qualquer pagamento suplementar, por parte de Cavaco Silva à Constralmada. A vivenda Mariani, mais pequena, e que na altura tinha mais de 20 anos, foi avaliada pelo mesmo preço da Gaivota Azul, com uma área superior (mais cerca de 500 metros quadrados), nova, e localizada em frente ao mar. Fernando Fantasia refere que Montechoro "é a zona cara" de Albufeira e que a Coelha era, na altura, "uma zona deserta", para justificar a avaliação feita.

A Constralmada fechou portas em 2004. Fernando Fantasia não sabe o que aconteceu à contabilidade da empresa. O empresário, amigo de infância e membro da Comissão de Honra da recandidatura presidencial de Cavaco Silva, não se recorda se houve "acerto de contas" entre o proprietário e a construtora.

"Quem é que se lembra disso agora? A única pessoa que podia lembrar-se era o senhor Manuel Afonso [gerente da Constralmada], que já morreu, coitado..."

No momento da escritura, Manuel Afonso não estava presente. A representar a sociedade estavam Martinho Ribeiro da Silva e Manuel Martins Parra. Este último, já não pertencia à Constralmada desde 1996, data em que renunciou ao cargo de gerente. Parra era, de facto, administrador da Opi 92.

Outro interveniente deste processo é o arquiteto Olavo Dias, contratado para projetar a casa de Cavaco Silva nove meses antes de este ser proprietário do lote 18. Olavo Dias é familiar do Presidente da República, por afinidade, e deu andamento ao projeto cujo alvará de construção foi aprovado no dia 22 de setembro de 1997.

A "habitação com piscina" que ocupa "620,70 m2" num terreno de mais de1800, é composta por três pisos, e acabou de ser construída, segundo os registos da Câmara a 6 de agosto de 1999. A única intervenção de Cavaco Silva nas obras deu-se poucos dias antes da conclusão, a 21 de julho de 1999, quando requereu a prorrogação do prazo das obras (cujo prazo caducara em 25 de junho).

A família Cavaco Silva ocupa, então, a moradia, em agosto. A licença de utilização seria passada quatro meses depois, a 3 de dezembro, pelo vereador (atual edil de Albufeira, do PSD) Desidério Silva, desrespeitando, segundo revela hoje a edição do Público, um embargo camarário à obra, decretado em dezembro de 1997, e nunca levantado.

A VISÃO não conseguiu obter nenhum comentário do Presidente da República.

Na Visão

Os cinco cavacos


Sem contar com a sua breve passagem pela pasta das Finanças, conhecemos cinco cavacos. Mas todos os cavacos vão dar ao mesmo.

O primeiro Cavaco foi primeiro-ministro. Esbanjou dinheiro como se não houvesse amanhã. Desperdiçou uma das maiores oportunidades de deste País no século passado. Escolheu e determinou um modelo de desenvolvimento que deixou obra mas não preparou a nossa economia para a produção e a exportação. O Cavaco dos patos bravos e do dinheiro fácil. Dos fundos europeus a desaparecerem e dos cursos de formação fantasmas. O Cavaco do Dias Loureiro e do Oliveira e Costa num governo da Nação. Era também o Cavaco que perante qualquer pergunta complicada escolhia o silêncio do bolo rei. Qualquer debate difícil não estava presente, fosse na televisão, em campanhas, fosse no Parlamento, a governar. Era o Cavaco que perante a contestação de estudantes, trabalhadores, polícias ou utentes da ponte sobre o Tejo respondia com o cassetete. O primeiro Cavaco foi autoritário.

 O segundo Cavaco alimentou um tabu: não se sabia se ficava, se partia ou se queria ir para Belém. E não hesitou em deixar o seu partido soçobrar ao seu tabu pessoal. Até só haver Fernando Nogueira para concorrer à sua sucessão e ser humilhado nas urnas. A agenda de Cavaco sempre foi apenas Cavaco. Foi a votos nas presidenciais porque estava plenamente convencido que elas estavam no papo. Perdeu. O País ainda se lembrava bem dos últimos e deprimentes anos do seu governo, recheados de escândalos de corrupção. É que este ambiente de suspeita que vivemos com Sócrates é apenas um remake de um filme que conhecemos. O segundo Cavaco foi egoísta.

 O terceiro Cavaco regressou vindo do silêncio. Concorreu de novo às presidenciais. Quase não falou na campanha. Passeou-se sempre protegido dos imprevistos. Porque Cavaco sabe que Cavaco é um bluff. Não tem pensamento político, tem apenas um repertório de frases feitas muito consensuais. Esse Cavaco paira sobre a política, como se a política não fosse o seu ofício de quase sempre. Porque tem nojo da política. Não do pior que ela tem: os amigos nos negócios, as redes de interesses, da demagogia vazia, os truques palacianos. Mas do mais nobre que ela representa: o confronto de ideias, a exposição à critica impiedosa, a coragem de correr riscos, a generosidade de pôr o cargo que ocupa acima dele próprio. Venceu, porque todos estes cavacos representam o nosso atraso. Cavaco é a metáfora viva da periferia cultural, económica e politica que somos na Europa. O terceiro Cavaco é vazio.

O quarto Cavaco foi Presidente. Teve três momentos que escolheu como fundamentais para se dirigir ao País: esse assunto que aquecia tanto a Nação, que era o Estatuto dos Açores; umas escutas que nunca existiram a não ser na sua cabeça sempre cheia de paranóicas perseguições; e a crítica à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo que, apesar de desfazer por palavras, não teve a coragem de vetar. O quarto Cavaco tem a mesma falta de coragem e a mesma ausência de capacidade de distinguir o que é prioritário de todos os outros.
Apesar de gostar de pensar em si próprio como um não político, todo ele é cálculo e todo o cálculo tem ele próprio como centro de interesse. Este foi o Cavaco que tentou passar para a imprensa a acusação de que andaria a ser vigiado pelo governo, coisa que numa democracia normal só poderia acabar numa investigação criminal ou numa acção política exemplar. Era falso, todos sabemos. Mas Cavaco fechou o assunto com uma comunicação ao País surrealista, onde tudo ficou baralhado para nada se perceber. Este foi o Cavaco que achou que não devia estar nas cerimónias fúnebres do único prémio Nobel da literatura porque tinha um velho diferendo com ele. Porque Cavaco nunca percebeu que os cargos que ocupa estão acima dele próprio e não são um assunto privado. Este foi o Cavaco que protegeu, até ao limite do imaginável, o seu velho amigo Dias Loureiro, chegando quase a transformar-se em seu porta-voz. Mais uma vez e como sempre, ele próprio acima da instituição que representa.  O quarto Cavaco não é um estadista.

 E agora cá está o quinto Cavaco. Quando chegou a crise começou a sua campanha. Como sempre, nunca assumida. Até o anúncio da sua candidatura foi feito por interposta pessoa. Em campanha disfarçada, dá conselhos económicos ao País. Por coincidência, quase todos contrários aos que praticou quando foi o primeiro Cavaco. Finge que modera enquanto se dedica a minar o caminho do líder que o seu próprio partido, crime dos crimes, elegeu à sua revelia. Sobre a crise e as ruínas de um governo no qual ninguém acredita, espera garantir a sua reeleição. Mas o quinto Cavaco, ganhe ou perca, já não se livra de uma coisa: foi o Presidente da República que chegou ao fim do seu primeiro mandato com um dos baixos índices de popularidade da nossa democracia e pode ser um dos que será reeleito com menor margem.  

O quinto Cavaco não tem chama.
Quando Cavaco chegou ao primeiro governo em que participou eu tinha 11 anos. Quando chegou a primeiro-ministro eu tinha 16. Quando saiu eu já tinha 26. Quando foi eleito Presidente eu tinha 36. Se for reeleito, terei 46 quando ele finalmente abandonar a vida política. Que este homem, que foi o politico profissional com mais tempo no activo para a minha geração, continue a fingir que nada tem a ver com o estado em que estamos e se continue a apresentar com alguém que está acima da politica é coisa que não deixa de me espantar. Ele é a política em tudo que ela falhou. É o símbolo mais evidente de tantos anos perdidos



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Votar em branco/nulo é ajudar Cavaco Silva

Sondagem Presidenciais: Cavaco ainda acima dos 50%

A três dias das Presidenciais, Cavaco Silva mantém-se à frente nas intenções de voto, mas a margem para vencer à primeira volta está cada vez mais reduzida.

Na sondagem da Intercampus para a TVI, Cavaco tem 54,6 por cento das intenções de voto e desce 5 pontos e meio percentuais desde o último dia 7, enquanto Alegre desce 2,5 pontos para 22,8 por cento. Fernando Nobre é o candidato que apresenta a maior subida, estando agora nos 9,1. Francisco Lopes atinge os 8,2, enquanto José Manuel Coelho atinge os 2,7 e Defensor Moura 2,6.

Comparando com os resultados do dia 7 de Janeiro, antes do arranque oficial da campanha, e redistribuindo os votos em branco, Cavaco Silva continua a garantir a reeleição à primeira volta, mas com uma margem cada vez mais reduzida. É o candidato que mais desce, 5.5 pontos percentuais.

Também em queda, mas ligeira, está Manuel Alegre: desce 2,5. O candidato independente, Fernando Nobre, regista a maior subida, quase cinco pontos percentuais, e recupera o terceiro lugar que antes do arranque da campanha tinha perdido para o candidato comunista. Em ligeira subida estão também Francisco Lopes, José Manuel Coelho e Defensor Moura.

Esta projecção foi feita com base numa sondagem onde 23,3 por cento dos inquiridos disse que não ia votar ou não manifestou opinião....

Agenciafinanceira.iol.

Manuel Alegre

Banho de multidão no Chiado
Um banho de multidão envolveu Manuel Alegre na tradicional descida do Chiado. Ao som dos bombos, entre vivas ao candidato e palavras de ordem como “Alegre é urgente seres o nosso Presidente”, muitas centenas de pessoas acompanharam Manuel Alegre desde a Trindade, pela rua Garret e rua Augusta, até ao arco da Praça do Comércio, onde foi levantado em ombros perante a euforia da multidão. 

Sempre com a sua mulher, Mafalda, a seu lado e entre Almeida Santos, Presidente do PS, Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores, António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa e Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, Manuel Alegre foi saudado com muita simpatia pelos populares que passavam e outros que vinham às janelas para gritar palavras de apoio e confiança. Entre os muitos populares que acompanharam o candidato, viam-se ainda vários membros do Governo, deputados e autarcas.

http://www.manuelalegre.com/

Cavaco e o fim de 800 kms de ferrovia

Foi durante o governo de Cavaco Silva que a linha do Tua sofreu a primeira machadada. Dezoito anos depois, Cavaco regressa em campanha e diz ter pena que a linha já não vá até Mirandela...



Visto em "Tabus de Cavaco"

domingo, 16 de janeiro de 2011

A aldeia do cavaquistão

No Algarve, Cavaco Silva tem por vizinhos Oliveira Costa e Fernando Fantasia, homens-fortes do BPN.



Na Aldeia da Coelha, Cavaco Silva tem por vizinhos Oliveira Costa e Fernando Fantasia, homens-fortes da SLN. Um loteamento que nasceu à sombra de muitas empresas e off-shores. A escritura do lote do Presidente da República não se encontra no Registo Predial de Albufeira. O próprio não se recorda em que cartório a assinou. Um dos promotores da urbanização, velho amigo e colaborador de Cavaco, diz que a propriedade foi adquirida "através de um permuta com um construtor civil".

Texto da revista "Visão"

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Manuel Alegre em Évora

12-01-2011
Eu quero Portugal de pé!




http://www.manuelalegre.com/

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Comício em Évora com Manuel Alegre

Quarta-feira, 12 de Janeiro:
21h00 –
Comício no Teatro Garcia Resende. Praça Joaquim António de Aguiar, Évora



José Mário Branco: FMI (1979)





Fotos da campanha de Manuel Alegre

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Nomes sonantes do BPN na candidatura de Cavaco

Abdool Karim Vakil


A comissão de honra da candidatura de Cavaco Silva tem vários nomes ligados ao Banco Português de Negócios (BPN) e à Sociedade Lusa de Negócios (SLN), antiga proprietária do banco.

No topo da lista surge Abdool Karim Vakil. O banqueiro foi administrador do BPN e sucedeu depois a Oliveira Costa na presidência do banco. Na comissão de inquérito parlamentar ao caso BPN, alegou desconhecer quase todos os imbróglios, mas acabou afastado pela actual administração do banco, por má gestão.

Da comissão de honra de Cavaco Silva consta também o nome de Alberto Figueiredo, presidente da SLN Valor, a maior accionista do grupo detentor do banco. Foi a entidade responsável pela emissão de papel comercial vendido nos balcões do BPN, e que tantos problemas tem causado. Cerca de 4.500 clientes lesados reclamaram o pagamento junto do banco.

Outro dos nomes é Joaquim Coimbra. Um dos maiores accionistas da Sociedade Lusa de Negócios, dona do BPN. Na audição parlamentar, Coimbra disse desconhecer o Banco Insular de Cabo Verde, o banco virtual que foi responsável por centenas de milhões de euros do grande buraco financeiro do BPN.

Por fim surge ainda o nome de Fernando Fantasia, empresário do ramo imobiliário, sócio de Oliveira Costa, e co-proprietário dos terrenos da SLN junto ao campo de tiro de Alcochete. 4 mil hectares comprados por 40 milhões de euros, duas semanas antes de o Governo anunciar a nova localização do futuro aeroporto de Lisboa.

Entre os muitos nomes surge também o de Faria de Oliveira. O actual presidente da Caixa Geral de Depósitos nomeou a actual administração do BPN, já nacionalizado.

Há ainda Norberto Rosa, administrador da CGD e vice-presidente do BPN, desde a nacionalização do banco, já lá vão mais de dois anos.


domingo, 26 de dezembro de 2010

Cavaco diz-se alvo de campanha suja no caso BPN. Defensor Moura fala de falta de isenção e lealdade



"Tenso. É este o adjectivo que melhor descreve o frente-a-frente que a SIC transmitiu na noite de quinta-feira. O socialista Defensor de Moura foi buscar munições à história recente do Banco Português de Negócios (BPN). Cavaco Silva ripostou com um vocabulário que lhe é pouco ou nada conhecido no espaço público, acusando o adversário de pretender “ser portador” de “uma campanha suja e desonesta”. [RTP]

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Manuel Alegre na apresentação do Contrato Presidencial


Amália Rodrigues: "Trova do Tempo que Passa" (Poema de Manuel Alegre)

"Esta é uma hora de unir, de somar e de mobilizar"

"Não sou só eu que me candidato. Somos todos nós, os que acreditamos nos valores da liberdade, da justiça social e da solidariedade; todos nós, os que queremos uma democracia melhor; todos nós, os que dentro de partidos ou fora deles queremos uma nova esperança para Portugal. Dirijo-me às mulheres, aos homens e aos jovens do meu país, aos independentes e membros dos movimentos cívicos que estão na génese da minha candidatura, dirijo-me aos meus camaradas do Partido Socialista, dirijo-me aos companheiros do Bloco de Esquerda e da Renovação Comunista, dirijo-me a todos os que se reclamam da Doutrina Social da Igreja e a todos os portugueses e portuguesas que estão descontentes e querem dar a volta à política para construir uma sociedade mais justa e mais humanista: esta é uma hora de unir,de somar e de mobilizar."

Veja o Contrato Presidencial AQUI

Uma nova esperança para Portugal

“Uma nova esperança para Portugal” é o título do Contrato Presidencial de Manuel Alegre, que se estrutura em doze pontos: nos dois primeiros o candidato insiste na necessidade “de um novo fôlego” para a República Portuguesa e para a construção europeia; no terceiro e no quarto explica o que cabe ao Presidente dizer e o que está em causa nesta eleição. A partir daí, nos pontos 5, 6 e 7, Manuel Alegre desenvolve a sua interpretação dos poderes do Presidente da República e a sua visão quer da Europa, cuja mudança defende que “pode começar aqui”, quer de Portugal, como “Pátria de todos e para todos”. Nos pontos 8, 9 e 10, o candidato apresenta os seus compromissos concretos: pelo Estado social, em defesa de “outra economia, outra estratégia, outro paradigma” e também do território e da cultura. O Contrato termina, nos últimos dois pontos, com um desafio aos jovens e com um apelo a todos os cidadãos empenhados numa “nova esperança para Portugal”.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cavaco Silva - Sem comentários



Cavaco Silva e o Dr. Dias Loteiro



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Custaram-nos 4 mil milhoes...

Cavaco não quer outdoors, porque já tem um… Custou-nos 4 mil milhões …


Na imagem pode ver-se:
  • José Oliveira e Costa, ex-Presidente do BPN, antigo Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva
  • Dias Loureiro, ex-Administrador Executivo do BPN, ex-Ministro da Administração Interna de Cavaco Silva, ex-Conselheiro de Estado de Cavaco Silva
  • Cavaco Silva, actual Presidente da República

Recebido via email

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cavaco anuncia recandidatura a Belém com auto-elogio dirigido ao futuro

Movido pela "consciência dos graves problemas do país", Cavaco Silva anunciou a recandidatura a Belém, "sem outdors", questionando-se como estaria Portugal sem a sua "acção intensa e ponderada", que lamentou não tivesse sido "mais bem aproveitada".

"Quero anunciar aos portugueses que, depois de uma profunda reflexão, decidi recandidatar-me à Presidência da República". Foi a primeira frase do discurso, depois de, acompanhado da mulher, ter surgido na sala do Centro Cultural de Belém repleta de convidados, por detrás do cenário pintado de verde e salpicado por dez bandeiras nacionais.

Seguiram-se as justificações e o auto-elogio, reflectidos em cada frase da comunicação, que durou mais de 20 minutos. "Portugal encontra-se numa situação difícil. Mas há uma interrogação que cada um, com honestidade, deve fazer: em que situação se encontraria o País sem a acção intensa e ponderada, muitas vezes discreta, que desenvolvi ao longo do meu mandato?"

Pergunta foi, obviamente, e a resposta do autor não podia ser outra: "Sei bem que a minha magistratura de influência produziu resultados positivos. Mas também sei - e esta é a hora de dizê-lo - que podia ter sido mais bem aproveitada pelos diferentes poderes do Estado".

A crítica a quem não seguiu os seus "alertas e apelos" estava feita e Cavaco não se cansou de se referir à sua experiência em Belém para dizer que conhece muito bem o país os problemas que se colocam no futuro imediato. Entre eles, enumerou "o desemprego e o endividamento externo" e deu a receita, ao considerar que se exige "um reforço da produtividade e da capacidade competitiva da economia e o aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção externa".

"Está ao nosso alcance agarrar o futuro com determinação e generosidade. Está ao nosso alcance construir um Portugal mais desenvolvido e mais justo". "É isso que me motiva", assegurou, antes de lançar uma frase-chave, que certamente se ouvirá ao longa da campanha: "Eu acredito".

Sempre a reforçar a ideia de que tem consciência dos problemas do país, Cavaco não deixou de falar ao coração dos que mais dificuldades financeiras enfrentam. Garantiu que a sua campanha não terá um único cartaz exterior.

"Não me sentiria bem com a minha consciência gastando centenas de milhares de euros com a afixação de cartazes", disse, anunciando que só gastará metade do que a lei prevê. O que significada que, mesmo sem outdoors, serão gastos em propaganda eleitoral 2,09 milhões de euros.

domingo, 30 de maio de 2010

Comissão Nacional do PS aprova apoio a Manuel Alegre



Amália Rodrigues: "Trova do Tempo que Passa". Poema de Manuel Alegre
(adaptação)

A Comissão Nacional do PS aprovou por larga maioria apoio à candidatura presidencial de Manuel Alegre, sob proposta do Secretário-Geral, José Sócrates. Francisco Assis comunicou a decisão aos jornalistas, frisando tratar-se de uma candidatura independente, perante a qual o PS tomou “uma posição clara, consciente e por ampla maioria”.No final da reunião, José Sócrates considerou que "a candidatura de Manuel Alegre honra o país".

Francisco Assis esclareceu que a decisão ocorreu após um tempo de reflexão e de debate, frisando que “numa questão tão importante não faria sentido que o PS não tomasse posição”, como alguns defenderam. Para Francisco Assis, Manuel Alegre tem condições para ganhar e para ser um bom Presidente da República.

A decisão foi tomada por uma significativa maioria, com apenas 1 abstenção e 10 votos contra.


Visto em: http://www.manuelalegre.com/

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