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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

As medidas propostas pelo FMI são acima de tudo as propostas do Governo

Pedro Lains: Relatório do FMI pode desencadear novo 15 de setembro
Pedro Lains, historiador económico.
D.R.
O historiador económico Pedro Lains entende que as medidas propostas pelo FMI são “acima de tudo as propostas do Governo”, com a 'mão' de Vítor Gaspar. Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o investigador lembra que ainda não é certo que os cortes avancem e afirma que a divisão que já aconteceu com a intenção de aumentar a Taxa Social Única parece estar a voltar. Como revela, as declarações de alguns ministros podem ser o próximo ponto de ruptura.

O pedido de ajuda ao FMI surge como uma forma de o Governo cortar os quatro mil milhões a que se propõe. É mais fácil de aplicar cortes quando as sugestões vêm de fora?
O relatório expõe acima de tudo aquilo que já são as opiniões do Governo. O que fizeram neste caso foi encontrar uma forma de sistematizar aquilo que já queriam fazer. Prova disso é o caderno de encargos, que já inclui os quatro mil milhões de euros. Penso que o relatório é uma forma de pressão sobre a opinião pública, é também deste modo que a troika actua. Assim parece ser mais fácil [cortar], até porque o Governo já não conta com opiniões que são muito esclarecidas e que o rodeiam. Pensa o Governo que tem mais peso por ser o FMI a dizê-lo. O ministro das Finanças está tão fragilizado que já não pede à Comissão Europeia ou OCDE e já só consegue legitimação pelo FMI. Além disso este é um estudo mediano, eles fazem dezenas de estudos que deixam na gaveta para ajudar os Governos.

Na declaração de Carlos Moedas, ontem à tarde, o Governo mostrou que ainda não está nada decidido e chama para o debate os parceiros e até a oposição...
 Em primeiro lugar, parece-me que o Governo agora opta por só utilizar os secretários de Estado, foi aqui e foi com as privatizações. É claro que o secretário de Estado é mandatário do Governo. As citações do relatório têm claramente a mão do ministro das Finanças, faz parte do ajuste que fizeram. No fundo isto parece-me tudo uma encenação. Não é certo que as medidas sejam aplicadas, mas vale a pena recordar que para o anúncio do aumento da TSU foi o primeiro-ministro quem falou. Aqui temos o mesmo tipo de medidas, que são desnecessárias e que querem impor uma alteração fundamental na actuação do Estado.

Visto em "Dinheiro Vivo"

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

70 personalidades escrevem carta a pedir demissão de Passos

Urge correr com este governo de cobardes que massacram os mais fracos, cujo desígnio maior é o empobrecimento do País. Antes que seja tarde de mais, todas as acções, dentro dos limites fixados pela Constituição da República Portuguesa que visem a destruição deste governo são sempre de apoiar.
 
 
 A notícia da carta a pedir a demissão de Passos Coelho:
"Setenta personalidades portuguesas assinaram e enviaram uma carta-aberta ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a pedir a sua demissão, por considerarem que a política seguida pelo Executivo está a "fazer caminhar o país para o abismo". Mário Soares é o primeiro subscritor da carta.
 
Os signatários da carta garantem que as medidas de austeridades anunciadas pelo executivo liderado por Pedro Passos Coelho excederam as que constam, quer no programa eleitoral do PSD, quer no Programa de Governo "e as consequências têm um forte impacto sobre os portugueses".
 
A carta-aberta foi enviada ao primeiro-ministro e uma cópia seguiu igualmente para Belém, para o presidente da República, Cavaco Silva.
 
Na missiva, assinada por personalidades de vários quadrantes da sociedade portuguesa, como Mário Soares, Siza Vieira e Júlio Pomar, os signatários consideram que "austeridade custe o que custar" está a empobrecer o país.
 
"Perdeu-se toda e qualquer esperança", escrevem, criticando o desmantelamento das funções sociais do Estado, a alienação de empresas estratégicas, os cortes nas pensões, nas reformas e nos salários, o incentivo à emigração e o crescimento do desemprego.
 
Com as falhas verificadas em todas as previsões económicas, acusam o Executivo de Pedro Passos Coelho de ter "um fanatismo cego" que está a fazer "caminhar o país para o abismo".
 
Classificam ainda o Orçamento do Estado, aprovado na segunda-feira, de "injusto, socialmente condenável e portador de disposições de constitucionalidade duvidosa".
 
E, perante este cenário, os signatários apelam ao primeiro-ministro para que "retire as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências".
 
Entre os signatários desta carta estão dirigentes do PS e do Bloco de Esquerda (casos de Fernando Rosas e Daniel Oliveira), sindicalistas (com particular destaque para o ex-líder da CGTP-IN Carvalho da Silva), professores universitários e figuras ligadas ao meio da cultura.
 
Subscrevem ainda o documento Adelino Maltez (professor universitário), Alfredo Bruto da Costa (sociólogo), Alice Vieira (escritora), Siza Vieira (arquitecto), Ana Sousa Dias (jornalista), Dias da Cunha (empresário), António Arnaut (advogado), António Reis (professor universitário), Boaventura Sousa Santos (professor universitário), Carlos Trindade (sindicalista), Duarte Cordeiro (deputado do PS), Clara Ferreira Alves (jornalista), Ferro Rodrigues (ex-líder do PS e deputado), Eduardo Lourenço (professor universitário), Helena Pinto (deputada do Bloco de Esquerda), Inês de Medeiros (deputada do PS), Maria de Medeiros (realizadora e atriz), Jaime Ramos (medido e ex-deputado do PSD), Joana Amaral Dias (professora universitária) e Medeiros Ferreira (antrigo ministro dos Negócios Estrangeiros).
 
Assinam ainda o documento João Galamba (deputado do PS), Pedro Delgado Alves (ex-líder da JS), Mário Jorge (médico), João Torres (líder da JS), João Cutileiro (escultor), João Ferreira do Amaral (economista), Júlio Pomar (pintor), Manuel Maria Carrilho (ex-ministro da Cultura), Pedro Abrunhosa (músico), Pilar Del Rio Saramago (jornalista) e Teresa Pizarro Beleza (jurista)."

O texto integral pode ser lido aqui.

Visto no "JN"
 

domingo, 25 de novembro de 2012

Processo contra ativista do 15 de setembro arquivado


Uma das estratégias usadas pelo "fascismo social" em que vivemos, é o da limitação do direito de reunião, associação e de manifestação.

O caldo onde se desenvolve esta doutrina está ao lume. A fome e a miséria grassa neste país, faz parte da agenda da direita revanchista, preparar as condições para acabar com o Estado Social, do trabalho digno e suficientemente remunerado.

A crise, o défice e a dívida soberana, são tudo bons pretextos para desmontar o Estado Social e voltar a reconstruir o Estado Assistencial. Assim, a esmola e as obras de caridade oferecem ao pecador penitente meios para cumprir os pecados durante a sua vida na terra.

A notícia seguinte, publicada no semanário Expresso, dá-nos conta de avanços intimidatórios que serão presente, num futuro cada vez mais próximo, se não corrermos com este doutrinado governo.

Processo contra ativista do 15 de setembro arquivado

A ativista do movimento Que se Lixe a Troika! soube pelo Expresso que o seu processo foi arquivado há três dias

O processo por "organização de manifestação não comunicada" movido contra a ativista Mariana Avelãs, devido à conferência de imprensa de apresentação da manifestação do 15 de Setembro, foi arquivado.
O arquivamento ocorreu no passado dia 20, mas Mariana Avelãs ainda não foi notificada da decisão. O Expresso soube que o caso não vai seguir para julgamento por fonte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), na sequência da notícia que hoje publicou. 
A ativista fora constituída arguida no passado dia 8, por ter participado na conferência de imprensa realizada nas imediações da Assembleia da República a 12 de setembro, durante a qual, conjuntamente com outras 14 pessoas, exibiu uma faixa com o nome do movimento Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!". 
O caso fora hoje divulgado pelo movimento Que se Lixe a Troika!, através de um texto difundido pela Internet.


O processo por "organização de manifestação não comunicada" movido contra a ativista Mariana Avelãs, devido à conferência de imprensa de apresentação da manifestação do 15 de Setembro, foi arquivado.
O arquivamento ocorreu no passado dia 20, mas Mariana Avelãs ainda não foi notificada da decisão. O Expresso soube que o caso não vai seguir para julgamento por fonte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), na sequência da notícia que hoje publicou.
A ativista fora constituída arguida no passado dia 8, por ter participado na conferência de imprensa realizada nas imediações da Assembleia da República a 12 de setembro, durante a qual, conjuntamente com outras 14 pessoas, exibiu uma faixa com o nome do movimento Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!".
O caso fora hoje divulgado pelo movimento Que se Lixe a Troika!, através de um texto difundido pela Internet.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/processo-contra-ativista-do-15-de-setembro-arquivado=f769153#ixzz2DEwN4zDY
O processo por "organização de manifestação não comunicada" movido contra a ativista Mariana Avelãs, devido à conferência de imprensa de apresentação da manifestação do 15 de Setembro, foi arquivado.
O arquivamento ocorreu no passado dia 20, mas Mariana Avelãs ainda não foi notificada da decisão. O Expresso soube que o caso não vai seguir para julgamento por fonte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), na sequência da notícia que hoje publicou.
A ativista fora constituída arguida no passado dia 8, por ter participado na conferência de imprensa realizada nas imediações da Assembleia da República a 12 de setembro, durante a qual, conjuntamente com outras 14 pessoas, exibiu uma faixa com o nome do movimento Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!".
O caso fora hoje divulgado pelo movimento Que se Lixe a Troika!, através de um texto difundido pela Internet.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/processo-contra-ativista-do-15-de-setembro-arquivado=f769153#ixzz2DEwN4zDY
O processo por "organização de manifestação não comunicada" movido contra a ativista Mariana Avelãs, devido à conferência de imprensa de apresentação da manifestação do 15 de Setembro, foi arquivado.
O arquivamento ocorreu no passado dia 20, mas Mariana Avelãs ainda não foi notificada da decisão. O Expresso soube que o caso não vai seguir para julgamento por fonte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), na sequência da notícia que hoje publicou.
A ativista fora constituída arguida no passado dia 8, por ter participado na conferência de imprensa realizada nas imediações da Assembleia da República a 12 de setembro, durante a qual, conjuntamente com outras 14 pessoas, exibiu uma faixa com o nome do movimento Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!".
O caso fora hoje divulgado pelo movimento Que se Lixe a Troika!, através de um texto difundido pela Internet.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/processo-contra-ativista-do-15-de-setembro-arquivado=f769153#ixzz2DEwN4zDY
O processo por "organização de manifestação não comunicada" movido contra a ativista Mariana Avelãs, devido à conferência de imprensa de apresentação da manifestação do 15 de Setembro, foi arquivado.
O arquivamento ocorreu no passado dia 20, mas Mariana Avelãs ainda não foi notificada da decisão. O Expresso soube que o caso não vai seguir para julgamento por fonte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), na sequência da notícia que hoje publicou.
A ativista fora constituída arguida no passado dia 8, por ter participado na conferência de imprensa realizada nas imediações da Assembleia da República a 12 de setembro, durante a qual, conjuntamente com outras 14 pessoas, exibiu uma faixa com o nome do movimento Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!".
O caso fora hoje divulgado pelo movimento Que se Lixe a Troika!, através de um texto difundido pela Internet.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/processo-contra-ativista-do-15-de-setembro-arquivado=f769153#ixzz2DEwN4zDY

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Greve geral: Vozes contra a austeridade vão fazer-se ouvir em 20 países europeus

Vinte países, entre os quais Portugal, vão juntar-se, na quarta-feira, à jornada de luta europeia contra a austeridade e a favor do emprego, que inclui greves, manifestações, ações de protesto e reuniões em várias cidades da Europa.
 
A jornada europeia de ação e solidariedade, organizada pela Confederação Europeia dos Sindicatos (CES), tem como lema 'Pelo emprego e a solidariedade na Europa, não à austeridade' e vai mobilizar cerca de 40 organizações sindicais.
 
Além dos 20 países em que as vozes contra a austeridade se vão fazer ouvir na quarta-feira, há outros três que também se associam à jornada de luta, mas onde as acções de protesto decorrerão mais tarde: Suíça (quinta-feira), Eslovénia e República Checa (sábado, em ambos os casos).
 
"A jornada tem como objetivo transmitir uma mensagem comum em defesa do crescimento e emprego e contra a austeridade. Estou convencida de que se tivermos uma grande acção em toda a Europa, tal poderá fazer a diferença", afirmou a secretária-geral da CES, Bernadette Ségol, em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas.
 
Bernadette Ségol disse que "no final de Junho houve alguma esperança, porque a ideia de crescimento e emprego foi reconhecida pelo Conselho Europeu". No entanto, "os actos não seguiram as palavras" e a CES "não vê os governos a agir".
 
Para quarta-feira, estão marcadas greve gerais de 24 horas contra a austeridade em Portugal e Espanha, enquanto em Itália e na Grécia decorrerão paralisações de quatro e três horas, respectivamente.
 
Também em Vilnius, Lituânia, haverá uma greve, mas apenas abrangerá o sector dos transportes. Em várias cidades europeias decorrerão acções de sensibilização e/ou de protesto contra as políticas de austeridade e em defesa do emprego.
 
Na capital belga haverá uma manifestação junto à Comissão Europeia e, em França, estão previstas 25 manifestações "pelo emprego e a solidariedade na Europa".Na Suíça, estão agendadas manifestações junto a embaixadas e à representação permanente da União Europeia e, na Polónia, decorrerão manifestações em várias cidades "em defesa do trabalho digno".
 
Da Alemanha, Reino Unido, Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia sairão mensagens de solidariedade para com os trabalhadores dos países europeus que estão a ser afetados por medidas de austeridade.
 
Na Bulgária, decorrerão em várias cidades fóruns para discutir temas laborais, em Malta está previsto um seminário sobre o emprego e na Letónia jovens sindicalistas serão recebidos pelo presidente do parlamento para discutir o emprego e a educação dos jovens.
 
Na Finlândia, os sindicatos organizam várias acções para apelar ao respeito pelos trabalhadores na Europa e farão chegar ao comissário europeu dos Assuntos Económicos um conjunto de reivindicações, enquanto no Luxemburgo uma delegação sindical será recebida pelo primeiro-ministro, Jean-Claude Juncker, que é também o líder do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro), para discutir as alternativas que existem para sair da crise.
 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Estamos a viver o sonho de Passos Coelho


Povo Livre de 21 de Janeiro de 2012. Passos Coelho na Assembleia da República,  em 17 de Janeiro de 2012


... "Tudo o que se está a passar faz parte da agenda ideológica de Passos Coelho, que, com os seus aliados vários, está a aproveitar a oportunidade para fazer a sua contra-revolução.

Têm dúvidas? Não tenham. A seu tempo, isso foi explicado por quem de direito. Vejamos.
A 3 de Maio de 2011, Eduardo Catroga, representante do PSD nas negociações do "programa de ajustamento" entre Portugal e a Troika, afirmou que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal «foi essencialmente influenciada» pelo PSD e resultou em medidas melhores e que iam mais fundo do que o chamado PEC IV. (fonte) (outra fonte)
Aliás, Catroga anunciava o resultado da sua influência no programa de ajustamento: tudo seria muito melhor do que com o PEC IV, Portugal ganhava uma "oportunidade para fazer as reformas que se impõem". (link para ouvir)

Na verdade, que esta maioria se esteja sempre a justificar com o anterior governo é uma mistificação. Esta maioria está a fazer aquilo que Passos Coelho quis ter a oportunidade de fazer, como, aliás, o próprio explicou. Vejamos.

No final de Janeiro deste ano da desgraça de 2012, Passos Coelho, presidente do PSD e já então primeiro-ministro, afirmou sem rebuços que o seu partido tem um "grau de identificação importante" com o programa acordado com a 'troika' e quer cumpri-lo porque acredita nele. Nas suas palavras: "(...) o programa eleitoral que nós apresentámos no ano passado e aquilo que é o nosso Programa do Governo não têm uma dissintonia muito grande com aquilo que veio a ser o memorando de entendimento celebrado entre Portugal, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional". Ainda segundo o presidente do PSD, "executar esse programa de entendimento não resulta assim de uma espécie de obrigação pesada que se cumpre apenas para se ter a noção de dever cumprido". (fonte) (outra fonte)

Tudo isto explica porque Passos e Gaspar nem querem ouvir falar em agir politicamente para mudar as condições do resgate. Ao ponto de o PM de Portugal ir a um Conselho Europeu e ficar calado acerca do que está acontecer por cá: Cimeira europeia: Portugal não consta entre os países que alertaram para o impacto social da crise. Parece que estamos a viver o sonho de Passos Coelho e ele não quer acordar"
Visto aqui

sábado, 3 de novembro de 2012

PS acusa Merkel de estar «completamente apaixonada» por austeridade

O PS acusou hoje a chanceler alemã de estar «completamente apaixonada» por austeridade, «em sintonia» com o primeiro-ministro português.
 
No dia em que a chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu a austeridade e pediu mais esforço aos parceiros europeus durante os próximos cinco anos para ultrapassar a crise, o PS considerou que «a austeridade é o problema».
 
«O que vemos é uma enorme sintonia entre a senhora Merkel e o primeiro-ministro português, Passos Coelho. É um verdadeiro romance de austeridade. Estão completamente apaixonados pela austeridade, custe o que custar», disse à Lusa o secretário nacional do PS, João Ribeiro.
 
«Aquilo que para a senhora Merkel e para o nosso primeiro-ministro é a solução, para o PS é o problema. Não é a solução e não pode ser apresentada como solução», declarou o porta-voz socialista.
 
Em declarações à Lusa, João Ribeiro defendeu que «é muito fácil defender a austeridade nos países dos outros», adiantando que gostaria de ver «a bravura da senhora Merkel» a propor aos alemães o equivalente ao que está a ser pedido aos portugueses.
 
O secretário-geral do PS sublinhou que o que «une Passos Coelho e Merkel é a política de mais tempo e de mais sacrifícios», enquanto «o PS há mais de um ano que diz que quer mais tempo para consolidar as contas públicas, mas para aliviar os sacrifícios dos portugueses».
 
Visto na TSF
 

"Se agora cortamos 2 mil milhões, daqui a dois anos cortamos 6"

João Ferreira do Amaral considera que em 2013 a recessão vai ser o triplo da prevista pelo Governo e que uma crise política será «muito provável»
 
 
 
Excertos da entrvista do Prof. João Ferreira do Amaral no Tudo é Economia, o espaço semanal da TSF e Dinheiro Vivo:
 
Se o Orçamento for adiante como está, sim, acho que não teremos menos do que 3% de recessão. O consumo vai descer mais do que o governo prevê. A austeridade é mais funda para o ano que vem do que este ano e as famílias estão muito endividadas. Portanto, medidas de redução de rendimento em geral, quando as famílias estão muito endividadas, amplificam muito os efeitos. Se além disso houver já algum corte de despesas a nível social, as famílias têm mesmo de o fazer - e, portanto, se o Estado obriga a que isso seja financiado pelas famílias, elas deixarão de consumir mais noutros aspetos. O consumo vai descer bastante e isso provocará uma recessão maior e desemprego maior.’

‘(…) Eu não digo que possamos ter um crescimento muito grande, mas pelo menos estou plenamente convencido, e digo-o sinceramente: se a carga fiscal não fosse aumentada na proporção que vai ser, teríamos mais chances de cumprir o défice de 4,5% do PIB. Só que assim, porque a recessão provavelmente não existiria, ou seria muito suave, esta vai ser de tal maneira que não vai ser possível cumprir os 4,5% do PIB. A quem é que isto serve? Eu não entendo. É um mistério que não compreendo, que já se deu na Grécia e que está a suceder agora em Portugal.’

‘(…) Eu não concordo com ele [Vítor Gaspar] precisamente porque acho que esses instrumentos não dão resultado. Esses modelos, que são utilizados também nas organizações internacionais, nomeadamente pelo Fundo Monetário Internacional, não têm em conta a realidade portuguesa em vários domínios, não têm em conta o alto endividamento das famílias, não têm em conta o facto de o emprego estar muito ligado à procura interna e, portanto, quedas da procura interna fazem aumentar muito o desemprego. Por isso, não admira que o governo e o FMI e a troika em geral tenham ficado surpreendidos com o aumento do desemprego e com a profundidade da recessão.’

‘O Estado faz hoje, em Portugal, o mesmo, e às vezes até menos, do que faz a generalidade dos Estados na União Europeia. Os Estados da UE têm as funções de soberania, a segurança, a justiça, os negócios estrangeiros, etc. Depois têm as funções sociais, educação e saúde. Não gastamos mais, nem por sombras, do que se gasta por essa Europa fora. Pode-se, evidentemente, melhorar a eficiência e reduzir as despesas para obter o mesmo resultado, mas não creio que isso sejam quatro mil milhões de euros. Creio, sim, que isso é um absurdo e é preciso ver como é que surgem esses quatro mil milhões de euros. Penso que aí o Partido Socialista tem razão: isto resulta em grande parte da estratégia seguida de provocar uma grande recessão.
É evidente que quando se provoca uma grande recessão, obviamente, depois as coisas não chegam - cobra-se menos impostos, o défice mantém-se, é preciso cortar mais despesa, depois ainda vai agravar mais a recessão, e por aí fora.

Ouvi que já estariam três mil e quinhentos milhões de euros destinados a ser cortados nas funções sociais, mas não nos esqueçamos de que a Segurança Social estava equilibrada. Só se desequilibrou este ano devido justamente à recessão. Esta estratégia não tem futuro nenhum. Se estamos agora a cortar quatro mil milhões, daqui a dois anos estamos a cortar seis mil milhões. Isto vai ser uma bola de neve que nunca mais acabará. Não faz sentido.’

‘Hoje, o problema salarial não é importante do ponto de vista da competitividade. A nossa perda de competitividade teve que ver com o facto de investir em sectores protegidos da concorrência externa, ser mais rentável do que estar a investir em sectores que têm concorrência externa, os chamados bens transacionáveis. A nossa competitividade não tem que ver com salários, tem que ver com o facto de a nossa estrutura produtiva estar desequilibrada. Se eu descer os salários, desço para todos os sectores, não só para aqueles que é preciso desenvolver. A questão salarial é um mito que não vai resolver em nada a questão da competitividade.’

‘Não sou sequer militante do PS, portanto, o PS fará o que quiser. Agora, se o PS disser que não aceita [colaborar na "refundação"], dou-lhe 100% razão. Por dois motivos. Em primeiro lugar, porque não faz sentido; colaborar nisto seria dizer que concorda com a estratégia que foi seguida e, a meu ver, isso é errado. Em segundo, se as coisas já estão decididas, o que é que o PS vai lá fazer? O PS fará o que entender, mas percebe-se se disser que não. É um convite envenenado, como é evidente. E aceitar como bom que é preciso cortar quatro mil milhões de euros não é nada líquido. É resultado desta estratégia recessiva.’
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ferro Rodrigues: Governo quer classe média contra Estado social

O ex-secretário-geral do PS Ferro Rodrigues acusa o Governo de ter a intenção de refundar a direita e colocar a classe média contra o Estado Social.

Ferro Rodrigues, vice-presidente da Assembleia da República, falava pela bancada do PS na sessão de encerramento do debate na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2013.
Na perspetiva do ex-líder socialista, com a ideia de refundação do programa de ajustamento económico e financeiro de Portugal, o PSD pretende agora «tirar da gaveta um projeto de revisão constitucional» para redefinir as funções do Estado.
«O Governo quer sim refundar a unidade da direita, tentar pôr a classe média contra o Estado social, remeter à marginalização os sociais-democratas que ainda resistem. E o Governo já mostrou ao que vem: Quer arrastar o PS para essa descida ao abismo, mas o que é preciso é refundar a política do Governo e reformular esta austeridade sem saída», disse.
Na parte final do seu discurso, que foi muito aplaudido pela bancada do PS, Ferro Rodrigues voltou a traçar limites em matéria de diálogo político, frisando que «vale a pena discutir no quadro constitucional tudo o que possa melhorar o futuro do país, mas com base em confiança política, crescimento económico e equidade social, que hoje, infelizmente, não existem».
O ex-ministro dos governos de António Guterres enunciou também uma eventual via alternativa para a política económica e financeira do país.
«É preciso tirar partido das posições mais flexíveis das instituições europeias e internacionais, em vez de as rejeitar. O que é preciso é lutar por explorar as margens de alterações de prazos, de juros, de metas», defendeu.
Em relação à proposta de Orçamento do Estado, Ferro Rodrigues considerou que o país está a ser «empurrado em direção ao abismo».
«Este Orçamento se, por cegueira e teimosia for executado, vai ter consequências terríveis durante muitos anos. O Governo tem de ouvir os portugueses e os parceiros sociais, tem de arrepiar caminho antes que seja tarde», advertiu o ex-líder dos socialistas, que ainda se referiu às consequências sociais da política do executivo.
«Quando se atacam os mais pobres dos pobres é toda a miséria de uma política que fica à vista», disse.
Na sua intervenção, Ferro Rodrigues procurou responsabilizar a atual maioria governamental pela presença da 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) em Portugal.
«Os partidos que hoje suportam o Governo fingem que nada tiveram a ver com o resgate, mas, na verdade, fomentaram, instigaram, exigiram, conegociaram, coassinaram e muitos dos seus comemoraram o memorando de entendimento», acusou.
 
Visto em TSF

domingo, 7 de outubro de 2012

O que é o neoliberalismo?

 
... "Deixando por hoje de lado o que diz respeito ao neoconservadorismo (na política externa e interna), procuremos caracterizar a corrente neoliberal, profundamente elitista, que manda na Europa actual:

a) Crença absoluta no mercado e desconfiança total em relação ao Estado (bit e-government);

b) Protecção legal aos mais ricos, sobretudo através da redução dos respectivos impostos, na convicção de que só eles investem, criam empregos e, assim, impulsionam o crescimento económico;

c) Prática constante, e progressiva, de cortes substanciais nas despesas sociais, por se entender que o Separe Skate é uma ilusão perigosa; e que os mais pobres, tornando-se subsídio-dependentes, prejudicam o interesse nacional e não merecem protecção (ou não merecem senão protecção mínima).

O ódio de classe – que Marx considerava ser a ira justa dos pobres contra os ricos – mantém-se, mas de pernas para o ar: é agora a raiva profunda dos ricos contra os pobres, os inúteis, os incapazes que só sabem viver à mesa do Orçamento, à custa dos impostos dos ricos, sendo estes os únicos que dão emprego a quem verdadeiramente quer trabalhar.

Não há, por estas razões, nenhum governo neoliberal que não baixe significativamente a carga fiscal e parafiscal (T.S.U) dos empresários e que não suba, tanto quanto possível, a dos trabalhadores, apesar de nunca conseguirem diminuir o défice e a dívida.

Todos os filósofos gregos – Platão, Xenofonte, Aristóteles – chamavam a isto uma forma de governo «oligárquica», cuja degeneração externa era a «plutocracia» (o governo do dinheiro).

Comparemos agora esta tão actual doutrina neoliberal com o pensamento arcaico (?) do «fascista» Oliveira Salazar, em 13 de Abril de 1929.

Escreveu ele: a reforma tributária (então publicada) guia-se, entre outros, pelo princípio da quase uniformidade das taxas dos vários impostos, «com as excepções que favorecem, em todos os países civilizados, os rendimentos provenientes só do trabalho do contribuinte» (A reorganização financeira, Coimbra Editora, 1930, p. 102).

Problema insolúvel da ciência política: como pode um democrata neoliberal de hoje situar-se mais à direita do que um ditador «fascista» de há 80 anos?!..."

Diogo Freitas do Amaral, Visão nº1022, 4 a 10 de Outubro de 2012, p. 46

domingo, 30 de setembro de 2012

Governo Passos/Portas


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ONU: É Preciso Garantir que o Serviço da Dívida não Ameaça os Direitos Humanos

Julho 31, 2012 - 12:00am | Por Jubilee Debt Campaign

 
O Conselho das Nações Unidas para os Direitos Humanos «acolheu com agrado» as fortes directrizes em torno da dívida e dos direitos humanos, produzidas nos últimos dois anos por Cephas Lumina, perito da ONU para a dívida e direitos humanos. As recomendações de Lumina incluem várias medidas no sentido de garantir que o serviço da dívida não ameaça os direitos humanos, incluindo auditorias periódicas e transparentes à dívida, moratórias ao pagamento da dívida e a partilha mais equitativa de responsabilidade relativa aos contratos assumidos entre os devedores e credores.
 
O Conselho dos Direitos Humanos «encorajou» todos os governos, instituições e o sector privado no sentido de ter em consideração as directrizes de Lumina nas suas actividades e programas. Dos quarenta e sete membros do Conselho, trinta e um votaram a favor da resolução, cinco abstiveram-se e onze países (oito membros da UE, a Suíça, a Moldávia e os Estados Unidos da América) votaram contra.
 
Cephas Lumina, o perito independente, assume uma posição clara ao afirmar que «credores e devedores partilham responsabilidades na resolução de processos relativos a dívida insustentável». O perito defende que «a responsabilidade recíproca de credores e devedores é um pré-requisito relevante para o estabelecimento de um sistema financeiro global mais equitativo». As suas directrizes incluem várias recomendações, nomeadamente:
  • Introduzir moratórias ao serviço da dívida aquando de uma mudança danosa e fora do controlo do Estado devedor;
  • Introduzir limites aos pagamentos a todos os credores no sentido de alinhar esses pagamentos com um programa de alívio do serviço da dívida acordado no âmbito de qualquer mecanismo de alívio da dívida. Isto impediria os chamados fundos de rapina de extorquir activos e rendas de países altamente endividados.;
  • Indexar o serviço da dívida às taxas de crescimento agregado e/ou das exportações. Isto suportaria uma redistribuição mais equitativa (entre credor e devedor) do risco dos empréstimos;
  • Modificar as avaliações da sustentabilidade da dívida no sentido de ter em conta o impacto da dívida na prossecução dos Objectivos do Milénio, ao invés de considerações puramente económicas;
  • Executar auditorias periódicas e transparentes à dívida pelos países devedores, apoiando decisões subsequentes relativas à política de endividamento;
  • Devedores e credores deverão ter em conta as dívidas escondidas, conhecidas como «responsabilidades potenciais», no processo de tomada de decisões, incluindo obrigações derivadas de créditos à exportação e parcerias público-privadas;
  • Todos os países devem monitorizar e regular a concessão e contracção de crédito pelo sector privado, «no sentido de impedir o incremento do volume da dívida privada, um dos factores criadores de instabilidade financeira».
  • Os credores não devem tornar os empréstimos e programas de alívio da dívida dependentes da adopção de políticas públicas como privatizações, liberalização comercial, desregulação do investimento ou liberalização do sector financeiro.
  • Os Estados devem debater a criação de um mecanismo internacional de resolução das dívidas insustentáveis. Um mecanismo desse género deve ser independente de credores e devedores, deve garantir que o serviço da dívida não impede um país de cumprir as suas obrigações em termos de direitos humanos e deve ter a capacidade de categorizar parcelas específicas de dívida como odiosas ou ilegítimas.

Original em inglês: http://www.jubileedebtcampaign.org.uk/UN3720adopts3720strong3720guidelines3720on3720debt3720and3720human3720rights+7775.twl

Tradução de Luís Bernardo
Revisão de Inês Moz Caldas


Visto aqui

sábado, 22 de setembro de 2012

Miguel Sousa Tavares, A GRANDE CONSPIRAÇÃO [hoje no Expresso]:

‘(…) o objectivo de Passos Coelho e do seu quinteto de terroristas económicos (Gaspar, Moedas, António Borges, Braga de Macedo e Ferraz da Costa) é outro bem diferente: eles querem mudar o paradigma económico, mesmo que para tal tenham de destruir o país, como, aliás, estão a fazer.
 
Fiel aos ensinamentos dos seus profetas americanos, esta extrema-direita económica que nos caiu em cima acredita que o Estado deve deixar de gastar recursos com quem não garante retorno e concentrar-se apenas em apoiar, ajudar, estimular e dar livre freio aos poucos negócios escolhidos — que, assim, não poderão deixar de prosperar.
 
Aquilo a que chamam o “processo de ajustamento” da nossa economia é um caminho deliberado de abandono do que acham que não tem préstimo ou futuro: o emprego pago com salários decentes, os direitos do trabalho, as pequenas empresas que não exportam, a própria classe média que vive do trabalho. No fim do “ajustamento”, ficarão apenas as grandes empresas financiadas por baixos salários ou instaladas nos antigos monopólios públicos com lucros garantidos, e uma multidão de emigrados ou de desempregados, prontos a trabalhar por qualquer preço e em quaisquer condições.
 
Esse será o seu “sucesso” final. Isto tornou-se claro com a história da TSU. Acreditar que uma medida tão irracional, fundada em estudos que nem se atrevem a mostrar e desacreditada por todos, capaz de pôr o país na rua e ameaçar o tão louvado consenso social e político, terá sido tomada por mera incompetência e precipitação é tomá-los por estúpidos.
 
O que se pretendia não era aliviar a tesouraria das empresas ou potenciar as exportações. O que se pretendia, como ficou evidente na entrevista do PM à RTP, era garantir uma “vantagem” permanente: a baixa de salários. Porque esse é um dos objectivos centrais desta cruzada: desvalorizar por todas as formas, incluindo por via fiscal, o valor do trabalho.
 
O princípio é simples e, se atentarem bem, tudo segue uma ordem pré-estabelecida: primeiro, rever a legislação laboral, para tornar os despedimentos fáceis e baratos; por essa via, criar um batalhão de desempregados que pressionem o mercado de trabalho, fazendo baixar os custos salariais; assim, potenciar os lucros de algumas empresas de mão-de-obra intensiva; e, assim, garantir o sucesso do “ajustamento” da nossa economia, “so help them God”.’

 

domingo, 16 de setembro de 2012

Governo de Passos Coelho com os testículos traccionados para a região inguinal

O Povo é quem mais ordena
Um primeiro-ministro que aterroriza os portugueses, incendiando o País, na tentativa de facilmente conduzir os mais frágeis ao holocausto do empobrecimento.

Um primeiro-ministro que considera que “o desemprego não tem de ser encarado como negativo e pode ser «uma oportunidade para mudar de vida».
 
Um primeiro-ministro cujo governo vomita para cima dos jovens que estão no desemprego: “temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras”.
 
Um primeiro-ministro que leva ao colo o seu amigo Miguel Relvas, contrariando a população farta dos análogos Oliveiras e Costas & Dias Loureiros S.A.
 
Um primeiro-ministro que anuncia durante o 80º aniversário da fábrica de chocolates Imperial, em Vila do Conde, que vamos demorar 15 a 20 anos a reduzir a dívida, apontando o final destes tempos difíceis para as calendas gregas.
 
Um primeiro-ministro que já não entra pela porta da frente de nenhuma empresa ou instituição deste País, com medo da população que o espera nesses locais para se manifestar.
 
Um primeiro-ministro que é corajoso a empobrecer a maioria dos portugueses, mas cobarde quando enfrenta os grandes interesses e na rua a indignação da população.
 
 Um primeiro-ministro que pretende transferir rendimentos do trabalho para o capital, pasme-se ou talvez não, contra a opinião maioritária dos supostos beneficiados.
 
Um primeiro-ministro que sem decoro anuncia na proposta de orçamento do estado para 2013, um acréscimo de dificuldades intoleráveis para a maioria das famílias portuguesas.
 
Um primeiro-ministro e seus lacaios que menosprezam a inteligência dos portugueses, ao considerarem que a indignação generalizada, com o anúncio da proposta de orçamento do estado para 2013, tem apenas a ver com a forma e o momento da comunicação, e não com o conteúdo das medidas anunciadas.
 
Um primeiro-ministro que …
 
A política ruinosa de Passos Coelho e seus jagunços, à revelia de tudo o que prometeram durante a campanha eleitoral de 2011, só podia ter tido, para já, esta resposta dos portugueses:
 
O “Povo Unido” saiu à rua em mais de 40 cidades, juntando só em Lisboa cerca de meio milhão de pessoas, coisa só vista no 1.º de maio de 1974.
 

sábado, 23 de junho de 2012

O Aprendiz de Feiticeiro



O MINISTRO das finanças que nos arranjaram, um tal de Victor Gaspar, desencantado nos laboratórios experimentais do Banco de Portugal, e que faz equipa com um tal de Passos Coelho, veio há dois ou três dias reconhecer que o comportamento das receitas e das despesas, no quadro da execução orçamental, não se enquadra nas expectativas traçadas pelo governo, logo o governo falhou, e se nada for feito, continuará a falhar até ao infinito.

Não é preciso ser grande economista para saber algumas verdades universais, isto é, que quando as receitas baixam (com o desemprego a provocar a baixa do IRS e das contribuições sociais, com as falências e quebra de actividade das empresas a baixar o IRC, e com a quebra de consumo das familias e empresas a baixar o IVA e outros impostos), e as despesas aumentam (com a subida de encargos com subsídios de desemprego, pensões, rendas das PPP e taxas de juro de empréstimos), o caldo está entornado.
E como o governo diz que vai manter a palavra de não pedir “nem mais tempo, nem mais dinheiro” para cumprir o défice, e não pretende mudar de política, é quase garantido que virá aí a multiplicação da austeridade e mais sacrifícios, convertidos em mais cortes, onde já pouco ou nada há onde cortar, e mais carga fiscal, onde já pouco ou nada há para colectar.

O Vitinho das finanças, mesmo com o seu entaramelado discurso "zombie", já não surpreende, mas continua a insistir. Comporta-se como o aprendiz de feiticeiro do poema de Goethe, que tendo-se apropriado do chapéu do mestre, libertou os poderes, e na sua patética ignorância, ficou a ver multiplicar-se o que não sabe controlar.
Depois, quando já não tem mão sobre o que libertou, quando vê que a sua teoria corre o risco de falhar, improvisa, arranja desculpas, tenta aprofundar o erro, levando o bruxedo aos limites, na esperança de mudar a realidade, para sustentar e manter de pé a teoria.
Alucinado, espera que a sua incontrolável austeridade, a replicar-se até ao infinito - como as vassouras aguadeiras do poema -, se devore a si própria, acabando numa espécie de Big-Bang, de onde nascerá uma galáxia de mel e de fartura, mas só para alguns.
O problema é que esta gente não são mágicos, nem tão-pouco aprendizes de feiticeiros.

São saqueadores e malfeitores encartados, discípulos da escola de Milton Friedman, e que gostam de falar de mansinho, de passar despercebidos, enquanto continuamos a acreditar, firmemente, mesmo com eles à perna, que vamos conseguir chegar à Final do Euro 2012.

Visto na "Essência da Pólvora"

terça-feira, 24 de abril de 2012

25 de Abril de 2012



sábado, 4 de fevereiro de 2012

Recortes…



Pedro Passos Coelho: Arruada em Évora, em 19 de Maio de 2011. Mais fotos aqui

Gwen Stefany - Wind It Up

O PSD depois da derrota eleitoral de 27/9/2009, acabou por escolher um novo líder ultra-liberal com algumas características inéditas na política portuguesa. Passos Coelho é um produto das "juventudes partidárias", que durante muitos anos o sustentou. Um dia quando resolveu estudar foi para uma universidade privada (Univ. Lusíada), e depois arranjaram-lhe um emprego em empresas propriedade de antigos dirigentes do PSD. Ao longo da sua militância partidária nunca teve uma ideia política própria, mas apenas algumas "atitudes" que os politólogos portugueses interpretam como ideias em gestão.

Passos Coelho, após ser eleito líder partidário (26/3/2010), continuou a recusar qualquer entendimento com o governo do PS (minoritário). A novidade na sua actuação foi o facto de submeter o governo do PS, a uma constante chantagem ameaçando derrubá-lo a qualquer momento. Uma acção conjugada com Cavaco Silva (Presidente da República), e apoiada pelo PCP, BE e do CDS-PP.

O PSD ao longo dos últimos anos afirmou que possuía os quadros mais bem preparados para governar Portugal, acusando o anterior governo de incompetência. A verdade é que após ter ganho as eleições e passados 6 meses revelou-se que não tinha afinal não tinha ninguém. Os principais ministros foram recrutados à última hora, nomeadamente no Canadá...

Comentário de anónimo " olho vivo"

sábado, 17 de dezembro de 2011

Novos patrões querem andar de borla de riquexó

Luís Reis lider da recente Confederação de Serviços de Portugal (CSP),
 é também chief corporate center officer da Sonae.

Zeca Afonso: Os Vampiros


O Conselho de Ministros já aprovou o aumento do horário de trabalho em meia hora por dia, mas os regimes de flexibilidade já admitidos são menos ambiciosos do que os que propõe uma nova federação do patronato, parida à sombra deste governo.

Esta Federação composta pelos “velhos patrões”, com a língua congelada desde a conquista civilizacional das 8 horas de trabalho, deitam agora as "unhas de fora" e querem alargar o horário de trabalho com aviso no próprio dia.

Para destilarem na comunicação o seu desprezo pelos trabalhadores, contrataram uma série de Chicago Boys.

Luís Reis chefe deste bando de oportunistas, adeptos da institucionalização do "trabalho escravo", enfileirados na recente Confederação dos Serviços de Portugal (CSP), defende que as empresas possam acrescentar até três horas por dia ao horário normal, em alturas de picos.

Estes arrogantes provocadores, de costas quentes desde as últimas eleições, ao proporem condições de trabalho ainda piores do que aquelas que foram aprovadas por este governo do PSD/CDS, criam as condições psicológicas para que passe a mensagem de, "antes assim do que pior".

Será que ficará tudo por aqui?

sábado, 3 de dezembro de 2011

A História vos absorverá


manu chao & mano negra - machine gun

Nicolau Santos, A História vos absorverá:

‘(…) O que Pedro Passos Coelho nos está a propor é que trabalhemos mais horas, por menos dinheiro e com menos direitos — esperando que daí resulte, no final, um país mais moderno, inovador e dinâmico. Está-se a ver que vai resultar.

A Europa é governada pelo duo Merkozy; Portugal pelo duo Coelhar. Coelho dá o aval político ao falcão Vítor Gaspar. O ministro das Finanças é o representante da ortodoxia do BCE no Governo português. E se as coisas correrem muito mal, não é de excluir que venhamos a ter, a prazo, Gaspar no lugar de Coelho, por imposição da Alemanha. Já houve surpresas maiores.

O Orçamento do Estado para 2012 é o espelho do pensamento deste duo. Passos protegeu a sua base de apoio, poupando os municípios, que mantiveram os limites de endividamento e autonomia para contratar, escapando também a fusões e extinções, ao contrário do que está expresso no memorando de entendimento. Em contrapartida, o preconceito de Gaspar contra o sector público está expresso nos cortes de salários e subsídios aos funcionários públicos — e vai acabar durante 2012 na tentativa de despedimento de milhares destes trabalhadores.

(…)

O país que este Governo vai deixar será muito mais pobre e desigual, mas também menos competitivo, inovador e dinâmico. Não, a História não vos absolverá. A História vos absorverá. Como e por que meios, é o que veremos.’

Visto na "Câmara Corporativa"

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Álvaro Santos Pereira: um ministro aventureiro que lidera os patrões mais radicais

Na última reunião de Concertação Social o ataque à democracia continuou. O Ministro Álvaro Santos Pereira, substituiu-se aos patrões no que respeita ao radicalismo ideológico, defendendo que a meia-hora de trabalho grátis para os patrões «vigorará no período em que a nossa ajuda externa estiver também em vigor». Com a destruição da economia do país em implementação, isto significa que este governo considera a medida como permanente. Para que não ficassem dúvidas sobre a posição do governo, o ministro afirmou algo que é sonhado pelos patrões há muitos anos como instrumento para a diminuição e congelamento dos salários: "a médio e longo prazo, os salários só podem aumentar se a produtividade aumentar". 

Este governo ultrapassou os limites aceitáveis em qualquer democracia representativa. Está em curso uma mudança de regime social que não foi debatida nem discutida abertamente com os cidadãos. A vida de milhões de pessoas é hoje decida dentro dos grupos económicos, dos bancos e das instituições da troika. É o fim da democracia social e o início de um novo regime de austeridade e exploração permanentes.

Álvaro Santos Pereira está disposto a tudo. Questionado, logicamente, sobre a possibilidade de que a jornada adiconal gratuita para os patrões possam aumentar o desemprego, o ministro afirma que "O aumento temporário do horário de trabalho é uma lufada de ar fresco para as empresas em dificuldade", e que sendo «uma medida de competitividade» considera que «se as empresas falirem, o desemprego vai aumentar ainda mais». Objectivamente, com o governo de Passos Coelho, poderia ficar dispensada a presença das Confederações Patronais e dos mais radicais dos seus representantes. Os ministros em si, não guardam qualquer noção de responsabilidade civilazional e eliminaram do seu discuro a distribuição da riqueza e o combate à desigualdade enquanto formas de modernizar as sociedades e de dotar a economia de mecanismos de consumo e de desenvolvimento sustentado.

Entretanto, as respostas sociais, dos mais variados campos vêm surgindo. Desta feita, é o economista João Ferreira do Amaral, quem afirma que «Há séculos que não havia trabalho obrigatório não remunerado» e que a jornada grátis, exploração laboral pura, «não tem efeitos significativos na economia». Conclui constatando a inconsciência política do Governo, dizendo que "Talvez [o governo] nem se tenha apercebido da gravidade» desta medida. «O que me mete mais impressão é que estas medidas sejam anunciadas sem haver um estudo do impacto que elas [terão] na realidade».
Tanto a CGTP, como a UGT, recusam a proposta do Governo, fazendo a crítica central que se trata de uma medida que estimula o desemprego e não a competitividade. A UGT afirmou já que «Está em causa a destruição do horário de trabalho, não há memória deste tipo de medida em toda a União Europeia e merece o nosso repúdio total», uma  “declaração de guerra”, enquanto a CGTP reafirma que este processo é “Inaceitável e inconcebível”.
Algumas das principais medidades em causa são:
- As empresas vão poder decidir unilateralmente que o trabalhador entra meia hora mais cedo, sai meia hora mais tarde ou reduz a hora de almoço. Esta medida será totalmente gratuita para as empresas.
Alteração ao período de trabalho semanal de 40 para 48 horas
- Redução do período de férias e feriados.
- Majoração em 10% do apoio financeiro de 420€ concedido às empresas pela contração de desempregados de longa duração ou com menores possibilidades de empregabilidade. Ou seja, trabalho grátias para as empresas pago pelo dinheiro dos contribuintes e do Orçamento de Estado.
Apesar de Portugal ser o 3º país mais desigual da Europa, o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas considera no seu fanatismo ideológico que são os trabalhadores os culpados da crise financeira que atravessamos e dos buracos da gestão danosa do país.
Apesar de Portugal ser dos país da europa com maior carga horária de trabalho anual, com menor número de dias de férias e com salários mais baixos, o Governo está apostado em devastar o tecido social e do trabalho no próprio país.

Visto aqui

sábado, 22 de outubro de 2011

Vasco Lourenço diz que o poder foi tomado por "um bando de mentirosos"

Depois de rever na internet as imagens das promessas eleitorais de Passos Coelho (VER AQUI), o capitão de Abril diz que se "sente roubado" e prevê "convulsão social" para travar "o PREC de direita" que se está a criar. Foi à saída duma reunião que juntou mil militares e convocou uma concentração em Lisboa para o dia 12 de Novembro.


O auditório do ISCTE foi pequeno para os cerca de mil militares que ali vieram discutir acções de protesto contra a austeridade. Os militares marcaram uma concentração para dia 12, no Rossio, e esperam muitos milhares para protestar contra "a redução das remunerações, aliada aos cortes dos subsídios de férias e de Natal e ao aumento generalizado dos impostos", que está a "atirar muitos" militares para "o limiar da impossibilidade de cumprir com os compromissos financeiros assumidos".

Na moção aprovada no encontro, os militares presentes mandataram as direcções das suas associações (de praças, oficiais e sargentos) "para levarem a cabo as iniciativas necessárias para a defesa dos seus interesses socio-profissionais e das Forças Armadas".

À saída deste encontro, Vasco Lourenço, citado pela agência Lusa, afirmou que estava "absolutamente indignado" após ter visto um vídeo na internet com declarações de Passos Coelho em campanha eleitoral que contradizem o que está a fazer enquanto primeiro-ministro. É "preciso desmascarar os indivíduos que ocupam o poder" e que "o estão a roubar", declarou o capitão de Abril, sublinhando que se "sente roubado" e que Passos "renega nos actos tudo aquilo que acabou de dizer há muito pouco tempo".

Vasco Lourenço diz que as medidas de austeridade impostas estão a criar um "PREC de direita". "Não me venham dizer que a reacção de não aceitar este tipo de situação é que será uma revolução. Não, não vou por aí", sublinhou.

O presidente da Associação Nacional de Sargentos, Lima Coelho, afirmou à Lusa que os militares estão disponíveis para "todos os sacrifícios", mas "não estão disponíveis para serem sacos de pancada", nem para serem "enxovalhados ou usados politicamente de forma que não merecem ser usados".

Visto em "ESQUERDA.NET"

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