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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

As tolerâncias de ponto do Governo Passos/Portas mudam como o vento

Este governo de mentirosos já nos habituou a todos os golpes de rins.

Luís Marques Guedes, porta voz do Governo ao lado do DR. Miguel Relvas
 
 I
Vejamos, depois de lançar em todas a direcções várias rajadas de metralha,  ao trabalho e aos direitos sociais dos portugueses, o Governo decretou em 29 de Novembro tolerâncias de ponto nos dias 24 e 31 de Dezembro, vésperas de Natal e do ano novo, para os trabalhadores da função pública, decisão mais uma vez incoerente com tudo o que esta trupe de malfeitores já tinha dito sobre este assunto.
 
II
 
III
Em 15 de Março o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes, depois de uma reunião do conselho de ministros, expeliu cá para fora que até ao final do ano não teriam lugar mais tolerâncias de ponto, com excepção do dia 24 de Dezembro. Deste modo, depois de ter acabado com a tolerância de ponto no Carnaval, o Executivo de Passos Coelho deixou nessa altura “claro” que até ao final do ano apenas seria concedido tolerância de ponto na véspera de Natal.
 
“Os funcionários públicos sabem assim que na época da Páscoa (a tarde de quinta-feira santa), e no dia 31 de Dezembro, será um dia de trabalho como os outros.(ler aqui)
 
IV
Recuando até 21-04-2011, ainda esta corja de mentiros estava na oposição, Passos Coelho criticava o Governo do PS por este ter concedido tolerância de ponto aos trabalhadores que exerçiam funções não essenciais nos serviços da administração central e dos institutos públicos no período da tarde de quinta-feira santa.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Democracia sem abertura?


.... "O nosso Governo faz exactamente aquilo que, antes das eleições, disse explicitamente que nunca faria: aumentos de impostos, cortes dos salários e das pensões, etc. Até mesmo as medidas avulsas, como se viu esta semana em relação ao prazo de suspensão dos subsídios ou à impossibilidade de reformas antecipadas, são tomadas "às escondidas", sem disponibilização da informação relevante e sem escrutínio público.

Já sei o que me dirão: tudo isso tem uma explicação e uma racionalidade. Há coisas que não se pode dizer e que, se fossem publicitadas, perderiam o efeito pretendido. Por isso todos temos de colaborar com a mentira, ou as mentiras sucessivas. Suponhamos que assim é (o que não é de todo claro, do meu ponto de vista). Ainda assim, creio que existe aqui um problema gravíssimo para o regime democrático, se for correcto o que acima ficou dito sobre a relação entre democracia e "abertura". Que viabilidade tem uma democracia formal quando nela os cidadãos não têm acesso à informação mais relevante para a sua vida colectiva, quando essa informação é constante e extensamente sonegada pelos governantes, ou quando os agentes políticos fazem num dia o contrário do que tinham dito no dia anterior?"

João Cardoso Rosas, Professor Universitário, Económico


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pingo Doce: pague aqui, eles pagam os (poucos) impostos lá

A Jerónimo Martins, dona dos supermercados Pingo Doce, anunciou hoje que a sociedade Francisco Manuel dos Santos vendeu a totalidade do capital que detinha no grupo à sua subsidiária na Holanda, mas mantém os direitos de voto.


Não se podia taxar os ricos porque eles fugiam, mas eles fogem na mesma. São estes os responsáveis pela crise. São estes os que mandam trabalhar os outros mas se piram com a massa. Esta é a gordura, é esta que temos de cortar. Uma Europa com sistemas fiscais diferentes não existe, é pura fraude.

E não se esqueça de continuar a comprar no Pingo Doce. Vá lá.

Visto no "Aventar"

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Público: "Macário dá como “inevitável” introdução de portagens na Via do Infante


"Depois de ter sido um feroz opositor da introdução de portagens na Via do Infante no âmbito do programa de alteração do projecto, Macário Correia afirmou hoje, em declarações à TSF, que compreende o ponto de vista do Governo e que as portagens naquela via que cruza o Algarve são “inevitáveis”."

terça-feira, 21 de junho de 2011

Fernando Nobre


Clube do Balanço - Segura a Nega

"Fernando Nobre aprendeu que cá se fazem, cá se paga, depois de anos de uma postura crítica em relação aos políticos e aos parlamentares decidiu candidatar-se ao segundo lugar da magistratura parlamentar desprezando o respeito pelo parlamentando por pensar que a nomeação do presidente do parlamento poderia resultar de um negócio pré-eleitoral com o líder de um partido.

Agora está confrontado com o compromisso que aceitou perante os eleitores e terá de cumprir o seu mandato de deputado, algo em que, obviamente, ninguém acredita. Foi o fim do sonho de uma carreira política fácil e muito provavelmente de uma futura candidatura presidencial da direita."...
(O Jumento)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fernando Nobre: quanto custa um vaidoso?


Hino da Campanha Presidencial de Fernando Nobre 2011

Fernando Nobre vai ser cabeça de lista do PSD no circulo de Lisboa. Contra um homem de convicções - mesmo que não sejam as minhas - como Ferro Rodrigues, o PSD aposta num ziguezagueante populista. O ex-candidato estava no mercado e Passos Coelho pagou o preço que lhe foi pedido: dar-lhe a presidência da Assembleia da República. As contas foram de merceeiro: Nobre vale 600 mil votos. Errado. Se os votos presidenciais nunca são transferíveis para legislativas, isso é ainda mais evidente neste caso. Todas as vantagens competitivas de Nobre desapareceram quando ele aceitou este lugar. 

O PSD vai perder mais do que ganha. Porque este convite soa a puro oportunismo. Porque quando Fernando Nobre começar a falar o PSD vai ter de se virar do avesso para limitar os danos. Porque a esmagadora maioria dos eleitores de Nobre nem com um revólver apontado à cabeça votará em Passos Coelho. Porque ele afastará eleitorado que desconfia de gente com tanta ginástica política.
Quem também não fica bem na fotografia é Mário Soares, que, na última campanha, por ressentimento pessoal, alimentou esta candidatura. Fica claro a quem ela serviu. Agora veio o agradecimento. 

Quanto a Fernando Nobre, é tudo muito banal e triste. Depois da campanha que fez, este é o desfecho lógico. Candidatos antipartidos, que tratam todos os eleitos como suspeitos de crimes contra a Pátria - ainda não me esqueci quando responsabilizou Francisco Lopes pelo atual estado de coisas, apenas porque é deputado - e que julgam que, por não terem nunca assumido responsabilidades políticas, têm uma qualquer superioridade moral sobre os restantes acabam sempre nisto. A chave que usam para abrir a porta da sala de estar do sistema é o discurso contra o sistema. Não querem "tachos", dizem eles, certos de que todos os eleitos apenas procuram proveitos próprios. Eles são diferentes. Depois entram no sistema para mudar o sistema, explicam. E depois ficam lá, até vir o próximo com o mesmo discurso apontar-lhes o dedo. É tudo tão antigo que só espanta como tanta gente vai caindo na mesma esparrela. 

Quem tem um discurso sem programa, sem ideologia, sem posicionamento político claro e resume a sua intervenção ao elogio da sua inexperiência política tem sempre um problema: só é diferente até perder a virgindade. E quando a perde fica um enorme vazio. Porque não havia lá mais nada. Porque a política não se faz de bons sentimentos, faz-se de ideias, projetos e programas políticos. Ideias, projetos e programas que resultam do pensamento acumulado pela experiência de gerações, que se vai apurando no confronto e na tentativa e erro. A tudo isto chamamos ideologias. Quem despreza a ideologia despreza o pensamento. Quem despreza o pensamento despreza a política. Quem despreza a política dificilmente pode agir nela com coerência e dignidade. 

Para além do discurso contra os políticos, este político teve outra bandeira: as suas preocupações sociais. Nada com conteúdo. Para ele bastava mostrar o seu currículo de ativista humanitário. E a quem aceita ele entregar a sua virginal e bondosa alma? Ao candidato a primeiro-ministro mais selvaticamente liberal que este País já conheceu. Não sou dos que acham que toda a gente tem um preço. Mas ficámos a saber qual é o de Fernando Nobre: um lugar com a dimensão da sua própria vaidade. 

Tudo isto tem uma vantagem: é uma excelente lição de política para muita gente. Quem diz que não é de esquerda nem de direita, quem tem apenas a sua suposta superioridade moral como programa e quem entra no combate político desprezando quem há muito o faz nunca é de confiança. Um dia terão que se decidir. E Nobre decidiu-se: escolheu a direita ultraliberal em troca das honras de um lugar no Estado. Na hora da compra, os vaidosos têm uma vantagem: saem mais baratos. Não precisam de bons salários ou de negócios. Basta dar-lhes um trono e a sensação de que são importantes. Vendem a alma por isso.

Por Daniel Oliveira no Expresso

Fernando Nobre: "Partido político? Nunca!"

Na primeira entrevista depois das eleições presidenciais, Fernando Nobre garantiu que não ia aceitar cargos partidários. Recorde essas imagens.




Há um mês, Fernando Nobre era peremptório a responder ao jornalista Mário Crespo: "Partido político? Nunca!"

Na primeira entrevista depois de ter conquistado 14% dos votos nas presidenciais, disse que altos detentores de cargos políticos do país o tinham contactado. No entanto, garantia que não ia aceitar nenhum cargo nem político nem governativo.

Visto em "Aeiou/Expresso"

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