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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Recordar um ano depois o histórico dia 11 de Outubro de 2009
























Doze anos depois, CDU perde Viana do Alentejo para os socialistas

11.10.2009 - 22h29 - Público

O candidato do PS, Bengalinha Pinto, conquistou hoje a Câmara de Viana do Alentejo, distrito de Évora, destronando o autarca comunista Estêvão Pereira, que presidia ao município há quatro mandatos consecutivos.

A candidatura do gestor bancário Bengalinha Pinto “nasceu” de um movimento independente, intitulado “Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo”, que concorreu às eleições autarquias de hoje com o símbolo e o apoio do PS.

Em declarações à agência Lusa, o cabeça-de-lista socialista reconheceu estar “feliz” pela vitória, garantindo que foi uma “campanha dura”. “Tivemos muito trabalho e foi uma campanha dura. A CDU estava há 16 anos à frente da câmara e é sempre difícil dar a volta a uma situação dessas”, afirmou, frisando ter-se tratado de uma “vitória suada, mas saborosa”.

Bengalinha Pinto prometeu, agora, juntamente com a sua equipa, “trabalhar muito” em prol do concelho. “Vamos tentar cumprir aquilo que prometemos às pessoas no programa eleitoral e humanizar este concelho. Mas temos que ter calma, porque as coisas não se fazem num estalar de dedos. Só prometemos trabalhar muito”, afiançou.

Também em declarações à Lusa, o candidato comunista Estêvão Pereira reconheceu a derrota, considerando que o PS “fez uma campanha com meios financeiros fortíssimos”, algo que a CDU “não tinha”. “Acreditamos que [esses meios] possam ter comprado algumas consciências”, disse, admitindo que “não estava à espera da derrota” eleitoral. No entanto, Estêvão Pereira deixou votos para que o PS faça “um bom trabalho” no concelho durante o próximo mandato.

Fotos de Manuel Baião

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Comemoração dos 531 anos do Tratado de Alcáçovas



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

História e memória: a importância da preservação e da recordação do passado



… “Um dos fenómenos mais trágicos das sociedades pós-modernas é a ausência (ou perda) da memória, seja ela individual ou colectiva. Sim, hoje o homem é um infeliz desmemoriado. Carente, necessitado e angustiado, ele recusou a memória, pois há cerca de quarenta anos a pedagogia construtivista baniu a “decoreba” dos bancos escolares. E ninguém melhor que Salvador Dalí (1904- 1989) para representar o esvaecimento da memória nos tempos modernos, em um belíssimo e instigante quadro com quatro relógios que se derretem, tendo como pano de fundo uma sombria e isolada paisagem (A persistência da memória, 1931).

Na Educação, decorar passou a ser sinônimo de injúria, de ofensa, uma desqualificação para o educador. Paulo Freire (1921-1997) e muitos pedagogos atuais se esqueceram que decorar significa “saber de cor”, com o coração, pois quando se ama o conhecimento, ele é adquirido primeiro com o coração, depois com a mente.”….


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Olivença começa a recuperar a toponímia


Castelo de Olivença

A maior parte da toponímia urbana de Olivença foi substituída ou modificada na primeira metade do século XX

A Câmara Municipal de Olivença começou a recuperar os antigos nomes em português das ruas da localidade. A iniciativa parte da associação cultural Além Guadiana, que há um ano apresentou à Câmara o projecto, que recebeu unânime aceitação.

O projecto contempla a adição dos antigos nomes das ruas aos actuais, mantendo a mesma tipologia e estética nas placas. Assim, resgatam-se as denominações das ruas, dos becos, das calçadas, etc., que configuram o extenso casco histórico encerrado nas muralhas abaluartadas, com um total de 73 localizações. Tudo irá acompanhado de um simbólico ato inaugural e da edição de brochuras turísticas bilingues.

A maior parte da toponímia urbana de Olivença foi substituída ou modificada na primeira metade do século XX, embora alguns dos nomes continuem a ser utilizados pela população apesar das alterações, como nos casos da rua da Rala, da rua da Pedra, da Carreira, etc.

Os antigos nomes das ruas falam-nos do passado português da “Vila”, como popularmente é conhecida a cidade, desvelando aspectos diversos, amiúde desconhecidos, da sua história. Estes remontam a séculos atrás, muitos deles à Idade Média, aludindo a pessoas ilustres da História, a antigos grémios de artesãos, a santos objecto da devoção popular ou à fisionomia das ruas, entre outros aspectos. A rua das Atafonas, a Calçada Velha, o Terreiro Salgado e o beco de João da Gama” são alguns exemplos.

Com esta iniciativa pretende-se, enfim, realçar um interessante componente da rica herança cultural oliventina, a toponímia, contribuindo para testemunhar a história partilhada deste concelho e para a tornar visível em cada recanto intramuros. Os nomes ancestrais dos espaços públicos conformam uma janela que convida a assomar-se e a explorar a apaixonante história de Olivença.

Expressados na sua originária língua portuguesa, constituem o testemunho vivo de uma cidade onde se respiram duas culturas e são um veículo que encoraja os mais novos a manter a língua que ainda falam as pessoas mais velhas do município. Para a associação Além Guadiana, trata-se de uma iniciativa com fins didácticos, culturais e turísticos, com a qual se resgata para o presente uma parte do passado oliventino.

http://www.pglingua.org/


terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia Mundial da Criança

O Dia Mundial da Criança, oficialmente, é 20 de Novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança. Porém, a data efectiva de comemoração varia de país para país.

Em Portugal, o dia das crianças é festejado em 1 de Junho, pois o mês de Maio homenageia Maria, mãe de Jesus. O dia da criança foi comemorado, pela primeira vez, no mundo inteiro a 1 de Junho de 1950. (Wikipédia)

Ontem como hoje a exploração da mão-de-obra infantil é uma prática secular difícil de erradicar. Das cerca de 218 milhões de crianças trabalhadoras em todo o mundo, 100 milhões são do sexo feminino . Mais de metade da totalidade destas crianças estão expostos a trabalhos perigosos.


Deep Purple: "Child in Time"


"..Lewis Hine documentou o emprego de crianças a partir de cinco anos de idade em pesadas actividades remuneradas. No ano de 1900, nos Estados Unidos, cerca de 20% das crianças entre cinco e dez anos de idade estavam trabalhando. As imagens eram usadas para alertar as autoridades para a necessidade de elaboração de leis contrárias ao trabalho infantil.

Hine chamava a si mesmo de “fotógrafo social”. A combinação que estabeleceu entre a sociologia e a fotografia tem a ver com a perspectiva dos primeiros sociólogos dos Estados Unidos, que viam a nova disciplina como um empreendimento essencialmente prático muito próximo do assistencialismo. A produção teórica e empírica mais preocupada com a explicação científica dos fenómenos sociais, desenvolvida por aqueles estudiosos que procuravam conquistar um lugar mais respeitável nas grandes universidades, começou somente por volta da década de 1920.

As fotografias das crianças são sensíveis e denunciam a sua precária situação sem apelar para o drama exagerado. Os retratados têm a sua dignidade respeitada e apresentam-se com altivez."

Visto em "Imaginação Sociológica"
















sábado, 1 de maio de 2010

Lewis Hine - fotografias da construção do Empire State Building



Judy Collins - Bread and Roses

Apesar de Lewis Hine ser sociólogo e professor de Sociologia, foi como fotógrafo que se tornou conhecido. Aliás, entendia a fotografia como um meio pedagógico, uma forma de estudar e divulgar um dos assuntos pelo qual sempre se interessou: o trabalho. Hine ficou famoso pela extensa reportagem sobre o trabalho infantil, já aqui abordada anteriormente. Durante os anos 20' fez uma série de work portraits, fotografias que documentam ironicamente a contribuição do trabalho humano para a indústria moderna. Foi este seu currículo que levou a que lhe fosse encomendado aquela que viria a ser a sua reportagem mais famosa: a construção do Empire State Building, em Nova Iorque.

As obras do arranha-céus iniciaram-se em 1930 e empregaram cerca de 3400 operários, na sua maioria emigrantes europeus, e algumas centenas de índios mohawk que, segundo se dizia, não sofriam de vertigens. Hine encontrou aqui um excelente território para as suas fotografias. Correndo riscos enormes acompanhou a evolução das obras lado a lado com os operários, às vezes em situações tão precárias quanto as deles. As imagens são arrepiantes. Mostram condições de trabalho sem qualquer tipo de segurança, pessoas literalmente em equilíbrio instável e poses acrobáticas, que confiam em Deus ou na sorte para não caírem. É de estranhar que, mesmo assim, apenas cinco operários tenham morrido em acidentes durante a construção. Após a conclusão das obras Hine publicou um livro com as fotografias que tirou. Intitulou-se Men at Work. São dele estas imagens."

Visto em: Obvious















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