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terça-feira, 30 de abril de 2013

CGTP e UGT querem grande mobilização no 1º de Maio

As centrais sindicais dizem que os portugueses devem aproveitar o 1º de Maio como dia de protesto face às políticas de austeridade. CGTP e UGT apelam, por isso, a uma grande mobilização, amanhã.

 

sábado, 2 de março de 2013

Manifestação de 2 de Março: Moção de Censura Popular

Lisboa, Terreiro do Paço

Esta Moção de Censura Popular expressa a vontade de um povo que quer tomar o presente e o futuro nas suas mãos. Em democracia, o povo é quem mais ordena.

Os diferentes governos da troika não nos representam. Este governo não nos representa. Este governo é ilegítimo. Foi eleito com base em promessas que não cumpriu. Prometeu que não subiria os impostos, mas aumentou-os até níveis insuportáveis. Garantiu que não extorquiria as pensões nem cortaria os subsídios de quem trabalha, mas não há dia em que não roube mais dinheiro aos trabalhadores e reformados. Jurou que não despediria funcionários públicos nem aumentaria o desemprego, mas a cada hora que passa há mais gente sem trabalho.

Esta Moção de Censura é a expressão do isolamento do governo. Pode cozinhar leis e cortes com a banca e a sua maioria parlamentar. O Presidente da República até pode aprovar tudo, mesmo o que subverte a Constituição que jurou fazer cumprir. Mas este governo já não tem legitimidade. Tem contra si a população, que exige, como ponto de partida, a demissão do governo, o fim da austeridade e do domínio da troika sobre o povo, que é soberano.

Que o povo tome a palavra! Porque o governo não pode e não consegue demitir o povo, mas o povo pode e consegue demitir o governo. Não há governo que sobreviva à oposição da população.
Esta Moção de Censura Popular é o grito de um povo que exige participar. É a afirmação pública de uma crescente vontade do povo para tomar nas suas mãos a condução do país, derrubando um poder corrupto que se arrasta ao longo de vários governos.

No dia 2 de Março, por todo o país e em diversas cidades pelo mundo fora, sob o lema "Que se lixe a troika! O povo é quem mais ordena", o povo manifestou uma clara vontade de ruptura com as políticas impostas pela troika e levadas a cabo por este governo. Basta! Obviamente, estão demitidos. Que o povo ordene!

Texto de, "Que se lixe a troika"


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Solta a tua indignação: Praça do Giraldo, sábado, 2 de Março, 16 horas


No próximo sábado, dia 2 de Março, pelas 16 horas, Évora adere à manifestação nacional, que se realiza em mais de 40 cidades de todo o país sob o lema "Que se Lixe a Troika!


O Povo é quem mais ordena". Na rua vamos dizer, a uma só voz, que estamos contra a austeridade, o corte dos direitos sociais, o corte nos salários e nas reformas. Que estamos contra o desemprego que não cessa de crescer. Que estamos contra a fome e a miséria e contra os que nos querem representar, desligados dos problemas reais d@s portugues@s. Vamos para a rua dizer que estamos pela vida, pela educação,pela saúde para todos, por uma sociedade autogerida por quem produz toda a riqueza. Por um país sem exploração nem opressão.

Já chega! Basta! Outro mundo é possível.Contamos contigo!


Concentração:16 horas na Praça do Giraldo, em Évora.

Manifestação: 17 H - Praça do Giraldo/Largo Camões/ Templo Romano/Rua 5 de Outubro/Praça do Giraldo

Assembleia Popular c/ microfone aberto: 18H - Praça do Giraldo

Grândola Vila Morena, a muitas vozes, 18,30H, Praça do Giraldo


https://www.facebook.com/events/418282924926892/

domingo, 25 de novembro de 2012

Processo contra ativista do 15 de setembro arquivado


Uma das estratégias usadas pelo "fascismo social" em que vivemos, é o da limitação do direito de reunião, associação e de manifestação.

O caldo onde se desenvolve esta doutrina está ao lume. A fome e a miséria grassa neste país, faz parte da agenda da direita revanchista, preparar as condições para acabar com o Estado Social, do trabalho digno e suficientemente remunerado.

A crise, o défice e a dívida soberana, são tudo bons pretextos para desmontar o Estado Social e voltar a reconstruir o Estado Assistencial. Assim, a esmola e as obras de caridade oferecem ao pecador penitente meios para cumprir os pecados durante a sua vida na terra.

A notícia seguinte, publicada no semanário Expresso, dá-nos conta de avanços intimidatórios que serão presente, num futuro cada vez mais próximo, se não corrermos com este doutrinado governo.

Processo contra ativista do 15 de setembro arquivado

A ativista do movimento Que se Lixe a Troika! soube pelo Expresso que o seu processo foi arquivado há três dias

O processo por "organização de manifestação não comunicada" movido contra a ativista Mariana Avelãs, devido à conferência de imprensa de apresentação da manifestação do 15 de Setembro, foi arquivado.
O arquivamento ocorreu no passado dia 20, mas Mariana Avelãs ainda não foi notificada da decisão. O Expresso soube que o caso não vai seguir para julgamento por fonte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), na sequência da notícia que hoje publicou. 
A ativista fora constituída arguida no passado dia 8, por ter participado na conferência de imprensa realizada nas imediações da Assembleia da República a 12 de setembro, durante a qual, conjuntamente com outras 14 pessoas, exibiu uma faixa com o nome do movimento Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!". 
O caso fora hoje divulgado pelo movimento Que se Lixe a Troika!, através de um texto difundido pela Internet.


O processo por "organização de manifestação não comunicada" movido contra a ativista Mariana Avelãs, devido à conferência de imprensa de apresentação da manifestação do 15 de Setembro, foi arquivado.
O arquivamento ocorreu no passado dia 20, mas Mariana Avelãs ainda não foi notificada da decisão. O Expresso soube que o caso não vai seguir para julgamento por fonte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), na sequência da notícia que hoje publicou.
A ativista fora constituída arguida no passado dia 8, por ter participado na conferência de imprensa realizada nas imediações da Assembleia da República a 12 de setembro, durante a qual, conjuntamente com outras 14 pessoas, exibiu uma faixa com o nome do movimento Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!".
O caso fora hoje divulgado pelo movimento Que se Lixe a Troika!, através de um texto difundido pela Internet.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/processo-contra-ativista-do-15-de-setembro-arquivado=f769153#ixzz2DEwN4zDY
O processo por "organização de manifestação não comunicada" movido contra a ativista Mariana Avelãs, devido à conferência de imprensa de apresentação da manifestação do 15 de Setembro, foi arquivado.
O arquivamento ocorreu no passado dia 20, mas Mariana Avelãs ainda não foi notificada da decisão. O Expresso soube que o caso não vai seguir para julgamento por fonte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), na sequência da notícia que hoje publicou.
A ativista fora constituída arguida no passado dia 8, por ter participado na conferência de imprensa realizada nas imediações da Assembleia da República a 12 de setembro, durante a qual, conjuntamente com outras 14 pessoas, exibiu uma faixa com o nome do movimento Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!".
O caso fora hoje divulgado pelo movimento Que se Lixe a Troika!, através de um texto difundido pela Internet.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/processo-contra-ativista-do-15-de-setembro-arquivado=f769153#ixzz2DEwN4zDY
O processo por "organização de manifestação não comunicada" movido contra a ativista Mariana Avelãs, devido à conferência de imprensa de apresentação da manifestação do 15 de Setembro, foi arquivado.
O arquivamento ocorreu no passado dia 20, mas Mariana Avelãs ainda não foi notificada da decisão. O Expresso soube que o caso não vai seguir para julgamento por fonte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), na sequência da notícia que hoje publicou.
A ativista fora constituída arguida no passado dia 8, por ter participado na conferência de imprensa realizada nas imediações da Assembleia da República a 12 de setembro, durante a qual, conjuntamente com outras 14 pessoas, exibiu uma faixa com o nome do movimento Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!".
O caso fora hoje divulgado pelo movimento Que se Lixe a Troika!, através de um texto difundido pela Internet.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/processo-contra-ativista-do-15-de-setembro-arquivado=f769153#ixzz2DEwN4zDY
O processo por "organização de manifestação não comunicada" movido contra a ativista Mariana Avelãs, devido à conferência de imprensa de apresentação da manifestação do 15 de Setembro, foi arquivado.
O arquivamento ocorreu no passado dia 20, mas Mariana Avelãs ainda não foi notificada da decisão. O Expresso soube que o caso não vai seguir para julgamento por fonte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), na sequência da notícia que hoje publicou.
A ativista fora constituída arguida no passado dia 8, por ter participado na conferência de imprensa realizada nas imediações da Assembleia da República a 12 de setembro, durante a qual, conjuntamente com outras 14 pessoas, exibiu uma faixa com o nome do movimento Que se Lixe a Troika! Queremos as Nossas Vidas!".
O caso fora hoje divulgado pelo movimento Que se Lixe a Troika!, através de um texto difundido pela Internet.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/processo-contra-ativista-do-15-de-setembro-arquivado=f769153#ixzz2DEwN4zDY

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Trabalhadores: Todos à Assembleia da República dia 31 de Outubro


Municípios: Todos à Assembleia da República dia 31 de Outubro


domingo, 30 de setembro de 2012

Manifestação enche o Terreiro do Paço, em Lisboa


Manifestação de protesto  contra um pacote de medidas imposto pelo governo de Pedro Passos Coelho, como parte do programa de austeridade promovido pela troika e executado pelos lacaios da extrema direita económica  que tomou conta de Portugal.
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Todos a Lisboa: 29 de Setembro


"As novas medidas anunciadas pelo Governo PSD/CDS constituem um brutal ataque às condições de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras; uma enorme ofensiva que se abate contra os jovens, os desempregados, os reformados e pensionistas, a generalidade dos que vivem e trabalham em Portugal.
 
Esta é uma política que destrói a economia e o emprego e empurra o país para a destruição."

 

domingo, 16 de setembro de 2012

Governo de Passos Coelho com os testículos traccionados para a região inguinal

O Povo é quem mais ordena
Um primeiro-ministro que aterroriza os portugueses, incendiando o País, na tentativa de facilmente conduzir os mais frágeis ao holocausto do empobrecimento.

Um primeiro-ministro que considera que “o desemprego não tem de ser encarado como negativo e pode ser «uma oportunidade para mudar de vida».
 
Um primeiro-ministro cujo governo vomita para cima dos jovens que estão no desemprego: “temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras”.
 
Um primeiro-ministro que leva ao colo o seu amigo Miguel Relvas, contrariando a população farta dos análogos Oliveiras e Costas & Dias Loureiros S.A.
 
Um primeiro-ministro que anuncia durante o 80º aniversário da fábrica de chocolates Imperial, em Vila do Conde, que vamos demorar 15 a 20 anos a reduzir a dívida, apontando o final destes tempos difíceis para as calendas gregas.
 
Um primeiro-ministro que já não entra pela porta da frente de nenhuma empresa ou instituição deste País, com medo da população que o espera nesses locais para se manifestar.
 
Um primeiro-ministro que é corajoso a empobrecer a maioria dos portugueses, mas cobarde quando enfrenta os grandes interesses e na rua a indignação da população.
 
 Um primeiro-ministro que pretende transferir rendimentos do trabalho para o capital, pasme-se ou talvez não, contra a opinião maioritária dos supostos beneficiados.
 
Um primeiro-ministro que sem decoro anuncia na proposta de orçamento do estado para 2013, um acréscimo de dificuldades intoleráveis para a maioria das famílias portuguesas.
 
Um primeiro-ministro e seus lacaios que menosprezam a inteligência dos portugueses, ao considerarem que a indignação generalizada, com o anúncio da proposta de orçamento do estado para 2013, tem apenas a ver com a forma e o momento da comunicação, e não com o conteúdo das medidas anunciadas.
 
Um primeiro-ministro que …
 
A política ruinosa de Passos Coelho e seus jagunços, à revelia de tudo o que prometeram durante a campanha eleitoral de 2011, só podia ter tido, para já, esta resposta dos portugueses:
 
O “Povo Unido” saiu à rua em mais de 40 cidades, juntando só em Lisboa cerca de meio milhão de pessoas, coisa só vista no 1.º de maio de 1974.
 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CGTP fala na maior manifestação de sempre



O Terreiro do Paço, em Lisboa, foi ontem palco de uma manifestação nacional da CGTP contra as medidas de austeridade aplicadas em Portugal. Segundo a central sindical, assistiu-se hoje ao maior protesto até agora registado no país.

O «Terreiro do Povo», como lhe chamou o sindicalista Arménio Carlos, acolheu hoje «a maior manifestação de sempre dos últimos 30 anos», ao concentrar um total de 300 mil pessoas, de acordo com a CGTP.

O secretário-geral da Intersindical falou para «trabalhadores, desempregados, jovens e reformados», criticando as políticas do atual Governo e os elogios do Presidente da República, Cavaco Silva, ao acordo alcançado na concertação social.

Na defesa dos trabalhadores, o secretário geral da CGTP criticou o acordo com a troika, que considerou penalizador para os trabalhadores, «que precariza o emprego, diminui os salários e desvaloriza o trabalho».

«Se as medidas do memorando são boas para o capital, são más, mesmo muito más» para os trabalhadores, afirmou Arménio Carlos, dizendo que o «país definha».
Notícia da "Bola"

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

CGTP: uma semana de luta, contra o aumento do horário de trabalho e em defesa do emprego, salários e direitos.



Ler mais aqui

domingo, 6 de novembro de 2011

Por onde anda Mário Nogueira?



Liderando a causa da escola pública em manifestação de 2008
Foto retirada do "Expresso"

Manifestação de 2011 (foto de Nuno Pinto Fernandes em "Dinheiro Vivo")
Terminado que foi o tempo de nojo para os professores com a queda de Sócrates, e resolvidos os problemas desta classe, Mário Nogueira  foi visto pela  última vez na Primavera, cochichando com o seu camarada Carvalho da Silva.

domingo, 16 de outubro de 2011

Protesto de "indignados" em Évora



CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS

ÉVORA "Pessoas estão a perder medo"
por Luís Godinho
- Ontem


Ao longo de toda a tarde de sábado passaram pela Praça do Sertório, em Évora, 1500 pessoas.

Quando pelas três da tarde - hora marcada para o início da manifestação - dezenas de pessoas começaram a chegar à Praça do Sertório, frente à Câmara de Évora, rapidamente se percebeu que o protesto dos "indignados" iria encher o recinto. "Ninguém esperava uma coisa destas, tanta gente", diz João Sérgio Palma, um dos promotores da manifestação. "As pessoas já andavam indignadas com tudo o que se está a passar mas o discurso do [Pedro] Passos Coelho a anunciar trouxe ainda mais gente para a rua".

Na praça houve tempo para assembleias de rua - "falou quem quis" - e actividades culturais. Houve quem pintasse cartazes, posteriormente colocados em janelas de edifícios públicos, com palavras de ordem como "As patas deste coelho não dão sorte" ou "erro de sistema, tem de reiniciar".

"As pessoas ganharam coragem e estão a perder o medo de vir para a rua", diz João Sérgio Palma. Egípcio, 70 anos de idade, 35 dos quais passados em Portugal, Adel Sidarus juntou-se ao protesto: "A Primavera árabe mostrou-nos o caminho. Esperamos que o exemplo se multiplique e que as pessoas percebam que afinal não há apenas ditaduras de pequenas elites mas também a de um monstro anónimo atrás do qual se escondem os nossos governantes".

Um "monstro" que Adel Sidarus diz serem "as finanças, os poderes económicos" com "capacidade para corromper os políticos, até alguns com ideais como Barack Obama que uma vez instalado no poder foi impedido de fazer um décimo daquilo que queria".

Segundo Adel Sidarus, a manifestação de ontem permitiu a milhares de pessoas "manifestarem o desejo de participação nas decisões que nos dizem respeito" uma vez que só a "democracia de rua" poderá contrariar "a pretensa legitimidade, não queria dizer dada por farsas eleitorais mas por eleições realizadas de vez em quando, através da qual os governantes nos roubam o nosso desejo de participação".

Texto do "DN". Fotos de Luís Pires

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Protesto de "indignados" vai unir 662 cidades do mundo

15 de Outubro – Unidos por uma mudança global, com manifestação em Évora


..."15 de Outubro - promete ser um dia diferente. Em 662 cidades de 79 países, milhões de pessoas vão sair às ruas em protesto, exigindo os seus direitos e apelando a uma verdadeira democracia. Em Portugal, estão planeadas manifestações, às 15 horas, em Lisboa, Porto, Évora, Faro, Braga, Coimbra e Angra do Heroísmo.

"É hora de nos unirmos! É hora de eles nos ouvirem! Povos de todo o mundo, revoltem-se!". Esta é a palavra de ordem que está a ser utilizada pelo movimento "United for globalchange" (Unidos por uma mudança global", um site que coordena todas as acções que se realizarão por todo o mundo.

Ali, em constante actualização, encontra-se a agenda dos protestos mundiais. Nesta quarta-feira, o site regista a adesão de 662 cidades de 79 países."...

Ler  o artigo no "JN"

sábado, 24 de setembro de 2011

Vendas Novas: SAP não fechou e mantém-se aberto à noite

O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do centro de Saúde Vendas Novas já não encerrou a partir das 00h00 horas da passada quinta-feira e vai permanecer aberto no período nocturno. 


O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do centro de Saúde de Vendas Novas não encerrou às 24:00 horas e vai permanecer aberto no período noturno, revelou a Administração Regional de Saúde do Alentejo.

A presidente da ARS do Alentejo, Rosa Matos, explicou à Agência Lusa que a decisão de manter o SAP a funcionar foi tomada por aquele organismo, “em conjunto com o Ministério da Saúde e o Agrupamento de Centros de Saúde (ACS) Alentejo Central II”, que integra Vendas Novas.

“Apesar de todos os constrangimentos [financeiros] que são conhecidos de toda a gente, e que foram reafirmados por mim ainda há poucas horas”, foi decidido manter “a resposta que o centro de Saúde atualmente dá” à população de Vendas Novas, ou seja “24 sobre 24 horas”, disse.

Ao início da noite de ontem, Rosa Matos tinha revelado à Agência Lusa que o SAP de Vendas Novas ia fechar no período noturno, a partir das 24:00 horas, por a ARS do Alentejo não poder recorrer a médicos externos para assegurar o atendimento.

Na altura, a mesma responsável atribuiu o fecho, “não a questões de tesouraria” da ARS, mas sim a “alterações orçamentais” decididas pelo Governo.

“Não há recursos internos dentro do centro de Saúde que consigam manter o serviço a funcionar 24 horas por dia. O que a ARS do Alentejo tem feito é contratar serviços médicos externos a empresas”, disse, frisando não ser “possível” prolongar essa situação.

A decisão foi logo contestada pelo presidente do município local, José Figueira, e motivou uma vigília, com centenas de habitantes, em frente ao centro de Saúde de Vendas Novas.

Agora, a presidente da ARS manteve à Agência Lusa que, “internamente, no centro de Saúde”, não existem “recursos” para o funcionamento ininterrupto do SAP, mas adiantou que foi encontrada uma solução alternativa, em conjunto com o coordenador do ACS Alentejo Central II.

Visto em "Diana FM"

sábado, 12 de março de 2011

Manifestação "Geração à Rasca" chega ao Rossio com mais de 200 mil pessoas

Organização fala em 300 mil manifestantes em Lisboa, polícia aponta para 200 mil. Ainda será cedo para fazer balanços, mas quem está na rua diz não se lembrar de tanta gente junta na Avenida da Liberdade em muitos anos. "Sócrates aceita a demissão" ou "Senhor Presidente dissolva o Parlamento" são das ideias que mais geram consenso.


Homens da Luta - A luta é alegria


A Avenida da Liberdade esteve cheia de uma ponta à outra durante várias horas, como não é vulgar noutras manifestações. Aliás, ainda falta vários milhares de manifestantes chegarem aos Restauradores.

O número avançado pela polícia é equivalente ao número de professores que se manifestaram o ano passado, também na Avenida da Liberdade. Quem está no terreno diz que a "Geração à rasca" está a ter uma adesão muito superior.

Membros da organização falam em 300 mil pessoas.

A quantidade de manisfestantes é tanta, que as telecomunicações estiveram por diversas vezes com problemas. Fonte oficial de uma operadora de telecomunicações questionada sobre a dificuldade de acesso à rede de telecomunicações durante a manifestação: “Não há registo de avarias. É natural que dado o anormal fluxo de concentração de pessoas na zona da Avenida da Liberdade que possa ter existido congestionamento da rede móvel em determinados momentos.”

No Porto, o encontro que juntou os manifestantes na Praça da Batalha, fez com que se tornasse, por momentos, e em algumas zonas, quase impossível movimentar-se, tal era o número de manifestantes.

Relatos apontam para 500 manifestantes em Coimbra e 150 em Ponta Delgada.

Faro terá recebido a maior manifestação de sempre naquela cidade. 6.000 é número avançado pela polícia.

"Senhor Presidente, em nome dos pobres, dos jovens, dos idosos e da nação, dissolva o Parlamento!", é um dos slogans que impera no Porto. "Sócrates cabrão, aceita a demissão", grita-se em Lisboa. Os slogans são imensos: "Nunca pagámos tanto por tão pouco". "Economia é a tua tia". "Com a precaridade não há liberdade". "Revolução dos (es)cravos". "Deixa passar, deixa passar, que o mundo vai mudar". "Todos à rasca homens e animais".

Os manifestantes acreditam que o que hoje se viveu em Portugal poderá espalhar-se pela Europa. Num protesto onde se ouviu "Eu não votei na Merkel".

E os manifestantes não são apenas jovens que a protestar contra as actuais condições laborais. Avós, país, filhos e netos juntaram-se na manifestação que marca o dia. Os protestos focaram-se em várias questões. Trabalho, reformas e até lei do arrendamento. Foi uma manifestação intergeracional com país a manifestarem-se pelos filhos e filhos a protestarem pelos país.

jornaldenegocios.pt

Manifesto da "Geração à Rasca"
Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

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