quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Momentos de descontração na barbearia



Portanto, para aqueles sofredores que não lhes passa a azia de há três meses a esta parte, não consintam que o excesso de suco biliar lhes corroa a alma.

Portanto pá, animem-se ao som deste ritmo, pois a vida é curta!


sábado, 2 de Janeiro de 2010

Desafio de Manuel Alegre aos jovens: "Ousem a vossa vida, dancem a vossa vida"




Há muita gente preocupada com o desinteresse dos jovens pela política e pela coisa pública. Eu não estou preocupado, porque cada geração sabe encontrar respostas aos seus próprios problemas.

Não vou dizer como é costume que no meu tempo é que era. Não era. No meu tempo era a ditadura, a censura, a repressão política, social, cultural, sexual. No meu tempo era a guerra.
Também não vou dizer que hoje é tudo bom. Os problemas são outros, outras as guerras da juventude de hoje: primeiro emprego, precariedade, incerteza e insegurança em relação ao futuro.

Mas há uma diferença. Essa diferença é a liberdade e a democracia. Essa diferença é a Constituição, onde estão não só os direitos políticos, mas os direitos sociais, económicos, culturais, ambientais. Essa diferença é a possibilidade de falar de política sem medo de falar de política. A possibilidade de criticar sem medo de criticar. O direito de protestar sem medo de protestar.

Havia uma má tradição em Portugal – anti-política e anti-parlamentar. Quem diz que não é político já está a fazer uma declaração política e a manifestar o pior de todos os incivismos.

Sócrates, o filósofo grego, dizia que fazia política em legítima defesa, para não serem outros a fazerem política por ele ou contra ele. Assim em relação a vocês: se não defenderem os vossos direitos, se não fizerem política pelos vossos direitos, alguém a fará por vós ou contra vós.

Quem ataca o Parlamento ataca-se a si mesmo. O Parlamento é a casa da Democracia e a instituição que representa o povo.

Robert Buron, um resistente francês, disse que “ser deputado é a mais nobre missão do mundo”. Claro que pode haver bons e maus deputados. O parlamento podia ser melhor. Mas o pior de tudo é não haver parlamento nenhum.

Estamos num mundo diferente, global, com novas causas – o ambiente, o urbanismo, a luta contra o desemprego e contra as desigualdades. Um mundo difícil para todos e para a juventude. Têm na vossa mão uma grande arma – a liberdade de falar, de pensar pela vossa cabeça, de protestar, de votar, de agir, de intervir.
Sartre, um filósofo francês, escreveu: “Não tenham medo de pedir a lua, porque o próprio da juventude é pedir o impossível”.

Não se conformem, não deixem que vos roubem a juventude, não deixem que vos roubem a vossa vida.
Ousem a vossa vida, dancem a vossa vida.





sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

"Cantar aos Reis" - Alcáçovas



Recebido via email

quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Feliz Ano Novo



domingo, 27 de Dezembro de 2009

Autarquias dão apoios ilegais


António de Sousa Franco - Presidente do Tribunal de Contas (1986-1995)

Um grupo de 15 autarcas corre o risco de ter de devolver aos cofres das autarquias 16,9 milhões de euros, relativos à atribuição de benefícios sociais.

O Tribunal de Contas (TC) realizou uma auditoria arrasadora aos apoios financeiros concedidos pelas autarquias a várias entidades: entre benefícios sociais a entidades criadas pelos seus funcionários, remunerações pagas a trabalhadores de associações de bombeiros e de pescadores e à assumpção de dívidas de terceiros, o TC considera que foram atribuídos, entre 2005 e 2007, apoios ilegais no total de 16,9 milhões de euros. Como estes "actos são passíveis de eventual responsabilidade financeira sancionatória e reintegratória", 15 autarcas, entre os quais os presidentes de Lisboa, Porto e Vila Nova de Gaia, poderão ser obrigados a repor aquela verba.

A auditoria do TC, a que o CM teve acesso, deixa claro que 12 autarquias (ver tabela), das quais seis do PSD e cinco do PS, concederam, em 2007, a entidades criadas pelos funcionários 'mais de 12,6 milhões de euros em benefícios sociais'. Os apoios sociais foram atribuídos no âmbito das suas competências, mas o TC contrapõe que esses benefícios sociais 'consubstanciam o financiamento de sistemas particulares de protecção social e de cuidados de saúde ‘paralelos’ aos existentes na Administração Pública, pelo que se encontram feridas do vício de violação da lei'.

Os restantes apoios financeiros referem--se a salários pagos a pessoas do quadro de associações de bombeiros e à assunção de dívidas de terceiros: no primeiro caso, por exemplo, Torres Vedras, Évora, Loulé, Faro e Cascais atribuíram um total de 3,6 milhões de euros.
Para já, a situação está a causar forte preocupação nos sindicatos. José Abraão, do SINTAP, diz que 'estes apoios são importantes' e que é preciso encontrar uma solução jurídica para o problema. O Governo, através de um despacho assinado em 27 de Novembro passado pelo secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, considera que as autarquias têm competência para atribuir os apoios sociais. ,,, >>>

Artigo publicado no Correio da Manhã - 04 Dezembro 2009

Nota: O Tribunal de Contas tem um princípio objectivo - "perseguição e controlo do dinheiro público onde quer que se encontre, independentemente da natureza pública ou privada das entidades envolvidas."


sábado, 26 de Dezembro de 2009

Burundianos poluem 400 vezes menos que americanos


Os países que menos poluem no mundo estão na África. O Burundi é um dos países com o menor índice de emissão de gás carbônico (CO2) por habitante no planeta.

O Burundi é um país pequeno e com um clima agradável, sem grandes contrastes de temperatura ao longo do ano. Mas é sua economia que determina o baixo nível de emissões.

O país é um dos mais pobres do planeta, com renda anual média de apenas US$110 (76.5 €) por pessoa. Além disso, o Burundi ainda é essencialmente rural.

Confira a reportagem sobre a pegada ambiental de uma família de Bujumbura, a capital.


quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Feliz Natal



Mestre Finezas deseja a todos os seus colaboradores, amigos, clientes e fornecedores um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

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Nesta altura do ano devemos aguçar os nossos pensamentos e interrogarmo-nos: como é possível termos chegado até aqui, 35 anos depois do 25 de Abril ?


terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

O Mio Babbino Caro



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