As estações de tratamento de águas residuais
Autonomia
“As autarquias locais têm pessoal, património e finanças próprios, competindo a sua gestão aos respectivos órgãos, razão pela qual a tutela do Estado sobre a gestão patrimonial e financeira dos municípios e das freguesias é meramente inspectiva e só pode ser exercida segundo as formas e nos casos previstos na lei. Deste modo, encontra-se salvaguardada a democraticidade e a autonomia do poder local;…”.
“Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), são estações que tratam as águas residuais de origem doméstica e/ou industrial, comummente chamadas de esgotos sanitários ou despejos industriais, para depois serem escoadas para o mar ou rio com um nível de poluição aceitável (ou então, serem "reutilizadas" para usos domésticos), através de um emissário, conforme a legislação vigente para o meio ambiente receptor.” (Wikipédia)
Todos os processos tecnológicos de tratamento utilizados passam por várias etapas, tendo como objectivo final a redução da poluição dos efluentes lançados nas bacias hidrográficas.
Em certas situações particulares as águas residuais provenientes de determinados sectores de actividade económica requerem um pré-tratamento, para compatibilizar a sua mistura na rede geral de origem doméstica.
Muitas vezes os dejectos provenientes do sector agro-industrial/pecuário, são lançados pelos empresários directamente nas linhas de água, conhecedores que são do laxismo das inúmeras fiscalizações disseminadas por incontáveis organismos da administração pública.
Saindo um pouco do tema central deste texto, podemos afirmar com segurança que nestes últimos dezasseis anos, foi quase tudo feito de empurrão, seguindo-se à letra a frase de Vladimir Ilitch Lenine (1904) “um passo em frente dois passos atrás”, dita à época num outro contexto em que foi produzida e, consequentemente não aplicável à situação das “fossas”, como são intituladas pelo povo as estações de tratamento de águas residuais.
Aproveitando a embalagem transcrevo um pouco mais o texto de Lenine: “O proletariado, na sua luta pelo poder, não tem outra arma senão a organização. “Dividido pela concorrência anárquica que reina no mundo burguês, esmagado pelos trabalhos forçados ao serviço do capital, constantemente atirado ao abismo da miséria mais completa, do embrutecimento e da degenerescência, o proletariado só pode tornar-se, e tornar-se-á inevitavelmente, uma força invencível quando a sua unidade ideológica, baseada nos princípios do marxismo, é cimentada pela unidade material da organização que reúne milhões de trabalhadores num exército da classe operária”…
Pouca gente conhece “o episódio do medo” vivido no anterior mandato, mas tudo indica que o mesmo será brevemente transposto para a "sétima arte". Atento à sua divulgação, o Movimento "Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo; uma Nova Esperança", já solicitou à autarquia a cedência do Cine-teatro para estreia desse filme no dia do trabalhador.
Sinopse:
Trata-se de uma dramática e cruel história, em que alguns trabalhadores da autarquia de Viana, foram “esmagados pelos trabalhos forçados ao serviço do capital”, após mais um capricho do último Czar Alexandrovich Romanov, em férias na “Crimeia”.
Bronzeado nas belas praias desse paradisíaco local, relaxado no intervalo de mais um mergulho nas quentes águas do mar, enviou instruções ao seu braço direito, lacaio e ministro do regime, para que os trabalhadores afectos à recolha de lixo, “despejassem” no verão, a um dia de sábado, os camiões cheios de imundície no terreno da “fossa” de Viana, e que na segunda-feira seguinte os voltassem a carregar à forquilha, para completarem o transporte até “Vila Ruiva”.
Os representantes dos trabalhadores capitaneados pelo trivalente chefe, engoliram em seco, sem ruído, abafando os acontecimentos fascizantes, mostrando como sempre lealdade aos supremos interesses do Partido.
Mais tarde, os pervertidos líderes da classe operária num compreensível acto de vingança, “com ferro matas com ferro morres”, promoveram sucessivas e gloriosas manifestações contra o Sócrates.
Voltando definitivamente ao tema central desta discussão, temos as “fossas” do concelho a trabalhar quase em directo. Por esse motivo vão chovendo inúmeras queixas dos proprietários dos terrenos vizinhos, banhados pela venenosa porcaria apenas um pouco mais liquefeita, proveniente das desvalorizadas estações de tratamento de águas residuais.
O Ambiente padece e como retaliação, quase de forma sistemática, lá vão sendo aplicadas umas coimas (multas) para a Autarquia pagar!
Mais uma herança deixada pelos “veteranos boys” da dinastia CDU/Viana, sob o lema: quem vier atrás que feche a porta!
Foto tirada à saída da "fossa" de Alcáçovas,
no glorioso verão de 2009Sobre o mesmo tema pode ler:
IntroduçãoCapítulo 1- Recursos humanoCapítulo 2 - Vias de comunicaçãoCapítulo 3 - As condutas de água e arruamentos dentro dos perímetros urbanos