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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sábado, 6 de abril, a partir das 14h00: Fórum “Estratégia de Desenvolvimento e Sustentabilidade” no Cineteatro Vianense

Resultados da Agenda 21 Local de Viana do Alentejo dia 6 de abril no Cineteatro Vianense

No âmbito do processo de elaboração da Agenda 21 Local e Bases Estratégicas de Desenvolvimento do Concelho de Viana do Alentejo, o município irá promover dia 6 de abril, a partir das 14h00, no Cineteatro Vianense, o Fórum “Estratégia de Desenvolvimento e Sustentabilidade” para apresentação dos resultados do processo de auscultação da população e as conclusões do Relatório Final da Agenda 21 Local.
 
A iniciativa pretende dar a conhecer a evolução do processo de elaboração da Agenda 21 Local até às conclusões do Relatório Final. A sessão pretende ainda lançar as bases da implementação da Agenda 21 Local, com apresentação das principais medidas a implementar e daquelas que já se encontram em curso.
 
Durante a tarde haverá, igualmente, uma sessão de esclarecimento sobre o processo de Revisão do Plano Diretor Municipal.
 
O fórum conta com a colaboração da Terras Dentro – Associação para o Desenvolvimento Integrado e das Juntas de Freguesia de Alcáçovas, Aguiar e Viana do Alentejo.

Rcebido via email
 

domingo, 11 de dezembro de 2011

Temos que abandonar o mito do crescimento económico infinito', diz economista

Há vinte anos, a queda do Comunismo no Leste Europeu parecia provar o triunfo do capitalismo. Mas teria sido uma ilusão?

Os dias de gastar dinheiro que não temos em coisas das quais não 
precisamos para impressionar as pessoas com as quais não nos 
importamos chegaram ao fim"

Tim Jackson

Os constantes choques no sistema financeiro internacional nos últimos anos levaram a BBC a perguntar a uma série de especialistas se eles acham que o capitalismo fracassou.
O capitalismo fracassou?

'Falhamos com reguladores e gerentes', diz secretrário da OCDE

Neste texto, Tim Jackson, professor da Universidade de Surrey e autor do livro Prosperity without Growth - Economics for a Finite Planet (Prosperidade sem Crescimento: Economia para um Planeta Finito, defende o abandono do mito do crescimento infinito:

Toda sociedade se aferra a um mito e vive por ele. O nosso mito é o do crescimento económico.

Nas últimas cinco décadas, a busca pelo crescimento tem sido o mais importante dos objetivos políticos no mundo.

A economia global tem hoje cinco vezes o tamanho de meio século atrás. Se continuar crescendo ao mesmo ritmo, terá 80 vezes esse tamanho no ano 2100.

Esse extraordinário salto da atividade econômica global não tem precedentes na história. E é algo que não pode mais estar em desacordo com a base de recursos finitos e o frágil equilíbrio ecológico do qual dependemos para sua sobrevivência.

Na maior parte do tempo, evitamos a realidade absoluta desses números. O crescimento deve continuar, insistimos.

As razões para essa cegueira coletiva são fáceis de encontrar.

O capitalismo ocidental se baseia de forma estrutural no crescimento para sua estabilidade. Quando a expansão falha, como ocorreu recentemente, os políticos entram em pânico.

As empresas lutam para sobreviver. As pessoas perdem seus empregos e em certos casos suas casas.

A espiral da recessão é uma ameaça. Questionar o crescimento é visto como um ato de lunáticos, idealistas e revolucionários.

Ainda assim, precisamos questioná-lo. O mito do crescimento fracassou. Fracassou para as 2 biliões de pessoas que vivem com menos de US$ 2 por dia.

Fracassou para os frágeis sistemas ecológicos dos quais dependemos para nossa sobrevivência.
Fórum: O capitalismo fracassou?

Crise e oportunidade

Mas a crise econômica nos apresenta uma oportunidade única para investir em mudanças. Para varrer as crenças de curto prazo que atormentaram a sociedade por décadas.

Para um compromisso, por exemplo, para uma reforma radical dos mercados de capitais disfuncionais.

A especulação sem controle em commodities e em derivativos financeiros trouxeram o mundo financeiro à beira do colapso há apenas três anos. Ela precisa ser substituída por um sentido financeiro mais longo e lento.

Consertar a economia é apenas parte da batalha. Também precisamos enfrentar a intrincada lógica do consumismo.

Os dias de gastar dinheiro que não temos em coisas das quais não precisamos para impressionar as pessoas com as quais não nos importamos chegaram ao fim.

Viver bem está ligado à nutrição, a moradias decentes, ao acesso a serviços de boa qualidade, a comunidades estáveis, a empregos satisfatórios.

A prosperidade, em qualquer sentido da palavra, transcende as preocupações materiais.

Ela reside em nosso amor por nossas famílias, ao apoio de nossos amigos e à força de nossas comunidades, à nossa capacidade de participar totalmente na vida da sociedade, em uma sensação de sentido e razão para nossas vidas.

Visto em "BBC-Brasil"

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Arrancou a construção da nova central de compostagem em Évora

Uma nova central de tratamento mecânico e biológico de compostagem começou a ser construída ontem, em Évora, para tratar os resíduos sólidos urbanos de 19 concelhos do Alentejo, num investimento de 16 milhões de euros.

Desenvolvida em conjunto pelas empresas intermunicipais GESAMB e Resialentejo e pela Associação de Municípios do Alentejo Central (AMCAL), a unidade, a construir na área do aterro de Évora, vai ter uma capacidade de tratamento de cerca de 113 mil toneladas por ano de resíduos sólidos urbanos.

A central vai “tratar os resíduos que não são depositados nos ecopontos, conseguindo retirar-lhes os materiais que têm valorização e evitando que estes sejam depositados em aterro, o que tem custos muito elevados”, explicou à Lusa a diretora geral da GESAMB, Cátia Borges.

De acordo com a mesma responsável, a central vai permitir a separação dos vários tipos de materiais dos resíduos indiferenciados, reencaminhando os plásticos para reciclagem e os restos de comida para produzir composto.

“Muito deste resíduo é água que acaba, neste processo, por evaporar-se, o que permite reduzir para cerca de metade aquilo que neste momento se está a depositar em aterro”, disse a diretora geral da GESAMB.

No final do processo, acrescentou, o refugo deste tratamento mecânico e biológico, que já não vai para o composto nem para reciclagem, pode ser aproveitado para produzir combustível derivado de resíduos.

“Assim, só cerca de 25 por cento do lixo que dá entrada na central é que será depositado em aterro”, frisou Cátia Borges.

Os trabalhos de desmatação e de terraplanagens para início da construção da central vão começar hoje, estando prevista a sua entrada em funcionamento no início de 2013, com um período de testes de afinação, mas a atividade em pleno só arrancará seis meses depois.

O projeto foi comparticipado em 50 por cento por fundos comunitários, através do Programa Operacional de Valorização do Território (POVT), sendo os restantes 50 por cento divididos pelas três entidades em função dos resíduos que cada uma tratar.

A GESAMB é a responsável pela gestão e exploração do Sistema Intermunicipal de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos do Distrito de Évora (SIRSU), integrando 12 dos 14 concelhos do distrito, enquanto a AMCAL abrange Alvito, Cuba, Vidigueira, Portel e Viana do Alentejo.

Já a Resialentejo, empresa intermunicipal de gestão de resíduos de Beja, é composta por oito municípios daquele distrito.

Visto em "diana fm"

Ler todo o processo aqui

domingo, 28 de agosto de 2011

Os limites do crescimento: a actualização de 30 anos


“Actualmente, com o colapso da pesca, a redução das florestas, a diminuição dos níveis dos lençóis freáticos, a extinção dos recifes de corais, a expansão dos desertos, a erosão dos solos, o aumento da temperatura e o desaparecimento de espécies, é importante pensarmos sobre os limites do crescimento. Quando foi publicado pela primeira vez, em 1972, em resposta a uma solicitação do clube de Roma, o livro suscitou imediata atenção e muita polémica em diversas partes do mundo. Pela primeira vez, a humanidade despertava para a crua realidade dos limites físicos da Terra em condições de ilimitados impactos humanos. Há trinta anos, Os Limites do Crescimento foi ampla, mas erroneamente atacado, por profetizar a catástrofe, ignorar os custos e negar a adaptação. (…)

Trinta anos mais tarde, a obra acrescenta novas análises, actualiza dados e cenários para aprofundar o mesmo chamado de alerta. Os “limites” estão cada vez mais próximos e os seus primeiros impactos já excedidos aumentaram consideravelmente o prejuízo ambiental, económico e social, provocando situações de tragédia humana justamente nas áreas mais empobrecidas e vulneráveis do planeta. A obra concentra-se em elucidar a necessária transição para um mundo sustentável, e sugerir o necessário debate sobre as ferramentas para enfrentar a transição. Trata-se de uma excelente contribuição para o debate e acção sobre temas decisivos para a vida e o futuro das sociedades. Este livro é dedicado a políticos, cientistas, decisores, estudiosos, formadores de opinião e cidadãos preocupados com o seu destino e o dos que viverão. Enfim, seres humanos que ainda acreditam que é possível, e que ainda há tempo.”

De entre os livros publicados nas últimas décadas, poucos terão despertado tanta discussão e levantado tanta polémica como foi o caso de "Os limites do crescimento”. Publicado em 1972, de autoria de Donnela Meadows, Jorgen Randers e Dennis Meadows, o livro foi escrito por iniciativa do Clube de Roma fundado por Aurélio Peccei, e encomendado  a uma equipa de 16 técnicos dirigidos por Dennis Meadows, professor do grupo de dinâmica de sistemas da Sloan School of Management do MIT. Esta equipa baseou o seu trabalho num modelo informático, o “World3”, cujo protótipo foi desenvolvido pelo professor da mesma escola, Jay W. Forrester.

Na primeira edição, em 1972, o livro apresentava a seguinte grande conclusão: "se as tendências actuais de crescimento da população mundial, da industrialização, da poluição, da produção alimentar, e do consumo dos recursos, se mantiverem inalteradas, então os limites do crescimento no nosso planeta serão atingidos, algures, nos próximos 100 anos. E o resultado mais provável será um súbito e incontrolado declínio na população e na capacidade industrial."

"The Limits to Growth" foi recebido com grande entusiasmo, mas também com críticas: para muitos ele foi visto como uma profecia de desgraça, imbuído de uma visão pessimista, e foi acusado de fazer previsões alarmistas. Muitos fizeram leituras parcelares e enviesadas, ou nem sequer chegaram a lê-lo, para tirar conclusões apressadas e pôr em causa todo o seu conteúdo. Em particular os economistas das escolas clássicas viram questionada a sua crença no sagrado princípio do crescimento sem limites. Houve até um prémio Nobel da economia, Robert Solow, que veio afirmar que o livro estava mal fundamentado, que tinha insuficiência de dados, e que não tinha levado em conta a capacidade tecnológica do homem para superar as dificuldades.

Mas para muitos outros o livro foi como um despertar de consciências, um grito de alerta a dizer-nos que estávamos perigosamente a pisar o risco. As reacções mais sensatas foram daqueles que concluíram que nada está perdido mas que não podemos ficar indiferentes, e que precisamos de fazer alguma coisa. Uma boa síntese dessas posições será este depoimento da Royal Society of London: "se as previsões do crescimento populacional se confirmarem e o actual padrão de vida não for alterado, a ciência e a tecnologia poderão não ser capazes de impedir a degradação do ambiente e o contínuo empobrecimento de uma grande parte da população mundial." E é de referir, pela sua clarividência, uma importante análise de Matt Simmons, um especialista do “pico do petróleo”, feita em 2000

Em 1992 o livro foi actualizado com o título Beyond the Limits, e em 2004 foi publicado uma nova reedição do livro com o subtítulo "The 30 years update". As principais conclusões de 1972 são confirmadas nesta edição actualizada de 2004, e os autores repetem os alertas, mas propõem-nos uma via de esperança que eles chamam de revolução sustentável, que será a terceira grande revolução da humanidade, depois da revolução agrícola que sedentarizou os homens e da revolução industrial que nos conduziu à globalização.

Basicamente o livro analisa a evolução de variaveis  e  a demografia, a produção industrial, os recursos (renováveis e não renováveis) e a poluição. A população é a variável mais sensível e condiciona todas as outras. Em todos os cenários analisados prevê-se que a população atingirá um máximo nas próximas décadas, antes de começar a decair. E isto tanto pode acontecer pela redução voluntária da natalidade associada ao progresso tal como já acontece nas sociedades mais ricas, como pelo aumento brutal da mortalidade associada à pobreza e carência alimentar, e consequente redução da esperança de vida.

Ao longo de todo o livro realça-se o perigo do crescimento exponencial, mostra-se que a “pegada ecológica” já ultrapassou a capacidade de carga do planeta, e que temos forçosamente que regredir para nos ajustarmos, de novo, aos seus limites . Como nota de esperança apresenta-se o conceito de transição para uma sociedade sustentável  a qual não poderá mais ser governada pela “mão invisível” do mercado mas que deverá ser baseada em novos pressupostos: pensamento visionário, valorização das redes, falar verdade, aprendizagem contínua e um novo humanismo. Não estamos, seguramente, longe dos princípios inspiradores das Iniciativas de Transição.

"The Limits to Growth" ficará como marco na história do pensamento moderno. Ele integra as ideias daqueles que perceberam que existe uma realidade física que condiciona o nosso futuro, que se sobrepõe à teoria económica e que condena o liberalismo económico. Mas o livro aponta um caminho, uma nova via de prosperidade que urge começar a ser preparada.

Visto em "Designer Durável"

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