quinta-feira, 5 de julho de 2012

Abana Viana - Festival Jovem de 6 a 8 de julho em Viana do Alentejo


Pelo 2º ano consecutivo, a Quinta da Joana, em Viana do Alentejo, vai ser palco do Abana Viana – Festival Jovem 2012, de 6 a 8 de julho, numa organização conjunta do Município de Viana do Alentejo e das Juntas de Freguesias do Concelho, com a colaboração da Associação de Estudantes da EB 2,3/S Dr. Isidoro de Sousa. 

Tal como no ano passado, 3 bandas vão ter a oportunidade de mostrar o seu trabalho e sair do anonimato, no II Concurso de Bandas de Garagem que decorre no palco Pop & Rock, na sexta-feira, dia 6, a partir das 22h30. O vencedor escolhido pelo júri tem a oportunidade de atuar num evento do concelho, com caché. Este ano 9 bandas enviaram maquetas, tendo o júri efetuado a pré-seleção de 3. Após o concurso, sobem ao palco os Monkeyflashback, com Filipe Máximo, vocalista dos Ortigões. 

No sábado, a noite começa com Hip-Hop da Casa do Benfica em Viana do Alentejo. Depois, a música volta a encher o recinto da Quinta da Joana, com Rádio Pirata, The Groom e The Fly – Tributo aos U2.

 Para os mais resistentes, sexta-feira e sábado, haverá ainda After Hours – Sound Spot com Dj´s que irão “abanar” até de manhã, da responsabilidade da Associação de Estudante da EB 2,3/S Dr. Isidoro de Sousa. De realçar ainda a mega-aula de step, a demonstração de boccia e a demonstração de futebol para invisuais. 

Quem quiser acampar tem ainda disponível uma zona de campismo com acesso às piscinas municipais. Haverá ainda as habituais tasquinhas das associações locais, pinturas ao vivo em aerografia, desportos radicais, um torneio de magic, pool party e muito mais. Fica o convite para participarem num festival que oferece muito mais do que música. 

Mas, as atividades dirigidas para a juventude começaram logo dia 4 com a 2ª etapa do Vi…ana Roll – Descida em carrinho de rolamento, na Rua José de Sousa Cabral e, a partir do dia 5, o Torneio de Futsal Bairros do Concelho que põe frente a frente equipas das três freguesias. 

Recebido do Gabinete de Comunicação da 
Câmara Municipal de Viana do Alentejo 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

François Hollande sobe impostos aos mais ricos



O novo governo francês determinou hoje a subida de vários impostos para controlar o défice. A carga fiscal recai sobre os mais abastados.

O governo do novo presidente francês François Hollande continua a cumprir as suas promessas eleitorais, aprovando um projecto de orçamento que procura aumentar as receitas através de um agravamento da carga fiscal aos ricos e às grandes empresas.

Deste modo, segundo o orçamento rectificativo hoje aprovado pelo governo francês, em nome do que é classificado de "desfinancialização" da economia, as empresas vão passar a pagar uma taxa de 3% sobre os dividendos pagos aos accionistas, enquanto que as contribuições a pagar ao Estado pelas ‘stock-options' pagas aos executivos, bem como as acções entregues de graça aos altos quadros, vão subir de 22 para 40%. Ao mesmo tempo, a taxa sobre as transacções financeiras passa para o dobro, enquanto os bancos irão pagar um imposto adicional.

Em adição, as empresas petrolíferas vão pagar uma sobretaxa sobre as suas reservas, enquanto que as grandes firmas - com um volume de negócios anual superior a 250 milhões de euros - terão que pagar antecipadamente a contribuição excepcional de 5% a que se encontravam sujeitas desde 2011. Já todos os que ganham mais de um milhão de euros por ano vão estar sujeitos a um "imposto de solidariedade" especial sobre os seus vencimentos de 75%.

Com estas medidas, o governo de Hollande espera arrecadar 7,2 mil milhões de euros em receitas adicionais, mais do que o suficiente para conseguir um défice público dentro dos objectivos acordados com Bruxelas.

Alívio à sociedade

Em sentido contrário, o executivo socialista decidiu abolir a intenção do governo anterior de aumentar o IVA, mantendo-se este nos 19,6%. Já a contribuição social paga pelas empresas sobre os planos de poupança dos trabalhadores irá disparar dos actuais 8% para os 20%, de modo a garantir a segurança das reformas dos trabalhadores. A piorar as notícias para os grandes empresários, Hollande aboliu o direito das firmas de deduzir nos seus impostos os montantes pagos pelas firmas para estes planos de poupança.

Após o anúncio das novas medidas orçamentais, o ministro francês do Orçamento, Jérôme Cahuzac, afirmou que parece ao novo executivo "que o governo anterior estava a esconder dados" sobre as receitas fiscais, as quais terão sido "subestimadas de modo voluntário" pelo governo de direita em cerca de sete mil milhões de euros para este ano.
Visto no "Económico/Sapo"

terça-feira, 3 de julho de 2012

Governo pressionado a recuar nos contratos de enfermeiros a 4 euros



O PCP questionou o Governo sobre a contratação de enfermeiros a menos de 4 euros a hora através de empresas de trabalho temporário, tratando-se de profissionais que preenchem necessidades "permanentes" de serviços com "enormes carências". Também a UGT pede uma investigação rápida a estes concursos, chamando a atenção para os montantes abaixo do salário mínimo numa contratação do Estado. Já esta tarde, a TSF noticiava o desconforto do ministro da Saúde após a polémica levantada durante o dia de ontem, garantindo a rádio que Paulo Macedo estaria a ponderar anular o contrato de quatro euros.

A contratação de enfermeiros a valores que resultam nas contas finais a vencimentos que rondam os 300 euros mensais está a gerar uma contestação forte nos profissionais da classe. “Escândalo” é uma palavra hoje retomada pelos comunistas, mas que já havia sido atirada pela ordem dos enfermeiros, de pois os organismos públicos terem sacudido a água do capote, passando a responsabilidade da contratação aos parceiros de concurso.

"Isto é um escândalo para Portugal, para um país que se diz do primeiro mundo, que está a oferecer a profissionais altamente diferenciados um valor/hora que não se compactua nem com a sua profissão nem com a sua dignidade", verberava ontem o bastonário Germano Couto, para instar os profissionais a não aceitar os 3,98 euros por hora (ler mais)

RTP

domingo, 1 de julho de 2012

Semanada



Álvaro Santos Pereira insultado
Álvaro Santos Pereira ainda tentou falar com os manifestantes mas foi vaiado e insultado. Os manifestantes, liderados pelo coordenador da União de Sindicatos da CGTP de Castelo Branco, Luís Garra, acabaram por desmobilizar.
 
Parece que cada governo tem uma personagem que lembra o famoso ministro da informação de Sadam Hussein. No caso do governo de Passos Coelho são vários os ministros que se encavalitam na disputa do papel, mas a distinção vai par o Miguel Relvas, uma figura que se não existisse teria de ser inventada, daí a alegria por ter sido considerado inocente pelos amigos da imprensa. Só mesmo alguém com o ar descontraído e intelectualmente vazio de Miguel Relvas é que perante a desgraça orçamental chegaria à brilhante conclusão de que tudo está a correr como previsto. Se calhar é por isso que aquele que era um ministro omnipresente anda agora tão desaparecido, o Gaspar que tanto explorou aquele ar de totó para passar a imagem do competente, optou agora por dar de frosques e ninguém o vê.

Cumprido o ritual da moção de censura, que no caso do governo da direita tardou mais seis meses do que com o anterior, o PCP prossegue com o seu ritual, agora são as esperas aos ministros, depois serão as esperas ao primeiro-ministro e por aí adiante. No governo do PS a direita divertiu-se com esta estratégia e até alinhou no jogo enviando os seus militantes disfarçados de populares ou emprestando os autocarros e os velhos dos seus centros de dia à CGTP. Agora vai provar o sabor do seu próprio veneno enfrentando as mesmas tácticas de guerrilha política que apoiou e promoveu no passado recente. A primeira vítima ia sendo o totó do sôr Álvaro que ia levando uma galheta em Coimbra.
 
Texto visto no "O Jumento"

sábado, 23 de junho de 2012

O Aprendiz de Feiticeiro



O MINISTRO das finanças que nos arranjaram, um tal de Victor Gaspar, desencantado nos laboratórios experimentais do Banco de Portugal, e que faz equipa com um tal de Passos Coelho, veio há dois ou três dias reconhecer que o comportamento das receitas e das despesas, no quadro da execução orçamental, não se enquadra nas expectativas traçadas pelo governo, logo o governo falhou, e se nada for feito, continuará a falhar até ao infinito.

Não é preciso ser grande economista para saber algumas verdades universais, isto é, que quando as receitas baixam (com o desemprego a provocar a baixa do IRS e das contribuições sociais, com as falências e quebra de actividade das empresas a baixar o IRC, e com a quebra de consumo das familias e empresas a baixar o IVA e outros impostos), e as despesas aumentam (com a subida de encargos com subsídios de desemprego, pensões, rendas das PPP e taxas de juro de empréstimos), o caldo está entornado.
E como o governo diz que vai manter a palavra de não pedir “nem mais tempo, nem mais dinheiro” para cumprir o défice, e não pretende mudar de política, é quase garantido que virá aí a multiplicação da austeridade e mais sacrifícios, convertidos em mais cortes, onde já pouco ou nada há onde cortar, e mais carga fiscal, onde já pouco ou nada há para colectar.

O Vitinho das finanças, mesmo com o seu entaramelado discurso "zombie", já não surpreende, mas continua a insistir. Comporta-se como o aprendiz de feiticeiro do poema de Goethe, que tendo-se apropriado do chapéu do mestre, libertou os poderes, e na sua patética ignorância, ficou a ver multiplicar-se o que não sabe controlar.
Depois, quando já não tem mão sobre o que libertou, quando vê que a sua teoria corre o risco de falhar, improvisa, arranja desculpas, tenta aprofundar o erro, levando o bruxedo aos limites, na esperança de mudar a realidade, para sustentar e manter de pé a teoria.
Alucinado, espera que a sua incontrolável austeridade, a replicar-se até ao infinito - como as vassouras aguadeiras do poema -, se devore a si própria, acabando numa espécie de Big-Bang, de onde nascerá uma galáxia de mel e de fartura, mas só para alguns.
O problema é que esta gente não são mágicos, nem tão-pouco aprendizes de feiticeiros.

São saqueadores e malfeitores encartados, discípulos da escola de Milton Friedman, e que gostam de falar de mansinho, de passar despercebidos, enquanto continuamos a acreditar, firmemente, mesmo com eles à perna, que vamos conseguir chegar à Final do Euro 2012.

Visto na "Essência da Pólvora"

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Painel de propaganda da CDU/Viana abandonado na rua da sede do PCP


Mais um painel de propaganda da CDU/Viana, abandonado, precisamente na rua da sede do partido, uma lixeira á vista de quem nos visita e se dirige ao Castelo.

Depois do directório local desta agremiação política ter afrouxado a militância, nem mesmo os apelos ao trabalho do camarada João Pauzinho, membro do Comité Central do PCP, responsável pela OR Évora, e também responsável pela estrutura local do Partido, consegue mobilizar a maior parte dos obreiros locais.

Um militante mais ortodoxo do PCP, da velha guarda, já entrado na casa dos setentas, sem compreender os tempos modernos, enquanto cortava o cabelo na Barbearia, apelava em viva voz, como se alguém dos visados o ouvisse, para que a brigada de Évora do PCP viesse colar os cartazes nos painéis abandonados.

Quanto a nós, como sempre, com aquele espírito solidário, colamos neste blog um mupi do PCP, como forma de mobilizar as consciências, depois de tantos anos de glórias e empreendedorismo por uma parte substancial dos eméritos militantes locais, agora compreensivelmente em época de crise, dedicados exclusivamente às suas empresas.


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"O trabalho de informação e propaganda de um partido revolucionário é parte integrante da sua ligação às massas. Só assim podem chegar as posições, análises e orientações do partido aos trabalhadores e às populações.

Num momento em que se intensificam as muitas formas de condicionamento político e ideológico do nosso povo, onde o silenciamento e a discriminação do PCP nos principais órgãos de comunicação social se acentuam de forma perigosa, o reforço dos meios próprios de informação e propaganda partidária ganha uma redobrada importância. Melhorar a forma de desenvolver esta tarefa, tornar mais presente e acutilante a propaganda partidária, envolver mais camaradas nesta frente, eis algumas das questões que estão em discussão no nosso colectivo partidário. Uma reflexão para levar à prática." Vasco Cardoso em "O Militante"

terça-feira, 19 de junho de 2012

Alterações às leis do trabalho dão mais 4,5 mil M€/ano aos patrões

De acordo com as contas do Correio da Manhã (http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=2617252&especial=Revistas%20de%20Imprensa&seccao=TV%20e%20MEDIA) e do economista Eugénio Rosa as alterações às leis laborais vão render aos patrões mais 4,5 mil milhões de euros todos os anos. Esta estimativa baseia-se no facto de serem eliminados 4 feriados e retirados 3 dias de férias, sem que haja lugar a uma subida de ordenado por mais dias trabalhados. Ou seja, é dinheiro grátis para os patrões que saí diretamente do trabalho dos seus/suas funcionários/as.

Mas esta estimativa é conservadora, pois estas alterações ao Código do Trabalho, propostas pelo Governo PSD/CDS e ontem promulgadas pelo Presidente da República, vão baixar também o valor das horas extra para metade e acabar com a contratação coletiva, baixando o poder negocial dos trabalhadores e, logo, os seus salários.

Por isso, em poucos meses e apesar do simulacro de acordo em concertação social onde João Proença da UGT apoiou os interesses dos patrões, verifica-se uma transferência do rendimento das pessoas que trabalham para as empresas no valor mínimo de 4,5 mil milhões de euros ano (ou seja mais de 8 submarinos ou 7 hospitais).
Como é óbvio, esta transferência de rendimentos aprofundará ainda a desigualde em Portugal, apesar do país já ser um dos mais desiguais da Europa (http://www.ffms.pt/estudo/19/desigualdade-em-portugal).

VIsto em "precári@os infrexíveis"

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A opaca obra dos sanitários de Aguiar

Em 23 de Janeiro de 2009 a Assembleia Municipal de Viana do Alentejo aprova a transferência de 15 000 euros para que a Junta de Freguesia de Aguiar construa uns sanitários públicos até ao final de Março do mesmo ano. (Ver cópia da Acta no foto seguinte)


Estas obras são notícia no blogue "Um dia perfeito para os peixes banana", em 20 de Fevereiro de 2009, A foto seguinte foi retirada do artigo referido.

Foto publicada em 20 de Fevereiro de 2009


Passados mais de três anos ainda os sanitários não estão prontos, mas a grande anormalidade desta questão, segundo o Zé Povinho, não é a contingência do tempo que as obras às vezes levam por fazer, mas sim o facto do empreiteiro já ter embolsado da junta todo o dinheiro da obra mesmo sem a ter acabado.

Se o edifício por fora parece estar pronto há tanto tempo, então o que falta acabar no seu interior?

Também já este ano, em Fevereiro  o Blogue "Cidade Agar" questionava: "Porque será que as Casas de banho junto ao Tanque das Mulheres em Aguiar, não abrem???"

Foto retirado do blogue "Cidade Agar" (aqui)


E esta, hein?

domingo, 10 de junho de 2012

Bispo das Forças Armadas comparou Passos Coelho a Salazar

D. Januário Torgal, bispo das Forças Armadas, comparou o primeiro-ministro Passos Coelho ao ditador António Oliveira Salazar.


Em declarações à TSF, D. Januário declarou-se “profundamente chocado” com o agradecimento de Passos à paciência dos portugueses, numa intervenção na quarta-feira comemorativa do primeiro aniversário da vitória do PSD nas legislativas de 2011.

“Portugal não tem Governo neste momento, e vão certos senhores dar uma passeata um certo dia a fazer propaganda tipo União Nacional, de não saudosa memória, pelo país a dizer que somos os melhores do mundo”, acentuou o bispo. D. Januário Torgal continuou: “Ao fim, ainda aparece um senhor que, pelos vistos, ocupa as funções de primeiro-ministro, dizendo obrigado à profunda resignação de um povo tão dócil e amestrado que merecia estar num jardim zoológico”.

O bispo foi, ainda, mais explícito. Retomando os elogios do primeiro-ministro à paciência dos portugueses que, no entender de Passos Coelho, se deve a “uma sociedade que está apostada em vencer as dificuldades e em resgatar o futuro”, D. Januário referiu: “Parecia-me que estava a ouvir o discurso de certa pessoa há 50 anos atrás”. Já em declarações ao canal SIC Notícias, o prelado concretizou a comparação, referindo o nome de Oliveira Salazar. Concluindo, D. Januário Torgal Ferreira deixou outra mensagem: “Apetecia-me dizer assim, vamos todos para a rua, não para fazer tumultos, vamos fazer democracia”.

Não é a primeira vez que o bispo das Forças Armadas suscita celeuma. Há alguns anos, admitiu o preservativos em relações sexuais de risco. E, aquando de uma visita do primeiro-ministro Cavaco Silva a Macau e Pequim, sugeriu que o chefe do Governo devia defender os direitos humanos.

Frontal e polémico no que diz respeito a temas da doutrina moral e disciplinar da Igreja, D. Januário é tolerado apenas com condescendência por vários dos seus pares, que consideram as suas posições demasiado heterodoxas e olham de soslaio para a sua atitude crítica. O bispo utiliza a sua formação na área da Filosofia para argumentar e defender as suas posições.

Visto no "Público"

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Corramos com os ladrões, vem aí o renovado IMI


Enquanto durante semanas seguidas, da parte da manhã, com grande alarido, o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas, numa manobra de diversão espraguejava contra a decisão do Governo de reter 5% do IMI,  a seguir ao almoço, após uma digestão difícil, em surdina, a mesma Associação com o Governo e algumas Autarquias preparavam o grande assalto ao rendimento das famílias, sobre a forma do renovado Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

Na realidade, tirando os aspectos formais, estas famílias objeto de brutal asssalto não passam de meras arrendatárias das casas que habitam, pagando, quando podem, a sua mensalidade (renda) ao senhorio Banco. "Empurradas" para a compra de habitação, com a política de incentivos fiscais à compra de casa própria que agora acaba, de uma forma despudorada o Governo, vê aqui uma forma de financiar as Autarquias, assaltando com o renovado IMI, mais uma vez, quem na sua maioria já tem a “corda na garganta”.

Os parágrafos seguintes publicados no "Dinneiro Vivo" são bastante esclarecedores:

"A receita fiscal do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) deverá registar um acréscimo de 128% em 2015, ano em que os contribuintes irão sentir pela primeira vez o efeito total do processo de avaliação geral dos imóveis e das alterações introduzidas neste imposto (subida de taxa e redução do período de isenção). Segundo os cálculos da Associação Portuguesa dos Avaliadores de Engenharia, os contribuintes deverão ver o pagamento do IMI aumentar em cerca de 1,4 mil milhões de euros face aos valores atuais.

Este ano há ainda cerca de 5,2 milhões os imóveis que estão a pagar o IMI calculado com base num valor patrimonial (VPT) reduzido. Mas no próximo ano, quando estiver já concluído o processo de avaliação geral dos imóveis (atualmente em curso), o imposto terá já por referência os novos VPT, que nalguns casos estão a registar subidas da ordem dos 400 e até 700%.

Esta realidade, aliada à subida de taxas decidida pelo Governo, à redução das isenção e ao facto de a maioria das autarquias ter por hábito “encostar” a taxa de IMI ao valor mais alto do intervalo, leva a APAE a considerar que a receita do IMI, que ronda atualmente os 1,1 mil milhões de euros, deverá mais do que duplicar em 2015.

Esta subida não acontecerá toda naquele ano. Uma parte da fatura começará já a ser paga em 2013 e em 2014, ainda que nestes dois anos, o aumento do IMI em relação ao valor pago no ano imediatamente anterior não poder exceder os 75 euros. Por causa desta cláusula de salvaguarda, o presidente da APAE, Freitas Lopes, estima que no próximo ano a receita do IMI aumente em cerca de 300 milhões de euros – acima das previsões da troika e do DEO que aponta para 250 milhões de euros.

De acordo com os últimos dados estatísticos disponibilizados pela ex-DGCI (atual Autoridade Tributária e Aduaneira), há cerca de 2,5 milhões de imóveis avaliados já pelas regras do IMI, mas deste total, cerca de 1,8 milhões é que estão efetivamente a pagar imposto, uma vez que os restantes encontram-se a gozar de isenção." ...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

SE OS FUNCIONÁRIOS TINHAM (TÊM) RAZÃO

Então porque é que o Sr. Estêvão Pereira não aumentou os salários dos trabalhadores da Câmara em meados de 2009, visto considerar que isso lhes é devido?

Depois de ter lido o  artigo do Sr. Vereador Estêvão Pereira aqui, é conveniente esclarecer que o caso da Câmara de Elvas não é comparável ao caso da Câmara de Viana.

Enquanto na Câmara de Elvas a situação foi segundo o I “o orçamento aprovado no final de 2008 não previa esses reposicionamentos. A lei diz que nos documentos provisionais aprovados no final de cada ano para o ano seguinte devem estar previstas as verbas para os reposicionamentos salariais", justificou. Terá sido esta "questão técnica relacionada com a elaboração do orçamento" que ditou a decisão anunciada há 15 dias pelo presidente da Câmara e que terá efeitos já a partir de Novembro."

No caso da Câmara de Viana do Alentejo a situação foi diferente: No ano de 2006 os trabalhadores não foram avaliados, atestado por um ofício enviado pelo Município de Viana,  à Direcção-Geral das Autarquias Locais em 2007 (ver aqui).

Nunca é tarde demais para relembrar que a responsabilidade do retroactivo prejuízo salarial dos trabalhadores da Câmara é em primeira mão obra do ex-presidente Estêvão Pereira,  quando em meados de 2009  podia ter aumentado os trabalhadores da Câmara e não o fez, ainda por cima, como diz agora: os trabalhadores tinham (têm) razão

O actual Presidente da Câmara tentou em consonância com todas as partes interessadas, Comissão de Trabalhadores, Sindicato e toda a Vereação, contornar de forma justa a falta de avaliação dos trabalhadores em 2006, mas durante o desenrolar do processo surgiu o despacho do Secretário de Estado da Administração Local, que a dado passo referia:
“A atribuição de prémios de desempenho e a subida de posição remuneratória de trabalhadores da administração local, sem a aplicação dos restantes normativos, ainda que sob a desculpa de que os “trabalhadores não devem ser prejudicados pela inacção do Município”, configurar-se-á como uma atribuição patrimonial indevida, de dinheiros públicos, em benefício dos trabalhadores a quem são entregues, podendo integrar o crime de Peculato, p. e p. pelo art.º 20.º da Lei n.º 34/87,
de 16 de Julho ……

Nessa altura é que teria sido de valor o Sr. Estêvão Pereira ter estado desde o início no lugar para que foi eleito, mas  até ao final de 2010 andou fugido da Câmara, alheando-se de todos os casos encravados que deixou de herança a quem chegou de novo e de boa fé, passando também parte da batata quente á camarada Teresa Penetra que o foi substituir durante um ano.

Agora passado tanto tempo, aproveitando o momento para dar umas facadinhas nas costas dos seus camaradas de vereação, e sem nunca ter aberto até aqui a boca sobre este assunto em nenhuma reunião da Câmara, lugar onde ele devia ter assumido a responsabilidade de aumentar os trabalhadores, vem mais uma vez, sem se comprometer, com a sua habitual conversa manhosa comparar a situação da Câmara de Elvas com a da Câmara de Viana do Alentejo.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

IMI ‑ Mais carga fiscal

"Trata-se de mais um ataque violento, a quem já se debate, mês após mês, para pagar as prestações do empréstimo da sua casa"
Esta política cega e de excessiva austeridade, sem ter em conta o essencial duma economia, a sua dinamização, é uma experiência que o capitalismo selvagem tenta implementar contra a maioria das vozes discordantes dos mais abalizados economistas.

Motivaram-se as pessoas para comprar a sua própria habitação, bonificaram-se juros, criaram-se situações excecionais a jovens e isentou-se o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis, sucessor da Contribuição Autárquica) durante vários anos. Agora, os mesmos que diziam ser insuportável o exagero de impostos, são os que, para além de toda a carga fiscal que já aplicaram sobre o trabalho, introduzem, contra o que promoveram no passado, mais uma abominável medida que vem aumentar este imposto.

Trata-se de mais um ataque violento, a quem já se debate, mês após mês, para pagar as prestações do empréstimo da sua casa, comprometidas pelo roubo no 13º mês e subsídio de férias, o aumento dos juros, da eletricidade, da água, do gás, da saúde e da educação, entre outras, perpetrado através da reavaliação de imóveis.

A sua aplicação, de forma cega, como é apanágio deste governo de direita, é, ainda, tremendamente injusta porque não atende à localização dos imóveis, considerando-os, de igual modo, independentemente de se situarem em freguesias rurais ou em meios citadinos.

A sofreguidão instituída de empobrecer as pessoas a qualquer custo, em proveito da salvação financeira dos especuladores, leva este governo a não olhar a meios para atingir os seus fins de vergonhosa subserviência aos interesses de quem quer, a qualquer custo, espezinhar quem vive do seu trabalho e produz para o bem comum.

Convocaram desenhadores e projetistas para realizarem avaliações porque a Ordem dos Engenheiros não aceitou as condições impostas pelo governo. O que interessa é valorizar apressadamente as habitações para que se atualize e aplique o imposto. Quem quiser que reclame, pagando 200 euros e correndo o perigo de ver a avaliação confirmada ou, até mesmo, agravada. É mais uma forma de criar situações de injustiça que pioram a vida de quem já se encontra sobejamente penalizado por uma culpa que não é sua.

Esta política cega e de excessiva austeridade, sem ter em conta o essencial duma economia, a sua dinamização, é uma experiência que o capitalismo selvagem tenta implementar contra a maioria das vozes discordantes dos mais abalizados economistas mundiais. Resta-nos a esperança que os resultados eleitorais na Grécia que colocam um partido de esquerda em segundo lugar, e em França, com a vitória da Hollande, provoquem uma rutura e um consequente arrepiar deste caminho de empobrecimento forçado.


Por Mário Moniz aqui


domingo, 13 de maio de 2012

Passos Coelho e o desemprego


Em Maio de 2011, cerca de um mês antes das últimas eleições legislativas, Passos Coelho criticando o governo de José Sócrates, considerou que a taxa de desemprego de 12,4 por cento divulgada nessa altura correspondia a um «sinal evidente» da crise que o país atravessava.

«É um valor extremamente elevado, que representa o sinal mais evidente da crise profunda que estamos a atravessar», afirmou durante o Fórum da TSF.
Posteriormente, de visita à Santa Casa da Misericórdia em Faro, voltou a comentar os números: «É realmente uma tragédia o estado a que o nosso estado social tem chegado. É um valor muito grave, que nós sabemos, ainda para mais, que tem tendência para se acentuar

«É importante não repetir os mesmos erros do passado, que conduziram a uma recessão económica, precisamos de políticas activas de emprego. (aqui)

Passado um ano, o primeiro-ministro Passos Coelho depois de ter entregue em Bruxelas, às escondidas do Parlamento mais um PEC, agora designado por Documento de Estratégia Orçamental, relativamente as previsões para o desemprego:

Para 2013, o Governo aponta para uma taxa de desemprego de 14,1%, duas décimas acima da troika, para 2014 e 2015, a taxa deverá atingir valores de 13,2 e 12,7%, respectivamente, o que corresponde a revisões em alta de uma e três décimas. (aqui)

Passos Coelho enquanto estava na oposição classificava o desemprego como uma situação de tragédia.

Passos Coelho, primeiro ministro, vem durante esta semana gozar com os desempregados, considerando que o desemprego representa uma oportunidade para mudar de vida. (aqui)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O que quer dizer Mário Soares

«É preciso compreender o dr. Mário Soares. Ele é o último estadista sobrevivente no panorama português. Ele tem a qualidade essencial dos estadistas. O olfato apurado para o perigo. Comparado com ele, quase toda a paisagem atual, partidária e governativa, é composta por iniciados e figuras que nunca passarão da segunda linha.

O que Mário Soares quer dizer, quando afirma que o PS deve romper com a troika, não é que o PS deve ir para a rua fazer barricadas, ou assumir uma atitude destrutiva no Parlamento. O que quer dizer é que o PS deve lutar contra a lógica do memorando de entendimento. E essa lógica assenta na ideia falsa de que os países intervencionados são os únicos responsáveis pela situação a que chegaram, e que a austeridade é não só a solução económica mas o indispensável castigo político de povos inteiros que resolveram "viver acima das suas posses".

Soares tem dito, e bem, que a crise é europeia. Que a moeda única, sem o suporte de um orçamento e de um governo federais, acaba por ser uma prisão dos países menos competitivos. O PS deve fazer oposição ao Governo português no palco europeu, usando a Internacional Socialista e o Parlamento Europeu. As manifestações não deveriam ser no Rossio, mas no Campo dos Mártires da Pátria, em frente da embaixada alemã, o país que vai perder ou salvar a UE. Só não ouvi ainda dizer a Soares, com pena minha, que o PS tem de enterrar definitivamente o cadáver do socratismo. Sem isso, o PS não reconquistará o respeito dos portugueses.»

Autor:
Viriato Soromenho-Marques.

domingo, 6 de maio de 2012

Socialistas voltam ao poder em França


"O socialista François Hollande afirmou na noite deste domingo (6/5) que a "Europa observa" a França e que a "austeridade não deve ser uma fatalidade", em seu primeiro discurso como presidente eleito, realizado em Tulle.

"Hoje mesmo, responsável pelo futuro do nosso país, estou ciente de que toda a Europa nos observa. Na hora em que o resultado foi anunciado, tive a certeza que em diversos países europeus houve um sentimento de alívio e de esperança, de que, por fim, a austeridade não deve ser mais uma fatalidade", disse Hollande, que obteve 52% dos votos.

"Neste 6 de maio, os franceses escolheram a mudança para me levar à presidência da República" e estou "orgulhoso por ter sido capaz de devolver esta esperança". "Prometo ser o presidente de todos"." ...


France Press

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