sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Associação dos professores contratados diz que estes foram “traídos” pelos sindicatos

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O presidente da Associação Nacional de Professores Contratados (ANVPC), César Israel Paulo, afirmou esta quinta-feira que os docentes sem vínculo foram “traídos pelas federações sindicais” que negociaram com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) o processo de vinculação extraordinária.

Acusa-os de terem “defendido os interesses dos professores do quadro e não de todos os docentes, como lhes era exigido”.

Mais aqui.

 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Greve geral: Vozes contra a austeridade vão fazer-se ouvir em 20 países europeus

Vinte países, entre os quais Portugal, vão juntar-se, na quarta-feira, à jornada de luta europeia contra a austeridade e a favor do emprego, que inclui greves, manifestações, ações de protesto e reuniões em várias cidades da Europa.
 
A jornada europeia de ação e solidariedade, organizada pela Confederação Europeia dos Sindicatos (CES), tem como lema 'Pelo emprego e a solidariedade na Europa, não à austeridade' e vai mobilizar cerca de 40 organizações sindicais.
 
Além dos 20 países em que as vozes contra a austeridade se vão fazer ouvir na quarta-feira, há outros três que também se associam à jornada de luta, mas onde as acções de protesto decorrerão mais tarde: Suíça (quinta-feira), Eslovénia e República Checa (sábado, em ambos os casos).
 
"A jornada tem como objetivo transmitir uma mensagem comum em defesa do crescimento e emprego e contra a austeridade. Estou convencida de que se tivermos uma grande acção em toda a Europa, tal poderá fazer a diferença", afirmou a secretária-geral da CES, Bernadette Ségol, em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas.
 
Bernadette Ségol disse que "no final de Junho houve alguma esperança, porque a ideia de crescimento e emprego foi reconhecida pelo Conselho Europeu". No entanto, "os actos não seguiram as palavras" e a CES "não vê os governos a agir".
 
Para quarta-feira, estão marcadas greve gerais de 24 horas contra a austeridade em Portugal e Espanha, enquanto em Itália e na Grécia decorrerão paralisações de quatro e três horas, respectivamente.
 
Também em Vilnius, Lituânia, haverá uma greve, mas apenas abrangerá o sector dos transportes. Em várias cidades europeias decorrerão acções de sensibilização e/ou de protesto contra as políticas de austeridade e em defesa do emprego.
 
Na capital belga haverá uma manifestação junto à Comissão Europeia e, em França, estão previstas 25 manifestações "pelo emprego e a solidariedade na Europa".Na Suíça, estão agendadas manifestações junto a embaixadas e à representação permanente da União Europeia e, na Polónia, decorrerão manifestações em várias cidades "em defesa do trabalho digno".
 
Da Alemanha, Reino Unido, Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia sairão mensagens de solidariedade para com os trabalhadores dos países europeus que estão a ser afetados por medidas de austeridade.
 
Na Bulgária, decorrerão em várias cidades fóruns para discutir temas laborais, em Malta está previsto um seminário sobre o emprego e na Letónia jovens sindicalistas serão recebidos pelo presidente do parlamento para discutir o emprego e a educação dos jovens.
 
Na Finlândia, os sindicatos organizam várias acções para apelar ao respeito pelos trabalhadores na Europa e farão chegar ao comissário europeu dos Assuntos Económicos um conjunto de reivindicações, enquanto no Luxemburgo uma delegação sindical será recebida pelo primeiro-ministro, Jean-Claude Juncker, que é também o líder do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro), para discutir as alternativas que existem para sair da crise.
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Comunistas de Évora apoiam decisões da Câmara de Viana do Alentejo

Comunistas do Blogue "Mais Évora" destacam notícia do Jornal "Registo" para darem como bom exemplo a seguir, decisões da Câmara Municipal de Viana do Alentejo.

A notícia:

Viana do Alentejo com taxa mínima IMI

(Registo, 8 Novembro 2012)

«Com esta medida, a Câmara Municipal de Viana do Alentejo pretende dar resposta às dificuldades económicas que a população e as empresas atravessam, num período particularmente difícil. Por outro lado, pretende-se atrair novos residentes tendo em conta as várias potencialidades deste concelho.»

Com esta explicação, clara e convincente, da câmara de Viana do Alentejo, o que poderemos concluir da vontade dos órgãos autárquicos de Évora quando decidiram, recentemente, que os eborenses deverão ser sujeitos a taxa máxima de IMI durante os próximos 20 anos?

sábado, 10 de novembro de 2012

Diário de Notícias destaca: Município de Viana do Alentejo cobra taxa mínima de IMI em 2013



Foto sacada daqui
 
Os munícipes de Viana do Alentejo vão pagar, em 2013, a taxa mínima do Imposto Municipal sobre Imóveis, no valor de 0,3%, por decisão da câmara municipal

O Orçamento do Estado para 2013 prevê que as taxas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) possam variar entre 0,5% e os 0,8% para os imóveis não avaliados e entre os 0,3% e os 0,5% para os avaliados. Com a adoção da taxa mínima de IMI, a autarquia alentejana "pretende dar resposta às dificuldades económicas que a população e as empresas atravessam, num período particularmente difícil". Ao mesmo tempo, o município quer "atrair novos residentes, tendo em conta as várias potencialidades" do concelho.

Visto no "Diário de Notícias", em 08 de Novembro 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O poder da esmola


Sentada nas toneladas de mantimentos com as quais os portugueses ajudaram a construir esta figura, bêbeda de importância, em entrevista à SIC Notícias, a presidente do Banco Alimentar Contra a Fome afirmou que “cá em Portugal não existe miséria”, apesar " de estarmos mais pobres".

Isabel Jonet descobriu que vivemos de uma maneira idiota. Outras descobertas: "ou vamos a um concerto de rock, ou tiramos uma radiografia"; “há toda uma faixa de idade que vive acima das possibilidades”; “se não temos dinheiro para comer bifes todos os dias, não comemos bifes todos os dias".

A presidente do Banco Alimentar acredita que “vamos ter que empobrecer muito e aprender a viver mais pobres." E quanto mais pobres, tanto melhor, desde que lhe continuem a encher os sacos com o sustento de uma notoriedade que não sobreviveria a uma inversão da pobreza que lhe permite descobertas como as que hoje revelou. Estamos mais pobres? Ainda bem.

Venham de lá os vossos donativos, que eu depois conto-vos mais descobertas. Na Grécia, a Aurora Dourada descobriu como subir nas sondagens pondo os donativos que angaria directamente ao serviço da causa nazi.

Visto em "o país do Burro"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Barack Obama reeleito


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Estamos a viver o sonho de Passos Coelho


Povo Livre de 21 de Janeiro de 2012. Passos Coelho na Assembleia da República,  em 17 de Janeiro de 2012


... "Tudo o que se está a passar faz parte da agenda ideológica de Passos Coelho, que, com os seus aliados vários, está a aproveitar a oportunidade para fazer a sua contra-revolução.

Têm dúvidas? Não tenham. A seu tempo, isso foi explicado por quem de direito. Vejamos.
A 3 de Maio de 2011, Eduardo Catroga, representante do PSD nas negociações do "programa de ajustamento" entre Portugal e a Troika, afirmou que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal «foi essencialmente influenciada» pelo PSD e resultou em medidas melhores e que iam mais fundo do que o chamado PEC IV. (fonte) (outra fonte)
Aliás, Catroga anunciava o resultado da sua influência no programa de ajustamento: tudo seria muito melhor do que com o PEC IV, Portugal ganhava uma "oportunidade para fazer as reformas que se impõem". (link para ouvir)

Na verdade, que esta maioria se esteja sempre a justificar com o anterior governo é uma mistificação. Esta maioria está a fazer aquilo que Passos Coelho quis ter a oportunidade de fazer, como, aliás, o próprio explicou. Vejamos.

No final de Janeiro deste ano da desgraça de 2012, Passos Coelho, presidente do PSD e já então primeiro-ministro, afirmou sem rebuços que o seu partido tem um "grau de identificação importante" com o programa acordado com a 'troika' e quer cumpri-lo porque acredita nele. Nas suas palavras: "(...) o programa eleitoral que nós apresentámos no ano passado e aquilo que é o nosso Programa do Governo não têm uma dissintonia muito grande com aquilo que veio a ser o memorando de entendimento celebrado entre Portugal, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional". Ainda segundo o presidente do PSD, "executar esse programa de entendimento não resulta assim de uma espécie de obrigação pesada que se cumpre apenas para se ter a noção de dever cumprido". (fonte) (outra fonte)

Tudo isto explica porque Passos e Gaspar nem querem ouvir falar em agir politicamente para mudar as condições do resgate. Ao ponto de o PM de Portugal ir a um Conselho Europeu e ficar calado acerca do que está acontecer por cá: Cimeira europeia: Portugal não consta entre os países que alertaram para o impacto social da crise. Parece que estamos a viver o sonho de Passos Coelho e ele não quer acordar"
Visto aqui

sábado, 3 de novembro de 2012

PS acusa Merkel de estar «completamente apaixonada» por austeridade

O PS acusou hoje a chanceler alemã de estar «completamente apaixonada» por austeridade, «em sintonia» com o primeiro-ministro português.
 
No dia em que a chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu a austeridade e pediu mais esforço aos parceiros europeus durante os próximos cinco anos para ultrapassar a crise, o PS considerou que «a austeridade é o problema».
 
«O que vemos é uma enorme sintonia entre a senhora Merkel e o primeiro-ministro português, Passos Coelho. É um verdadeiro romance de austeridade. Estão completamente apaixonados pela austeridade, custe o que custar», disse à Lusa o secretário nacional do PS, João Ribeiro.
 
«Aquilo que para a senhora Merkel e para o nosso primeiro-ministro é a solução, para o PS é o problema. Não é a solução e não pode ser apresentada como solução», declarou o porta-voz socialista.
 
Em declarações à Lusa, João Ribeiro defendeu que «é muito fácil defender a austeridade nos países dos outros», adiantando que gostaria de ver «a bravura da senhora Merkel» a propor aos alemães o equivalente ao que está a ser pedido aos portugueses.
 
O secretário-geral do PS sublinhou que o que «une Passos Coelho e Merkel é a política de mais tempo e de mais sacrifícios», enquanto «o PS há mais de um ano que diz que quer mais tempo para consolidar as contas públicas, mas para aliviar os sacrifícios dos portugueses».
 
Visto na TSF
 

"Se agora cortamos 2 mil milhões, daqui a dois anos cortamos 6"

João Ferreira do Amaral considera que em 2013 a recessão vai ser o triplo da prevista pelo Governo e que uma crise política será «muito provável»
 
 
 
Excertos da entrvista do Prof. João Ferreira do Amaral no Tudo é Economia, o espaço semanal da TSF e Dinheiro Vivo:
 
Se o Orçamento for adiante como está, sim, acho que não teremos menos do que 3% de recessão. O consumo vai descer mais do que o governo prevê. A austeridade é mais funda para o ano que vem do que este ano e as famílias estão muito endividadas. Portanto, medidas de redução de rendimento em geral, quando as famílias estão muito endividadas, amplificam muito os efeitos. Se além disso houver já algum corte de despesas a nível social, as famílias têm mesmo de o fazer - e, portanto, se o Estado obriga a que isso seja financiado pelas famílias, elas deixarão de consumir mais noutros aspetos. O consumo vai descer bastante e isso provocará uma recessão maior e desemprego maior.’

‘(…) Eu não digo que possamos ter um crescimento muito grande, mas pelo menos estou plenamente convencido, e digo-o sinceramente: se a carga fiscal não fosse aumentada na proporção que vai ser, teríamos mais chances de cumprir o défice de 4,5% do PIB. Só que assim, porque a recessão provavelmente não existiria, ou seria muito suave, esta vai ser de tal maneira que não vai ser possível cumprir os 4,5% do PIB. A quem é que isto serve? Eu não entendo. É um mistério que não compreendo, que já se deu na Grécia e que está a suceder agora em Portugal.’

‘(…) Eu não concordo com ele [Vítor Gaspar] precisamente porque acho que esses instrumentos não dão resultado. Esses modelos, que são utilizados também nas organizações internacionais, nomeadamente pelo Fundo Monetário Internacional, não têm em conta a realidade portuguesa em vários domínios, não têm em conta o alto endividamento das famílias, não têm em conta o facto de o emprego estar muito ligado à procura interna e, portanto, quedas da procura interna fazem aumentar muito o desemprego. Por isso, não admira que o governo e o FMI e a troika em geral tenham ficado surpreendidos com o aumento do desemprego e com a profundidade da recessão.’

‘O Estado faz hoje, em Portugal, o mesmo, e às vezes até menos, do que faz a generalidade dos Estados na União Europeia. Os Estados da UE têm as funções de soberania, a segurança, a justiça, os negócios estrangeiros, etc. Depois têm as funções sociais, educação e saúde. Não gastamos mais, nem por sombras, do que se gasta por essa Europa fora. Pode-se, evidentemente, melhorar a eficiência e reduzir as despesas para obter o mesmo resultado, mas não creio que isso sejam quatro mil milhões de euros. Creio, sim, que isso é um absurdo e é preciso ver como é que surgem esses quatro mil milhões de euros. Penso que aí o Partido Socialista tem razão: isto resulta em grande parte da estratégia seguida de provocar uma grande recessão.
É evidente que quando se provoca uma grande recessão, obviamente, depois as coisas não chegam - cobra-se menos impostos, o défice mantém-se, é preciso cortar mais despesa, depois ainda vai agravar mais a recessão, e por aí fora.

Ouvi que já estariam três mil e quinhentos milhões de euros destinados a ser cortados nas funções sociais, mas não nos esqueçamos de que a Segurança Social estava equilibrada. Só se desequilibrou este ano devido justamente à recessão. Esta estratégia não tem futuro nenhum. Se estamos agora a cortar quatro mil milhões, daqui a dois anos estamos a cortar seis mil milhões. Isto vai ser uma bola de neve que nunca mais acabará. Não faz sentido.’

‘Hoje, o problema salarial não é importante do ponto de vista da competitividade. A nossa perda de competitividade teve que ver com o facto de investir em sectores protegidos da concorrência externa, ser mais rentável do que estar a investir em sectores que têm concorrência externa, os chamados bens transacionáveis. A nossa competitividade não tem que ver com salários, tem que ver com o facto de a nossa estrutura produtiva estar desequilibrada. Se eu descer os salários, desço para todos os sectores, não só para aqueles que é preciso desenvolver. A questão salarial é um mito que não vai resolver em nada a questão da competitividade.’

‘Não sou sequer militante do PS, portanto, o PS fará o que quiser. Agora, se o PS disser que não aceita [colaborar na "refundação"], dou-lhe 100% razão. Por dois motivos. Em primeiro lugar, porque não faz sentido; colaborar nisto seria dizer que concorda com a estratégia que foi seguida e, a meu ver, isso é errado. Em segundo, se as coisas já estão decididas, o que é que o PS vai lá fazer? O PS fará o que entender, mas percebe-se se disser que não. É um convite envenenado, como é evidente. E aceitar como bom que é preciso cortar quatro mil milhões de euros não é nada líquido. É resultado desta estratégia recessiva.’
 

Comentários na Barbearia: semana 44 de 2012


Anónimo disse...
 
Estou pasmado! Numa altura em que Portugal está a arder, os trabalhadores estão na rua, as conquistas de Abril estão em vias de serem reduzidas a cinzas e os direitos mais elementares dos cidadãos estão a ser trocados pela lógica dos mercados financeiros, não é que aqui no concelho apenas o blog do baeta faz eco da tormenta?
 
Quando, por todo o País, a blogosfera ligada à esquerda supostamente mais combativa, a do PCP e do Bloco, se mobiliza no combate aos excessos de um liberalismo desenfreado e desalmado, aqui no nosso doce torrão natal, népias. Tão opinativo no que se refere às lides autárquicas, o blog do sr. Estêvão Pereira, expressão local do Partido Comunista Português, tem vindo a perder, nos últimos meses, toda a verve e entusiasmo, fazendo tábua rasa dos acontecimentos que, nos últimos meses, têm abalado Portugal e os portugueses.
 
O que nos pode levar a concluir que apenas a câmara faz mover o tal senhor e que, afastada pelo PCP a hipótese de uma recandidatura que pudesse "vingar" a humilhação de 2009, toda a militância se esvai em vagas "divagações" de assumido desinteresse.
 
J.S.D.
 
30 de Outubro de 2012 23:07
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Anónimo disse...
 
Na corrida à Câmara de Viana em 2013, o Sr. Estêvão Pereira parece ter sido ultrapassado, sem dó nem piedade, pelo seu vereador João Penetra.
 
Mas esta situação já podia ter acontecido em 2009, não foi por acaso que Penetra saiu de Vereador da Câmara dois anos antes de acabar o seu mandato em 2009. Penetra quando suspendeu o seu mandato de vereador na Câmara de Viana, foi de imediato trabalhar para a ADRAL.
 
O que estava congeminado por uma das facções do PCP local que estava farto do Estevão, era ele aguentar-se nessa associação com a promessa de ser o cabeça de lista em Viana já em 2009. Penetra trabalhou na ADRAL nem chegou a uma semana, um homem habituado a fazer aquilo que sempre quis durante 14 anos, acabou por não aguentar o esforço e abalou de lá a correr.
 
Este senhor só não foi candidato em 2009, pelo PCP, porque o Estêvão e o seu lóbi local, conseguiram no PCP em Lisboa que a candidatura do Penetra em Viana ficasse em águas de bacalhau. Nessa altura o PCP para compensar João Penetra, candidatou-o a Alvito, terra com tradição de papar com todos os paraquedistas que por lá aparecem.
 
Mas os eleitores de Alvito e Vila Nova, tal como aceitam facilmente os paraquedistas, da mesma forma correm com eles. Muita gente do concelho de Alvito que votou em João Penetra, considera que este senhor foi o PIOR presidente da Câmara desde que há memória. João Penetra tem conhecimento da avaliação negativa de muitos daqueles que o apoiaram, e por isso não lhe interessa concorrer outra vez em Alvito, em 2009 ganhou as eleições por uma unha negra, o que não lhe deixa margem para nova tentativa.
 
Agora, depois de tanta crença chegou a altura do PCP premiar a ambição de João Penetra. O PCP de Viana prepara-se para apresentar João Penetra como cabeça de lista à Câmara de Viana. Aquele que foi um dos coveiros do PCP em Viana em 2009, ao abandonar o lugar de Vereador a meio do seu mandato, vai ser novamente o coveiro do PCP em 2013 – bem-haja.
 
A discrição que sempre foi apanágio do PCP, parece neste caso não ter tido lugar, João Penetra não resistiu à tentação de espalhar essa boa nova, aquilo que sempre desejou estava ao alcance da sua mão, ter hipótese de ser o cabeça de lista pelo PCP no concelho de Viana, ficou farto de ter sido número 2 do Estêvão durante 14 anos.
 
O homem não pára, desdobra-se com a sua presença em todos os locais do concelho de Viana em que estejam presentes mais de dez pessoas. Como alguém de Alvito diz: a partir de agora deixámos de ter presidente da Câmara
 
1 de Novembro de 2012 11:54
 
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  Anónimo disse...
 
Já por várias vezes tinha comentado com alguns camaradas amigos o facto de, estranhamente, ao longo dos últimos anos, a barbearia se ter assumido como o espaço mais “vermelho”da nossa blogosfera.
 
Não se fica pelo umbigo, o mestre barbeiro dá-nos notícias de uma realidade e de um país que não se resume ao nosso pequeno concelho.
 
Por seu lado, o blogue do Estêvão (sem hiperligações para outros blogues, não vá ser apanhado outra vez), espelha bem o pensamento e objectivos do seu dono. Envergonha o Partido, penosamente, arrasta-se no cumprimento dos serviços mínimos, unicamente preocupado com a manutenção das suas mordomias. De um suposto homem de esquerda, psicólogo e ex presidente da câmara esperava-se muito mais. Mas este senhor já passou à história. Tal como todos os outros ex presidentes de câmara, após o 25 de Abril, todos bons rapazinhos, vieram do nada e após os seus mandatos, voltaram às suas pardacentas existências, pouco ou nada contribuindo para a comunidade.
 
O que afecta, principalmente, as nossas vidas é aquilo que nos é imposto pelo capitalismo selvagem que tomou conta deste Mundo e de Lisboa. Infelizmente, muito pouco está dependente das reuniões de vereação do nosso pobre concelho.
 
Foram todos grandes homens enquanto o dinheiro, vindo de Bruxelas através de Lisboa, escorreu a rodos pelas sarjetas. Agora acabou-se o dinheiro, só há contas para pagar. O beato Penetra julgou ver em Alvito um trampolim para a câmara de Viana. Teve azar, a coisa correu-lhe mal. Esta esquerda caviar só consegue brilhar esbanjando os dinheiros dos governos e da Europa que desdenham.
 
KNM
 
2 de Novembro de 2012 01:11
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ferro Rodrigues: Governo quer classe média contra Estado social

O ex-secretário-geral do PS Ferro Rodrigues acusa o Governo de ter a intenção de refundar a direita e colocar a classe média contra o Estado Social.

Ferro Rodrigues, vice-presidente da Assembleia da República, falava pela bancada do PS na sessão de encerramento do debate na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2013.
Na perspetiva do ex-líder socialista, com a ideia de refundação do programa de ajustamento económico e financeiro de Portugal, o PSD pretende agora «tirar da gaveta um projeto de revisão constitucional» para redefinir as funções do Estado.
«O Governo quer sim refundar a unidade da direita, tentar pôr a classe média contra o Estado social, remeter à marginalização os sociais-democratas que ainda resistem. E o Governo já mostrou ao que vem: Quer arrastar o PS para essa descida ao abismo, mas o que é preciso é refundar a política do Governo e reformular esta austeridade sem saída», disse.
Na parte final do seu discurso, que foi muito aplaudido pela bancada do PS, Ferro Rodrigues voltou a traçar limites em matéria de diálogo político, frisando que «vale a pena discutir no quadro constitucional tudo o que possa melhorar o futuro do país, mas com base em confiança política, crescimento económico e equidade social, que hoje, infelizmente, não existem».
O ex-ministro dos governos de António Guterres enunciou também uma eventual via alternativa para a política económica e financeira do país.
«É preciso tirar partido das posições mais flexíveis das instituições europeias e internacionais, em vez de as rejeitar. O que é preciso é lutar por explorar as margens de alterações de prazos, de juros, de metas», defendeu.
Em relação à proposta de Orçamento do Estado, Ferro Rodrigues considerou que o país está a ser «empurrado em direção ao abismo».
«Este Orçamento se, por cegueira e teimosia for executado, vai ter consequências terríveis durante muitos anos. O Governo tem de ouvir os portugueses e os parceiros sociais, tem de arrepiar caminho antes que seja tarde», advertiu o ex-líder dos socialistas, que ainda se referiu às consequências sociais da política do executivo.
«Quando se atacam os mais pobres dos pobres é toda a miséria de uma política que fica à vista», disse.
Na sua intervenção, Ferro Rodrigues procurou responsabilizar a atual maioria governamental pela presença da 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) em Portugal.
«Os partidos que hoje suportam o Governo fingem que nada tiveram a ver com o resgate, mas, na verdade, fomentaram, instigaram, exigiram, conegociaram, coassinaram e muitos dos seus comemoraram o memorando de entendimento», acusou.
 
Visto em TSF

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Trabalhadores: Todos à Assembleia da República dia 31 de Outubro


Municípios: Todos à Assembleia da República dia 31 de Outubro


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O jogo perigoso de Passos Coelho


Pedrinho cada vez estás melhor

Já não há pachorra para assistir ao jogo perigoso de Passos Coelho, hoje diz uma aldrabice, no outro dia diz outra.

Uma coisa tem ele feito com rigor – de canelada em canelada vai afundando mais o País.
 
No dia em que Portugal conheceu números recorde de desemprego, 14 de Agosto, Passos Coelho falou na Festa do Pontal no início do fim da crise. “O caminho que está a seguir é o correcto, que Portugal já está "a colher resultados" e é "por essa razão que o próximo ano não será de recessão". A propósito dos cortes na despesa, nomeadamente nas fundações (onde o corte estimado é de 150 a 200 milhões ano), Passos Coelho até arriscou dizer já que essa poupança é "mais uma das condições para fazer o alívio das famílias em 2013".
 
Para quem na altura não compreendeu este discurso, bastou esperar apenas cerca de mês e meio para ficar esclarecido - o governo anuncia uma série de medidas de assalto fiscal para 2013, destinadas ao alívio das carteiras vazias da maioria das famílias .

 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Troika quer que o governo apresente “plano B” para o orçamento


Uma dívida impagável, por muito que se roube nos salários.

Hoje foram divulgados os dados da execução orçamental para os primeiros nove meses do ano. Já ninguém acredita em nenhuma previsão deste governo de subalternos.
 
Todas as vozes sensatas, vindas de todos os quadrantes políticos, têm denunciado que as medidas de roubo generalizado propostas no orçamento do estado 2013, não vão atingir os objectivos de redução do défice propagandeado pelo governo Passos/Portas.
 
Mais grave ainda, com a notícia hoje vinda a público de que a Troika exige ao governo a  apresentação de um “plano B” para o orçamento, o descrédito aumenta ainda mais. Tanto a troika como o governo também não acreditam nas medidas agora propostas para conter o défice orçamental fixado para 2013.
 
A troika aparenta estar pouco confiante na fórmula que o governo encontrou para cortar no défice orçamental em 2013. Face a uma possível derrapagem no cumprimento das metas, idêntica à que se verificou este ano por causa da quebra das receitas fiscais, os representantes dos credores internacionais de Portugal pediram a Vítor Gaspar para que apresente, até Novembro, um pacote de medidas para reduzir a despesa, que servirá como uma espécie de “plano B”, se falhar o estratagema da “enorme subida de impostos”.

Um mês depois de Vítor Gaspar se ter substituído ao titubeante primeiro-ministro, no anúncio do “enorme” saque generalizado, a troika exige em Novembro “um plano B”, para puxarem fogo a tudo o que ainda mexa.
 
Já poucos aguentam estes medíocres "Chicago Boys". O melhor que estes rapazes têm a fazer é “saírem da sua zona de conforto”,  para apanharem boleia no Alfeite na flotilha de submarinos de Paulo Portas, na rota do velho estaleiro da construtora naval Blohm und Ernst Voss die Schiffswerft und Maschinenfabrik, em Hamburgo. Sem perda de tempo, durante a manobra de atracação, chamem a madrinha Merker, e peçam o dinheiro de volta aos cofres do estado português.
 

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