domingo, 29 de julho de 2012

Semanada



Miguel Relvas está a revelar-se um verdadeiro sobrevivente e resiste à demissão, o homem que subiu a pulso (até deve ter ficado com dores no pulso depois de escrever o longo currículo convertível em canudos) está a revelar-se um resistente. É evidente que para isso deve contribuir a distracção presidencial que sabe Deus porquê é o mais dócil Presidente da República que por cá passou.

Nesta mesma semana em que Relvas deu menos nas vistas com o seu sorriso de ministro pimba os portugueses ficaram a saber que a família Cavaco Silva está a ter sucesso nos negócios. O genro do Presidente da República e mais uns amigos compraram o Pavilhão Atlântico ao preço de uma loja chinesa. Um dia destes ainda vamos concluir que o Pavilhão ainda vai dar uma margem maior do que deram as acções da SLN que o sogro comprou.

Os spin doctors de Passos Coelho meteram-lhe mais uma bojarda na boca, desta vez aquele rapaz com ar de meio da tabela veio descansar os portugueses dizendo-lhes que anda mais fraquinho por estar a fazer dieta, foi um momento de azar para os muitos que tinham a esperança de que estivesse doente. Não está doente mas continua parvo e só isso explica que se esteja lixando para as eleições, isto é está-se cagando para o que os eleitores pensem, isso porque se considera o único eleitor inteligente, o único que pensa em função do interesse do país. Quando um país tem governantes com má opinião do seu próprio povo as coisas estão mesmo mal.

O momento universitário da semana ocorreu quando o licenciado Catroga que João Duque promoveu a Catedrático 0% não questionou o mérito da licenciatura de Relvas mas desancou na universidade que deu o canudo. Enfim, diz o roto ao nu!

Visto no "Jumento"


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Campanha de vacinação anti-rábica 2012 no concelho de Viana do Alentejo

Entre 21 e 26 de julho decorre, no Concelho de Viana do Alentejo, a Campanha de Vacinação Anti-rábica e Identificação Eletrónica 2012, organizada pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Alentejo.


Visto na página Internet da Câmara


 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Lula pede unidade à esquerda e apoia reeleição de Chávez


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu na passada sexta-feira, no encerramento do Foro de São Paulo, em Caracas, que a esquerda se mantenha unida, e manifestou seu apoio à reeleição do líder venezuelano, Hugo Chávez.

Em um vídeo exibido no final do encontro, Lula revelou que "gostaria muito de estar" em Caracas "e não apenas para integrar a delegação do Partido dos Trabalhadores (PT), mas também para dar um forte abraço no meu companheiro Hugo Chávez".

"Sob a liderança de Chávez o povo venezuelano obteve conquistas extraordinárias (...) que precisam ser conservadas e consolidadas", disse Lula no vídeo transmitido no encerramento do Foro de São Paulo.

"Chávez, conta comigo, conta conosco aqui do PT, conta com a solidariedade da esquerda, de cada democrata e de cada latino-americano: sua vitória será nossa vitória", destacou Lula sobre as eleições de 7 de outubro na Venezuela.

Lula lembrou que "em 1990, quando criamos o Foro de São Paulo, nenhum de nós imaginou que em apenas duas décadas chegaríamos aonde chegamos. Naquela época, a esquerda estava no poder apenas em Cuba. Hoje, governamos um grande número de países e, onde somos oposição, os partidos do Foro têm uma influência crescente na vida política e social".

"Ainda há muito o que fazer (...) e faremos se soubermos manter nossa principal característica: unidade na diversidade", concluiu Lula.

lda/lr

Cargo em grupo de folclore valorizou currículo de Relvas


Miguel Relvas viu o seu currículo valorizado depois de ter transmitido à Universidade Lusófona que tinha sido presidente da assembleia geral da Associação de Folclore da Região de Turismo dos Templários, entre outros elementos do seu percurso profissional, segundo adianta o "Diário de Notícias" e o "Correio da Manhã".

O ministro conseguiu 160 créditos com base na experiência profissional, segundo o processo curricular de Miguel Relvas, que a Lusófona disponibilizou ontem por 30 minutos aos jornalistas. As equivalências valeram 32 disciplinas ao ministro no ano académico de 2006/2007, quando completou o curso de Ciência Política e Relações Internacionais naquela instituição de ensino.

O governante fez depois exames a quatro da 36 disciplinas obrigatórias: Quadros Institucionais da Vida Económica, Política e Administrativa, Introdução ao Pensamento Contemporâneo, Teoria do Estado da Democracia e da Revolução e Geoestratégia, Geopolítica e Relações Internacionais. O processo detalha ainda que Relvas pagou 1.777 euros para tirar o curso na Lusófona.


 

domingo, 8 de julho de 2012

Seguro promete oposição total à privatização do grupo Águas de Portugal



O secretário-geral do PS afirmou no passado 20 de Junho que se irá opor em absoluto a uma privatização da Águas de Portugal e acusou o Governo de pretender aumentar o custo da água para esconder a situação financeira desta empresa. 

Falando na sessão de encerramento de um colóquio do PS subordinado ao tema "Água um bem comum", na Assembleia da República, António José Seguro manifestou a sua total oposição a uma eventual privatização do grupo Águas de Portugal. 

“As questões ambientais, a água, não são um tema mercantil, enquadrável em qualquer fúria privatizadora. A água é essencial, seja para o abastecimento, seja para o ambiente de forma abrangente - e o país não pode deixar de encarar este como um dos seus sectores estratégicos”, defendeu o secretário-geral socialista, recebendo uma prolongada salva de palmas da plateia. 

Para o líder do PS, “o Estado não pode demitir-se das suas responsabilidades e delegá-las nos privados”, acrescentando que “a responsabilidade não se delega”. 

António José Seguro considerou estranhas as intervenções de vários membros do Executivo e, sobretudo, do ex-dirigente do PSD e responsável pelo processo de privatizações, António Borges, que terá defendido uma “limpeza” e “reestruturação” do sector da água. 

“Com muita clareza, quero dizer ao Governo e ao primeiro-ministro que o PS é contra a privatização do grupo Águas de Portugal”, disse. 

“Entendemos que a resolução dos problemas não passa pelo anunciado aumento do custo da água. Esse aumento serve apenas para esconder o objetivo de resolver à custa dos consumidores a situação financeira do grupo Águas de Portugal”, defendeu o líder dos socialistas. 

António José Seguro afirmou, também, que a comissão de acompanhamento para a aplicação e desenvolvimento da convenção entre Portugal e Espanha sobre bacias hidrográficas não se reúne desde setembro passado. 

“Queremos saber da parte do Governo, em particular do primeiro, o que tem a dizer sobre este facto, tendo presente a situação de seca extrema numa parte substancial do território nacional, com consequências gravíssimas para a agricultura. Esta é uma das consequências que o PS temia após a reorganização dos serviços do Ministério do Ambiente para a área da água”, declarou.

"O meu primeiro D. Quixote" - Concerto-atelier



Dias 10 e 12 de julho decorre no cineteatro vianense, a partir das 15h00, o concerto-atelier “ O meu primeiro D. Quixote”, destinado a crianças entre os 6 e os 10 anos. 

A iniciativa surge no âmbito do Serviço Educativo do Projeto Teias – Rede Cultural do Alentejo e é promovida pelo Município de Viana do Alentejo. 

Trata-se de um projeto do guitarrista e compositor Sérgio Pelágio e consiste na composição de bandas sonoras para histórias infantis. O projeto é composto por um espetáculo seguido de um atelier onde as crinaças são estimuladas a construir uma partitura/história feita de elementos variados - recortes, palavras, desenhos e outras – partindo de uma procura de sons escondidos num texto ou numa imagem. 

Durante o espetáculo a guitarra elétrica e a voz são as protagonistas, complementadas com a utilização de imagens projetadas.

Recebido do Gabinete de Comunicação da 
Câmara Municipal de Viana do Alentejo 

 

sábado, 7 de julho de 2012

Uma epidemia de idiotas úteis

Em 2011 foi votado no Parlamento um coiso (chamava-se PEC 4) com voto a favor do PS e contra do PSD, CDS, BE e PCP. Por causa desses votos, aconteceu o que era sabido por todos antes de votarem: caiu o Governo, houve eleições, ganhou o PSD e fez-se um Governo PSD/CDS.

O meu ponto é: ao PSD e ao CDS aconteceu o que lhes interessava quando votaram; já o BE e o PCP tiveram o que não queriam, apesar de saberem antes que teriam o que tiveram se votassem como votaram. Os do PSD e do CDS fizeram o que queriam.
 
 
Os do BE e do PCP foram idiotas úteis. Adiante.
 
 
Um ministro das Finanças que faz um decreto de um coiso (cortes de subsídios, mas o que interessa é que era só para funcionários) que foi chumbado como anticonstitucional, pode ser um ministro incapaz porque não previu o chumbo. Pode, talvez. Porque podia também estar à espera de que alguém da oposição metesse o coiso no Tribunal Constitucional, fosse chumbado e, à pala do chumbo, o coiso passasse a aplicar-se aos funcionários e aos privados, o que seria para o ministro ganhar a taluda.

Nesse caso, o ministro seria brilhante. Talvez, repito. Já os da oposição (alguns do PS e do BE) que, de facto, levaram o coiso à inconstitucionalidade e, como era de esperar nessa hipótese, ao alargamento (que eles não queriam) do coiso a todos os portugueses, esses, foram - sem talvez! - idiotas úteis.

Temo que tenhamos aqui um padrão: demasiados idiotas úteis na política portuguesa.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Acórdão do Tribunal Constitucional garante impunidade do roubo!


O Acórdão do Tribunal Constitucional nº 353/2012, relativo à questão dos cortes dos subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores da Administração Pública constitui – ao invés do que alguns opinadores logo trataram de pregar – uma errada, injusta e perigosa decisão contra os trabalhadores.

Antes de mais, porque passa por completo ao lado da questão de que os referidos cortes lesam, antes de mais, os princípios da protecção da confiança e da certeza e segurança jurídica dos cidadãos (não sendo aceitável o argumento de que estes, em tempo dito de crise, têm de estar preparados para tudo e, consequentemente, não se pode dizer que sejam surpreendidos por qualquer medida, por mais gravosa que ela seja). Como passa ao lado de que a mais grave violação do princípio da igualdade por parte das leis do orçamento reside na circunstância de apenas os titulares de rendimentos do trabalho terem de sujeitar os sacrifícios da drástica redução dos mesmos, enquanto os titulares de outros tipo de rendimentos, e desde logo os do Capital, os não suportarem, e muito menos na mesma medida e carga de esforço.

De seguida, porque – depois de a lastimável saga da eleição dos três novos membros se ter arrastado o tempo suficiente para o Acórdão sobre esta questão do corte dos subsídios só ser proferido depois do subsídio de férias já ter sido extorquido aos trabalhadores da Administração Pública – o Tribunal, usando artificiosamente do mecanismo da limitação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade, e sob a expressa invocação da necessidade de cumprir as exigências da tróica (!?) vem despudoradamente estabelecer que tal declaração afinal não produz efeitos e não só relativamente ao subsídio de férias (já entretanto propositadamente extorquido) mas também quanto ao subsídio de Natal, cujo prazo de pagamento, porém, só ocorre daqui a cerca de 5 meses!? Ou seja, e em suma, neste Acórdão o Tribunal Constitucional declara que foi inconstitucional o roubo do subsídio de férias e que também será inconstitucional o roubo do subsídio de Natal, mas logo decreta que… o produto desse roubo não é para ser restituído às respectivas vítimas!

Finalmente, este mesmo Acórdão, da forma como enquadra e proclama o princípio da igualdade, no fundo está é a ensinar o Governo, e a legitimar desde já as respectivas medidas, sobre como deve igualizar “por baixo”, ou seja, está a dizer a Passos Coelho que se para o próximo ano ele retirar os dois subsídios a todos os trabalhadores por conta de outrém, sejam eles públicos ou privados, poderá desde já contar com a chancela do Tribunal.

Em suma, este Acórdão - que alguns dirigentes políticos dos partidos da oposição procuraram apresentar como uma grande vitória dos trabalhadores – deixa por completo impune o roubo dos subsídios de férias e de Natal neste ano de 2012 e ensina e incentiva o Governo a adoptar para 2013 medidas ainda mais gravosas contra a generalidade dos trabalhadores.

É caso para dizer: com “vitórias” destas, quem precisa, afinal, de verdadeiras derrotas?

Por Garcia Pereira aqui


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Abana Viana - Festival Jovem de 6 a 8 de julho em Viana do Alentejo


Pelo 2º ano consecutivo, a Quinta da Joana, em Viana do Alentejo, vai ser palco do Abana Viana – Festival Jovem 2012, de 6 a 8 de julho, numa organização conjunta do Município de Viana do Alentejo e das Juntas de Freguesias do Concelho, com a colaboração da Associação de Estudantes da EB 2,3/S Dr. Isidoro de Sousa. 

Tal como no ano passado, 3 bandas vão ter a oportunidade de mostrar o seu trabalho e sair do anonimato, no II Concurso de Bandas de Garagem que decorre no palco Pop & Rock, na sexta-feira, dia 6, a partir das 22h30. O vencedor escolhido pelo júri tem a oportunidade de atuar num evento do concelho, com caché. Este ano 9 bandas enviaram maquetas, tendo o júri efetuado a pré-seleção de 3. Após o concurso, sobem ao palco os Monkeyflashback, com Filipe Máximo, vocalista dos Ortigões. 

No sábado, a noite começa com Hip-Hop da Casa do Benfica em Viana do Alentejo. Depois, a música volta a encher o recinto da Quinta da Joana, com Rádio Pirata, The Groom e The Fly – Tributo aos U2.

 Para os mais resistentes, sexta-feira e sábado, haverá ainda After Hours – Sound Spot com Dj´s que irão “abanar” até de manhã, da responsabilidade da Associação de Estudante da EB 2,3/S Dr. Isidoro de Sousa. De realçar ainda a mega-aula de step, a demonstração de boccia e a demonstração de futebol para invisuais. 

Quem quiser acampar tem ainda disponível uma zona de campismo com acesso às piscinas municipais. Haverá ainda as habituais tasquinhas das associações locais, pinturas ao vivo em aerografia, desportos radicais, um torneio de magic, pool party e muito mais. Fica o convite para participarem num festival que oferece muito mais do que música. 

Mas, as atividades dirigidas para a juventude começaram logo dia 4 com a 2ª etapa do Vi…ana Roll – Descida em carrinho de rolamento, na Rua José de Sousa Cabral e, a partir do dia 5, o Torneio de Futsal Bairros do Concelho que põe frente a frente equipas das três freguesias. 

Recebido do Gabinete de Comunicação da 
Câmara Municipal de Viana do Alentejo 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

François Hollande sobe impostos aos mais ricos



O novo governo francês determinou hoje a subida de vários impostos para controlar o défice. A carga fiscal recai sobre os mais abastados.

O governo do novo presidente francês François Hollande continua a cumprir as suas promessas eleitorais, aprovando um projecto de orçamento que procura aumentar as receitas através de um agravamento da carga fiscal aos ricos e às grandes empresas.

Deste modo, segundo o orçamento rectificativo hoje aprovado pelo governo francês, em nome do que é classificado de "desfinancialização" da economia, as empresas vão passar a pagar uma taxa de 3% sobre os dividendos pagos aos accionistas, enquanto que as contribuições a pagar ao Estado pelas ‘stock-options' pagas aos executivos, bem como as acções entregues de graça aos altos quadros, vão subir de 22 para 40%. Ao mesmo tempo, a taxa sobre as transacções financeiras passa para o dobro, enquanto os bancos irão pagar um imposto adicional.

Em adição, as empresas petrolíferas vão pagar uma sobretaxa sobre as suas reservas, enquanto que as grandes firmas - com um volume de negócios anual superior a 250 milhões de euros - terão que pagar antecipadamente a contribuição excepcional de 5% a que se encontravam sujeitas desde 2011. Já todos os que ganham mais de um milhão de euros por ano vão estar sujeitos a um "imposto de solidariedade" especial sobre os seus vencimentos de 75%.

Com estas medidas, o governo de Hollande espera arrecadar 7,2 mil milhões de euros em receitas adicionais, mais do que o suficiente para conseguir um défice público dentro dos objectivos acordados com Bruxelas.

Alívio à sociedade

Em sentido contrário, o executivo socialista decidiu abolir a intenção do governo anterior de aumentar o IVA, mantendo-se este nos 19,6%. Já a contribuição social paga pelas empresas sobre os planos de poupança dos trabalhadores irá disparar dos actuais 8% para os 20%, de modo a garantir a segurança das reformas dos trabalhadores. A piorar as notícias para os grandes empresários, Hollande aboliu o direito das firmas de deduzir nos seus impostos os montantes pagos pelas firmas para estes planos de poupança.

Após o anúncio das novas medidas orçamentais, o ministro francês do Orçamento, Jérôme Cahuzac, afirmou que parece ao novo executivo "que o governo anterior estava a esconder dados" sobre as receitas fiscais, as quais terão sido "subestimadas de modo voluntário" pelo governo de direita em cerca de sete mil milhões de euros para este ano.
Visto no "Económico/Sapo"

terça-feira, 3 de julho de 2012

Governo pressionado a recuar nos contratos de enfermeiros a 4 euros



O PCP questionou o Governo sobre a contratação de enfermeiros a menos de 4 euros a hora através de empresas de trabalho temporário, tratando-se de profissionais que preenchem necessidades "permanentes" de serviços com "enormes carências". Também a UGT pede uma investigação rápida a estes concursos, chamando a atenção para os montantes abaixo do salário mínimo numa contratação do Estado. Já esta tarde, a TSF noticiava o desconforto do ministro da Saúde após a polémica levantada durante o dia de ontem, garantindo a rádio que Paulo Macedo estaria a ponderar anular o contrato de quatro euros.

A contratação de enfermeiros a valores que resultam nas contas finais a vencimentos que rondam os 300 euros mensais está a gerar uma contestação forte nos profissionais da classe. “Escândalo” é uma palavra hoje retomada pelos comunistas, mas que já havia sido atirada pela ordem dos enfermeiros, de pois os organismos públicos terem sacudido a água do capote, passando a responsabilidade da contratação aos parceiros de concurso.

"Isto é um escândalo para Portugal, para um país que se diz do primeiro mundo, que está a oferecer a profissionais altamente diferenciados um valor/hora que não se compactua nem com a sua profissão nem com a sua dignidade", verberava ontem o bastonário Germano Couto, para instar os profissionais a não aceitar os 3,98 euros por hora (ler mais)

RTP

domingo, 1 de julho de 2012

Semanada



Álvaro Santos Pereira insultado
Álvaro Santos Pereira ainda tentou falar com os manifestantes mas foi vaiado e insultado. Os manifestantes, liderados pelo coordenador da União de Sindicatos da CGTP de Castelo Branco, Luís Garra, acabaram por desmobilizar.
 
Parece que cada governo tem uma personagem que lembra o famoso ministro da informação de Sadam Hussein. No caso do governo de Passos Coelho são vários os ministros que se encavalitam na disputa do papel, mas a distinção vai par o Miguel Relvas, uma figura que se não existisse teria de ser inventada, daí a alegria por ter sido considerado inocente pelos amigos da imprensa. Só mesmo alguém com o ar descontraído e intelectualmente vazio de Miguel Relvas é que perante a desgraça orçamental chegaria à brilhante conclusão de que tudo está a correr como previsto. Se calhar é por isso que aquele que era um ministro omnipresente anda agora tão desaparecido, o Gaspar que tanto explorou aquele ar de totó para passar a imagem do competente, optou agora por dar de frosques e ninguém o vê.

Cumprido o ritual da moção de censura, que no caso do governo da direita tardou mais seis meses do que com o anterior, o PCP prossegue com o seu ritual, agora são as esperas aos ministros, depois serão as esperas ao primeiro-ministro e por aí adiante. No governo do PS a direita divertiu-se com esta estratégia e até alinhou no jogo enviando os seus militantes disfarçados de populares ou emprestando os autocarros e os velhos dos seus centros de dia à CGTP. Agora vai provar o sabor do seu próprio veneno enfrentando as mesmas tácticas de guerrilha política que apoiou e promoveu no passado recente. A primeira vítima ia sendo o totó do sôr Álvaro que ia levando uma galheta em Coimbra.
 
Texto visto no "O Jumento"

sábado, 23 de junho de 2012

O Aprendiz de Feiticeiro



O MINISTRO das finanças que nos arranjaram, um tal de Victor Gaspar, desencantado nos laboratórios experimentais do Banco de Portugal, e que faz equipa com um tal de Passos Coelho, veio há dois ou três dias reconhecer que o comportamento das receitas e das despesas, no quadro da execução orçamental, não se enquadra nas expectativas traçadas pelo governo, logo o governo falhou, e se nada for feito, continuará a falhar até ao infinito.

Não é preciso ser grande economista para saber algumas verdades universais, isto é, que quando as receitas baixam (com o desemprego a provocar a baixa do IRS e das contribuições sociais, com as falências e quebra de actividade das empresas a baixar o IRC, e com a quebra de consumo das familias e empresas a baixar o IVA e outros impostos), e as despesas aumentam (com a subida de encargos com subsídios de desemprego, pensões, rendas das PPP e taxas de juro de empréstimos), o caldo está entornado.
E como o governo diz que vai manter a palavra de não pedir “nem mais tempo, nem mais dinheiro” para cumprir o défice, e não pretende mudar de política, é quase garantido que virá aí a multiplicação da austeridade e mais sacrifícios, convertidos em mais cortes, onde já pouco ou nada há onde cortar, e mais carga fiscal, onde já pouco ou nada há para colectar.

O Vitinho das finanças, mesmo com o seu entaramelado discurso "zombie", já não surpreende, mas continua a insistir. Comporta-se como o aprendiz de feiticeiro do poema de Goethe, que tendo-se apropriado do chapéu do mestre, libertou os poderes, e na sua patética ignorância, ficou a ver multiplicar-se o que não sabe controlar.
Depois, quando já não tem mão sobre o que libertou, quando vê que a sua teoria corre o risco de falhar, improvisa, arranja desculpas, tenta aprofundar o erro, levando o bruxedo aos limites, na esperança de mudar a realidade, para sustentar e manter de pé a teoria.
Alucinado, espera que a sua incontrolável austeridade, a replicar-se até ao infinito - como as vassouras aguadeiras do poema -, se devore a si própria, acabando numa espécie de Big-Bang, de onde nascerá uma galáxia de mel e de fartura, mas só para alguns.
O problema é que esta gente não são mágicos, nem tão-pouco aprendizes de feiticeiros.

São saqueadores e malfeitores encartados, discípulos da escola de Milton Friedman, e que gostam de falar de mansinho, de passar despercebidos, enquanto continuamos a acreditar, firmemente, mesmo com eles à perna, que vamos conseguir chegar à Final do Euro 2012.

Visto na "Essência da Pólvora"

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Painel de propaganda da CDU/Viana abandonado na rua da sede do PCP


Mais um painel de propaganda da CDU/Viana, abandonado, precisamente na rua da sede do partido, uma lixeira á vista de quem nos visita e se dirige ao Castelo.

Depois do directório local desta agremiação política ter afrouxado a militância, nem mesmo os apelos ao trabalho do camarada João Pauzinho, membro do Comité Central do PCP, responsável pela OR Évora, e também responsável pela estrutura local do Partido, consegue mobilizar a maior parte dos obreiros locais.

Um militante mais ortodoxo do PCP, da velha guarda, já entrado na casa dos setentas, sem compreender os tempos modernos, enquanto cortava o cabelo na Barbearia, apelava em viva voz, como se alguém dos visados o ouvisse, para que a brigada de Évora do PCP viesse colar os cartazes nos painéis abandonados.

Quanto a nós, como sempre, com aquele espírito solidário, colamos neste blog um mupi do PCP, como forma de mobilizar as consciências, depois de tantos anos de glórias e empreendedorismo por uma parte substancial dos eméritos militantes locais, agora compreensivelmente em época de crise, dedicados exclusivamente às suas empresas.


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"O trabalho de informação e propaganda de um partido revolucionário é parte integrante da sua ligação às massas. Só assim podem chegar as posições, análises e orientações do partido aos trabalhadores e às populações.

Num momento em que se intensificam as muitas formas de condicionamento político e ideológico do nosso povo, onde o silenciamento e a discriminação do PCP nos principais órgãos de comunicação social se acentuam de forma perigosa, o reforço dos meios próprios de informação e propaganda partidária ganha uma redobrada importância. Melhorar a forma de desenvolver esta tarefa, tornar mais presente e acutilante a propaganda partidária, envolver mais camaradas nesta frente, eis algumas das questões que estão em discussão no nosso colectivo partidário. Uma reflexão para levar à prática." Vasco Cardoso em "O Militante"

terça-feira, 19 de junho de 2012

Alterações às leis do trabalho dão mais 4,5 mil M€/ano aos patrões

De acordo com as contas do Correio da Manhã (http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=2617252&especial=Revistas%20de%20Imprensa&seccao=TV%20e%20MEDIA) e do economista Eugénio Rosa as alterações às leis laborais vão render aos patrões mais 4,5 mil milhões de euros todos os anos. Esta estimativa baseia-se no facto de serem eliminados 4 feriados e retirados 3 dias de férias, sem que haja lugar a uma subida de ordenado por mais dias trabalhados. Ou seja, é dinheiro grátis para os patrões que saí diretamente do trabalho dos seus/suas funcionários/as.

Mas esta estimativa é conservadora, pois estas alterações ao Código do Trabalho, propostas pelo Governo PSD/CDS e ontem promulgadas pelo Presidente da República, vão baixar também o valor das horas extra para metade e acabar com a contratação coletiva, baixando o poder negocial dos trabalhadores e, logo, os seus salários.

Por isso, em poucos meses e apesar do simulacro de acordo em concertação social onde João Proença da UGT apoiou os interesses dos patrões, verifica-se uma transferência do rendimento das pessoas que trabalham para as empresas no valor mínimo de 4,5 mil milhões de euros ano (ou seja mais de 8 submarinos ou 7 hospitais).
Como é óbvio, esta transferência de rendimentos aprofundará ainda a desigualde em Portugal, apesar do país já ser um dos mais desiguais da Europa (http://www.ffms.pt/estudo/19/desigualdade-em-portugal).

VIsto em "precári@os infrexíveis"

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