sábado, 14 de janeiro de 2012

Escola com saúde - sem amianto

Na véspera do feriado municipal a Barbearia estava repleta de clientes, e entre duas tesourados do canhoto Mestre Finezas, a conversa dos fregueses girava à volta de um texto publicado pelo Estêvão, visto aqui

A discussão sobre este texto estava a gerar grande algazarra, na parte em que o Estêvão considera curioso não ter visto ninguém da Câmara participando na manifestação efectuada por alunos e professores da Escola Básica e Secundária Dr. Isidoro de Sousa.

Os manifestantes protestavam muito justamente, contra a inércia do Ministério da Educação em substituir as coberturas dos edifícios, construídas em placas de cimento com amianto, sabendo-se desde há muitos anos que esta última substância química é comprovadamente cancerígena.

A TVI "estava no local" e deu o destaque noticioso que se pode confirmar no vídeo que se publica.



Alguns clientes a contragosto de outros, diziam que o Estêvão sempre esteve na vanguarda das questões ligadas ao ambiente. Só assim, diziam, se explica o fechar de olhos durante anos, relativamente à engorda intensiva de novilhos dos "Urbanos", mesmo à entrada da Vila.

Também nutras áreas ambientais o ex-presidente é um político de convicções fortes. Crente de que o alcatrão que aplicou em cima das calçadas tem propriedades benéficas para a saúde, quando o pó liberto nas ruas se desfaz nas narinas dos munícipes,  prefere por isso que a obra no centro histórico  incida em primeiro lugar na calçada em redor do castelo, para que se mantenha a poeira nas ruas o maior tempo possível.

O Joaquim do Tanque da Barca, homem que viu nascer o Estêvão para a política, defensor acérrimo do ex-presidente, quando questionado pelo Xico da Rosa, se considerava manhosice só agora o Estêvão se mostrar preocupado com o amianto, pois se aquele material lá está desde sempre, porque nunca "piou" antes e agora sobre este problema em frente da Escola.

O Joaquim do Tanque da Barca olhou para o Xico e disse-lhe: então tu pensas que o Estêvão  anda a dormir. Ele andou calado até este momento porque também tinha o mesmo problema com o amianto nalguns edifícios da Câmara e não convinha levantar lebres que se podiam virar nessa altura contra ele. Agora que ele já não está em primeiro, o Bengalinha que limpe o lixo deixado pelo Estêvão durante o seu reinado.

O António da Graciete, homem boçal mas com memória, completamente fora do contexto da conversa, mas ainda assim fazendo matutar com os seus comentários os clientes da Barbearia, diz:  quando em 2008 fecharam a escola a cadeado, não estavam lá os nossos camaradas a comandar os acontecimentos e não deram a cara para a TV?

O Zé da Malha, homem de poucas falas, começou a ficar cheio com a conversa à roda do tema e perguntou para a "plateia": se o Estêvão pertence à Câmara e não esteve nesta manifestação, porque critica a Câmara em não ter estado presente?

O Zé da Malha completamente fora de si, gritava: das duas uma, ou o Estêvão não está bom da cabeça, ou então deve pensar que todos nós somos parvos.

Vejam o vídeo da TVI e digam-me lá se vêem algum dos homens que durante 16 anos se governaram à larga no concelho?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

EP em Movimento

Painéis apressadamente espalhados pela vila, em Setembro de 2009

Sou assumidamente um desses cães raivosos que, almas menos caridosas normalmente mandam abater. Sou também um dos muitos indignados sem nome, um anónimo que não procura protagonismo para si, mas que perante a injustiça e a má fé se recusa a ficar docilmente calado enquanto o rebanho é conduzido ao matadouro. Outros fingirão dar sempre a cara, embora de quando em vez sejam apanhados ao virar da esquina, de calças na mão, a roubar t-shirts para os seus descamisados. Mas vamos ao que interessa.


Rezava assim a acta 11 de 2008: “O Senhor Presidente sublinhou que intervencionar os pavimentos nos Centros Históricos seria apenas uma operação de cosmética pois o trabalho que é necessário realizar vai muito para além disso, pois não pode ser ignorado que as condutas são velhas e que enquanto não se resolverem os problemas dos ramais de água, esgotos, pluviais, o enterramento de cabos eléctricos, etc., não vale a pena pensar só em levantar o alcatrão para colocar calçada.” Ponto.

Poucos meses depois o Senhor Presidente mandou apressadamente iniciar os trabalhos do projecto de Reabilitação do Centro Histórico de Viana. Deste, na acta da Câmara 02 de 2009, preto no branco, está escrito que a única coisa que iria ser feita era a substituição dos pavimentos. Por baixo ficariam as infra-estruturas completamente podres, a rebentarem dia sim, dia não. Ponto.

Será a mesma pessoa ou serão duas pessoas diferentes? O que fez mudar tão radicalmente de opinião o  senhor E. Pereira? Talvez a súbita tomada de consciência do imobilismo em que ele e a sua equipa se encontravam há oito anos, talvez a percepção da hecatombe eleitoral que se avizinhava. Adiante.

O Centro Histórico de Viana é delimitado a Norte pelas Ruas Brito Camacho e Rua António José de Almeida, a Sul Rua das Parreiras, a Nascente Rua Latino Coelho e Travessa do Instituto e a Poente a Rua das Escadinhas. Esta era a área de intervenção, conforme o mostrado nos painéis apressadamente espalhados pela vila, em Setembro de 2009, onde se podia ler em cabeçalho: Reabilitação do Centro Histórico – Projecto Geral de Pavimentações. Os espaços e ruas a serem intervencionadas pelo actual projecto são exactamente as mesmas. Ponto.

O projecto mandado executar pelo actual executivo já foi apresentado e discutido com a população. Pode, por exemplo, ser visto no site da Câmara, onde é descrito assim: O projecto de Requalificação do Centro Histórico de Viana do Alentejo divide-se em duas fases de execução. Pretende-se com este grande projecto modernizar a Vila, substituir e actualizar as infra-estruturas existentes, revitalizar os espaços de permanência e requalificar o núcleo antigo. Contempla este projecto a alteração dos pavimentos existentes, a substituição das redes de águas e esgotos, o enterramento de infra-estruturas eléctricas e de telecomunicações e acréscimo e substituição de iluminação pública. Como se vê nada tem a ver com o varrer do lixo para baixo da carpete proposto pelo senhor E. Pereira. Ponto.

Dizer que a “…Recuperação do Centro Histórico de Viana, na verdade, trata-se de uma intervenção diminuta, limitada a pouco mais do que a Praça da Republica e umas ruas laterais…” é mais que má fé. Quem quiser dar-se ao trabalho de verificar os factos que aqui apresento perceberá facilmente que a Primeira Fase do projecto abrange cerca de metade da área a intervencionar. E metade deste todo, relembro, uma intervenção de baixo para cima, não é uma coisa diminuta. Ponto.

Diz também que: “Não vai ser alterado nada no sistema de recolha de lixos, nomeadamente a substituição nesta área intervencionada dos contentores existentes por outros enterrados no pavimento.” Quem esteve no Cineteatro, na apresentação pública deste projecto deve-se recordar do espanto do arquitecto responsável pelo projecto quando o senhor E. Pereira colocou esta questão. Lembrou-lhe o projectista, ali em público, que já havia discutido essa questão com ele, enquanto presidente da Câmara e que tinham na altura concluído da dificuldade do enterramento dos contentores devido às características da vila. Percebe-se que o senhor EP muda de ideias como quem muda de camisa, vai para onde a sua agenda pessoal lhe dá mais jeito. Para além de tudo o mais eu, que também tenho problemas com contentores à porta da minha casa, sei, de conversa com os responsáveis que, pontualmente, este e alguns dos aspectos pelo senhor mais à frente referidos, ainda estão a ser equacionados. E ele também o saberia se fosse mais às reuniões da Câmara. Ponto.

Por último vêm os números, as percentagens, os políticos adoram atirar-nos com números à cara. Qualquer extra-terrestre que leia aquela última nota de reflexão ficará convencido que vivemos tempos de vacas gordas e que o dinheiro corre desalmadamente pelas bermas das ruas. E se algum dinheiro existe hoje nos cofres da Câmara ele é devido à perícia negocial do Presidente Bengalinha. Não é um fala-barato, não é disso que o Concelho precisa, é um gestor, mas mesmo assim um homem pragmático sensível aos problemas das pessoas.

O comum dos mortais sabe que as coisas hoje não são tão fáceis como o senhor EP, confortavelmente instalado, do alto do seu castelo nos quer levar a crer. Não sou um especialista da matéria mas vou tentar dar uma ideia de como é que durante os muitos e muitos anos que EP presidiu aos destinos para se procedia financiar as obras.
Pegava-se em duas ou três folhitas de papel A4, atiravam-se lá para cima umas ideias sobre as intenções pretendidas e juntavam-se uns números vagos sobre os custos. Num dia de trabalho, uma pessoa podia fazer dois ou três projectos de candidatura, era sempre a aviar. Só depois, sendo a candidatura aprovada é que se mandavam fazer os projectos, orçamentos, cadernos de encargos e toda a papelada necessária para estas coisas.

Actualmente é exactamente o inverso. Primeiro mandam-se fazer os projectos que no caso do Centro Históricos são de Águas, Esgotos, Pluviais, Electricidade e Telecomunicações, espero não me estar a esquecer de nada. Cada um destes projectos tem de ser acompanhado pelas respectivas Medições e Orçamentos, Cadernos de Encargos, Planos de Higiene e Segurança e demais etecetras. Mas ainda não dá para apresentar a candidatura ao carcanhol, Esta só pode ser apresentada depois de o orçamento da Câmara ser revisto de forma a prever a fatia do investimento correspondente à parte da Câmara e, e ainda não chega porque ainda há que abrir o Concurso Público, receber as propostas dos empreiteiros, nomear um júri, apreciar as propostas, escolher uma, de acordo com as regras, dar tempo para que os outros concorrentes reclamem e só então está a papelada pronta para se poder concorrer aos tais financiamento.

É um bocadinho de nada mais complicado e moroso, não vos parece? Não é coisa para um ou dois dias, é mais para um ano e, concorrer não quer dizer que seja garantido que o financiamento seja atribuído. Ponto e vírgula.

Por estas e por outras é que me parece muito estranho que durante os últimos dois mandatos, especialmente o último, o senhor EP e a sua equipa praticamente não tenham concorrido a nada, sendo mesmo conhecidos nas instituições que tratam destas coisas, como “a Câmara que nunca aparece”.

Anonymous

Texto deixado na Barbearia por um cliente

Viana do Alentejo assinala restauração do Concelho dia 13


No próximo dia 13 de Janeiro, Viana do Alentejo assinala mais um aniversário sobre a restauração do Concelho. Para assinalar a data, a Câmara Municipal vai entregar a medalha de honra do Município a duas instituições - CulArtes e Terra Mãe.

Viana do Alentejo assinnala no próximo dia 13 de Janeiro, mais um aniversário sobre a restauração do Concelho, passados que estão 114 anos.
Para assinalar a data, a Câmara Municipal de Viana do Alentejo vai proceder à entrega de medalhas de honra do Município a duas associações do Concelho que têm dedicado a sua vida à cultura e solidariedade social – CulArtes e Terra Mãe, numa cerimónia marcada para as 11h00, no Cine-teatro Vianense.

As comemorações terminam à noite, com um espectáculo pela Orquestra Planície, no âmbito do Projecto Teias – Rede Cultural do Alentejo, às 21h30, no Cine-teatro Vianense. Oriunda da vila de Redondo, a Orquestra conta no seu vasto repertório temas de Glenn Miller, ABBA, Dire Straits, Joe Coker, José Cid, Paulo de Carvalho e Vitorino.

Recorde-se que foi, precisamente, a 13 de Janeiro de 1898 que um movimento de âmbito nacional, encetado por António Isidoro de Sousa, restaurou o Concelho de Viana do Alentejo, extinto em 1895, pela reforma administrativa de João Franco e integrado no Concelho de Évora.

António Isidoro de Sousa, figura maior da história de Viana do Alentejo e um dos mais destacados reformistas do País do seu tempo foi, depois dessa data, Presidente da Câmara Municipal.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Semanada

http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/2012/01/03/pingo-doce-nunca-mais/

Esta semana foi marcada pelo Pingo Doce, o mais arrogante dos empresários portugueses foi apanhado a fugir para a Holanda e viu-se forçado a enfrentar o medo do boicote aos seus negócios. Desta vez o manipulador teve receio dos manipulados e tem-se desdobrado em manobras de propaganda, recorrendo a todos os meios e ao apoio das mais diversas personalidades, incluindo o primeiro-ministro que ajudou a eleger.

Se para o Soares dos Santos o seu Pingo Doce teve um sabor amargo, já para algumas das mais convictas personagens da direita a semana teve um sabor a doce, gente já cheia de dinheiro tem a oportunidade de ir mais uma vez fazer a sua colheita, desta vez à árvore das patacas da EDP, empresa que em boa hora o Passos Coelho democratizou com a ajuda do Partido comunista da China.

Um velho amigo do Pingo Doce, que até recorreu aos seus gestores para se reeleger Presidente da República ainda não veio a público defender o merceeiro, tal como no passado defendeu o banqueiro, mas não quis ficar para trás em matéria de doçarias e publicou em DR a recita dos doces do OE 2012 destinados a amargar a boca dos portugueses, excepto dos canalhas que se podem escapulir para a Holanda.

Texto "O Jumento"

sábado, 7 de janeiro de 2012

Prejudicial para a democracia é ter eleitos que não zelaram durante dezasseis anos pelos interesses do seu povo! 3

A pedido de vários clientes, resolvi também dar umas pinceladas aqui na Barbearia, porque o vereador da oposição, Sr. Estêvão Pereira, continua a assobiar para o lado e a fingir que os problemas que por aqui deixou não lhe dizem respeito, apesar de ter sido presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo durante dezasseis anos consecutivos.









Nada é mais prejudicial para a democracia e para o erário público, do que existirem presidentes de câmara durante 16 anos consecutivos que tendo conhecimento do rebentamento quase diário das condutas de abastecimeto de água, tal como as fotos da altura documentam, e depois ter a leviandade de em reunião de câmara  propor a efectivação de uma obra de requalificação urbana, com a colocação de um pavimento novo em cima de canos rotos, isto é, excluir assumidamnete qualquer intervenção em infraestruturas enterradas. Também não deixa de ser curioso o valor dos custos de obra apresentados, completamente absurdos, sem qualquer estudo ou estimativa orçamental que suportasse o seu discurso.

Vamos então ler a conversa do Sr. Estêvão Pereira, sobre a recuperação do Centro Histórico de Viana:
(…)”Quanto ao Centro Histórico de Viana, só agora há garantia de financiamento por parte do QREN e por isso só agora a obra pode ser anunciada. O custo estimado da obra é de aproximadamente um milhão de euros sendo a comparticipação comunitária de 50%. A obra consistirá em pavimentações no Centro Histórico e mobiliário urbano. Serão contemplados: o Largo de S. Luís, a Praça da República e a Rua Cândido dos Reis e se o financiamento ainda o permitir logo se verá o que mais poderá ser incluído”(…)
(…)”O senhor Presidente disse que nos locais que já referiu – Largo de S. Luís, Praça da República e Rua Cândido dos Reis – será feita a remoção total do pavimento, não irá ser colocado alcatrão e será colocado mobiliário urbano incluindo a iluminação artística do Castelo. Foi solicitado a um técnico da especialidade que apresentasse ideias para este efeito pois é um assunto que terá que ser amplamente discutido. É certo que não se vai mexer nem em águas nem em esgotos nem proceder ao enterramento de cabos eléctricos pois tal obra implicaria verbas na ordem dos cinco ou seis milhões de euros. Dadas as verbas existentes, optou-se por efectuar esta intervenção que é preferível a não fazer nenhuma”(…)
É bom lembrar de que à data deste discurso, não existia projecto e muito menos estimativa orçamental. Ou seja nessa reunião de Câmara o Sr. Estêvão Pereira estava a aventar umas contas ao ar acerca dos custos da obra, sem qualquer nexo para analfabeto ler.

Onde foi o Sr. Estêvão Pereira buscar aqueles cinco ou seis milhões de euros? Esta afirmação só pode revelar ignorância do assunto abordado e desconhecimento do trabalho que pauta um autarca competente.

Foi no presente mandato autárquico que foram elaborados os projectos de requalificação do centro Histórico de Viana, já se encontrando o concurso público lançado, com um investimento total previsto de aproximadamente 1 300 000€, onde se  inclui a substituição de todos os pavimentos e da maior parte das redes de abastecimento de água, rede de esgotos, simultaneamente se irão enterrar a rede de energia eléctrica e  de telecomunicações, abrangendo esta empreitada uma área muito superior ao Largo de S. Luís, Praça da República e Rua Cândido dos Reis.

O muito ausente vereador da oposição, de vez enquando, para marcar o território, aparece no seu ego-blogue  dando umas lérias, procurando reescrever a história, tal como diz o camarada Jerónino de Sousa, na esperança de que o povo tenha a memória curta.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Governo fez mais de 600 nomeações em seis meses

Faz hoje seis meses que o actual Executivo tomou posse. 618 pessoas foram nomeadas para os gabinetes ministeriais.


Nos primeiros lugares do ranking das nomeações estão, como seria de esperar, os dois 'super' ministérios da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e da Economia, Emprego e Obras Públicas.

Só Assunção Cristas e Álvaro Santos Pereira são assim responsáveis por 177 colocações desde que o Governo tomou posse. De acordo com os dados disponíveis ontem no portal do Governo, a Ministra da Agricultura lidera a lista das nomeações. Assunção Cristas nomeou 91 pessoas para trabalharem no seu ministério, nos últimos seis meses. Destas, 24 estão afectas ao gabinete da própria ministra, 10 são adjuntos/assessores, 3 exercem funções de secretariado e 2 são motoristas. Os restantes 67 funcionários foram colocados nas secretarias de Estado afectas ao ministério da Agricultura.

Em segundo lugar nesta lista está Álvaro Santos Pereira com 86 nomeações para o seu 'super' ministério da Economia, Emprego e Obras Públicas. São 30 os assessores nomeados em seis meses nesta tutela, 18 os adjuntos, 17 secretárias pessoais e 14 os motoristas.

Depois de Álvaro Santos Pereira está Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares, que nomeou 65 novos funcionários. O maior número de nomeações nesta tutela não foi para o gabinete do próprio ministro que se ficou pelas 15 colocações - entre os quais 9 são adjuntos/assessores -, mas sim para o gabinete do secretário de Estado da Juventude e Desporto que nomeou 18 pessoas.

Nuno Crato, ministro da Educação surge em quarto lugar neste ranking com 53 colocações e em quinto lugar está Pedro Mota Soares, ministro da solidariedade.

Já no final da lista está o ministério da Justiça com apenas 13 nomeações em seis meses. Paula Teixeira da Cruz fez sete nomeações para o seu gabinete, o seu secretário de Estado também foi parco em nomeações, com apenas seis. Paulo Macedo também está no fim da lista com 25 nomeações no ministério da Saúde.

Estes dados constam no portal do governo. A criação de um site público para publicar as nomeações feitas pelos membros do governo foi umas das promessas de Passos Coelho.
Os números não são porém comparáveis aos dos governos anteriores já que as estruturas são diferentes, no entanto, o primeiro-ministro prometeu contenção nas nomeações e começou dando o exemplo e nomeando o Governo mais curto da história portuguesa.

Passos nomeou 11 motoristas para o seu gabinete

A ‘meio' da tabela está o próprio primeiro-ministro que fez 42 nomeações, entre as quais 11 motoristas e um elemento de apoio técnico, 11 assessores e 11 pessoas para o secretariado. O secretario de estado adjunto do primeiro-ministro nomeou por sua vez seis pessoas para o seu gabinete.

Vítor Gaspar colocou 46 pessoas no ministério das Finanças nos últimos seis meses, os mesmo que Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros. No ministério da Administração Interna, Miguel Macedo colocou 39 pessoas, e na Defesa, Aguiar branco, nomeou 30 funcionários.

Este Governo é formado ainda por três secretarias de estado com estatuto de ministério, que foram responsáveis por 37 nomeações. Francisco José Viegas, secretario de Estado da Cultura colocou 20 pessoas a trabalhar consigo; já na secretaria de estado da presidência do Conselho de Ministro foram nomeadas 11 pessoas. A estes somam-se os já referidos seis afectos ao secretario de Estado adjunto do primeiro-ministro.

Estes dados constam do portal do Governo, onde podem ainda ser consultados dados biográficos dos nomeados para os diversos cargos, tais como o nome, a idade, o vencimento bruto e o email para contacto.

Visto no "Económico Sapo"

Nada é mais prejudicial para a democracia do que a inexistência de uma oposição credível e responsável – 2

Foto sacada da capa do Boletim Municipal de Viana do Alentejo, edição de Dezembro de 2011

Pink Floyd: The Division Bell

No concelho de Viana do Alentejo a CDU/PCP está dividida em dois grupos antagónicos que só em período de aperto eleitoral a contragosto se juntam.

A operar neste momento está o grupo do chefe da comissão concelhia do PCP, sediada nos Paços do Concelho, onde no meio de umas fumaças em ambiente agreste e cafeina no café do lado, vai organizando os seus camaradas  neste período inter-eleitoral.

Junto deste grupo obreirista crepuscular, onde se utiliza preferencialmente papel, pincel e cola que o “mau tempo” descola, não se vê o “líder” da oposição, segundo dizem algumas pessoas não faz parte da genética deste ser colar os dedos nestas andanças, reservando alguma da sua energia no seu insípido papel de vereador da oposição, como lebre cansada e desmotivada que saltiteia apenas para exibir o jovem cartão do partido.

O pequeno grupo de militantes obreiros do PCP, refém que foi ficando ao longo do tempo da facção dos autoproclamados eleitoralmente elegíveis, cada vez menos tem “riscado” quando chega o momento de se designarem os principais candidatos pelas listas locais da CDU.

Apesar do actual ruído desmobilizador da maquinaria pesada a laboral na empreitada da Câmara, junto à Zona Industrial de Viana do Alentejo, para aqueles que vão passando sem auriculares, notam ao de leve o relinchar das rebarbadoras dos "cavaleiros do betão", preparando a cavalaria, para na hora própria, como ultimamente tem acontecido, “invadirem” e desbaratar as ideias dos oponentes coladores de cartazes, na habitual assembleia do PCP/Viana, onde se trancam as listas concorrentes aos diversos órgãos autárquicos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pingo Doce: pague aqui, eles pagam os (poucos) impostos lá

A Jerónimo Martins, dona dos supermercados Pingo Doce, anunciou hoje que a sociedade Francisco Manuel dos Santos vendeu a totalidade do capital que detinha no grupo à sua subsidiária na Holanda, mas mantém os direitos de voto.


Não se podia taxar os ricos porque eles fugiam, mas eles fogem na mesma. São estes os responsáveis pela crise. São estes os que mandam trabalhar os outros mas se piram com a massa. Esta é a gordura, é esta que temos de cortar. Uma Europa com sistemas fiscais diferentes não existe, é pura fraude.

E não se esqueça de continuar a comprar no Pingo Doce. Vá lá.

Visto no "Aventar"

domingo, 1 de janeiro de 2012

Kim Jong-un, o “Sol do séc. XXI”


Kim Jong-un, o “Sol do séc. XXI”, macrocosmo do microcosmo, “Todo o Sol do Alentejo” é o mais jovem líder mundial. Com 28 anos (ou 27, não se sabe ao certo), o “líder supremo” da Coreia do Norte encabeça a lista dos dez únicos chefes de Estado ou de Governo com idades inferiores a 40.

Num país com poderio nuclear, o "experiente" jovem Kim Jong-un assume o poder, por isso o reactivado Comité de Solidariedade para com a Coreia do Norte, iniciou uma campanha que tem como finalidade a geminação de Viana do Alentejo com a ilha norte-coreana de Yongmae.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Carta aberta ao Primeiro Ministro Passos Coelho


Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome “de guerra”. Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.

Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. “És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro.” – disseram-me – “Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção”. Fiquei.

Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. “Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante”. Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira ‘congelada’. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como “nativa”. Tinha como ordenado ‘fixo’ 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas…

Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci – felizmente! – também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.

Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.

Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar…

Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores – e cada vez mais raros – valores: um ser humano em formação.

Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.

Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus

Myriam Zaluar, 19/12/2011

Visto aqui

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Norte-coreanos dizem adeus ao 'querido líder'


Um gigantesco cortejo fúnebre que durou três horas. Foi assim a despedida do “Querido Líder”, do homem que moldou todo um país à medida da sua visão do mundo.

A mitificação criada ao longo dos anos, em torno de Kim Jong-Il, construiu uma narrativa segundo a qual o ditador controlava mesmo os elementos da natureza. E não passou incólume o facto de as exéquias serem acompanhadas copiosamente pela queda de neve.

O poder será assumido pelo terceiro membro da linha dinástica, Kim Jong-Un, que acompanhou a pé o caixão do pai, juntamente com o tio, Jang Song-Thaek, e o chefe das Forças Armadas, Ri Yong-Ho, os três homens responsáveis pela transição que se adivinha difícil, após a morte de uma figura que muitos norte-coreanos chamavam de “pai”.

Algumas manifestações de luto aproximam-se da histeria.

Nenhuma delegação estrangeira foi convidada para estas cerimónias fúnebres. Afinal, o isolamento da Coreia da Norte é uma realidade que atira os 25 milhões de habitantes do país para índices de pobreza dos mais elevados do mundo.

O sucessor, Kim Jong-Un, de quem pouco se sabe, terá menos de 30 anos, estudou na Suíça e enfrenta agora a missão de consolidar a autoridade no interior de um regime militarizado.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Gozar com os portugueses



ROBERTO VILLAR - Férias no Marajó

Os funcionários públicos não tiveram direito a tolerância de ponto na sexta-fe5ra à tarde. Mas os deputados já estão de férias, depois da ordem de dispersar dada pela presidente do Parlamento. Regressam ao trabalho dia 3 de Janeiro.

É preciso ter lata!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Dinah Washington - Silent Night



Mestre Finezas deseja a todos os seus colaboradores, amigos, clientes e fornecedores um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!
 
Na Barbearia Ideal  fazemos sempre o tradicional presépio.

XII Mostra de Doçaria de Alcáçovas 2011



quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Estado Social ou “sopa dos pobres”?

• João Cardoso Rosas, Socialismo e Estado social:
    ‘Em quarto lugar, creio que no Portugal actual tanto a direita como o PS estão de acordo na necessidade de reformar o Estado social, adaptá-lo à riqueza que o país produz e às mudanças demográficas. No entanto, aquilo que a historieta acima contada visa encobrir é que não há apenas um caminho para essa reforma e que seria o da transformação do Estado social numa espécie de "sopa dos pobres" (eventualmente distribuída pelo ministro dos assuntos sociais no seu carro de oitenta mil euros). Aquilo que se espera do Partido Socialista é uma forte reacção à estratégia do actual Governo nesta matéria. O PS deve ser sensível às exigências de austeridade, mas tem de perceber que o Governo pretende outra coisa: manter apenas uma ‘safety-net' muito baixa, o que equivale à destruição do Estado social.’

Visto em "Câmara Corporativa"

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