quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

XII mostra de doçaria de Alcáçovas


domingo, 4 de dezembro de 2011

A PSP usou agentes provocadores na manifestação de dia 24, em Lisboa ?

Notícias do estado em vias de se tornar policial (3)
por Sérgio Lavos, no Blog "Arrastão"



Finalmente, os media começam a noticiar os sérios abusos cometidos pela polícia no dia da Greve Geral, sobretudo na manifestação que desceu até ao Parlamento.

Hoje, o Jornal de Notícias dá voz aos protestos de João Palma, líder sindical do Ministério Público: "A confirmarem-se os agentes provocadores, é grave". E a Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados: actuação da PSP foi "vergonhosa e indigna" e "Devem ser exemplarmente punidos os comandantes policiais ou membros do Governo que permitiram essas práticas".

Os indícios de que terá havido ordens superiores para que agentes infiltrados fingissem provocar os seus companheiros fardados são evidentes e tanto o director da PSP, Guedes da Silva, como o ministro da tutela, Miguel Macedo, têm de responder por estes abusos.

(Via 5 Dias.Net).

Adenda: mudei a imagem (retirada daqui) para que quem anda entretido com cortinas de fumo perceba bem o que é um agente infiltrado e provocador. Mas podem continuar a assobiar para o lado - eu é que não tenho tempo para desconversas e tonterias.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A História vos absorverá


manu chao & mano negra - machine gun

Nicolau Santos, A História vos absorverá:

‘(…) O que Pedro Passos Coelho nos está a propor é que trabalhemos mais horas, por menos dinheiro e com menos direitos — esperando que daí resulte, no final, um país mais moderno, inovador e dinâmico. Está-se a ver que vai resultar.

A Europa é governada pelo duo Merkozy; Portugal pelo duo Coelhar. Coelho dá o aval político ao falcão Vítor Gaspar. O ministro das Finanças é o representante da ortodoxia do BCE no Governo português. E se as coisas correrem muito mal, não é de excluir que venhamos a ter, a prazo, Gaspar no lugar de Coelho, por imposição da Alemanha. Já houve surpresas maiores.

O Orçamento do Estado para 2012 é o espelho do pensamento deste duo. Passos protegeu a sua base de apoio, poupando os municípios, que mantiveram os limites de endividamento e autonomia para contratar, escapando também a fusões e extinções, ao contrário do que está expresso no memorando de entendimento. Em contrapartida, o preconceito de Gaspar contra o sector público está expresso nos cortes de salários e subsídios aos funcionários públicos — e vai acabar durante 2012 na tentativa de despedimento de milhares destes trabalhadores.

(…)

O país que este Governo vai deixar será muito mais pobre e desigual, mas também menos competitivo, inovador e dinâmico. Não, a História não vos absolverá. A História vos absorverá. Como e por que meios, é o que veremos.’

Visto na "Câmara Corporativa"

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Música para Todos: Sexta-feira, 2 de Dezembro, pelas 19:00 horas

Cine-Teatro Vianense

De 7 de Outubro de 2011 a 22 de Junho de 2012

Projecto: "Saber dos Sons"

Produção: Câmara Municipal de Viana do Alentejo

Colaboração: Maestro Christopher Bochmann

Sexta-feira, 2 de Dezembro, pelas 21:30 horas
Capitão América: O Primeiro Vingador



Ano: 2011
País: EUA
Género: Acção, Aventura, Ficção Científica
Duração: 124 min.
Classificação: M/12
Realização: Joe Johnston

Intérpretes: Chris Evans, Hugo Weaving, Natalie Dormer, Stanley Tucci, Tommy Lee Jones, Toby Jones, Sebastian Stan e Hayley Atwell.

Sinopse:

Steve Rogers (Chris Evans) apresenta-se como voluntário para participar num programa experimental, que acabará por torná-lo no Super Soldado conhecido como Capitão América. Agora, Rogers irá unir esforços com Bucky Barnes (Sebastian Stan) e Peggy Carter (Hayley Atwell) para entrar em guerra contra a organização maléfica HYDRA, liderada pelo vilão Caveira Vermelha (Hugo Weaving).
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Domingo, 4 de Dezembro, pelas 16:00 horas
Animais Unidos Jamais Serão Vencidos



Ano: 2010
País: Alemanha
Género: Animação
Duração: 93 min.
Classificação: M/6
Realização: Reinhard Klooss, Holger Tappe

Vozes: Ana Bustorff, António Machado, Diana Chaves, José Raposo, Manuel Marques, Rui Unas, Victor de Sousa

Sinopse:
Os animais da savana são surpreendidos pelo atraso na chegada da água, e a seca ameaça a sua sobrevivência. Descobrem entretanto que isto se deve à construção de uma barragem que inclui uma estância turística de luxo e lhes corta o abastecimento natural de água.
Posto isto os animais decidem unir forças e repor a ordem natural das coisas, e fazer regressar a água à savana. Como líder do grupo surge um herói improvável, Toni, um destemido mas ao mesmo tempo desajeitado suricate que reúne e motiva todo o grupo para a “revolta” dos animais, a quem se juntam o seu fiel amigo Leonardo, uma espécie de leão “reformado” das suas naturais funções, que curiosamente é vegetariano, Gigi e Angela, uma parelha de “top model” versão girafa e hipopótamo.

Horários de Bilheteira:
De quarta a sexta-feira das 14:30H às 17:30H
No próprio dia 1 hora antes do espectáculo/sessão

Contacto para reservas:
Telf: 266791007

mail: cine-teatro@cm-vianadoalentejo.pt

Todas as reservas devem ser levantadas até meia hora antes do espectáculo/sessão

PSD admite pedir intervenção do Ministério Público no caso da reunião pública entre autarcas e trabalhadores em Beja

Foto Correio Alentejo
O PSD/Beja admitiu hoje pedir a intervenção do Ministério Público no caso da reunião pública entre autarcas e trabalhadores de municípios PS e CDU do Baixo Alentejo para contestar o Orçamento do Estado, alegando que "pode configurar uma ilegalidade".

Em comunicado enviado à agência Lusa, a distrital de Beja do PSD considera "incompreensível" que os autarcas de 11 municípios PS e CDU, que "se queixam de dificuldades financeiras e criticam o Governo pelos cortes orçamentais", "facultem transporte e combustível e dispensem funcionários das suas tarefas para os concentrar" em Beja para numa reunião pública, que "poderiam fazer" nas várias autarquias "sem prejuízo para o erário público".

Devido à "gravidade da situação", a distrital de Beja do PSD vai pedir à Associação Nacional de Municípios Portugueses, à Direção Geral da Administração do Território e à Secretaria de Estado da Administração Local para se pronunciaram sobre a "legalidade" da iniciativa e "admite pedir a intervenção do Ministério Público".

Contactado pela Lusa, o vice-presidente da Comissão Política Distrital de Beja do PSD, Carlos Valente, disse que "é escandaloso autarcas marcarem uma reunião para uma praça pública, que mais parece uma manifestação, e utilizando meios das câmaras".

"Os autarcas não têm como função organizar manifestações utilizando os meios das câmaras", frisou.

Por isso, o PSD quer que "as entidades competentes e o Ministério Público se pronunciem sobre a matéria, porque se era uma reunião poderia ser feita de várias maneiras, mas não de uma que mais parece uma manifestação", explicou.

"Em primeiro lugar, vamos pedir às entidades competentes para que se pronunciem" sobre o caso e, depois, "se se configurar a possibilidade de não ser legal queremos que o Ministério Público também se pronuncie", disse.

Confrontado pela Lusa, Jorge Pulido Valente, presidente do conselho executivo da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), que promoveu a reunião, escusou-se a comentar a posição da distrital de Beja do PSD.

Mais de mil trabalhadores e autarcas de 11 municípios PS e CDU do Baixo Alentejo concentraram-se na segunda-feira, em Beja, para contestar os "impactos negativos" do Orçamento do Estado (OE) para 2012, que as autarquias consideram "desastroso".

A sessão pública, que decorreu na Praça da República, serviu para os autarcas "esclarecerem" os trabalhadores sobre os "impactos negativos" do OE na vida das autarquias e respetivos funcionários e populações da região.

Na sessão, os autarcas apresentarem ainda as suas reivindicações relativas ao OE e os trabalhadores, através de faixas, contestaram medidas.

A sessão foi decidida pelo conselho executivo da CIMBAL com os votos a favor de 12 dos 13 municípios que integram a entidade, seis do PS e seis da CDU, e a abstenção do de Almodôvar, do PSD, que não participou na iniciativa.

Dos municípios que aprovaram a iniciativa, participaram na reunião autarcas e trabalhadores das autarquias socialistas de Aljustrel, Beja, Cuba, Mértola e Ourique e dos comunistas de Alvito, Barrancos, Castro Verde, Moura, Serpa e Vidigueira, mas faltaram os do município PS de Ferreira do Alentejo.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Câmara de Viana do Alentejo é que mais gasta em cultura e desporto

De acordo com os dados dos Anuários Estatísticos Regionais do INE de 2010, ontem apresentados, cerca de 8,9% do total de despesas correntes e de capital das câmaras municipais destinavam-se a actividades culturais e de desporto.

No que respeita aos números de cada município, de acordo com os dados do INE, o valor mais alto de todo o país estava em Viana do Alentejo (43,9%).

O município com menor percentagem de despesa em cultura e desporto era Carrazeda de Ansiães, com 0,8%.


Festa da Primavera, 06/06/2009 - Paintball


Quim Barreiros - A cabritinha

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pedro "Carros" Soares


O Ministro Pedro Mota Soares, que chegou de Vespa à tomada de posse do governo de Passos Coelho, o  mediático governante com discurso a dois tempos do tipo pára arranca,  desloca-se agora num Audi topo de gama  de 86 mil euros, novinho em folha.
 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A greve geral - por Boaventura de Sousa Santos



Ontem, foi a luta por direitos de que as classes populares se consideravam injustamente privadas; hoje, é a luta contra a perda injusta desses direitos

As greves gerais foram comuns na Europa e nos EUA no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX. Suscitaram grandes debates no interior do movimento operário e dos partidos e movimentos revolucionários. Discutia-se a sua importância nas lutas sociais e políticas, as condições para o seu êxito, o papel das forças políticas na sua organização. Agora, a greve geral está de volta na Europa e nos EUA. A cidade de Oakland, na Califórnia, que ficara conhecida pela greve geral de 1946, voltou a recorrer a ela no dia 2 de novembro e, na primavera deste ano, os sindicatos do estado de Wisconsin aprovaram a greve geral no momento em que a cidade de Madison se preparava para ocupar o edifício do Parlamento estadual - o que fez com pleno êxito - em luta contra o governador e a sua proposta de neutralizar os sindicatos, eliminando a negociação coletiva na função pública.

Qual o significado deste regresso? Que paralelismos se podem fazer com condições e lutas sociais do passado? De âmbitos diferentes (comunidade, cidade, região, país), a greve geral foi sempre uma manifestação de resistência contra uma condição gravosa e injusta de caráter geral, ou seja, uma condição suscetível de afetar os trabalhadores ou até a sociedade no seu conjunto, mesmo se alguns setores sociais ou profissionais fossem mais diretamente visados por ela. Limitações dos direitos cívicos e políticos, repressão violenta do protesto social, derrotas sindicais no domínio da proteção social ou deslocalizações de empresas com impacto direto na vida das comunidades, "traições parlamentares" (como a opção pela guerra ou pelo militarismo), foram algumas das condições que no passado levaram à decisão pela greve geral.
No início do século XXI vivemos um tempo diferente e as condições gravosas e injustas não são as mesmas do passado. No entanto, ao nível das lógicas sociais que lhes presidiram, há paralelismos perturbadores que fluem nos subterrâneos da movimentação para a greve geral (em Portugal) do dia 24.

Ontem, foi a luta por direitos de que as classes populares se consideravam injustamente privadas; hoje, é a luta contra a perda injusta de direitos por que tantas gerações de trabalhadores lutaram e que pareciam ser uma conquista irreversível.

Ontem, foi a luta pela partilha mais equitativa da riqueza nacional que o capital e o trabalho geravam; hoje, é a luta contra uma partilha cada vez mais desigual da riqueza (pensões e salário confiscados; horários e ritmos de trabalho aumentados; tributação e resgates financeiros a favor dos ricos - o "1%", segundo os ocupantes de Wall Street - e um quotidiano de angústia e de insegurança, de colapso das expectativas, de perda da dignidade e da esperança para os "99%").

Ontem, foi a luta por uma democracia que representasse o interesse das maiorias sem voz; hoje, é a luta por uma democracia que, depois de parcialmente conquistada, foi esventrada pela corrupção, pela mediocridade e pusilanimidade dos dirigentes e pela tecnocracia em representação do capital financeiro a quem sempre serviu. Ontem, foi a luta por alternativas (socialismo) que as classes dirigentes reconheciam existir, por isso reprimindo brutalmente quem as defendesse; hoje, é a luta contra o senso comum neoliberal, massivamente reproduzido pelos media subservientes, de que não há alternativa ao empobrecimento das maiorias e ao esvaziamento das opções democráticas.

Em geral, podemos dizer que a greve geral na Europa de hoje é mais defensiva que ofensiva, visa menos promover um avanço civilizacional do que impedir um retrocesso civilizacional. É por isso que ela deixa de ser uma questão dos trabalhadores no seu conjunto, para ser uma questão dos cidadãos empobrecidos no seu conjunto, tanto dos que trabalham como dos que não encontram trabalho. Na rua, a única esfera pública por enquanto não ocupada pelos interesses financeiros, manifestam-se cidadãos que nunca imaginaram manifestar-se a favor de causas alheias. De repente, as causas alheias são próprias.

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Visto na "Revista Visão"

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Jardim gasta 3 M€ em luzes de Natal e fogo-de-artifício



A Madeira vai gastar mais de três milhões de euros em luzes de Natal e no fogo-de-artifício da passagem de ano, informa a edição desta segunda-feira do Público.

O pagamento, contudo, só vai ser feito em 2012, porque o Governo Regional está agora com falta de liquidez, acrescenta o jornal.

A adjudicação foi feita por ajuste directo à Luzosfera, empresa do grupo SIRAM, isto depois de o concurso público ter sido cancelado, por queixas dos outros concorrentes.

A empresa é do antigo deputado regional do PSD Sílvio Santos e é favorecida pelo Governo Regional desde 1996.

Os trabalhos de montagem da iluminação natalícia já começaram.

Visto no "Diário Digital"

domingo, 20 de novembro de 2011

Belmiro de Azevedo diz-se "desiludido" com Cavaco Silva e com o governo

 Retrospectiva de  Belmiro de Azevedo no comício do PSD no Porto

Quem não se lembra de Belmiro no passado 2 de Junho, quando foi manifestar publicamente o apoio ao candidato do PSD no comício do Porto e defendeu a urgência "de uma autoridade forte que a esquerda não pode dar a Portugal".

Não foi preciso muito tempo para ouvir na TV o mega-merceeiro, Belmiro de Azevedo afirmar, estar "desiludido" com Cavaco Silva e com o governo. O patrão da SONAE acha que falta ao país uma estratégia para o crescimento da economia, e defende que o preço a pagar pelo equilíbrio das contas não pode ser a miséria absoluta e o crescimento de um exército de excluídos.

Poucos acreditam que ele esteja de alma e coração preocupado com a miséria alheia, prova disso são os baixos salários que as suas empresas pagam à maioria dos respectivos trabalhadores. Belmiro tem mantido uma política de aliança disfarçada com os seus colegas das grandes superfícies que em conjunto com ele têm esmagado as margens de lucro de quem produz.

Com tantas lágrimas de crocodilo a escorrerem-lhe pela face, a “miséria absoluta e o crescimento de um exército de excluídos”, só pode preocupar este tipo de patriota no sentido em que este cenário de crise pode influenciar negativamente os seus negócios, repercutindo-se negativamente nas vendas de muita da  quinquilharia asiática que o tem enriquecido.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sapos engulidos em 2009 ainda não foram deglutidos




Unidos pelo Concelho de Viana

Onde se encaixa a prática política do militante do PCP, Sr. Estêvão Pereira, no artigo 22º dos Estatutos do Partido Comunista Português, atrás referido?

Quando este senhor estagiou na Brito Camacho, de mão dada como o seu patrono, Sr. Diamantino Dias, nunca lhe foi lido os estatutos do PCP?

Quando passados 2 anos de indigestão eleitoral, continua rancoroso a ver MOVIMENTO de “tropas inimigas”, se irrita com as obras em MOVIMENTO, fica sem sono com o ruido das máquinas em MOVIMENTO e com os depósitos atestados até 2013, qaulquer ser humnano fica preocupado se este Vereador da CDU/Viana está agrilhoado ao PCP.

O Sr. Vereador Estevão Pereira continua a bater na tecla de que perdeu o "jogo eleitoral" porque a equipa adversária ofereceu relógios Rolex ao eleitorado.
A CDU/Viana desacreditada pelo péssimo mandato que terminava, incapacitada para mobilizar os seus anteriores apoiantes, sem militância activa, restava-lhe ser penosamente arrastada pelos “cabeçudos” vindos de fora.

Pelo contrário a histórica campanha eleitoral da candidatura do Sr. Bengalinha Pinto respirava solta, cheia de vigor no trabalho voluntário, metódica como era norma nos tempos dos grandes combates pela liberdade.


Nem sequer o almoço e a oferta de “relógios dos 300”, aos séniores do concelho, custeados pela autarquia, no comício de encerramento da sua campanha, no dia de reflexão e vésperas das eleições, atingiu os resultados por si esperados.

Muita gente viu alguns séniores do concelho, arrotarem ostensivamente à entrada das secções de voto, ao mesmo tempo que espezinhavam os relógios avariados, oferecidos no dia anterior.
Estas pessoas chegadas às cabines de voto, já aliviadas da indisposição, soltaram também os gases que as comprimia e rápidamente o MOVIMENTO cruzado da esferográfica amestrada riscava no quadrado corresponente ao símbolo do punho.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O "centro do mundo" em Viana do Alentejo


Corpo e Alma - Aquela dos Olhos Negros

ENCONTROS
Quem entra na Farmácia Nova – que apesar do nome já conta com 73 anos – dificilmente deixa de reparar em duas cadeiras colocadas logo à entrada, perto da porta. "Estão aí para as quem quiser usar", diz Maria Manuela, técnica de farmácia e filha do proprietário. E há quem não se faça rogado, sobretudo idosos a quem o peso da solidão acompanha o avançar dos anos, mas também gente mais nova que se habituou a entrar sem ter necessidade de o fazer. "Nestes meios mais pequenos, a farmácia ainda é o centro do mundo, às vezes quase um muro das lamentações."

Um espaço, em Viana do Alentejo, onde se fala de saúde e de tudo o resto, dos comprimidos que é preciso tomar aos desgostos de amor, do colesterol às agruras da vida. "A farmácia continua a ser um ponto de encontro", garante Maria Manuela, lamentando, porém, que a "confiança" dos cidadãos relativamente a quem trabalha neste sector esteja a ser posta em causa pelas constantes mudanças a nível das políticas do medicamento. "É um problema que se tem vindo a agravar com preços, percentagens, comparticipações a mudarem de dia para dia. As pessoas não entendem porque é que um medicamento que era gratuito passa a ser pago, porque é que num mês pagam uma coisa e noutro pagam outra, tudo isto gera desconfianças e receios."

O que continua a valer é o facto de a terra ser "pequena", de todas as pessoas se conhecerem e, por isso, não sentirem que estão a ser enganadas. "Temos de explicar que isto resulta das aplicações do sistema informático e que não somos nós que controlamos os preços."

Com o agravamento da crise são cada vez mais as pessoas que chegam à farmácia sem dinheiro para comprar os medicamentos receitados pelo médico. Gente que entra envergonhada e sai depois de aviar apenas uma parte da receita. São casais com filhos na escola, em que um ou os dois cônjuges estão desempregados, porque entre os mais idosos a carência extrema "ainda não é tão evidente".

Segundo Maria Manuel, "as pessoas com mais idade têm o seu pé-de-meia ou o dinheiro certo da reforma ao fim do mês". Não sendo muito, é com este pouco que se habituaram a contar. "Às vezes, sinto-me mal por ter de apertar um bocadinho [com os pagamentos], acredite que é complicado." Ainda para mais porque quem está atrás do balcão acabou por "criar ligações; muitas vezes até amizade", com as pessoas.

De manhã acedo chegam os idosos, cornos mais variados pretextos, às vezes para medir a tensão, outras para esclarecer uma dúvida: "Chegam a vir duas e três vezes perguntar a mesma coisa." O importante não é a resposta mas o pretexto para dois minutos de conversa. "A solidão pesa muito." E a crise também.

LUÍS GODINHO, no DN , de 22 de Outubro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

O aumento do IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis

"Excelente Oportunidade!!! Apartamento T2– Retoma de Banco «««45000€
Temos para lhe apresentar uma grande oferta, imóveis retomas de bancos! 40% abaixo do valor do mercado,Acesso privilegiado aos imóveis dos bancos!!! Contacte-nos e visite os nossos imóveis, estamos certos teremos o que pretende com condições extraordinárias."

The Dors - The End

A proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2012 prevê um aumento de 0,1 pontos percentuais no IMI, sendo que o valor do imposto triplica para os prédios urbanos devolutos ou em ruínas.
O IMI para os prédios urbanos que foram vendidos ou avaliados desde 2004 passa de um intervalo entre 0,2 e 0,4 por cento para um intervalo entre os 0,3 a 0,5 por cento.

Para os prédios que ainda não mereceram avaliação ao abrigo das novas normas, o valor sobre o qual incide o imposto passa a ser entre 0,5 e 0,8 por cento, quando o anterior intervalo ia dos 0,4 aos 0,7 por cento.

Na sua coluna no Expresso de 29 de Outubro, Manuela Ferreira Leite escreve:

“Todos sabemos que o sobreendividamento das famílias resulta fundamentalmente dos encargos com a aquisição de habitação própria.
Também não desconhecemos que a actual situação de desemprego que se prevê se agrave no próximo ano, conduzirá a que aumente o número de casas que são entregues aos bancos por impossibilidade de pagamento das respectivas prestações.

Também estamos conscientes de que pelo facto de os Governos, ao longo dos anos, não terem desbloqueado o mercado de arrendamento, empurraram os cidadãos para a compra de habitação à custa, na maioria dos casos, de enormes sacrifícios.

Será, por isso, injusto tratá-los agora como proprietários cujo montante de imposto deve ser reavaliado.

Os aumentos daí resultantes são, quase sempre, incomportáveis para os atuais níveis de rendimento disponível, dada a carga fiscal a que todos estão actualmente sujeitos e porque se trata de propriedade que não gera rendimento.

De resto, ao estabelecer-se que o valor tributável de todas as propriedades deverá aproximar-se do valor de mercado, o qual deve ser actualizado regularmente, só poderia esperar-se uma redução do imposto e não um aumento, uma vez que o valor de mercado é cada vez menor em recessão

sábado, 12 de novembro de 2011

Tudo a seu tempo!

Por causa do crescente sentimento de revolta dos portugueses, inconformados com a situação política do País, Mestre Finezas e os seus clientes trocam argumentos sobre os destinos da Nação, aliás, a conversa naturalmente descampa para a política de banqueiro do “Primeiro-ministro” José Relvas e da sua marioneta Passos Coelho.

Apesar deste ser o tema de conversa dominante, nem por isso se deixa de comentar a politica cá do burgo, passada e presente. Entre duas barbas, um dos temas preferidos de conversa  tem sido o amontoar de pontos fracos da coligação CDU/Estêvão Pereira, que justifica, em parte, o desastroso desenlace desta coligação negativa local nas eleições de 2009.

Um dos clientes mais jovem, rapaz ligado às "internetes", vasculhou um artigo publicado no saudoso “Parte no Caixote”, onde a articulista, camarada da coligação derrotada, para ajudar ainda mais o  Sr. Bengalinha,  atira uma saraivada de pedradas ao Sr. José Jacinto Grave, à data presidente da Junta de Freguesia de Alcáçovas.


Perz7me - "Versos de Amor"

Vamos então à transcrição de uma parte dessa pérola de texto, datada de 30 de Setembro de 2008:

FUI À FEIRA

…” Dei uma volta na rua, nos pavilhões e vi tantas coisas, coisas demais para o que esperava ver. Especialmente desta terra, eu que os conheço tão bem, que tantos ódios tinham e tão amigos que estão...

Lá vi o pavilhão da Junta de Aguiar, que não sendo nada de especial, também não nos envergonha, o da Junta de Viana, com o presidente muito sorridente a falar a quem passava e das Alcáçovas nem sombras. Então a Junta de Freguesia das Alcáçovas já nem participa na Feira? as vozes dizem que as coisas por lá andam negras, parece que o presidente todo poderoso das Alcáçovas meteu na cabeça que já lhe basta de ser manageiro, agora quer ser Vereador. No ano que vem é que vão ser elas o Homem a desfazer-se em sorrisos, perfumado (esperemos) a acenar a quem passa.”…

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