sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Álvaro Santos Pereira: um ministro aventureiro que lidera os patrões mais radicais

Na última reunião de Concertação Social o ataque à democracia continuou. O Ministro Álvaro Santos Pereira, substituiu-se aos patrões no que respeita ao radicalismo ideológico, defendendo que a meia-hora de trabalho grátis para os patrões «vigorará no período em que a nossa ajuda externa estiver também em vigor». Com a destruição da economia do país em implementação, isto significa que este governo considera a medida como permanente. Para que não ficassem dúvidas sobre a posição do governo, o ministro afirmou algo que é sonhado pelos patrões há muitos anos como instrumento para a diminuição e congelamento dos salários: "a médio e longo prazo, os salários só podem aumentar se a produtividade aumentar". 

Este governo ultrapassou os limites aceitáveis em qualquer democracia representativa. Está em curso uma mudança de regime social que não foi debatida nem discutida abertamente com os cidadãos. A vida de milhões de pessoas é hoje decida dentro dos grupos económicos, dos bancos e das instituições da troika. É o fim da democracia social e o início de um novo regime de austeridade e exploração permanentes.

Álvaro Santos Pereira está disposto a tudo. Questionado, logicamente, sobre a possibilidade de que a jornada adiconal gratuita para os patrões possam aumentar o desemprego, o ministro afirma que "O aumento temporário do horário de trabalho é uma lufada de ar fresco para as empresas em dificuldade", e que sendo «uma medida de competitividade» considera que «se as empresas falirem, o desemprego vai aumentar ainda mais». Objectivamente, com o governo de Passos Coelho, poderia ficar dispensada a presença das Confederações Patronais e dos mais radicais dos seus representantes. Os ministros em si, não guardam qualquer noção de responsabilidade civilazional e eliminaram do seu discuro a distribuição da riqueza e o combate à desigualdade enquanto formas de modernizar as sociedades e de dotar a economia de mecanismos de consumo e de desenvolvimento sustentado.

Entretanto, as respostas sociais, dos mais variados campos vêm surgindo. Desta feita, é o economista João Ferreira do Amaral, quem afirma que «Há séculos que não havia trabalho obrigatório não remunerado» e que a jornada grátis, exploração laboral pura, «não tem efeitos significativos na economia». Conclui constatando a inconsciência política do Governo, dizendo que "Talvez [o governo] nem se tenha apercebido da gravidade» desta medida. «O que me mete mais impressão é que estas medidas sejam anunciadas sem haver um estudo do impacto que elas [terão] na realidade».
Tanto a CGTP, como a UGT, recusam a proposta do Governo, fazendo a crítica central que se trata de uma medida que estimula o desemprego e não a competitividade. A UGT afirmou já que «Está em causa a destruição do horário de trabalho, não há memória deste tipo de medida em toda a União Europeia e merece o nosso repúdio total», uma  “declaração de guerra”, enquanto a CGTP reafirma que este processo é “Inaceitável e inconcebível”.
Algumas das principais medidades em causa são:
- As empresas vão poder decidir unilateralmente que o trabalhador entra meia hora mais cedo, sai meia hora mais tarde ou reduz a hora de almoço. Esta medida será totalmente gratuita para as empresas.
Alteração ao período de trabalho semanal de 40 para 48 horas
- Redução do período de férias e feriados.
- Majoração em 10% do apoio financeiro de 420€ concedido às empresas pela contração de desempregados de longa duração ou com menores possibilidades de empregabilidade. Ou seja, trabalho grátias para as empresas pago pelo dinheiro dos contribuintes e do Orçamento de Estado.
Apesar de Portugal ser o 3º país mais desigual da Europa, o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas considera no seu fanatismo ideológico que são os trabalhadores os culpados da crise financeira que atravessamos e dos buracos da gestão danosa do país.
Apesar de Portugal ser dos país da europa com maior carga horária de trabalho anual, com menor número de dias de férias e com salários mais baixos, o Governo está apostado em devastar o tecido social e do trabalho no próprio país.

Visto aqui

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

“A austeridade não pode cair sobre os ombros dos mais fracos e vulneráveis”

As afirmações do actual primeiro ministo, no dia seguinte ao dia das mentiras (2 de Abril), no arranque no Porto, do “Movimento da Sociedade Civil – Mais sociedade”, liderado pelo economista António Carrapatoso, presidente do conselho de administração da Vodafone:

"Estou convicto que “as dificuldades financeiras serão ultrapassadas” sem ser “com um caminho de mais austeridade”, porque, “Portugal já vive em austeridade e o que é preciso que essa austeridade seja partilhada por todos e não caia sobre os ombros dos que menos podem e dos que são mais fracos”, acrescentou."

“Não quero contribuir para uma campanha de medo, que leve as pessoas a pensar que vamos cortar o 13.º mês, aumentar os impostos, tirar as pensões, cortar os rendimentos, só porque há alguém, ou alguns, a partir do Governo, que com total descaramento dizem, todos os dias, que é isso que o PSD fará. Tudo para que os Portugueses prefiram ficar, como estão do que arriscar a mudança”,

Povo Livre, pág. 3

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Joaquim Manuel Nazareth: Alentejo à margem da “grande cidade”


"A grande surpresa foi o Alentejo Litoral perder população", considera o demógrafo Joaquim Manuel Nazareth, numa primeira análise aos resultados preliminares dos Censos 2011. O investigador sublinha que, apesar do Alentejo ter perdido quase 18 mil habitantes, acabou por se verificar um aumento de 13 mil famílias e de quase 50 mil alojamentos. O que mostra duas coisas: "A existência de mais famílias no Alentejo, mas de dimensão mais reduzida" e "o absurdo do modelo reinante". No entanto, acrescenta, "uma vez que o Alentejo começou o declínio do crescimento" mais cedo do que as outras regiões, no futuro "não irá perder muito mais população". Joaquim Manuel Nazareth é natural de Évora, onde reside, e professor catedrático jubilado pela Universidade Nova de lisboa. Considerado um dos principais especialistas portugueses em demografia, tem diversos livros publicados sobre a matéria, nomeadamente O Envelhecimento da População Portuguesa e Demografia – a Ciência da População.

Entrevista Carlos Júlio
Ilustração Susa Monteiro

Perante os dados preliminares dos Censos 2011 constata-se que o Alentejo continua a perder população. O número de residentes baixou quatro por cento, quando a população portuguesa aumentou, ainda que ligeiramente. Que significado têm estes números? A perda de população das regiões do interior é inevitável?

É verdade, o Alentejo volta a perder alguma população enquanto o País aumenta ligeiramente a sua população. Se, tendencialmente, a nível nacional, o modelo natural tende para uma certa homogeneidade – um crescimento natural negativo devido a existirem mais óbitos do que nascimentos –, no fundamental podemos dizer que as diferenças encontradas são devidas aos movimentos migratórios. Por outras palavras, não podemos afirmar, como muitas vezes se lê, que tal facto "é devido a um complexo de fatores". Não é verdade. O modelo natural é muito idêntico em todo o País o que nos leva a concluir que são as migrações o principal fator responsável pelo crescimento demográfico. O Alentejo não tem tido capacidade para atrair pessoas que compensem o declínio natural da sua população. Contudo, acho que o Alentejo, tendo começado o declínio do crescimento natural mais cedo do que as outras regiões, não irá perder muito mais população. Chegou o momento de olharmos à nossa volta e abandonarmos o mito do crescimento demográfico e da expansão urbana.

A perda de população no Alentejo é transversal a toda a região, mas com os concelhos do interior – Nisa, Mértola, Mourão – a perderem mais população. Há concelhos já à beira de perderem a massa crítica mínima? Haverá uma situação limite face à qual já não se consiga recuperar do ponto de vista demográfico?

Todo o Alentejo perde população com exceção da Lezíria do Tejo que só é Alentejo por razões estatísticas. Se a Lezíria do Tejo não tivesse sido integrada à força no Alentejo, o declínio seria maior. Por outro lado, a grande surpresa foi o Alentejo Litoral perder população, contrariando assim a tendência que se vinha observando nas últimas dezenas de anos. Por outras palavras, se a construção da "grande cidade" que vai de Setúbal a Viana do Castelo continua em crescimento (80 por cento da população vive atualmente no litoral) o seu prolongamento para Sul, em ordem a se juntar à ocupação litoral do Algarve, fazendo-se assim uma ocupação em "L" (onde tudo se esvazia do interior para o litoral), foi estancada no Alentejo.

E os pequenos concelhos?
Quanto à questão de pequenos concelhos poderem atingir a "massa crítica mínima", diria que tecnicamente o grande problema tem a ver com os fundamentos da sua existência. É possível imaginar concelhos com uma dimensão inferior a 5000 habitantes? Não seria melhor fundir concelhos que não são financeiramente sustentáveis? Claro que sim, mas não no interior em geral e no Alentejo em particular, porque são baluartes fundamentais contra a desertificação. Os concelhos de Barrancos e Alcácer do Sal são ambos unidades administrativas, mas exercem funções diversas e têm que ter estratégias completamente diferentes… um espera estar na "grande cidade" (Alcácer) e o outro é uma guarda avançada contra a desertificação (Barrancos).

Dos concelhos que mais população perderam em primeiro lugar aparece Mourão, que deveria ter sido um dos mais beneficiados pelo empreendimento de Alqueva. Nem esse fator lhe permitiu fixar população. Obras como a de Alqueva que têm sido apresentadas como fatores de desenvolvimento e emprego poderão não ter o efeito pretendido?

Os grandes equipamentos só são importantes quando não são apenas fatores de distribuir empregos estatais à custa do dinheiro do contribuinte. Existem ou não empresas que se criaram com responsabilidade social que estão a obter lucros significativos à custa de equipamentos pagos com o dinheiro de todos nós? Esta é que é a questão. Não basta existirem empresas. É preciso empresas geradoras de emprego… que , no limite, impeçam os mais jovens de sair.

Os concelhos com maior aumento de população, ainda que de forma reduzida, são os grandes centros residenciais já existentes: Sines, Évora, Vendas Novas e Viana (dormitório de Évora) e Campo Maior. Há alguns fatores para que tenham conseguido suster a perda de população verificada noutros concelhos?

Era esperado, embora existam surpresas aparentes como Montemor-o -Novo, Portalegre e Beja, que perderam população. Porém, como estamos perante variações tão pequenas (Évora aumenta 500 habitantes, Montemor e Portalegre perdem 1000, Beja 30 habitantes…) eu prefiro a ideia de estabilidade. Temos que esperar pelos resultados provisórios e definitivos mas eu prefiro deixar passar a ideia de que o Alentejo estabilizou a sua população porque as variações absolutas não são significativas. Vejamos o caso, por exemplo, do Baixo Alentejo – é verdade que perdeu quase 9000 pessoas mas nos últimos anos existem cerca de 1000 óbitos a mais em relação aos nascimentos … vezes 10 anos daria uma perde de cerca de 10 000. Temos que ter cuidado… ver caso a caso e freguesia a freguesia.

O fenómeno migratório não trouxe residentes para o Alentejo? E o envelhecimento continua a pesar muito na região?

Não é verdade. O movimento migratório trouxe bastante gente à escala do Alentejo, que quase compensou o declínio do crescimento natural. O envelhecimento é esperado e irreversível porque as mesmas causas produzem os mesmos efeitos… o Alentejo não é uma das regiões mais envelhecidas do mundo porque existem "velhos a mais". O que existe são crianças a menos.

Face a estes dados quais são as perspetivas futuras para a região, em termos populacionais? Enquanto demógrafo há alguns alertas que gostasse de deixar relativamente aos resultados preliminares dos Censos?

Espero o fim da era do betão. A população diminuiu no Alentejo quase 18 000 pessoas, mas as famílias aumentaram cerca de 13 000, os alojamentos aumentaram cerca de 49 000 e os edifícios cerca de 35 000. A diminuição da população associada ao aumento do número das famílias mostra a existência de mais famílias no Alentejo, mas de dimensão mais reduzida. Era tudo esperado e não é nada que não se observe noutros países. Agora, diminuir a população, aumentar em 13 000 as famílias e os alojamentos aumentarem quase 50 000 mostra o absurdo do modelo reinante. Tal como não basta construir barragens para se ter desenvolvimento não é com mais alojamentos que se fixam populações… já existem alojamentos a mais. Lembro-me dos discursos na inauguração da barragem de Santa Clara, quando o ministro das Obras Públicas se vira para o ministro da Agricultura e diz "caro colega cumpri o meu dever agora é só desenvolver a agricultura…", ao que o colega ministro da Agricultura responde "…mas, caro colega, os terrenos que vão ser regados não têm aptidão agrícola…". Finalmente, gostaria de chamar a atenção para o facto do Alentejo dever ser encarado não como uma espécie de Arábia, mas como um laboratório para todo o Portugal. O declínio da natalidade começou muitos anos antes das outras regiões de Portugal e aquilo porque o Alentejo tem passado irá acontecer, a prazo, a todas as outras regiões… Preparemo-nos para uma região com uma população entre os 700 e os 800 mil habitantes (hoje tem 510 906) que soube contrariar o processo de litoralização.

Publicado no "Diário do Alentejo" em 18-07-20 11


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Portanto, comentários moderados por tempo indeterminado


Odair José (Bregas) - Despeitada

Com muita pena dos editores da “Barbearia Ideal”, a partir de agora, e por tempo indeterminado, os conteúdos dos comentários serão previamente visionados, antes de serem editados.

Para os mais calorosos defensores da má-língua, aconselhamo-los a ressuscitarem alguns dos seus pasquins. Tempo e motivação não lhes devem faltar.

Para aquelas pessoas que comentavam com sensatez, a dinâmica do contraditório fica penalizada desde agora.

domingo, 30 de outubro de 2011

A ignorância e as mentiras de Miguel Relvas

Miguel Relvas


Como seria de prever, o Governo já começou a preparar-nos, lentamente, para o fim definitivo dos subsídios de Férias e de Natal
. Primeiro, foi Vítor Gaspar a falar, de forma inusitada, em «vários anos» de cortes, dando a entender que seriam mais de dois. Seguiu-se-lhe Miguel Relvas a preparar o terreno para Pedro Passos Coelho, como sempre a desdizer tudo o que andou a dizer nos últimos anos.

No meio disto tudo, as declarações de Miguel Relvas, para além de profundamente demagógicas, revelam um ministro que não sabe do que fala – e quem não sabe é ignorante – e que falseia a verdade em vários pontos. Ora, quem falseia a verdade mente. E quem mente é mentiroso.

Diz Miguel Relvas que há muitos países que só têm 12 vencimentos, citando a propósito a Holanda, a Inglaterra e a Noruega. E não se percebendo como afirmação tão momentosa não mereceu mais comentários por parte da nossa Comunicação Social, só se pode considerar lamentável que, na ânsia de enganar os contribuintes, os nossos governantes não se importem de passar por ignorantes.

Como Miguel Relvas deve saber, o rendimento do trabalho em todos os países é anual – aliás, é assim que se calcula o IRS. O que existe são formas diferentes de o distribuir durante o ano. Em Portugal, por exemplo, o rendimento anual é distribuído, ou era, por 14 meses.

Quanto aos exemplos dados por Miguel Relvas, chegam a roçar o ridículo. Nem de propósito, falha em todos eles.

Em Inglaterra, o rendimento anual é dividido por 52 semanas e não por 10, 12, 14 ou 16 meses. 52 semanas, senhor ministro.

Na Holanda, os trabalhadores têm direito a Subsídio de Férias, correspondente a 8% do salário anual. Ou seja, caso se tenha trabalhado um ano inteiro, recebe-se um pouco menos de um mês de salário no mês de Junho, para além do mês de férias pagas.

Na Noruega, o rendimento anual é realmente pago em 12 meses. No entanto, o valor do IRS é dividido por 11 meses, sendo que os trabalhadores por conta de outrém recebem, no mês de férias, o ordenado isento de impostos. Ora, não é isto um subsídio de férias?

Para além das mentiras e da ignorância confessa, nota-se no meio disto tudo uma demagogia profunda. Como é possível querer comparar os salários dos portugueses (salário médio anual de 11 689 euros) com os salários de países como a Holanda (23 022 euros), a Noruega (22 263 euros) ou o Reino Unido (22 185 euros)? E ainda por cima querer cortar definitivamente uma parte significativa desse rendimento anual?

O Governo até pode ter legitimidade, o que duvido, para impor este tipo de medidas. Que não faziam parte do Programa de Governo ou do acordo com a Troika. O que não pode é mentir descaradamente aos portugueses e continuar a fazê-lo constantemente como se nada fosse. É que ainda não passaram 5 meses e já estamos fartos destas mentiras. E que tal mentiras novas ?

Visto em "5DIAS.NET"

sábado, 29 de outubro de 2011

«Governo está a promover um plano macabro de liquidação do país» - Jerónimo de Sousa

O secretário-geral do PCP acusou hoje o Governo de promover um "plano macabro de liquidação do país", questionando porque é que, ao comparar Portugal com países sem 13.º e 14.º meses, os governantes omitem que aí também se ganha mais.

Num comício com mais de 200 militantes, na Escola EB 2,3 António Dias Simões, em Ovar, Jerónimo de Sousa referiu-se a declarações públicas do primeiro-ministro e do ministro dos Assuntos Parlamentares para afirmar que esses, ao cortarem o 13.º e o 14.º meses à Administração Pública, "estão a levar a cabo o seu plano macabro, que é o da liquidação do país".

"Estão sempre, sempre, sempre a fazer comparações com outros países em que não há 13.º e 14.º meses", observou o líder dos comunistas. "Mas então por que carga de água é que não comparam também os salários e as condições de vida desses países?".

Jerónimo de Sousa considera que os "planos tenebrosos" do Governo passam também por usar essa "tática do 13.º e 14.º meses" para "criar divisões entre os trabalhadores", de acordo com uma política que "é o afundar do país no pântano e o afundar dos portugueses num mar imenso de injustiças".

Sobre as declarações de Passos Coelho admitindo que o país teria que empobrecer para superar a situação em que se encontra atualmente, o secretário-geral do PCP declarou: "O Primeiro-Ministro de Portugal assumir como objetivo o empobrecimento do povo é de uma desfaçatez e gravidade inaceitável".

Jerónimo de Sousa rejeita a ideia de que o povo vive acima das suas possibilidades, defende que o Governo "alimenta essa mentira e a repete até à exaustão sabendo que quem vive nessa situação é uma centena de famílias ligadas aos grandes grupos económicos e à banca", e critica por isso um empobrecimento nacional que prejudica sobretudo os cerca de dois milhões de trabalhadores que "são pobres ou vivem em risco de pobreza".

No mesmo contexto, o líder comunista lamenta que "das conclusões do conselho europeu e da cimeira da zona euro conste, esta semana, a ameaça a de novas medidas de austeridade para Portugal". "Há aqui uma sofreguidão insaciável", realça. "Nem uma medida se vislumbra para dinamizar a economia ou promover o emprego, como se impunha".

"Antes vimos apenas a decisão de aprovar um milionário programa de recapitalização do sistema bancário a par do reforço do Fundo Europeu de Estabilização Financeira", continua Jerónimo de Sousa, "o que representa, no essencial, a transferência por via direta ou indirecta de colossais montantes de dinheiros públicos para a banca - transformada num deus que aplaca a sua ira com sacrifícios de sangue e de vidas".

Visto em "A Bola"

Mentira n.º 35 de Passos Coelho


Passos Coelho já nem se dá ao trabalho de cuidar das suas mentiras, agora que não está em campanha teria o dever de fazê-lo para proteger a dignidade do cargo a que chegou graças às mentiras com que ludibriou os portugueses.

Quando anunciou o OE Passos Coelho informou com ar solene que o corte nos subsídios seria para durar durante o programa de estabilização, agora já não sabe quando será possível voltar a pagá-los, o ministro das Finanças não faz a mais pequena ideia e o Relvas até já teoriza sobre a possibilidade de serem eliminados.

Visto no "mentirómetro do Jumento"

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Campanha do PSD paga com dinheiro da Câmara


A ex-presidente da Câmara de Castro Daire e mais três ex-vereadores estão acusados de ter pago serviços para a campanha de 2005 com o orçamento.

A ex-presidente da Câmara de Castro Daire e três vereadores do seu executivo estão acusados pelo Ministério Público de terem usado dinheiro da autarquia em benefício próprio e do PSD, na campanha para as autárquicas de 2005. Eulália Teixeira, António Giroto, José Manuel Ferreira e Paulo Almeida acusados do crime de peculato. O processo encontra-se em fase de instrução.

Eulália Teixeira foi em 2005 eleita presidente pela lista do PSD. Segundo a acusação, o crime está relacionado com o facto de o pagamento de serviços prestados pela empresa Sourcingest ( que dá apoio a organização de empresas, gestão documental, soluções informáticas e evento), no âmbito da campanha eleitoral para as autárquicas de 2005, ter sido feito pelo município de Castro Daire.

Foram emitidas cinco facturas pela Sourcingest à câmara entre Abril e Agosto de 2005, no valor global de 26.720 euros, «relativamente às quais foi proferido despacho a autorizar o respectivo pagamento» por Eulália Teixeira, António Giroto e José Manuel Ferreira.

Segundo a acusação a que a Lusa teve acesso, em Fevereiro de 2005, o município «contratualizou verbalmente os serviços da Sourcingest», tendo em Março a empresa lhe enviado uma proposta para prestação de serviços de consultadoria. O contrato só viria a ser formalizado em Setembro.

No período antes da celebração do contrato com a autarquia, a Sourcingest realizou também serviços de apoio na campanha autárquica do PSD, cuja cabeça-de-lista era a então vice-presidente, Eulália Teixeira.

De acordo com a acusação, foi a Sourcingest que delineou e executou grande parte da pré-campanha e campanha eleitoral. Um caderno apreendido ao sócio-gerente da empresa Carlos Alberto Coelho continha vários apontamentos relativos aos preparativos. As actividades desenvolvidas no âmbito da campanha eleitoral «correspondiam a cerca de metade do total das desenvolvidas pela Sourcingest», sendo que a outra parte era referente «ao conteúdo/objecto do contrato que efectivamente acabou por ser formalizado em Setembro de 2005» com a autarquia. Só a partir das eleições é que passou a prestar serviços exclusivamente ao município

Visto em "TVI24"

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mondim de Basto acaba com pausa para café e cigarro


O autarca socialista justifica medida a bem da produtividade. O PSD diz que há um ambiente «intimidatório» na Câmara

A Câmara de Mondim de Basto (PS) acabou com as pausas para café, curta refeição ou um cigarro durante o horário laboral, alegando que, de cada vez que o gesto é repetido, se reduz o período útil de trabalho.

A oposição social-democrata já veio criticar a medida e acusou o presidente, o socialista Humberto Cerqueira, de estar a «criar um ambiente intimidatório e de pressão».
O presidente da Câmara de Mondim de Basto determinou, através de um despacho, que «não é permitido a nenhum funcionário ausentar-se do seu gabinete ou local de trabalho durante o horário de trabalho, em nenhuma circunstância anteriormente descrita».

E que circunstâncias são essas? «Ir ao encontro de outros funcionários para uma simples conversa ou para partilhar um cigarro, um café ou uma curta refeição».

A autarquia justifica a medida dizendo que «de cada vez que este gesto é repetido reduz-se o período útil de trabalho e perturba o normal funcionamento dos serviços, porque acaba por desconcertar quem está a trabalhar», pode ler-se no documento a que a Lusa teve acesso.

Humberto Cerqueira acha que «os momentos de convívio e de aprofundamento de relações pessoais são importantes», mas considera que estes «devem ser reservados exclusivamente para o período de almoço ou após o cumprimento do horário de trabalho».
Visto em "TVI24"

Portugal com segunda pior taxa de fecundidade no Mundo


Portugal vai ter nos próximos quatro anos a segunda mais baixa taxa de fecundidade do mundo, com apenas 1,3 filhos por mulher, apenas ultrapassado pela Bósnia-Herzegovina (1,1), de acordo com um relatório hoje divulgado pelas Nações Unidas.

Em contrapartida, apresenta o 11º melhor lugar na mortalidade até aos cinco anos de vida, com 3,7 crianças falecidas em cada mil que nascem, ainda segundo o Relatório sobre a Situação da População Mundial 2011.

O estudo do Fundo das Nações Unidas para a População indica que também na esperança de vida o país surge com um dos mais elevados valores entre os 188 estados da tabela, com uma previsão de 83 anos para as mulheres e 77 para os homens que nasçam até 2015.

Em relação à fecundidade, Portugal tem indicadores iguais à Áustria e Malta, seguindo-se a Hungria, Japão, Coreia do Sul, Macedónia, Polónia, Roménia e Eslováquia, com 1,4 filhos por mulher com idade entre os 15 e os 49 anos. Alemanha, Albânia, Bulgária, Bielorrússia, Geórgia, Itália e República Checa surgem depois, com uma taxa de 1,5.

Na China, país mais populoso do mundo, a taxa de fecundidade situa-se entre os valores baixos que caraterizam os países ocidentais (1,6), enquanto a Índia, o segundo país com mais habitantes, apresenta uma taxa bastante superior (2,5).

A tabela é liderada pelo Níger (6,9), seguida da Somália e Zâmbia (6,3), Mali (6,1) e Malauí e Afeganistão (6).

Quanto à taxa de mortalidade infantil, o primeiro lugar da tabela pertence à Suécia e a Singapura, com 2,8 crianças falecidas até aos cinco anos entre cada mil nascimentos, seguindo-se no pódio a Islândia e a Eslovénia (3) e, em terceiro lugar, a Finlândia (3,2). O Japão e a Noruega vêm depois com 3,3, a Grécia com 3,4, Chipre, a República Checa com 3,5 e Portugal com 3,7.

No lado oposto da tabela, o Chade apresenta o pior indicador - 209 crianças mortas em cada mil -, antes da República Democrática do Congo e Afeganistão (198,6), Guiné-Bissau (192,6), Serra Leoa (192,3) e Mali (191,1).

Outro valor onde Portugal surge bem colocado é na esperança de vida feminina, apenas atrás de 13 países onde se prevê uma longevidade superior aos 83 anos calculados para as mulheres portuguesas nascidas até 2015.

À frente está o Japão (87 anos), seguindo-se a França, Espanha, Itália e Suiça (85), Singapura, Coreia do Sul, Israel, Islândia, Suécia, Áustria, Austrália e Martinica (84). Portugal está a par da Finlândia, Bélgica, Canadá, Grécia, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Nova Zelândia, Noruega e Eslovénia.

O Lesoto é o país onde a esperança de vida das mulheres é mais baixa (48 anos), seguido do Afeganistão, Suazilândia e Serra Leoa (49), Guiné-Bissau e Zâmbia (50) e Botsuana, República Centro Africana e República Democrática do Congo (51).

No universo masculino, Portugal está numa posição menos destacada, já que há 22 países onde a esperança de vida para os homens é superior aos 77 anos apontados para os portugueses.

O primeiro lugar da tabela inclui seis países: Suécia, Suíça, Austrália, Islândia, Japão e Israel têm uma esperança de vida de 80 anos para homens.

No outro extremo da lista, com uma previsão de vida de quase metade, está a Guiné-Bissau e a República Democrática do Congo (47 anos), antecedido pela República Centro Africana e Serra Leoa (48), Chade, Zâmbia e Afeganistão (49).

Visto no "I"

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Câmara Municipal de Viana do Alentejo: Regulamento Municipal de Atribuição de Bolsas de Estudo por Carência Económica

Está em vigor desde dia 10 de Outubro o novo Regulamento Municipal de Atribuição de Bolsas de Estudo por Carência Económica.

Para os alunos que entraram neste ano lectivo 2011/2012 no Ensino Superior, está em vigor desde dia 10 de Outubro, o novo Regulamento Municipal de Atribuição de Bolsas de Estudo por Carência Económica. A atribuição da Bolsa de Estudo tem por objectivo apoiar os alunos, no início e prosseguimento dos estudos que comprovem dificuldades económicas e com aproveitamento escolar. A Bolsa de Estudo visa contribuir para custear, entre outras, as despesas de alojamento, alimentação, transporte, material escolar e propina.

Com o presente Regulamento pretende a Autarquia minorar as dificuldades económicas sentidas por alguns agregados familiares do Concelho de Viana do Alentejo, as quais representam sérios obstáculos ao prosseguimento dos estudos por parte dos seus membros. Ao proporcionar estes incentivos aos estudantes mais carenciados economicamente, a Autarquia, além de reduzir as desigualdades sociais, possibilita-lhes uma vida profissional mais promissora, contribuindo, igualmente, para o desenvolvimento educacional e para a elevação cultural do Concelho.

Bolseiros actuais continuam a reger-se pelo anterior regulamentoOs alunos que já frequentavam o Ensino Superior em anos lectivos anteriores, e já beneficiavam de Bolsas de Estudo do Município, continuam a ter enquadramento no anterior Regulamento Municipal de Atribuição de Bolsas de Estudo.

Informações: Para obter mais informações contactar a Divisão de Desenvolvimento Social e Humano, através do telefone: 266 930 010 ou por correio electrónico: dasesocial@cm-vianadoalentejo.pt

Visto aqui

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Já tomou posse o novo Conselho Directivo da ARS Alentejo

Marciano Lopes
Hoje realizou-se a tomada de posse do novo Conselho Directivo da ARS Alentejo. Marciano Lopes passou a ser um dos vogais.

O novo Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo tomou posse nesta terça-feira, numa cerimónia que se realizou às 12.00 horas, em Lisboa.

Recorde-se que José Robalo, que substitui Rosa Matos, passou a liderar uma equipa que integra ainda Marciano Lopes, delegado regional do Alentejo do IDT-Instituto da Droga e da Toxicopedência e responsável do Gabinete de Estudo da Distrital de Beja do PSD e Paula Marques, Professora na Escola Superior de Saúde de Portalegre.

Visto na "Voz da Planície"

Privatizar o setor da água é "imoral", diz especialista



Carlos Fernandez-Jauregui, especialista boliviano em recursos hídricos afirma que é "imoral compartilhar os benefícios com o privado", depois de os principais investimentos já terem sido feitos pelo Estado.

RTP Noticias, Áudio

domingo, 23 de outubro de 2011

Alguém pensa que iremos aguardar serenamente a ida para o matadouro?

Se resultar dêem o Nobel ao Gaspar


Os portugueses vão perder entre 40% a 50% do seu rendimento até 2013. O ministro quer tornar-nos a pequena China da Europa.

Até 2013, a generalidade dos trabalhadores portugueses por conta de outrem vai perder entre 40% a 50% do seu rendimento e todos os seus ativos (casas, poupanças, etc.) vão sofrer uma desvalorização da mesma ordem de grandeza.

Pergunto: alguém pensa que isto se fará de forma pacífica? Alguém pensa que o bom povo português aceitará mansamente este roubo? Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto? Repito: entre 2011 e 2013, o Governo toma medidas que lhe permitirão confiscar metade do que ganhamos hoje.

É deste brutal esbulho que falamos e que está ao nível de decisões idênticas tomadas por governos da América Latina nos anos 80. É isto que está por trás da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 e das decisões que o Governo já tomou em 2011. É sobre os escombros resultantes desta violentíssima e muito rápida pauperização (...) que o ministro das Finanças Vitor Gaspar espera que Portugal triunfe "como economia aberta e competitiva na Europa e no mundo" no final do programa de ajustamento. Faz sentido?

Visto aqui

Descontentamento na Distrital de Évora do PPD/PSD, com a nomeação de socialista para director da ARS

21 de Maio de 2011: António Costa da Silva no comício do PSD em Évora 

Depois do clímax no directório do PSD do Distrito de Évora, nos dias seguintes à vitória eleitoral, seguiu-se uma inesperada e longa estiagem. A tardia mudança de cadeiras nos lugares cimeiros  dos organismos desconcentrados da Administração Central,  tem provocado alguma erosão no seio de alguns militantes candidatos.

Os eventuais candidatos a dirigentes, apesar da ingestão regular de fluidos, andam bastante desidratados, porque as diarreias consecutivas não os tem ajudado na sua recuperação.

Muito antes de Passos Coelho ter tomado posse e se soubesse a orgânica do actual Governo, os ansiosos militantes dos dois partidos da coligação, de imediato dividiram o espólio dos cargos a ocupar pelos perfilados"boys", nos organismos Distritais da Administração Pública.

Algumas dessas organizações, ainda mantêm como dirigentes, quadros nomeadas pelo anterior governo do Partido Socialista. A impaciência de muitos militantes do PSD e também do CDS, começa a transbordar para o exterior dessas corporações, neste caso, Costa da Silva, presidente da Distrital de Évora do PSD,  veio para a comunicação social praguejar esse descontentamento.

Como refere o Jornal Correio da Manhã,a nomeação do médico socialista José Robalo para director da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, está a gerar contestação entre os militantes social-democratas.

O presidente da distrital de Évora do PSD, António Costa da Silva, diz que a decisão “causou estranheza dentro do partido” quando haviam “outras opções qualificadas” para o cargo. “Havia uma lista de nomes válidos para desempenhar essa função na ARS. A decisão foi outra e veremos, agora, se o novo responsável será leal ao Governo”, referiu ao CM Costa da Silva.

O médico, actual subdirector-geral da Saúde e deputado do PS na Assembleia Municipal de Alandroal, foi indicado para o cargo pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo. O CM tentou contactar o ministério, sem sucesso.

José Alberto Noronha Marques Robalo, que na terça-feira toma posse, substituindo Rosa Matos, é tido pelos militantes do PSD como um politico próximo de António Serrano, ex-ministro da Agricultura do Governo de José Sócrates, e Carlos Zorrinho, ex-secretário de Estado da Energia e da Inovação do Governo e actual líder da bancada parlamentar do PS.

Médico de clínica geral desde 1985, José Robalo iniciou a sua actividade política em 2000 quando foi nomeado coordenador da Sub-Região de Saúde de Évora no governo de António Guterres."

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