domingo, 9 de outubro de 2011

O comportamento eleitoral de um cliente da Barberia Ideal


É mesmo verdade, não me recordo exactamente quantas vezes votei CDU, mas quando era mais novo, muitas foram as ocasiões em que me deixei ir nesse engano de que o voto é uma arma com a qual construímos a democracia e forjamos o nosso futuro. Hoje já não estou tão certo disso.

No passado, Hitler foi eleito democraticamente pelo voto dos Alemães; este fim-de-semana, essa nódoa para este País, que é o Alberto João Jardim, com ou sem maioria, vai ser reeleito pelos madeirenses. Se a democracia estivesse bem viva, há muito que o senhor teria sido afastado, os Isaltinos estavam mais que presos e o cara de pau do Cavaco e Silva nunca teria chegado (pelo menos não teria sido reeleito), a presidente da República. As ideologias já lá vão, morreram e estão bem enterradas.

Se é verdade que votamos sempre no sentido da defesa dos nossos interesses directos, a rigor, quando o fazemos estamos a sancionar o sistema que nos levou à grave crise em que caímos. A democracia está a precisar de obras.

Eram os meus filhos crianças quando cortei com a minha vida político-partidária. Entendi que em vez de andar a vender revoluções aos outros, melhor era que tratasse de as fazer primeiro em minha casa, com a minha família. E assim fiz, só não rasguei o cartão do partido porque nunca fui filiado em nenhum.

Ao longo dos anos fui votando ao sabor da minha sensibilidade e dos meus interesses. Votei CDU, votei PS, votei PSD. Mas não votei em partidos, muito menos em ideologias, votei sempre em pessoas. Só as pessoas fazem a diferença.

No meio deste meu pessimismo crónico, há no entanto sinais de que podemos ainda ter esperança no ser humano. Cá na nossa querida ilha, os ilhéus, cansados de serem enganados com quinquilharia, resolveram nas últimas eleições correr com o nosso Alberto João Jardim, personagem que a exemplo da outra, bem contribuiu para alimentar o monstro do défice. Estamos todos nós agora a pagar o calote que este tipo de gente nos espetou.

PS
Não tenho nenhuma varinha mágica, tão pouco sou bruxo para saber o que é que as pessoas percebem ou não, certo é que não me chamo Pacheco.

Comentário de anónimo "aqui"

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Empurrar uma corda pela ponta

Ao injetar dinheiro nos bancos que estes não passaram para a economia real, os estados estavam a tentar empurrar uma corda comprida para dentro de um buraco. Um trabalho tão fútil quanto esgotante.

1. Uma pessoa normal, em geral, fica insolvente quando não tem dinheiro para pagar as suas dívidas e demais obrigações. Um banco fica insolvente quando não tem pessoas a quem emprestar o seu dinheiro. As duas coisas podem ocorrer em ciclo: as pessoas insolventes não pagam as suas dívidas aos bancos; e os bancos deixam de ter clientes dignos de crédito, entrando em insolvência.

Se o negócio do banco está em encontrar gente a quem possa emprestar dinheiro isso significa que as pessoas são o ativo do banco. Pessoas insolventes tornam insolventes os bancos.

No início desta crise, os estados tentaram resolver a crise injetado liquidez — ou seja, dinheiro — nos bancos. Isso não fez deles mais solventes. Havia uma falta de clientes dignos de crédito e os bancos ficaram cheios de dinheiro, que não emprestaram. E as pessoas continuaram cheias de dívidas.

Pior: entretanto, os estados gastaram os seus recursos e alguns deles estão também insolventes, ou perto disso. Como os estados também são clientes dos bancos, o facto de se terem tornado indignos de crédito torna os bancos insolventes a uma escala insuportavelmente incerta. Esta incerteza diminui radicalmente o número de clientes (estados, pessoas normais, empresas da economia real) dignos de crédito. O ciclo repete-se e agrava-se.

2. E se, desde o início da crise, os estados tivessem feito ao contrário? Em vez de darem dinheiro aos bancos para estes emprestarem às pessoas teriam dado dinheiro às pessoas para estas pagarem as suas dívidas aos bancos? As pessoas teriam diminuído os seus níveis de endividamento, tornando-se mais dignas de crédito, e em consequência os bancos tornar-se-iam mais solventes.

Isto já aconteceu no passado, quando na Grande Depressão os estados se viram forçados a criar agências de crédito para se substituir ao sistema bancário que estava congelado. Essas agências facilitavam o acesso ao crédito às empresas da economia real, que assim pagavam salários, com os quais as pessoas podiam pagar dívidas, poupar, ou consumir.

É o mesmo problema, visto ao contrário.

3. Imagine uma corda comprida que é preciso enfiar dentro de um buraco num muro. Há duas maneiras de o fazer.

A maneira errada é empurrar a corda a partir da ponta mais afastada. Se você tentar fazê-lo, reparará que a corda se enrola e serpenteia, mas que se recusa a entrar no buraco. Uma corda não é uma vara, e empurrá-la de nada serve.

A maneira certa de fazer é saltar o muro para poder puxar a corda a partir do lado de lá do buraco.

Ao injetar dinheiro nos bancos que estes não passaram para a economia real, os estados estavam a tentar empurrar uma corda comprida para dentro de um buraco. Um trabalho tão fútil quanto esgotante. Dar dinheiro às pessoas para estas pagarem as suas dívidas seria o equivalente a puxar pela corda da economia, e talvez tivesse resultado melhor.

O pior é que os estados ficaram demasiado exaustos pelo exercício e agora não têm como ajudar as pessoas (na Argentina acabaram por aparecer moedas improvisadas, como o patacón de Buenos Aires; pergunto-me se chegaremos a ver isso por cá).

Num dado momento da crise, que infelizmente tarda, vai ser preciso ver o problema pelo lado contrário. Essa é uma batalha de ideias que só será ganha com pragmatismo, e não com dogmatismo. É que os ativos dos bancos podem ser os clientes. Mas os ativos das pessoas são as ideias.

Escrito pelo deputado europeu, Rui Tavares: visto em "ruitavares.net/blog"

Cine-Teatro Vianense: 7 de Outubro

Sexta-feira, 7 de Outubro pelas 21.30 horas
"Super 8"



País: EUA

Género: Thriller, Ficção Científica
Duração: 112 min.
Classificação: M/12

Realização: J.J. AbramsIntérpretes: Joel Courtney, Jessica Tuck, Joel McKinnon Miller, Bruce Greenwood, Greg Grunberg Sinopse:No Verão de 1979, um grupo de amigos na pequena localidade do Ohio, testemunham um catastrófico desastre de comboio enquanto filmavam um filme em super 8 e depressa se apercebem que afinal não foi um acidente. Pouco depois, invulgares desaparecimentos e situações inexplicáveis começam a ocorrer e as entidades locais tentam descobrir a verdade - algo mais aterrorizador do que alguma vez se tinha pensado.

Horários de Bilheteira:

De quarta a sexta-feira das 14:30H às 17:30H
No próprio dia 1 hora antes do espectáculo/sessão
Contacto para reservas:
Telf: 266791007
mail: cine-teatro@cm-vianadoalentejo.pt

Nada é mais prejudicial para a democracia do que a inexistência de uma oposição credível e responsável – 1

O Sr. Estêvão Pereira ao longo de 16 anos foi presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo. Durante esse "reinado", colocou na autarquia um número bastante significativo de padrinhos e afilhados, alguns deles, inaptos desde o início para o trabalho contratado.

Agora, de um momento para o outro, talvez preocupado com o ritmo adequado das obras municipais, numa visão restritiva e incoerente, ataca sem justificação plausível o posto de trabalho de alguns técnicos avençados.

Sobre esta matéria o Sr. Vereador Estêvão Pereira, membro honorífico da biscateira oposição,  na reunião de Câmara de 31/08/2011, tem o seu momento glorificante de emoção quando se refere a uma das técnicas:

...“Referiu-se também este Vereador aos Workshops realizados sob o tema “Técnicas de procura activa de emprego” sendo os mesmos liderados por uma Técnica Superior avençada. “Será então caso para perguntar porque é que esta avençada não aplica essas técnicas a ela própria?”...

A questão sobre o trabalho desta avençada continuou em tempo de prolongamento  na reunião de 14/09/2011

..."Disse o senhor Presidente que considera por isso de muito mau gosto a observação efectuada pelo Sr. Vereador Estêvão Pereira na última reunião de câmara, em 31/08/2011, à Dra. Luisa Mouro sobre os Workshops realizados por esta técnica, quando diz que será, então, caso para perguntar porque é que esta avençada não aplica essas técnicas a ela própria. Trata-se de uma excelente profissional, que tem realizado um bom trabalho, numa área que sendo obrigatória - A Saúde, Segurança e Higiene - nada estava a ser feito nesse sentido"...

O Sr. Vereador Estêvão Pereira, nesta última reunião, e  neste particular, mais racional, liga logo à primeira a cassete oficial do PCP na faixa 2 - os casos de precariedade laboral.
.."Quanto à observação que fez acerca da avença da Dr.ª Luísa Mouro e a que o senhor Presidente se referiu, disse o senhor Vereador Estêvão Pereira nada ter contra a pessoa em causa, desejando apenas que a prestação de serviços em causa seja pelo menor tempo possível pois o ideal será o evoluir para uma situação profissional mais estável."...

Com tantas e variadas "gafes", omissões e incoerências, vemos sem surpresa a tradicional base social de apoio do PCP local, cada vez mais virada positivamente para o trabalho autárquico da maioria liderada por Bengalinha Pinto. Com o  medíocre e desajustado trabalho político dos principais actores do PCP/Viana em final de carreira,  2013 não será provavelmente o ano de regresso de D. Sebastião.


El Rei D. Sebastião - José Cid

terça-feira, 4 de outubro de 2011

António João Coelho de Sousa, Presidente da Assembleia Municipal de Viana do Alentejo, vence prémio internacional

Docentes de Gestão da UE vencem “Prémio Rogério Fernandes Ferreira.

Jorge Casas Novas e António João Coelho de Sousa, docentes do Departamento de Gestão e membros do CEFAGE, venceram o prémio internacional “Prémio Rogério Fernandes Ferreira 2010-2011”, que pretende distinguir bianualmente trabalhos originais de língua portuguesa no âmbito da Gestão, nomeadamente na área financeira, fiscal, de contabilidade e auditoria.

O trabalho premiado “Estilo de utilização dos sistemas de contabilidade de gestão, desenvolvimento do capital intelectual e performance organizacional. Uma análise integrada em empresas portuguesas com recurso aos sistemas de equações estruturais” é também da autoria da Prof. Maria do Céu Alves, da Universidade da Beira Interior e membro do NECE-UBI.

A iniciativa é do Centro de Estudos de Gestão do ISEG (CEGE), da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) e da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC).

A cerimónia de entrega do prémio realizou-se no passado dia 21 de Setembro, integrada na Conferência da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas – Prémio Professor Rogério Fernandes Ferreira 2010-2011.

Visto aqui

domingo, 2 de outubro de 2011

Castelo de Viana do Alentejo aberto à conquista dos visitantes

As obras de recuperação do Castelo de Viana do Alentejo terminaram, e a Milideias concebeu e produziu a identidade gráfica, a sinalética e a exposição interpretativa do castelo. A inauguração foi ontem e neste espaço passa a estar instalado o Posto de Turismo do Concelho. Para além da visita ao castelo, pretende-se que neste espaço continuem a acontecer iniciativas culturais de vários géneros. Um “novo” castelo que permitirá uma nova dinâmica cultural para a Vila de Viana do Alentejo.







Texto e imagens "milideias" aqui

Moção apresentada pela bancada do PS na Assembleia Municipal

Centro de Saúde de Viana do Alentejo

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VIANA DO ALENTEJO

29 de Setembro de 2011

MOÇÃO

1. No dia 15 de Julho, a pedido do Dr. Martinho Vieira, Director Executivo do Agrupamento dos Centros de Saúde do Alentejo Central II, o senhor Presidente da Câmara participou com o seu Adjunto numa reunião na qual lhe foi comunicado que nos meses de Julho e Agosto as consultas abertas ao fim de semana passariam a ser de 6 horas em vez das habituais 12 horas. Esta medida foi justificada com o período de férias e com a falta de médicos. Apesar da Câmara ter manifestado total discordância com esta medida, o responsável reafirmou a total impossibilidade de resolver o problema, tendo em conta os condicionalismos já referidos. A este propósito, o Coordenador Clínico do Centro de Saúde — Dr. José Luis — manifestou-se contra a implementação desta medida. Por carta que dirigiu a este Município a 19 de Julho, o Dr. José Luis informou este assunto por escrito mas não referiu que a medida se reportava a Julho e Agosto pelo que foram solicitados esclarecimentos por ofício datado de 18 de Agosto.

2. Por ofício da Administração Regional de Saúde do Alentejo, I.P., (ARS SAIDA 13 9*11 13993) com data de entrada nos serviços desta Autarquia em 16-09-2011, vem este organismo da administração central, esclarecer que doravante “o horário de funcionamento da Consulta Aberta do Centro de Saúde de Viana do Alentejo, aos Sábados, Domingos e Feriados, foi reajustado para o período das 08.00 às 14.horas”.

A Assembleia Municipal de Viana do Alentejo reclama da Administração Regional de Saúde elevado sentido de responsabilidade na prestação dos cuidados de saúde à população do concelho de Viana do Alentejo, não se conformando com o novo horário imposto, quando inicialmente a redução do horário de funcionamento era apenas uma medida transitória, decorrente da falta de médicos em período de férias.

A Assembleia Municipal e os restantes órgãos autárquicos tudo farão, conjuntamente com a população, para que sejam repostos os serviços médicos e de enfermagem aos fins-de-semana e feriados para o período entre as 08:00 e as 20:00.horas.


Viana do Alentejo, 29 de Setembro de 2011
Enviar para os Grupos Parlamentares; Presidente da AR; Ministro da Saúde e Governo;
Enviar para a ARS Alentejo;
Enviar para a Comunicação Social e outros meios de divulgação.

Visto no Blogue "POLVOROSA"

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Portanto Pá, "foice" sem martelo

A blogosfera concelhia está mais pobre, o blogue "Portanto Pá" foice, mas permanece acessível na Net utilizando-se uns binóculos de infravermelhos para visão nocturna.

Estamos certos que a prestigiosa agência de propaganda clandestina RIA "Novosti”, prepara um clone para substituir o finado “Portanto Pá”.



Freddie Mercury - Made In Heaven

Cine-Teatro Vianense: 2 de Outubro

Domingo, 2 de Outubro pelas 16.00 horas
"Carros 2"



País: EUA
Género: Animação, Comédia
Duração: 106 min.
Classificação: M/6
Realização: John Lasseter, Brad Lewis
Intérpretes: Owen Wilson, Michael Caine, Emily Mortimer, Michael Keaton, Jason Isaacs, Thomas Kretschmann, Tony Shalhoub, Bonnie Hunt

Sinopse:
A estrela das corridas Faísca McQueen e o incomparável reboque Mate conduzem a sua amizade para novos locais, viajando até ao estrangeiro para competir no primeiro Grande Prémio Mundial e determinar quem é o carro mais rápido do mundo. Mas a estrada para o campeonato está cheia de buracos, desvios e surpresas quando Mate se envolve numa intrigante aventura: espionagem internacional.
Dividido entre ajudar Faísca McQueen na importante corrida e liderar uma missão de espionagem super secreta, a viagem plena de acção de Mate leva-o a uma explosiva perseguição pelas ruas do Japão e da Europa.

Horários de Bilheteira:
De quarta a sexta-feira das 14:30H às 17:30H
No próprio dia 1 hora antes do espectáculo/sessão

Contacto para reservas:
Telf: 266791007
mail: cine-teatrovianense@cm-vianadoalentejo.pt

terça-feira, 27 de setembro de 2011

PS aplaude reforma da administração local

PCP, BE e «Verdes» dizem que vai «criar executivos monocolores e acabar com o pluralismo.

O PS considerou que o PSD se aproximou das posições dos socialistas em matéria de revisão da lei eleitoral autárquica e «congratulou-se» com o sentido genérico do Documento Verde da Administração Local apresentado pelo Governo.

A posição foi transmitida pelo dirigente socialista João Ribeiro no final da reunião do Secretariado Nacional do PS. Num comentário à apresentação do documento de reforma administrativa apresentado pelo executivo, João Ribeiro frisou que a revisão da lei eleitoral autárquica «é uma longa batalha do PS».

«Quase dez anos depois e seis ou sete líderes do PSD depois, sabe-se que o PSD parece corresponder ao desafio que o secretário-geral do PS [António José Seguro] lançou em plena campanha eleitoral e no penúltimo debate quinzenal na Assembleia da República, no sentido de o país ter uma nova lei eleitoral autárquica já durante as próximas eleições autárquicas», afirmou o membro do Secretariado Nacional dos socialistas.

João Ribeiro defendeu depois que a nova lei eleitoral autárquica deverá reforçar as competências de fiscalização das assembleias municipais (garantindo a proporcionalidade), a existência de executivos homogéneos e uma «elevada redução de custos», quer através da redução do número de vereadores, quer por via de uma articulação com as competências das juntas de freguesia. «O PSD juntou-se hoje ao PS nesta causa», concluiu.

Já o Bloco de Esquerda considerou que as medidas apresentadas significam um «retrocesso» e «não uma reforma» e mostrou-se «preocupado» com os efeitos da possível redução de vereadores nas autarquias.

O documento prevê a realização de um estudo piloto em duas comunidades inter-municipais (uma de cariz mais rural, outra mais urbana) para definir os modelos de competências, financiamento, gestão e transferência de recursos. Para o deputado do Bloco de Esquerda Pedro Soares, esta medida «não é uma reforma, mas um retrocesso», já que o Governo «repete a mesma proposta», apesar de «ter ficado demonstrado que não funciona no território».¿

Pedro Soares defendeu que «voltas às comunidades intermunicipais e às áreas metropolitanas põe em causa aquela que devia ser a mãe de todas as reformas: a regionalização».

O BE mostrou-se «muito preocupado» também com a redução de vereadores eleitos, por admitir que os «executivos podem passar a ser monocolores».

Com esta medida, «o presidente da câmara pode escolher e substituir vereadores como bem lhe convém, o que não vai aumentar a democracia local, mas sim favorecer os caciques locais e auferir poderes totais aos presidentes de câmara», defendeu Pedro Soares.

Para o secretário-geral do PCP, o livro verde é um «livro negro», argumentando que tem por objectivo «acabar com o pluralismo» nas autarquias e fazê-las pagar pelas medidas do Governo. «É um livro negro que visa o desmantelamento das características deste poder local democrático, deste poder local construído por milhares e milhares de homens com os apoios da população», afirmou.

Jerónimo de Sousa argumentou que, com este documento, «o que se pretende, no essencial, é, através da criação de executivos monocolores, acabar com o pluralismo, acabar com a intervenção construtiva designadamente da própria oposição, a eliminação de órgãos autárquicos».

Sublinhando que está em causa «o primeiro patamar do poder democrático, o patamar mais próximo das populações», Jerónimo de Sousa diz esperar que não regresse «a figura do regedor, que de uma forma administrativa resolvia os poderes do poder local».

Também o partido ecologista «Os Verdes» condenou a proposta de reforma, considerando que vai sacrificar a qualidade de vida das populações e «esvaziar» a «pluralidade democrática» das autarquias.

Visto em "Agência Financeira"

sábado, 24 de setembro de 2011

Vendas Novas: SAP não fechou e mantém-se aberto à noite

O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do centro de Saúde Vendas Novas já não encerrou a partir das 00h00 horas da passada quinta-feira e vai permanecer aberto no período nocturno. 


O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do centro de Saúde de Vendas Novas não encerrou às 24:00 horas e vai permanecer aberto no período noturno, revelou a Administração Regional de Saúde do Alentejo.

A presidente da ARS do Alentejo, Rosa Matos, explicou à Agência Lusa que a decisão de manter o SAP a funcionar foi tomada por aquele organismo, “em conjunto com o Ministério da Saúde e o Agrupamento de Centros de Saúde (ACS) Alentejo Central II”, que integra Vendas Novas.

“Apesar de todos os constrangimentos [financeiros] que são conhecidos de toda a gente, e que foram reafirmados por mim ainda há poucas horas”, foi decidido manter “a resposta que o centro de Saúde atualmente dá” à população de Vendas Novas, ou seja “24 sobre 24 horas”, disse.

Ao início da noite de ontem, Rosa Matos tinha revelado à Agência Lusa que o SAP de Vendas Novas ia fechar no período noturno, a partir das 24:00 horas, por a ARS do Alentejo não poder recorrer a médicos externos para assegurar o atendimento.

Na altura, a mesma responsável atribuiu o fecho, “não a questões de tesouraria” da ARS, mas sim a “alterações orçamentais” decididas pelo Governo.

“Não há recursos internos dentro do centro de Saúde que consigam manter o serviço a funcionar 24 horas por dia. O que a ARS do Alentejo tem feito é contratar serviços médicos externos a empresas”, disse, frisando não ser “possível” prolongar essa situação.

A decisão foi logo contestada pelo presidente do município local, José Figueira, e motivou uma vigília, com centenas de habitantes, em frente ao centro de Saúde de Vendas Novas.

Agora, a presidente da ARS manteve à Agência Lusa que, “internamente, no centro de Saúde”, não existem “recursos” para o funcionamento ininterrupto do SAP, mas adiantou que foi encontrada uma solução alternativa, em conjunto com o coordenador do ACS Alentejo Central II.

Visto em "Diana FM"

As obras loucas de Jardim

A dívida pública escondida da Madeira atinge quase 2 mil milhões de euros, mas Alberto João Jardim continua a inaugurar obras todos os dias. Conheça 5 das mais loucas obras do presidente da Região Autónoma.


Visto aqui

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Feira D`Aires - Video Promocional 2011



Visto aqui

sábado, 17 de setembro de 2011

Em época de crise, CDU/Viana aluga painel publicitário


Os Toureiros, Suite Carmem - Bizet

Ferrugento da micção canina e amolgado pelos pontapés dos irritados peões que vêm o passeio barrado, o acorrentado painel de propaganda da CDU/Viana, instalado em local não permitido por lei, tem a partir de agora uma dupla função.

O directório local do PCP reunido de emergência com a encarniçada camarada de coligação CDU, Heloísa Apolónia, do partido virtual “Ecologista os Verdes”, decidiram de braço no ar por unanimidade e aclamação, aprovar o aluguer daquele espaço a publicidade capitalista, visto que as receitas das cotizações locais vão pelas ruas da amargura

Sob o slogan, “sabe bem pagar tão pouco”, os empresários tauromáquicos, deverão fazer as respectivas reservas publicitárias aqui.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Imprensa internacional surpreendida com dívida oculta da Madeira


Desde o Financial Times, passando pelo Wall Street Journal até ao La Vanguardia, o buraco nas contas públicas madeirenses está a gerar apreensão e surpresa nos títulos do mundo inteiro.

Não é só internamente que a dívida madeirense está a dar que falar. A imprensa internacional já se debruçou sobre a recente descoberta de uma omissão de mais de mil milhões de euros nas contas públicas do arquipélago e até o jornal britânico “Financial Times” (FT) já publicou uma coluna de opinião sobre o caso num dos seus blogues.

O jornalista Joseph Cotterill, do FT, escreve que "a Madeira, um pitoresco arquipélago de 267.000 pessoas, esbarrou com Portugal continental esta sexta-feira, espalhando novos estilhaços de renovado compromisso sobre a dívida".

“Oops!”, diz Cotterill, deixando uma consideração: “Lembram-se que muitos dos argumentos a favor dos ‘eurobonds’ assentavam na coordenação fiscal entre Estados e, crucialmente, dentro deles? Pois muitos Estados-membros da Zona Euro assentam em compromissos muito delicados entre poderes centrais e regionais. Talvez a Madeira seja um bom exemplo…”.

Já o americano “Wall Street Journal” tem no seu site que “Portugal encontra buraco de 1,5 mil milhões de dólares” e também que “Portugal encontra dívida escondida em região autónoma”. A televisão americana CNBC titula que “Gastos insulares aumentam carga de dívida portuguesa” e o índice financeiro Nasdaq também já está em cima da notícia.

O diário brasileiro Globo noticia que "llha da Madeira omite dívida bilionária e eleva pressão sobre Portugal". Em Espanha, o "La Vanguardia" diz que “dívidas ocultas obrigam Portugal a rever o seu défice" e descreve Jardim como um político "com uma reputação de rebelde dentro do seu partido e historicamente polémico nas suas declarações".

O défice orçamental de Portugal de 2008 a 2010 vai ter de ser revisto devido a um buraco nas contas da Madeira, estimado em 0,3% do PIB.

O Instituto Nacional de Estatística e o Banco de Portugal descobriram nas últimas semanas um impacto estimado no défice de 2008 de 139,7 milhões de euros (0,08% do PIB), em 2009 de 58,3 milhões de euros (0,03%) e em 2010 de 915,3 milhões de euros (0,053%).

Todos os partidos já reagiram à notícia, causando até alguma crispação entre o primeiro-ministro e o líder do PS, devido à aliança política entre Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional, e o actual partido do Governo. O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, também já manifestou a sua surpresa.

Para já, o único protagonista remetido ao silêncio é mesmo Alberto João Jardim.

 
Matilde Torres Pereira in "RR/SAPO"

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