terça-feira, 26 de julho de 2011

Ministro russo considera que multiculturalismo conduz a beco sem saída

A política do multiculturalismo, que se tornou uma das causas do atentado terrorista na Noruega, não tem futuro, nomeadamente na Rússia, considera Konstantin Romodanovski, diretor do Serviço russo de Emigração.
Atentados em Oslo - minuto de silêncio (EPA)

“O multiculturalismo é o estímulo das diferenças. Se se estimular as diferenças, isso conduzirá a um beco sem saída”, declarou ele à agência Interfax.Por outro lado, ele assinalou que “as danças, canções, cultura, experiência e história nacionais devem continuar”.“Mas, na sociedade, as pessoas devem comportar-se de forma compreensível para os outros, e não ser um elemento de irritação, orientar-se por abordagens e princípios únicos, viver segundo regras únicas”, sublinha Romodanovski.

“A política da integração é outra coisa, devemos diluir as diferenças”, acrescentou.Romadonovski defende que os imigrantes que querem trabalhar na Rússia devem ser escolhidos segundo critérios como idade, nível de instrução, preparação profissional e capacidade de adaptação.O problema do multiculturalismo, cuja discussão foi incentivada pelos acontecimentos na Noruega, é muito atual na Rússia, país onde vivem mais de cem povos e que acolhe milhões de emigrantes dos países da antiga União Soviética

domingo, 24 de julho de 2011

"Onde param os jovens"

Um artigo com o título, “Onde Param os Jovens”, publicado no “Portanto Pá”, alter ego do “Blogue do Estevão”, diz a dado passo: Depois da câmara ter mudado em 2009 e de ter aberto uma fornada de concursos e depois de analisar que nenhum ficou para jovens licenciados do concelho.”…blá… blá… blá…

Com a Barbearia cheia de clientes, enquanto vou dando umas tesouradas ao arrepio no cabelo de um cliente, em voz alta, manifesto a minha preocupação com a possibilidade de eventuais conflitos corporativos que possam advir entre os nativos licenciados, a trabalhar na Câmara, e os novos licenciados agora admitidos, estes últimos sem quaisquer afinidades ao concelho de Viana.

No meio desta conversa o Sr. Bandarra, homem de esquerda e poeta popular, profundo conhecedor dos meandros da Câmara, até porque recebe há longo tempo subsídios da autarquia, provindos do tempo do Estêvão, pôs-se a enumerar em voz alta os locais de origem e outras qualidades dos licenciados da Câmara, asseverando que as minhas preocupações não têm razão de ser, até porque, afirma ele, se a idade e o lugar de proveniência fosse o critério redutor de admissão das pessoas, muita gente da nossa terra não trabalharia em Évora ou noutros locais do território Nacional, e muito menos poderia ser aceite noutros países como emigrante.

O Sr. Bandarra, numa tirada de quem conhece o passado,  aviva a memória dos presentes, quando relembra que antes de Outubro de 2009, dos licenciados admitidos no quadro da Autarquia, depois da Câmara ter aberto ao longo de mais de 30 anos uma fornada de concursos, apenas num deles, foi admitida uma jovem recém-licenciada, nascida e criada no concelho.

Amy Winehoue morre aos 27 anos

A cantora Amy Winehouse foi encontrada morta Polícia Metropolitana de Londres em sua casa, em Londres, no sábado 23 de julho de 2011. Amy Winehouse tinha 27 anos e um histórico de envolvimento com álcool e uso de drogas.

Amy Winehouse nasceu em Londres, em uma família judia. Começou a ouvir jazz quando criança e formou a primeira banda aos dez. Filha de uma farmacêutica e de um motorista de táxi, com o qual tinha uma relação conturbada, ela cresceu na área de Southgate, no norte de Londres. Seus tios maternos eram músicos de jazz profissional.

Aos 16 anos, Amy passou a cantar profissionalmente. O primeiro disco, "Frank", foi lançado quando ela completou 20 anos e produzido por Salaam Remi. O segundo trabalho, "Black to black", saiu em 2006. O disco foi produzido por Mark Ronson e tinha como banda de apoio os Dap Kings, que também se apresentaram recentemente no Brasil.

Foi "Back to black" que consagrou a cantora. O trabalho lhe rendeu cinco prêmios Grammy, o Oscar da música internacional.

A morte precoce de Amy Winehouse aos 27 anos se junta a uma trágica lista de roqueiros que também morreram nesta idade, por consequência direta ou indireta do uso de drogas, entre eles, Janis Joplin, Kurt Cobain, Jim Morrison, Brian Jones e Jimi Hendrix.



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Que democracia é esta?

No Público de terça-feira (sem link), mais um importante texto de Boaventura de Sousa Santos. Aqui fica (os realces são nossos).

«No seu artigo no PÚBLICO de 2 de Julho, São José Almeida perguntava sobre o tipo de democracia em que estamos. A pergunta está na mente de muita gente e deve ser respondida. Como contributo para o debate, ofereço a minha resposta. É uma democracia de muito baixa intensidade, que assenta nas seguintes ideias-mestras:

1. As expectativas quanto ao futuro próximo são descendentes (as coisas estão mal mas vão ficar ainda pior) e têm de ser geridas com grande controlo do discurso do Governo e do comentário conservador ao seu serviço, de modo a excluir do horizonte qualquer alternativa credível. Desta forma, é possível transformar o consenso político eleitoral em resignação cidadã, a única maneira de manter vazias as ruas e as praças da revolta.

2. Uma profunda transformação subterrânea do regime político corre paralela à manutenção, à superfície, da normalidade democrática da vida política. Trata-se de um novo tipo de Estado de excepção, ou de Estado de sítio, que suspende ou elimina direitos e instituições sem ter de revogar a Constituição. Basta ignorá-la, para o que conta com a cumplicidade de um Presidente da República que paradoxalmente conseguiu atingir, sem governar, os objectivos por que lutou em vão quando governou; com a demissão do Tribunal Constitucional treinado para os baixos perfis das minudências formais; e com a paralisia de um sistema judicial demasiado desgastado social e politicamente para poder assumir a defesa eficaz da democracia.

3. A tutela internacional da troika não colide com a soberania nacional, quando o poder soberano não só está de acordo com o conteúdo político da tutela, como inclusivamente se legitima através do excesso com que a acolhe e reforça. Domina a crença de que um governo de direita de um pequeno país não tem o direito nem a necessidade de inovar. As medidas políticas para a destruição do Estado social e dos serviços públicos estão testadas com êxito nos governos de referência. Para saber o que vai acontecer na saúde, na educação, nas pensões e na assistência aos idosos, ou o modo como se vai dissimular o número de famílias que perderá a sua casa nos próximos tempos, basta estar atento à imprensa inglesa.

A ausência de inovação é disfarçada pelo estilo de apresentação (de preferência, com alguma radicalidade) feita por uma classe política jovem que transforma credivelmente retrocesso político em renovação política, inexperiência em benefício da aposta, total submissão a interesses económicos poderosos (nacionais e internacionais) em garantia contra a corrupção.

4. É crucial assegurar que a oposição permaneça paralisada pela armadilha que ela própria criou e que consiste em estar limitada (por quanto tempo, é a questão) a escolher entre duas possibilidades, que são outros tantos becos sem saída. A primeira é a luta parlamentar, onde, por não ter maioria, nunca poderá provocar uma crise de governação. A segunda é a luta extraparlamentar contra a resignação através da crença racional em alternativas democráticas credíveis que, de tão incontornáveis, ou entram no Parlamento ou acampam fora dele. Neste caso, provocaria uma crise de governação, mas esta só seria produtiva se os seus custos políticos, sobretudo de curto prazo, pudessem ser assumidos em conjunto por todas as forças de esquerda, o que, como é sabido, não é possível, pelo menos, por agora. Esta ideia-mestra da democracia de baixa intensidade recomenda que os rostos desgastados dos líderes da oposição se mantenham e que os que tiverem de ser substituídos o sejam por rostos que nunca viram a realidade social senão através das janelas do Parlamento.

O novo regime pensa-se como de longo prazo. Quando for superado, Portugal será um país muito diferente e assim permanecerá por muito tempo. O problema é que as armadilhas (tal como as minas antipessoais) são cegas e não reconhecem os donos. O Governo criou a sua própria armadilha ao pensar que a tutela internacional podia ser usada em dose controlada: usá-la para realizar o projecto político que a direita, por si só, nunca foi capaz de levar a cabo, mas impedir que os condicionalismos da tutela destruam o país. A armadilha reside em que a tutela, porque é internacional, vê Portugal à escala de um lugarejo e não submete a dosagem da sua intervenção a outros critérios que não sejam os seus.

Por todas estas razões, o 25 de Abril do próximo ano será o primeiro da lembrança de uma perda irreparável. Para ter alguma força, sugiro que se fundam nele o 5 de Outubro e o 1 de Dezembro. Haverá menos feriados, o que convém, e mais significado, o que convém ainda mais.»

Director do Centro de Estudos Sociais, Laboratório Associado, da Universidade de Coimbra

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Público: "Macário dá como “inevitável” introdução de portagens na Via do Infante


"Depois de ter sido um feroz opositor da introdução de portagens na Via do Infante no âmbito do programa de alteração do projecto, Macário Correia afirmou hoje, em declarações à TSF, que compreende o ponto de vista do Governo e que as portagens naquela via que cruza o Algarve são “inevitáveis”."

Desvios colossais (3)

José Vítor Malheiros, Púlico

As coisas não são como devem, nem como parecem, nem como nos dizem que são.

Entre as promessas da campanha eleitoral e a governação. Entre prometer que não haverá corte no subsídio de Natal, garantindo que fazer isso seria um "disparate", e decretá-lo passado umas semanas, declarando que se trata de uma medida indispensável.

Entre a equidade que a lei e a simples decência impõem que exista no tratamento dos cidadãos pelo Estado e o facto de o imposto extraordinário incidir apenas sobre os rendimentos do trabalho, os únicos rendimentos dos mais pobres, isentando juros de depósitos, dividendos de acções e lucros de empresas, que são os rendimentos dos mais ricos.

Entre a realidade do imposto extraordinário e as declarações feitas sobre o mesmo pelos partidos da direita: "É pedido um esforço maior a quem pode mais" (Luís Montenegro, PSD).

"Quem aufere mais rendimentos suportará a esmagadora maioria da receita deste imposto" (João Almeida, CDS).

Entre a justiça distributiva, que é uma das razões de ser do próprio Estado, e o primado da defesa dos privilegiados, que o Governo assume, cobrando o imposto extraordinário aos trabalhadores que ganham mil euros, mas esquecendo-se dos donos dos iates que ganham um milhão.

Entre o rigor com que se conhecem, se controlam, se cruzam e se taxam os rendimentos do trabalho e a enorme dificuldade existente para conseguir detectar as "manifestações de fortuna" e cruzar os dados que dizem respeito aos mais ricos, que acabam por beneficiar, ano após ano, de uma amnistia de facto.

Entre os impostos que deviam ser cobrados às empresas e aqueles que são efectivamente cobrados, devido a prescrições e aos esquecimentos vários a que a Inspecção-Geral de Finanças chama a "inércia dos serviços".

Entre o dramatismo com que a direita constata o défice de 450 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde e a displicência com que acha que se deve tirar cinco ou dez mil milhões do bolso dos contribuintes para tapar o buraco do BPN.

Entre o tratamento fiscal dado em geral aos mais ricos e o que é dado aos mais pobres, com o argumento de que o capital pode fugir do país e os trabalhadores pobres, esses, não fogem.

Entre as juras de que a austeridade tem como único objectivo salvar o Estado social e o secreto desejo da direita de desmantelar o Estado social, de transformar os serviços gratuitos para todos em serviços pagos para alguns e de transformar os trabalhadores em proletários.

Entre os impostos que pagam as empresas com sede em Portugal e as que instalaram discretamente as suas sedes na Holanda ou noutros paraísos fiscais, para poderem continuar a beneficiar das infra-estruturas pagas pelos contribuintes portugueses sem terem de contribuir para elas.
 
 
Entre os compromissos de tantos políticos, que juram solenemente dedicar a sua vida à defesa da causa pública e a sua defesa das grandes empresas, onde esperam ser nomeados administradores depois de deixar o Estado.

Entre a forma como os empresários gostam de se apresentar - geradores de inovação, defensores da concorrência, amantes do risco - e a realidade de muitos, embolsando os lucros quando as coisas correm bem e exigindo compensações aos contribuintes quando correm mal.

Entre o que devia ser a separação partido-Estado e a realidade da proposta feita no PSD, de nomeação de comissários políticos nos ministérios para facilitar os contactos com dirigentes e autarcas sociais-democratas.

Entre a indignação que as pessoas sentem por uma situação para a qual não contribuíram, mas da qual têm de pagar os custos e a indignação que deixam transparecer.

Entre a indignação que as pessoas sentem e a que deviam sentir por estarem a ser empurrados para o patamar da mera sobrevivência nesta guerra civil que a ganância dos mais ricos trava contra a dignidade dos mais pobres

terça-feira, 19 de julho de 2011

Quatro Intercidades por dia entre Lisboa e Évora em menos de uma hora e meia

Estação da CP de Évora durante as obras
A CP lança no domingo uma nova oferta de Lisboa para Évora com quatro Intercidades diários em cada sentido (dois de manhã e dois à tarde) que vão demorar apenas uma hora e 21 minutos entre Sete Rios e aquela cidade alentejana.

Até Maio de 2010, quando a linha do Alentejo encerrou para obras, o mesmo percurso era feito em uma hora e 50 minutos. Esta redução do tempo de viagem só é possível porque a via férrea - que esteve encerrada um ano e três meses para obras entre Bombel e Évora - permite agora velocidades de chegam aos 200 quilómetros por hora. A linha sofreu um investimento de 48,4 milhões de euros e está agora electrificada, tem carris, travessas e balastro novos e foi dotada de modernos sistemas de sinalização e telecomunicações.

Mas o troço entre Casa Branca e Beja ficou à margem desta modernização, não podendo aí circular comboios eléctricos. A CP decidiu, por isso, não ressuscitar os Intercidades para Beja (havia dois por dia em cada sentido até Maio do ano passado) e organizar um serviço de ligação aos comboios de Évora com transbordo em Casa Branca. Este serviço será assegurado por automotoras a diesel remodeladas para o efeito. Contam com assentos mais confortáveis, maior espaço entre os bancos, tomadas para computador, ar climatizado e têm reserva de lugar, podendo os bilhetes ser comprados na Internet.

Este mesmo material vai também assegurar o serviço regional entre Casa Branca e Beja, composta por cinco ligações diárias e mais uma circulação de ida e volta entre Beja e Vila Nova da Baronia. Não serão retomadas as ligações directas entre Évora e Beja.

Apesar da ruptura na estação de Casa Branca, os passageiros de Beja para Lisboa farão agora a viagem até Sete Rios em duas horas e cinco minutos, menos dez minutos do que nos antigos Intercidades...  ler mais...

Hoje no "Público"

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um desvio colossal (2)

O ministro das Finanças não explicou cabalmente, titubeando nas respostas, a razão pela qual se excluiu deste esforço nacional os lucros das empresas e os rendimentos de capital, quer seja sobre dividendos, quer seja sobre juros de depósitos, não dividindo assim o mal pelas aldeias e, consequentemente, subcarregando o esforço exigido a quem trabalha.
O argumentário de Vítor Gaspar, para além de sonolento, foi frouxo: justificou a decisão com o incentivo a poupança ou por razões técnicas. Ora, se o objectivo fosse o de incentivo à poupança teria decidido, apenas, isentar do imposto extraordinário os juros investidos em poupança.
Quantos aos problemas técnicos, como lembrou Marques Mendes, ex-presidente do PSD, em comentário televisivo, no passado, em circunstâncias semelhantes, em 1983, um governo dirigido por Mário Soares, fez incidir o imposto extraordinário sobre as empresas e sobre os rendimentos do capital em mais do dobro do que sobre os rendimentos do trabalho.
Há quase 30 anos não se levantaram os problemas técnicos que agora se invocam. A conclusão óbvia sobre a decisão deste governo, quanto à incidência deste imposto recair principalmente sobre os rendimentos do trabalho e isentar do esforço nacional os lucros das empresas e os rendimentos de capital, é a subordinação à sua cartilha ideológica, segundo a qual se atribui aos custos do trabalho e à protecção legal de quem trabalha, consagrado no Código do Trabalho, a fonte de todos os males que impedem o crescimento económico.

(Ler mais no i)

domingo, 17 de julho de 2011

"Cadelas apressadas parem os cães cegos!"

Depois de termos lido com deleite no Blogue do Estêvão, logo após a divulgação dos dados preliminares dos Censos 2011, a sábia análise explicativa da evolução da população residente no concelho de Viana do Alentejo, no artigo “O CONCELHO DE VIANA SOBE NOS CENSOS 2011”, o seu narcisista autor pontapeando a ciência, mais concretamente os métodos e técnicas em investigação social, assume a paternidade do saldo positivo de 205 residentes para o período intercensitário, 2001-2011.
Esta postura singela faz-nos lembrar aqueles espectáculos de música erudita, porque menos divulgada, em que alguns expectadores batem palmas fora de tempo. Neste caso concreto o INE corrige estes dados em 30 de Junho de 2011 e, para já, ficamos a saber que a população residente no concelho cresceu apenas 131 habitantes e não 205 como revelaram os primeiros dados divulgados.

A última actualização destes dados, datada de 30 de Junho de 2011 é a seguinte:


Como muito bem informa o site da Câmara:

"Censos 2011 – População residente aumentou no Concelho"

“…Apesar dos primeiros resultados dos Censos 2011 serem apenas disponibilizados em meados de Julho, os dados preliminares actualizados pelo INE a 30 de Junho último indicam que a população do Concelho de Viana do Alentejo aumentou. Em comparação com o último Censos 2001 em que registou um total de 5.615 habitantes, soma agora 5.746, mais 131 residentes...
Em termos de freguesias, aquela que registou uma maior subida do número de habitantes (192) foi Aguiar, tendo agora 891 residentes. Segue-se a freguesia de Alcáçovas com mais 23 habitantes, num total de 2.111. Por seu turno, Viana do Alentejo registou uma perda de habitantes (84) face a 2001, registando actualmente 2.744 habitantes...”
__________________________________
Tanta conversa demagógica no artigo do senhor vereador Estêvão Pereira, com o intuito de tentar arranjar coerência para justificar a correlação positiva do crescimento da população residente no concelho com as suas políticas autárquicas. Então se fizermos a análise por freguesia o que dizer de tais políticas “desenvolvimentistas”.

Curiosamente é na freguesia de Aguiar, onde o Ex-presidente Estêvão Pereira menos investiu ao longo de 16 anos, que se dá o maior acréscimo de população em número e percentagem.

Extrapolando o conteúdo do citado artigo publicado no “Blogue do Estêvão”, imaginamos então sem surpresa como foram e são tratados pelo seu autor outros assuntos, acompanhado nesta insana azáfama pelo seu heterónimo “Portanto Pá”.
Temos reparado na supressão de alguns artigos no “Blogue do Estêvão”, assim como se apagou na totalidade “A Tal Viana”, de modo a não vincular para memória futura o autor desses textos a opiniões erradas ou pouco dignas.

Perante toda esta envolvente opinativa chegamos a uma conclusão óbvia: o autor do “Blogue do Estêvão”, omissão daqui empolamento dali, tudo faz para que a plateia de "figurantes contratados", dispostos de forma a parecerem muitos, se levante e contagie a restante população para que se grite em uníssono - volta Estêvão que estás perdoado!

Pobres dos que não são nem pobes nem ricos

"As preocupações sociais do governo já estão devidamente parametrizadas e se existiam dúvidas estas foram esclarecidas pela conferência de imprensa do ministro das Finanças. Estão excluídos de qualquer medida de austeridade os que vivem dos rendimentos do capital e os não declaram mais do que o ordenado mínimo, uns porque são pobres e outros porque são ricos.

Na perspectiva do governo devem ser alvo de medidas de austeridade todos os que trabalhem e que ganhem acima do ordenado mínimo, são estes que pagarão as medidas de apoio aos pobres ou supostos pobres, aos bancos onde o dinheiro dos mais felizardos rende dinheiro e o desequilíbrio das contas públicas. Estes estão encurralados no curral fiscal em que o país se está transformando para os trabalhadores por conta de outrem e, principalmente, para a chamada classe média que todos prometem proteger.

Não admira que a o grupo Cofina, uma das possíveis beneficiárias da privatização da RTP, se tenha apressado a encomendar uma sondagem à Aximage no dia seguinte à conferência de imprensa de Vítor Gaspar e tenha concluído que metade dos eleitores apoiavam a medida. Compreende-se, com tanta gente a rir-se dos que vão suportar os custos da folga e Passos Coelho não admira que as medidas tenham tanto apoio.
Aliás, se Passos Coelho fosse esperto em vez de mexer nas taxas do IVA voltava a aplicar um imposto extraordinário no próximo ano. Evitava que os “pobres” e os donos de restaurantes e mercearias mudassem de opinião continuando a apoiar as medidas de austeridade.

O problema começa a saber quem é pobre em Portugal, os que ganham 500 euros e beneficiam dos mais diversos apoios e isenções ou os que ganham 1500 euros e não beneficiam de quaisquer apoios, pagam taxas elevadas de impostos, sofrem cortes de vencimentos e suportam os impostos extraordinários. Isto sem considerarmos que uma boa parte dos que ganham o ordenado mínimo não passam de falsos pobres pois em muitos sectores de actividade está a generalidade de pagar uma parte do ordenado “por fora” apenas se declarando ao fisco e à Segurança Social o montante equivalente ao ordenado mínimo.
Mas para o ministro das Finanças está tudo bem, Portugal é exemplar no combate à evasão fiscal e esta realidade não merece preocupações. É mais prático ignorar a realidade social, a injustiça latente em muitos apoios sociais tantas vezes denunciada pelo PSD, fazer de conta de que não há evasão fiscal, ignorar que a economia paralela representa mais de 20% da actividade económica e centrar a austeridade cobrando impostos aos que estão presos no curral fiscal."

Visto no "Jumento"

Distributivismos

No pensamento da direita liberal existe desde há muito uma forte crítica à ideia de justiça distributiva. Isso encontra-se em Hayek, especialmente no livro “A Miragem da Justiça Social”.

A argumentação de Hayek é múltipla: nenhuma entidade pode centralizar os conhecimentos necessários para aplicar a justiça numa sociedade livre e de mercado, o simples facto de tentar aplicá-la conduz a uma aproximação ao totalitarismo, etc.

Um outro pensador, Robert Nozick, considera, na obra "Anarquia, Estado e Utopia", que a justiça distributiva é uma forma de roubo, na medida em que equivale a obrigar alguns - os mais favorecidos - a trabalhar para os outros - os mais desfavorecidos, ou a sociedade no seu conjunto. Em suma, tanto para Hayek como para Nozick o distributivismo leva a uma indesejável interferência por parte do Estado no mercado e na liberdade dos indivíduos.

É claro que é um pouco chocante que alguém defenda que a justiça distributiva é, em si mesma, uma má ideia. Os nossos políticos e publicistas de direita não se atrevem a dizer isso com a clareza de Hayek ou Nozick. Mas não deixam de reflectir, a um nível bastante menos sofisticado, as ideias desses autores.

Por isso criticam o Estado social, afirmam que a promoção da igualdade económica põe em perigo a liberdade, dizem que é importante a igualdade de oportunidades em termos formais, mas não a igualdade de resultados, etc.

Mas o mais curioso é o facto de os mesmos que se incomodam com o distributivismo da esquerda não parecem incomodar-se nada com o distributivismo de sinal contrário promovido pela direita agora no poder. Vejamos dois exemplos.

A diminuição generalizada da TSU e a sua compensação com o aumento do IVA consistirá, caso seja aplicada, numa distribuição do dinheiro das famílias, incluindo as mais pobres, para os empresários, muitos dos quais aproveitarão para aumentar os lucros imediatos e não para ser mais competitivos no futuro. Outro exemplo: a doação de mão beijada das ‘golden shares', nomeadamente na PT, equivale a distribuir um valor detido pela comunidade - através do Estado - pelos accionistas dessas empresas - que não são certamente o povo desfavorecido.

O problema é este: a crítica da direita à distribuição igualitária da esquerda tem a ver com a interferência na espontaneidade social e na liberdade das pessoas. Mas essa interferência aplica-se tanto às distribuições com sentido igualitário como às que têm um sentido anti-igualitário.

Ao não verem isto, os nossos comentadores de direita mostram a debilidade do seu pensamento. Como se pode ser contra a interferência distributiva do Estado quando ela beneficia os mais pobres e ser a favor dela quando beneficia os mais ricos?

Autor: João Cardoso Rosas, Professor universitário, "DE"


sábado, 16 de julho de 2011

Assunção Cristas, muito fresquinha, sem gravata


Atrasado o PRODER, que se lixe o PRODER, tiramos a gravata, ficamos em fato de banho, eu sei lá ..., vamos arrefecer que o tempo está quente.

"Agora sim, vamos-nos dedicar todos à agricultura... Com uma Ministra destas... Já estou a ver os portugueses cheios de calos nas mãos... Não sei é se serão das enxadas..."

Facebook: comentário de Nunio Eugénio à foto publicada no mural da ministra

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Um desvio colossal! (1)

O irrequieto primeiro-ministro declarou haver um desvio colossal entre o défice anunciado pelo governo anterior e a realidade das contas agora verificada.

Como nos diz o DN, o sábio ministro das finanças declarou que o que o primeiro-ministro devia ter dito era : "Foram detectados desvios e o cumprimento das metas orçamentais vai exigir-nos um trabalho colossal".

Como se pode ver há um desvio colossal entre as duas posições. E perante isso, o que me parece colossal é a irreposabilidade destes governantes.

Visto em " O Grande Zoo"


Vítor Gaspar, Ministro da Finanças explica "desvio colossal"



Cine-Teatro Vianense: 15 e 17 de Julho

Sexta-feira, 15 de Julho, pelas 21:30 horas
“Velocidade Furiosa 5”



País: E.U.A.
Género: Acção/ Crime
Classificação: M/12
Realização: Justin Lin
Com: Dwayne Johnson, Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Joaquim de Almeida.

Sinopse:
Desde que Brian (Walker) e Mia Toretto (Brewster) soltaram Dom (Diesel) da prisão, eles ultrapassaram várias fronteiras para evitar as autoridades. Instalados agora no Rio de Janeiro, terão de realizar um último trabalho para conquistar a liberdade. Enquanto reúnem uma equipa de elite com condutores de topo, estes aliados improváveis sabem que esta é a única oportunidade para enfrentar o empresário corrupto que os quer matar a todos. Mas ele não é o único que os persegue.

O duro agente federal Luke Hobbs (Johnson) nunca falha um alvo. Quando é destacado para perseguir Dom e Brian, ele e a sua equipa de intervenção desencadeiam uma missão de grande escala para os capturar. Mas enquanto a sua equipa invade o Brasil, Hobbs apercebe-se que não consegue separar os bons dos maus. Agora, terá de confiar nos seus instintos para apanhar a sua presa... antes que alguém o faça.

_______________________________________________________

Domingo, 17 de Julho, pelas 16:00 horas
“Winx Club – A Aventura Mágica"


País: Itália
Género: Animação
Classificação: M/6
Realização: Iginio Straffi
Vozes: Diana Chaves, Pedro Teixeira, Patrícia Bull, Custódia Gallego

Sinopse:
As celebrações do início do ano lectivo estão a decorrer na Escola de Fadas de Alfea, quando a festa é subitamente interrompida por Icy, Darcy e Stormy, o trio malvado. Sem a Bloom, as Winx vêm-se obrigadas a resolver os distúrbios causados pelas bruxas que, depois de arruinar a festa, roubam um poderoso e misterioso objecto. Entretanto, Bloom está em Domino, onde desfruta do melhor momento da sua vida enquanto princesa. Ela finalmente encontrou os seus pais e Sky pediu-a em casamento. Mas nem tudo é cor-de-rosa, e as três bruxas ancestrais regressam para atormentar Stella, Layla, Tecna, Musa, flora e Bloom. Além disso, Erendor, pai de Sky, proíbe o filho de casar com a princesa. Um segredo obscuro pesa sobre o Reino de Eraklyon e agora é o momento para Sky, legítimo soberano do Reino, descobrir qual é esse segredo.

Horários de Bilheteira:
De quarta a sexta-feira das 14:30H às 17:30H
No próprio dia 1 hora antes do espectáculo/sessão

Contacto para reservas:
Telf: 266791007
mail: cine-teatrovianense@cm-vianadoalentejo.pt

Todas as reservas devem ser levantadas até meia hora antes do espectáculo/sessão.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A cambalhota


Durante a campanha eleitoral, ainda Manuela Ferreira Leite batia na tecla da falta de credibilidade do governo para justificar o mood das agências de rating. Uma vez afastado Sócrates, íamos ser todos muito felizes. O PSD ganhou as eleições. Sócrates foi à vida dele. PSD e CDS-PP fizeram um governo de coligação. Vieram os lentes. Metade do subsídio de Natal vai à vida. O PS reitera todos os dias o apoio ao Memorando da troika. O PCP tem mantido os sindicatos com rédea curta. O BE não tem sequer força para contrariar a firma Amaral Dias, Tavares & Oliveira. A todas estas, a Moody's não se comove. Lixo, diz ela. O Estado português pode ir dar uma volta ao jardim da Celeste.

Por altura dos feriados de Junho, ainda o Presidente da República dizia: Não podemos dizer mal das agências de rating. Elas sabem o que fazem. Ontem, Sua Excelência reagiu com irritação ao diagnóstico da Moody's. E, com ele, todas as luminárias da constelação indígena. A decisão da Moody's é... incompreensível, insultuosa, ofensiva, mercenária, terrorista, catastrófica, etc. OK. Todos temos direito aos nossos humores.

José Gomes Ferreira, o analista, também. Mas na casa dele. O homem que durante anos (em nome da razoabilidade técnica) orquestrou a mais sólida campanha anti-PS, não pode agora protestar perplexidade. A Moody's não mudou de Maio para Julho. É dos livros que a liturgia dos números não se compadece com mudanças de cadeira. Enquanto os outros fazem beicinho, José Gomes Ferreira, o analista, faz praticamente o pino para explicar que estamos a ser vítimas de uma trapaça, que a Moody's está a soldo de Wall Street, que o dólar isto e o euro aquilo, que Barroso não pode dizer mas ele (José Gomes Ferreira, o analista) diz, que... etc. Desta vez é capaz de ter razão. Mas a cambalhota é obscena.

Visto em "Da Literatura"

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO