domingo, 17 de julho de 2011

Pobres dos que não são nem pobes nem ricos

"As preocupações sociais do governo já estão devidamente parametrizadas e se existiam dúvidas estas foram esclarecidas pela conferência de imprensa do ministro das Finanças. Estão excluídos de qualquer medida de austeridade os que vivem dos rendimentos do capital e os não declaram mais do que o ordenado mínimo, uns porque são pobres e outros porque são ricos.

Na perspectiva do governo devem ser alvo de medidas de austeridade todos os que trabalhem e que ganhem acima do ordenado mínimo, são estes que pagarão as medidas de apoio aos pobres ou supostos pobres, aos bancos onde o dinheiro dos mais felizardos rende dinheiro e o desequilíbrio das contas públicas. Estes estão encurralados no curral fiscal em que o país se está transformando para os trabalhadores por conta de outrem e, principalmente, para a chamada classe média que todos prometem proteger.

Não admira que a o grupo Cofina, uma das possíveis beneficiárias da privatização da RTP, se tenha apressado a encomendar uma sondagem à Aximage no dia seguinte à conferência de imprensa de Vítor Gaspar e tenha concluído que metade dos eleitores apoiavam a medida. Compreende-se, com tanta gente a rir-se dos que vão suportar os custos da folga e Passos Coelho não admira que as medidas tenham tanto apoio.
Aliás, se Passos Coelho fosse esperto em vez de mexer nas taxas do IVA voltava a aplicar um imposto extraordinário no próximo ano. Evitava que os “pobres” e os donos de restaurantes e mercearias mudassem de opinião continuando a apoiar as medidas de austeridade.

O problema começa a saber quem é pobre em Portugal, os que ganham 500 euros e beneficiam dos mais diversos apoios e isenções ou os que ganham 1500 euros e não beneficiam de quaisquer apoios, pagam taxas elevadas de impostos, sofrem cortes de vencimentos e suportam os impostos extraordinários. Isto sem considerarmos que uma boa parte dos que ganham o ordenado mínimo não passam de falsos pobres pois em muitos sectores de actividade está a generalidade de pagar uma parte do ordenado “por fora” apenas se declarando ao fisco e à Segurança Social o montante equivalente ao ordenado mínimo.
Mas para o ministro das Finanças está tudo bem, Portugal é exemplar no combate à evasão fiscal e esta realidade não merece preocupações. É mais prático ignorar a realidade social, a injustiça latente em muitos apoios sociais tantas vezes denunciada pelo PSD, fazer de conta de que não há evasão fiscal, ignorar que a economia paralela representa mais de 20% da actividade económica e centrar a austeridade cobrando impostos aos que estão presos no curral fiscal."

Visto no "Jumento"

Distributivismos

No pensamento da direita liberal existe desde há muito uma forte crítica à ideia de justiça distributiva. Isso encontra-se em Hayek, especialmente no livro “A Miragem da Justiça Social”.

A argumentação de Hayek é múltipla: nenhuma entidade pode centralizar os conhecimentos necessários para aplicar a justiça numa sociedade livre e de mercado, o simples facto de tentar aplicá-la conduz a uma aproximação ao totalitarismo, etc.

Um outro pensador, Robert Nozick, considera, na obra "Anarquia, Estado e Utopia", que a justiça distributiva é uma forma de roubo, na medida em que equivale a obrigar alguns - os mais favorecidos - a trabalhar para os outros - os mais desfavorecidos, ou a sociedade no seu conjunto. Em suma, tanto para Hayek como para Nozick o distributivismo leva a uma indesejável interferência por parte do Estado no mercado e na liberdade dos indivíduos.

É claro que é um pouco chocante que alguém defenda que a justiça distributiva é, em si mesma, uma má ideia. Os nossos políticos e publicistas de direita não se atrevem a dizer isso com a clareza de Hayek ou Nozick. Mas não deixam de reflectir, a um nível bastante menos sofisticado, as ideias desses autores.

Por isso criticam o Estado social, afirmam que a promoção da igualdade económica põe em perigo a liberdade, dizem que é importante a igualdade de oportunidades em termos formais, mas não a igualdade de resultados, etc.

Mas o mais curioso é o facto de os mesmos que se incomodam com o distributivismo da esquerda não parecem incomodar-se nada com o distributivismo de sinal contrário promovido pela direita agora no poder. Vejamos dois exemplos.

A diminuição generalizada da TSU e a sua compensação com o aumento do IVA consistirá, caso seja aplicada, numa distribuição do dinheiro das famílias, incluindo as mais pobres, para os empresários, muitos dos quais aproveitarão para aumentar os lucros imediatos e não para ser mais competitivos no futuro. Outro exemplo: a doação de mão beijada das ‘golden shares', nomeadamente na PT, equivale a distribuir um valor detido pela comunidade - através do Estado - pelos accionistas dessas empresas - que não são certamente o povo desfavorecido.

O problema é este: a crítica da direita à distribuição igualitária da esquerda tem a ver com a interferência na espontaneidade social e na liberdade das pessoas. Mas essa interferência aplica-se tanto às distribuições com sentido igualitário como às que têm um sentido anti-igualitário.

Ao não verem isto, os nossos comentadores de direita mostram a debilidade do seu pensamento. Como se pode ser contra a interferência distributiva do Estado quando ela beneficia os mais pobres e ser a favor dela quando beneficia os mais ricos?

Autor: João Cardoso Rosas, Professor universitário, "DE"


sábado, 16 de julho de 2011

Assunção Cristas, muito fresquinha, sem gravata


Atrasado o PRODER, que se lixe o PRODER, tiramos a gravata, ficamos em fato de banho, eu sei lá ..., vamos arrefecer que o tempo está quente.

"Agora sim, vamos-nos dedicar todos à agricultura... Com uma Ministra destas... Já estou a ver os portugueses cheios de calos nas mãos... Não sei é se serão das enxadas..."

Facebook: comentário de Nunio Eugénio à foto publicada no mural da ministra

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Um desvio colossal! (1)

O irrequieto primeiro-ministro declarou haver um desvio colossal entre o défice anunciado pelo governo anterior e a realidade das contas agora verificada.

Como nos diz o DN, o sábio ministro das finanças declarou que o que o primeiro-ministro devia ter dito era : "Foram detectados desvios e o cumprimento das metas orçamentais vai exigir-nos um trabalho colossal".

Como se pode ver há um desvio colossal entre as duas posições. E perante isso, o que me parece colossal é a irreposabilidade destes governantes.

Visto em " O Grande Zoo"


Vítor Gaspar, Ministro da Finanças explica "desvio colossal"



Cine-Teatro Vianense: 15 e 17 de Julho

Sexta-feira, 15 de Julho, pelas 21:30 horas
“Velocidade Furiosa 5”



País: E.U.A.
Género: Acção/ Crime
Classificação: M/12
Realização: Justin Lin
Com: Dwayne Johnson, Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Joaquim de Almeida.

Sinopse:
Desde que Brian (Walker) e Mia Toretto (Brewster) soltaram Dom (Diesel) da prisão, eles ultrapassaram várias fronteiras para evitar as autoridades. Instalados agora no Rio de Janeiro, terão de realizar um último trabalho para conquistar a liberdade. Enquanto reúnem uma equipa de elite com condutores de topo, estes aliados improváveis sabem que esta é a única oportunidade para enfrentar o empresário corrupto que os quer matar a todos. Mas ele não é o único que os persegue.

O duro agente federal Luke Hobbs (Johnson) nunca falha um alvo. Quando é destacado para perseguir Dom e Brian, ele e a sua equipa de intervenção desencadeiam uma missão de grande escala para os capturar. Mas enquanto a sua equipa invade o Brasil, Hobbs apercebe-se que não consegue separar os bons dos maus. Agora, terá de confiar nos seus instintos para apanhar a sua presa... antes que alguém o faça.

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Domingo, 17 de Julho, pelas 16:00 horas
“Winx Club – A Aventura Mágica"


País: Itália
Género: Animação
Classificação: M/6
Realização: Iginio Straffi
Vozes: Diana Chaves, Pedro Teixeira, Patrícia Bull, Custódia Gallego

Sinopse:
As celebrações do início do ano lectivo estão a decorrer na Escola de Fadas de Alfea, quando a festa é subitamente interrompida por Icy, Darcy e Stormy, o trio malvado. Sem a Bloom, as Winx vêm-se obrigadas a resolver os distúrbios causados pelas bruxas que, depois de arruinar a festa, roubam um poderoso e misterioso objecto. Entretanto, Bloom está em Domino, onde desfruta do melhor momento da sua vida enquanto princesa. Ela finalmente encontrou os seus pais e Sky pediu-a em casamento. Mas nem tudo é cor-de-rosa, e as três bruxas ancestrais regressam para atormentar Stella, Layla, Tecna, Musa, flora e Bloom. Além disso, Erendor, pai de Sky, proíbe o filho de casar com a princesa. Um segredo obscuro pesa sobre o Reino de Eraklyon e agora é o momento para Sky, legítimo soberano do Reino, descobrir qual é esse segredo.

Horários de Bilheteira:
De quarta a sexta-feira das 14:30H às 17:30H
No próprio dia 1 hora antes do espectáculo/sessão

Contacto para reservas:
Telf: 266791007
mail: cine-teatrovianense@cm-vianadoalentejo.pt

Todas as reservas devem ser levantadas até meia hora antes do espectáculo/sessão.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A cambalhota


Durante a campanha eleitoral, ainda Manuela Ferreira Leite batia na tecla da falta de credibilidade do governo para justificar o mood das agências de rating. Uma vez afastado Sócrates, íamos ser todos muito felizes. O PSD ganhou as eleições. Sócrates foi à vida dele. PSD e CDS-PP fizeram um governo de coligação. Vieram os lentes. Metade do subsídio de Natal vai à vida. O PS reitera todos os dias o apoio ao Memorando da troika. O PCP tem mantido os sindicatos com rédea curta. O BE não tem sequer força para contrariar a firma Amaral Dias, Tavares & Oliveira. A todas estas, a Moody's não se comove. Lixo, diz ela. O Estado português pode ir dar uma volta ao jardim da Celeste.

Por altura dos feriados de Junho, ainda o Presidente da República dizia: Não podemos dizer mal das agências de rating. Elas sabem o que fazem. Ontem, Sua Excelência reagiu com irritação ao diagnóstico da Moody's. E, com ele, todas as luminárias da constelação indígena. A decisão da Moody's é... incompreensível, insultuosa, ofensiva, mercenária, terrorista, catastrófica, etc. OK. Todos temos direito aos nossos humores.

José Gomes Ferreira, o analista, também. Mas na casa dele. O homem que durante anos (em nome da razoabilidade técnica) orquestrou a mais sólida campanha anti-PS, não pode agora protestar perplexidade. A Moody's não mudou de Maio para Julho. É dos livros que a liturgia dos números não se compadece com mudanças de cadeira. Enquanto os outros fazem beicinho, José Gomes Ferreira, o analista, faz praticamente o pino para explicar que estamos a ser vítimas de uma trapaça, que a Moody's está a soldo de Wall Street, que o dólar isto e o euro aquilo, que Barroso não pode dizer mas ele (José Gomes Ferreira, o analista) diz, que... etc. Desta vez é capaz de ter razão. Mas a cambalhota é obscena.

Visto em "Da Literatura"

terça-feira, 12 de julho de 2011

Médicos criam grupo no Facebook em defesa do SNS

Os médicos Ana Castro, Pedro Gouveia e Francisco Matos são os criadores e administradores do Grupo "Eu acredito na Sustentabilidade do SNS". O objectivo, dizem, é "envolver a comunidade" e "lutar pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Os criadores do grupo justificam a sua criação com a "preocupação pelo doente" e pela procura proporcionar cuidados de elevada qualidade".

Segundo Ana Castro, médica oncologista, "este grupo surge da vontade de contornar a inevitabilidade que, neste momento, parece ser a privatização do Serviço Nacional de Saúde" e a "ideia nasce da vontade de um grupo de médicos em gerar discussão e novas ideias que possam contribuir para melhorar o nosso SNS".

Em comunicado, a médica afirma que os responsáveis acreditam "que o SNS pode ser sustentável sem a necessidade de privatização, pois esta pode comprometer o livre acesso dos doentes aos cuidados de saúde" e defendeu que "se todos nós contribuirmos, quem sabe possamos continuar a ter um SNS de qualidade para todos".

Este grupo debate ainda questões várias relacionadas com a criação de linhas orientadoras face à racionalização dos meios auxiliares de diagnóstico, a educação da população para a escassez de recursos materiais e humanos, a divulgação da factura com o custo integral dos cuidados de saúde prestados aos utentes, entre outros temas.

Pedro Filipe Pereira Gouveia é Mestre em Medicina e Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Ana Castro está neste momento a completar o internato complementar da especialidade de oncologia médica do IPOFG Porto e Francisco Matos é médico anestesiologista nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Feira do Chocalho 2011 - Video Promocional

Entre os dias 22 e 24 de Julho, Alcáçovas recebe a Feira do Chocalho, assim denominada na última edição, devido à forte tradição do fabrico do chocalho. Nuno Norte e Jorge Fernando são os cabeças de cartaz do certame.



FEIRA DO CHOCALHO 2011
PROGRAMA

22 Julho| Sexta-feira
19h00> Abertura dos Stands
> Demonstração de saltos de Obstáculos(Picadeiro)
Organização: Associação Tauromáquica Alcaçovense
20h30> Abertura Oficial da Feira
> Banda da Sociedade União Alcaçovense
21h15> Workshop de Dança com "Uxu Kalhus"
22h00> Concerto "Uxu Kalhus" (Palco da Feira)

Programa Altas Horas
23h30> Demonstração de BTT
Organizaçao: AJAL
00h00> Garraiada
Organização: Associação Tauromáquica Alcaçovense
02h00> Dj's (Praça do Chocalho)


23 Julho| Sábado
08h00> Caminhada "Canadas da Pastorícia"
Concentração no Jardim Público
19h00> Abertura dos Stands
20h00> Hora do Cante| Cante da Terra (Palco das Tradições)
Grupo Coral dos Trabalhadores de Alcáçovas
Grupo Coral Feminino "Paz e Unidade"
21h00| Dressage (Picadeiro)
Organização: Associação Tauromáquica Alcaçovense
22h30| Concerto Nuno Norte (Palco da Feira)

Programa Altas Horas
00h00> Demonstração de BTT
Organização: AJAL
01h00> Baile


24 Julho| Domingo
09h00> I XCO BTT - AJAL - Prova de Cross Country BTT
09h30> Partida do I Passeio a Cavalo "Feira do Chocalho" (Largo da Feira)
Organização: Associação Tauromáquica Alcaçovense
19h00> Abertura dos Stands
19h00> Garraiada
Organização: Associação Tauromáquica Alcaçovense
21h00> Hora do Cante| Cante da Terra (Palco das Tradições)
Grupo Coral Feminino "Cantares de Alcáçovas"
Grupo de Música Popular "Flores do Campo"
21h30> Espectáculo com Jorge Fernando (Palco da Feira)


Ver aqui

3º fórum para o Desenvolvimento e Sustentabilidade do Concelho de Viana do Alentejo



Ver mais aqui

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pueblos de toda España descubren que han perdido bienes

~

Visto em "El País!

O quê, Sócrates está na Itália?


Visto em "Câmara Corporativa"

domingo, 10 de julho de 2011

Miguel Sousa Tavares, O VOO DOS ABUTRES – no Expresso

Esta foi a pior maneira de o novo Governo entrar em funções e começar a perceber o que é tentar governar num ambiente de crise terrível, interna e externa, com o país a viver dia a dia sob a ameaça do contágio grego, à mercê dos ataques especulativos das agências de notação e sob um fundo de paralisia, indecisão e irresponsabilidade de uma Europa onde estão de regresso todos os egoísmos nacionais.

Para aqueles que, ainda há pouco tempo, acolhiam com mal-disfarçada satisfação as notícias dos sucessivos downgradings que as agências nos aplicavam, vendo nisso mais um sinal da má governação de José Sócrates e Teixeira dos Santos; para aqueles que sustentavam que nada do que acontecia na cena internacional (nem a caminhada da Grécia para a falência nem a crise em Espanha, afectando o nosso mercado exportador) justificavam as dificuldades das contas públicas; para aqueles que achavam que para diminuir a despesa pública bastava fechar algumas dezenas ou centenas de organismos do Estado, desaparecendo também por magia os seus funcionários e respectivos custos; para aqueles que asseguravam que não era preciso pedir mais sacrifícios aos portugueses do que os que já constavam do PEC 3, aprovado em 2010; para aqueles que imaginaram que o pedido de ajuda externa tudo resolveria, eis uma amarga lição.

Mal apresentaram o programa, mal se apresentaram a Bruxelas e à troika, mal começaram a governar, e vem de lá a Moody’s (e a seguir a Fitch e a S&P) e diz o que pensa sobre os esforços do novo Governo: “lixo”.’

sábado, 9 de julho de 2011

A golpada

Contrariando tudo o que dissera durante a campanha eleitoral, a primeira medida tomada por Passos Coelho foi aumentar o IRS, através do corte de cerca de 50% no subsídio de Natal.

Argumento invocado: o anterior Governo, que declarara um excedente de €432 milhões no orçamento do primeiro trimestre, foi agora desmentido pelo INE, que encontrou um défice de €3.177 milhões. Eis um episódio triste, de que o actual PM deveria envergonhar-se.

O episódio é triste por dois motivos. Em primeiro lugar, não se percebe como é que um défice de €3.177 milhões no primeiro trimestre pode impedir o défice de €10.068 milhões no final do ano, quando as medidas aprovadas visaram exactamente este valor. Em segundo lugar, releva de uma profunda ignorância confundir a contabilidade pública com a contabilidade nacional, onde a semelhança é idêntica à que existe entre um pepino e um girassol.

Façamos a analogia com o mundo empresarial. Nas empresas, a prestação de contas faz-se igualmente de duas maneiras: de um lado temos o balanço, que compara os proveitos com os custos, e por diferença obtêm-se os resultados; do outro lado temos o caixa, que compara as receitas com as despesas, de cuja diferença resulta o saldo. Dando de barato que os critérios de cálculo estejam correctíssimos, a discrepância de números pode ser abissal.

Imaginemos a aquisição de um equipamento por 100, pago integralmente no acto da compra e contabilisticamente amortizável em 5 anos. Na óptica do caixa, o valor registado é de 100; na óptica do balanço, o valor registado é de 20, porque os outros 80 transitam para os exercícios seguintes. Num lado há o valor que se gastou; no outro aquele que se imputou ao exercício. E podíamos escolher um só deles? Podíamos, mas não era a mesma coisa.

A conclusão a extrair de tudo isto é que Passos Coelho vive obcecado com a ‘troika', que a todo o custo quer ultrapassar pela direita. E esta diferença nos orçamentos caiu como sopa no mel: o Governo anterior foi chamado de irresponsável, os ‘troikistas' sorriram de orelha a orelha e o Estado ainda se prepara para encaixar uns milhões.

Mas o expediente não resultou. E o novato que se supunha diferente revelou-se igual a tantos outros: um político que não olha a meios para atingir os fins.

Não foi um gesto bonito.


" Daniael Amaral", visto no económico/sapo

CTT do Torno passaram a funcionar na Junta de Freguesia

Decisão impediu que posto da localidade fechasse, explica o autarca do Torno

À semelhança do que aconteceu em Cête, Paredes, também a estação dos correios do Torno, na Aparecida, encerrou. Mas os serviços mantiveram-se disponíveis na Junta de Freguesia, que aceitou acolher os CTT para evitar que a população ficasse privada destes serviços.

Desde sexta-feira da semana passada que os habitantes do Torno e localidades circundantes podem enviar, receber correio ou receber reformas, entre outras tarefas, a partir do edifício da Junta de Freguesia. Segundo o presidente da Junta, só os serviços financeiros, ligados por exemplo aos certificados de aforro, deixaram de existir. "Para a população acaba por não haver grande alteração", explica Carlos Fernandes.


Recorde-se que, recentemente, ao abrigo de um plano de contenção delineado pela administração dos CTT, oito balcões encerraram no Grande Porto.

"Não podíamos perder os correios"

"A Junta aceitou acolher o posto dos correios, se não fosse assim encerrava ou passava para privados", explica, de forma simples, o autarca do Torno, freguesia que integra a vila da Aparecida. Esta foi, de resto, a forma encontrada para manter na localidade um serviço que a Junta considera essencial: "não podíamos perder os correios, fazem muita falta à população", diz Carlos Fernandes.

A situação não é nova. Os CTT, recorda, já tinham anunciado há três anos que pretendiam encerrar aquele posto. Na altura, diz o presidente da Junta, fez-se até uma manifestação, com cerca de 100 pessoas, e organizou-se a recolha de assinaturas num abaixo-assinado para manter a estação dos correios, tendo a Junta ficado ao lado da população.

A decisão dos CTT não se alterou entretanto e, agora, ou a Junta aceitava ficar com os serviços ou este seria entregue a um dos dois privados interessados. Carlos Fernandes decidiu acolher o posto dos correios, por acreditar que era essa a obrigação daquela autarquia local.

Sem grandes alterações

Assim, a Junta de Freguesia do Torno passou a ser agente dos CTT, mantendo no seu edifício todos os serviços já existentes (excepto os financeiros). "Já tínhamos uma funcionária que fez formação e assegura os serviços no mesmo horário de antes", diz o autarca. As pessoas acabam por ter que se deslocar apenas cem metros. Para a Junta acabou por não haver acréscimo de custos, já que os CTT colaboram com uma verba e também se aproveitou o mobiliário. "Tudo vai funcionar como estava antes", garante Carlos Fernandes.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Segunda edição do Viana Challenge


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