segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril de 1974


Zeca Afonso - Grandola Vila Morena

sábado, 23 de abril de 2011

Quem sabe se o ouro deixado pela CDU/Viana não está escondido junto das condutas de água e esgotos



Estação de conspurcamento de águas residuais de S. 'Aires com tanque de lamas desactivado

Rupturas na rede de águas
Quem sabe se o ouro deixado pela CDU/Viana não está escondido junto das condutas de água.

Garimpeiro

O mito de que o anterior executivo presidido por Estêvão Pereira deixou os cofres da autarquia cheios de ouro por força do trabalho árduo de garimpo, não passa de mera especulação e propaganda política da apeada CDU/Viana.

O regime fascista de Salazar e Caetano, deposto em 25 de Abril de 1974, após 38 anos de poder, acumulou no Banco de Portugal mais de 800 toneladas de ouro em reservas, parte dele roubado aos judeus, ao mesmo tempo que nos legou um país subdesenvolvido e a maioria do povo massacrado, enquanto a europa democrática espandiu durante esse período a satisfação do bem-estar social dos seus povos.

O directório da CDU/Viana após 16 anos de poder muito pouca obra estruturante ficou para a posteridade e, ao contrário do ouro que Salazar deixou no Banco de Portugal, Bengalinha Pinto ao abrir os cofres da autarquia não viu o vil metal que agora os clandestinos mandatários dos cavaleiros do betão dizem ter deixado.


“... O senhor Presidente da Câmara esclareceu que o saldo de operações orçamentais que transitou da gerência anterior foi de 1.159.696,67 €.

Por pagar estavam cerca de 1.335.000,00 €, incluindo parte da empreitada da piscina de Alcáçovas, obra de remodelação do estaleiro e fornecedores. A dívida relativa a empréstimos bancários era de 558.584,00 € a 31 de Dezembro.

Pelo segundo ano consecutivo o resultado líquido foi negativo, concretamente no montante de -188.934,69 €, mais acentuado que em 2008.

Disse o senhor Presidente da Câmara que em termos puramente financeiros não se pode dizer que a situação é má mas o que é certo é que falta concluir os projectos e realizar as obras. Não há dúvida que a Câmara tem capacidade de endividamento mas neste momento, a incerteza quanto ao Plano de Estabilidade e Crescimento preocupa-o. Situação diferente seria se as obras estivessem realizadas com os munícipes a usufruírem delas, embora com as dívidas reflectidas nos documentos de prestação de contas.

Disse ainda o senhor Presidente que se prevê que por imposição do Plano de Estabilidade e Crescimento só possa ser possível contrair empréstimos para obras financiadas por fundos comunitários, constrangimento que há um ano atrás não existia e que o leva a pensar no pavilhão de Aguiar, obra sem possibilidade de financiamento...”

PS cresce, PSD afunda-se, CDS baralha contas


Estudo da Eurosondagem prova crescimento do PS, que se aproxima do PSD e fica a escassos quatro por cento. Um dia depois de outra sondagem colocar os partidos em empate técnico, confirmam-se as tendências de crescimento de Sócrates e de quebra de Passos Coelho. O CDS surge bem colocado e Nobre é chumbado por uma grande maioria.
Os números da Eurosondagem anteveem uma vitória do PSD, mas as eleições só se realizam dentro de seis semanas. E é de tempo que importa falar, porque com o tempo os socialistas estão a aproximar-se dos sociais-democratas, em todos os estudos de opinião das empresas deste ramo.

Na mais recente sondagem, feita para a SIC, Expresso e Rádio Renascença, o PSD surge com 36,3 por cento, enquanto o PS consegue 32,7. No barómetro da Eurosondagem, há uma aproximação dos dois principais partidos, fruto de uma queda de Passos Coelho e de uma subida de Sócrates.

Mas esta pesquisa permite uma conclusão: graças aos 11,3 por cento que o CDS de Paulo Portas alcança, a Direita fica com quase 48 por cento dos votos, muito próximo, portanto, da maioria absoluta. E este dado pode fazer toda a diferença. É que está a ganhar força a probabilidade de resultar um Governo minoritário, nas eleições de 5 de junho. E o CDS, como terceira força partidária e a crescer, pode baralhar as contas.
A sondagem foi realizada entre 14 a 19 de abril, depois de quatro fenómenos políticos que podem determinar uma intenção de voto: a demissão do Governo, a entrada do FMI e a escolha de Fernando Nobre por parte do PSD para integrar as listas. O congresso socialista também pode ter sido um bom tónico para chamar votos.

A demissão de Sócrates foi aproveitada pelo PS para colocar sobre os ombros de Passos Coelho a culpa da entrada do FMI. As medidas de austeridade que se aguardam, mais duras do que o PEC 4, não agradarão aos portugueses. Por outro lado, a escolha de um independente líder de um movimento de cidadania para as listas do PSD não foi bem acolhida, sequer, nas hostes sociais-democratas.

Com estes factos, Sócrates parece estar em crescendo, abafando os dois partidos à sua esquerda, que não ganham com o desgaste de um primeiro-ministro demissionário. A CDU desce para 7,8 por cento e o Bloco de Esquerda fica-se pelos 6,9 pontos percentuais. Ambos descem.

Nesta sondagem, os inquiridos foram questionados sobre a escolha de Fernando Nobre e 56,9 não compreendem a decisão do independente em aceitar o convite de Passos Coelho. Pior: 68 por cento não vê com bons olhos Nobre na sucessão a Jaime Gama, como presidente da Assembleia da República. E há 63 por cento que discordam da decisão de Passos em chamar o médico presidente da AMI.

O estudo da Eurosondagem indica que, apesar de se manter na frente, Passos Coelho terá cometido erros políticos que podem custar-lhe uma vitória... É que há menos de um mês, conseguia uma distância esmagadora, com 46 por cento, enquanto Sócrates se ficava pelos 24...

Ciberjunta

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ajudem Fernando Nobre o fundador da AMI

FUNDAÇÃO AMI (de Fernando Nobre)
O organograma da Fundação AMI – Assistência Médica Internacional (retirado do seu site), cujo presidente vitalício é Fernando Nobre, é deveras muito elucidativo.
We are the world 25 for haiti - official song


Os dirigentes dos órgãos da Fundação são todos, melhor, quase todos, da mesma família.
Na Direcção, por exemplo, em 7 elementos, 5 são da mesma família. As duas directoras adjuntas são familiares do candidato Presidencial: Leonor Nobre é irmã e a outra directora, Luísa Nemésio, é mulher de Fernando Nobre.

O Conselho Fiscal é controlado pelo cunhado – sim, o marido da irmã, Leonor Nobre!
A AMI recebeu ao longo dos anos avultados apoios, quer do Estado Português, quer da União Europeia.

As contas desta Fundação nunca são conhecidas dos Portugueses…
Inúmeras empresas portuguesas têm contribuído, activamente, com apoios muito significativos para a AMI.
O candidato Presidencial fala tanto em transparência, contra a classe política, e porque não coloca em prática o que proclama nos seus discursos?
Quanto recebe (salário mais ajudas de custo) como Presidente da AMI?
Os seus familiares quanto recebem na AMI?
Fernando Nobre dedica-se exclusivamente a AMI?
Qual é o seu património e o rendimento anual declarado?
A transparência é só para os outros políticos que tanto critica?
O discurso de moralização da política deve ser verdadeiro.

 "Notícias do Ribatejo"

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Lendo a sondagem da Marktest: o PSD tem um problema, que partilha com o país

As sondagens e inquéritos de opinião valem o que valem. Sobretudo numa época como a destas eleições antecipadas, valerão menos os números que as mensagens. Sendo claro: penso que o peso da campanha para as legislativas de dia 5 de Junho será menor que em situações normais, ganhando relevância o momento decisivo, que é o confronto com a boca da urna.

Dito isto, penso ser inequívoca a leitura da sondagem da Marktest ontem publicada que dá ao PS a vitória por 1 ponto percentual, com uma recuperação de 11 pontos.
A leitura é esta. O PSD tem um problema inesperado. Chama-se Passos Coelho. A sua forma de estar e comunicar tem constituído uma desilusão. Não há forma de ver nele o líder capaz de entusiasmar o eleitorado e provocar uma onda laranja irresistível. Abre demais a boca, confundindo-se com o pretenso rival em vez de se distanciar dele. Na elaboração das listas de candidatos deu ao partido uma aura de pungente amadorismo.

Talvez não apenas aura: chamar figuras mediáticas para abrilhantar listas vá que não vá, colocá-las no topo só pode ser fruto de uma inexperiência tão insuspeitada quanto demonstrada. Nobre e Capucho são a face visível de uma desmobilização e descaracterização social-democratas que, pelas mãos de Passos Coelho, está a decorrer a um nível mais profundo no PSD.

Quando fala para as elites neo-conservadoras, Passos não se sai mal. Mas o PSD profundo (de alto a baixo) desconfia dele em surdina. E a principal massa do eleitorado — a massa trabalhadora dependente — não simpatiza com as suas falinhas mansas e discurso chapa-quatro.
De resto, há um mês já tinha calculado que o erro político de provocar eleições antecipadas se poderia voltar contra ele precisamente porque se equivocou, confundido a crise que assola a Europa (e, vá lá, o sistema político-financeiro global) com um assunto doméstico (ler: a berbintice de Passos e a política copy-paste).

Assim, o país tem um problema. Os tempos recomendam um governo de consenso alargado, um bloco central (preferencialmente sem o CDS a aumentar o ruído, mas dependendo do que ditar a divisão de votos à direita). Nisso toda a gente concorda. O problema é que o PSD — o PSD de Passos e Miguel Relvas — tem dito, reafirmado e repetido que só está disponível para uma coligação governamental com José Sócrates de fora.

Os sinais subentendidos na sondagem de ontem aconselham à mudança discursiva. Sob pena de o PSD ter de encontrar internamente gente profissional, para quem o diálogo e a negociação — duas essências democráticas — não sejam motivo de infantil birra.
“Só jogo se for o capitão da equipa” é uma frase que não se espera ouvir fora do recreio do ensino secundário. Muito menos dita por quem nunca sequer jogou.
Se o eleitorado determinar que Sócrates joga a avançado, para haver jogo o PSD terá de sentar Passos no banco e promover um reservista. Não haverá outra solução.

Escrito por "Paulo Querido"


Popularidade de Passos Coelho cai a pique e Sócrates recupera

Entre Março e Abril a imagem positiva do líder do PSD recuou oito pontos, a do primeiro-ministro subiu três.

No último mês não foram apenas as intenções de voto que mudaram, mudou também a forma como os portugueses avaliam o comportamento dos principais líderes políticos.

Pedro Passos Coelho sofreu um rombo na sua popularidade: aumentou substancialmente o número de opiniões negativas (15 pontos percentuais) e caíram as positivas (oito pontos percentuais) o que provocou um recuo de 30 pontos no saldo final. A crise política, a dissolução do Parlamento e o pedido de ajuda internacional efectuado pelo Governo penalizaram o líder da oposição que recusou viabilizar o PEC IV que os socialistas colocaram a votos no Parlamento a 23 de Março. Se isolarmos a avaliação do líder do PSD por idades e por classe social é nos jovens que alcança o pior resultado (entre os 18 e 34 anos 60% dos inquiridos têm uma imagem negativa de Passos Coelho), o mesmo acontece com as classes com maior capacidade financeira: na média alta o número de opiniões negativas está nos 57%, enquanto na classe baixa se situa no 52%.

Visto em "Económico Sapo"

Barómetro da Marktest coloca PS à frente do PSD por um ponto


"Este estudo foi realizado no passado fim-de-semana, uma semana depois do congresso do PS em Matosinhos, do anúncio de Fernando Nobre como cabeça de lista do PSD por Lisboa e com os técnicos do FMI, do BCE e da Comissão Europeia já em Portugal a dar os primeiros passos para o resgate financeiro do país."

Força, Passos, estás quase a conseguir o impensável. Com um bocadinho mais de esforço, com esses cérebros todos a trovejar, talvez ainda seja possível ser ultrapassado pelo PP. Há que acreditar e continuar o bom trabalho.
Credo, que tamanha ineficácia até arrepia; vale o case-study para a posteridade (a haver posteridade, claro).

Visto em "Pegada"

Comemorações do 37º aniversário do 25 de Abril

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cine-Teatro Vianense: 22 de Abril

Sexta-Feira, 22 de Abril, pelas 21:30 horas
"A Fuga"


País: Portugal

Género: Drama/Thriller
Classificação: M/12
Realização: Luís Filipe Rocha
Com: Maria do Céu Guerra, José Viana, Henrique Viana, Costa Ferreira, Carlos César

Sinopse:
"A Fuga" é a primeira longa-metragem de ficção do realizador Luís Filipe Rocha, que pretendeu retratar o Portugal do Estado Novo, fazendo a sua transição para o Portugal democrático. Protagonizado por José Viana e Henrique Viana "A Fuga", procura relatar um episódio verídico que envolveu um grupo de presos políticos que encetou a fuga do Forte de Peniche.

Horários de Bilheteira:
De quarta a sexta-feira das 14:30H às 17:30H
No próprio dia 1 hora antes do espectáculo/sessão

Contacto para reservas:
Telf: 266791007
mail: cine-teatrovianense@cm-vianadoalentejo.pt

Todas as reservas devem ser levantadas até meia hora antes do espectáculo/sessão.

terça-feira, 19 de abril de 2011

FMI. Redução de câmaras deve ser uma realidade

por Liliana Valente, Publicado em 16 de Abril de 2011

Na Grécia, a troika impôs uma redução do número de câmaras. PS vai ter no programa eleitoral a revisão do mapa administrativo Reduzir o número de câmaras municipais e mexer na organização das empresas municipais são dois dos temas a estudar pela troika da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional como medidas de contrapartida à ajuda internacional a Portugal. A solução-padrão utilizada na Grécia - que passou de mais de mil autarquias para cerca de 300 - é uma possibilidade forte em Portugal e, para evitar mais cortes para as autarquias, a Associação Nacional de Municípios pediu para ser ouvida pelos enviados de Bruxelas a Portugal.

Acresce ainda que a revisão do mapa administrativo do país vai voltar a fazer parte do programa eleitoral do PS, pelo que o actual governo não criará muitos entraves a algumas mexidas. O debate já tinha sido levantado pelo governo de José Sócrates, a reboque das alterações na cidade de Lisboa, mas não chegou a sair do papel. "Estamos a falar, primeiro, de uma reestruturação do território a nível urbano, depois, das zonas de baixa densidade", explica ao i o secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro.

O plano do governo não era tão ambicioso como aquele que pode ser aplicado pela troika e tinha como primeiro objectivo a redução de freguesias, mas quando questionado sobre se a reforma pode ser precipitada pelo FMI e ir mais longe, alcançando as câmaras, José Junqueiro diz que "há essa possibilidade", um pouco à semelhança do que aconteceu na Grécia.

O governante insiste, no entanto, que nas zonas de pouca densidade populacional se trata primeiro de "associar freguesias", deixar de ter "vários executivos", e "ter apenas um presidente e uma assembleia".

Para travar mais cortes de verbas para as câmaras e a redução "cega" do próprio número de autarquias, Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional de Municípios (ANMP), pediu para ser ouvido pela troika. "Queremos que os cortes sejam feitos onde são necessários, onde a gordura é grande", diz ao i.

Mas a ANMP não fecha a porta ao debate e Ruas admite que "há margem" para reduzir o número de câmaras municipais. A reforma pode juntar-se a outras, defende o autarca, como "por exemplo a redução dos deputados e o fim dos governos civis".

"Estamos interessados em dizer à troika que as câmaras nada têm a ver com o desequilíbrio das contas públicas. Não é nossa responsabilidade", assegura.

Ao debate sobre a redução de câmaras junta-se a regionalização. "Na Grécia a redução do número de câmaras foi acompanhada pela imposição de se avançar com a regionalização, tendo em vista um aumento da eficiência", diz Fernando Ruas.

menos vereadores O plano do governo, com o qual José Sócrates venceu as eleições de 2009, não passava pela extinção de câmaras - à semelhança do que defenderá o programa do PS para as próximas eleições de 5 de Julho. As propostas socialistas passam antes por reestruturar o número de vereadores. "É necessário mexer na Lei Eleitoral Autárquica para introduzir os executivos autárquicos. Ou seja, o presidente da câmara passa a escolher o executivo, o que pode reduzir o número de vereadores", diz Junqueiro. Com as alterações pretendidas, as câmaras de nove vereadores passariam a ter sete e as câmaras com cinco teriam três. "No final podemos ter menos mil vereadores", conclui o responsável.

Ideia semelhante é defendida pelo PS para as empresa municipais. Para reduzir o peso das empresas afectas aos municípios nas contas do Estado pode vir a ser imposta a necessidade de mais cortes, começando pelo número de administradores. O governo esperava pelo resultado do grupo de trabalho sobre o funcionamento das empresas municipais liderado pelo presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, para avançar com reformas. "A ideia do governo, caso não tivesse sido interrompido a meio, seria de concluir este trabalho já em 2011", justifica o secretário de Estado.

Com Ana Suspiro

Visto no"I"

O melhor almoço da minha vida

Cesaria Evora - Sodade


"Já passaram muitos anos, um dia tive que ir a um seminário sobre o sector do azeite na Universidade de Évora, o convite tinha sido endereçado ao meu director-geral que não foi e como eu era um dos técnicos ligados à PAC nomeou-me para estar presente. Já não me recordo se por estar sentado ao meu lado ou numa conversa no intervalo do café conheci um autarca. Conversa puxa conversa e quando chegou a hora de almoço, o autarca perguntou-me se queria acompanhá-lo no almoço. Tudo bem, mas quando a escolha foi “O Fialho” comecei a encolher-me ao que o autarca me tranquilizou. Uma das opções naquele restaurante era a escolha de uma sequência de mini-pratos e lá fui provando as melhores iguarias da gastronomia alentejana devidamente acompanhada de uma excelente selecção de vinhos. No final a conta foi paga com o VISA da autarquia.

As autarquias são a vaca sagrada da nossa democracia, em nome da proximidade das populações gasta-se muito e mal, ainda por cima são centenas de câmaras municipais que têm multiplicado as empresas municipais e outros esquemas para gastar dinheiro. Basta ir a qualquer vila histórica para nos depararmos com autocarros de muitas autarquias, levam-se os velhinhos a passear, a andar de avião e até a rezar a Fátima. A junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, a minha, prometeu aos velhinhos da freguesia se o PSD ganhasse iriam a Fátima e lá foram.

Constroem-se centros disto e daquilo, sedes faraónicas, compram-se carros de luxo, paga-se a consultores (a CM da minha terra até tem Santana Lopes como assessor jurídico) contratam-se assessores dos partidos, boys de quem ninguém fala, inventam-se geminações para que os autarcas passem a vida a viajar para locais exóticos, constroem-se rotundas floridas em direito a estátua em todos os cruzamentos, gasta-se dinheiro a rodos e na hora de fazer contas esperam-se meses até se apurar a despesa e a dívida das autarquias. São centenas de câmaras municipais num país que se atravessa de norte a sul em seis horas, e como se estas não bastasse são milhares de juntas de freguesias, algumas das quais têm mais cavalos do que eleitores. E como isto é pouco não faltam os que ainda acham que o país deve ser regionalizado.

A situação é de tal exagero que o técnicos do FMI não a puderam ignorar e disseram os óbvio, aquilo que todos sabemos e que os partidos políticos por cobardia ou oportunismo nunca aceitaram, há autarquias a mais. Nenhum partido quer perder as suas câmaras, como poderia, por exemplo, o PCP prescindir das dezenas de autocarros postos ao serviço da CGTP sempre que esta central organiza uma manifestação em Lisboa? Os recursos das autarquias são fundamentais para alimentar a máquina dos partidos.

O meu almoço foi uma coincidência rara, deu-se o caso de ter estado ao lado de um autarca que não gostava de almoçar sozinho e provavelmente achando que eu era uma alta individualidade da capital quis exibir a sua riqueza. Mas almoços como aquele os contribuintes já pagaram aos milhões, pagaram os almoços, os carros de luxo dos autarcas, os gabinetes faraónicos dos autarcas, as viagens de avião dos velhinhos a concorrência desleal de Cuba ao Serviço Nacional de Saúde, a discoteca de uma astróloga em Manta Rota, os pareceres jurídicos dos políticos no desemprego, o cachet de José Castelo Branco para Rei do Carnaval de Monte Gordo e uma infinidade de parvoíces que por aí se vão fazendo.

É uma pena que em vez de avisar o FMI para os esqueletos no armário o Pedro Passos Coelho e outros políticos não denunciem a pouca vergonha com que os aparelhos partidários têm abusado do dinheiro dos contribuintes."
Visto em "O Jumento"

domingo, 17 de abril de 2011

Homens da Luta atacam Fernando Nobre

Primeiro foi Sócrates. Depois Miguel Sousa Tavares. Agora é a vez de Fernando Nobre. A melodia de "Fernando", dos ABBA" serve de inspiração a uma letra que fala de tachos.

Fernando Nobre cancelou a conta do Facebook depois das reacções negativas que começaram a ser lá escritas com o anúncio, no domingo, de que seria cabeça-de-lista do PSD por Lisboa e candidato do partido a presidente da Assembleia da República. Mas contra o Youtube e os Homens da Luta nada pode fazer.

O ex-candidato independente à presidência da República é o alvo de uma nova música do grupo que venceu o Festival da Canção. Um tema que usa a melodia de "Fernando", dos ABBA" e que fala num "tacho bastante tentador" e numa mudança que "não dá para crer".



DN

Costa da Silva: Mais uma entrada de leão e saída de sendeiro?


Eu vi um sapo

António Dieb era o candidato indicado pela Distrital de Évora do PSD para encabeçar a lista laranja por Évora. Mas eis que se soube hoje, através da agência LUSA, que a direcção nacional tem outro nome na manga, que vai apresentar ao Conselho Nacional do próximo domingo, para a lista de Évora: o alcacerense e ex-ministro Pedro Lynce.

Depois de, nas eleições de 2009, Luís Capoulas ter reconquistado o lugar de deputado há muito perdido pelo PSD em Évora, esperava-se agora que o partido apostasse numa figura local. Parece que não vai ser assim e António Dieb, que nunca escondeu que gostaria de ocupar um lugar no Parlamento, depois de deixar a liderança da distrital, pouco mais lhe resta que o lugar de vereador sem pelouro na Câmara de Évora. Bem pouco para as aspirações de um homem que há vários anos é o rosto do PSD em Évora. Dizem os entendidos: vamos lá agora a ver se Pedro Lynce é eleito. Não sei porquê, mas não me parece que a coisa esteja garantida...

E neste contexto mais curiosa é a afirmação do actual presidente da distrital do PSD de Évora, Costa e Silva, quando questionado no dia 9 deste mês pela Rádio Diana sobre se a direcção nacional não poderia "mexer na lista", "diz um claro não, justificado pela unanimidade gerada dentro do partido". Mais uma entrada de leão e saída de sendeiro?

A Cinco Tons

sexta-feira, 15 de abril de 2011

As patranhas de Passos Coelho


La Cucaracha_Helmut Lotti

Depois de uma primeira mentira, transformando uma reunião de horas num telefonema lacónico, surge uma segunda mentira: o silenciamento do SMS enviado aos deputados do PSD, que revela que o chumbo do PEC 4 foi uma decisão tomada após o ultimato de Marco António a Passos Coelho: ou provocas eleições no país ou tens eleições no PSD.

No programa 'Quadratura do Círculo', Pacheco Pereira revelou que no dia em que José Sócrates estava a negociar em Bruxelas o PEC4, na cimeira de 11 de Março último, todos os deputados do PSD receberam um SMS em que se dizia: "Não façam nenhuma declaração até logo à noite sobre a cimeira europeia".

Alguns deputados, contou Pacheco Pereira, quiseram saber a razão de ser desta ordem e foi-lhes dito que era para "não prejudicar as negociações do Governo em Bruxelas e para que o PS não viesse a usar isso como arma".

Recorde-se que tudo isto aconteceu um dia depois do primeiro-ministro, antes de partir para Bruxelas, ter telefonado ao líder do PSD, Passos Coelho, para que se deslocasse a S. Bento.

Durante a reunião, José Sócrates apresentou ao chefe do maior partido da oposição o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) 4 que haveria de levar, no dia seguinte, à cimeira europeia

DN

quinta-feira, 14 de abril de 2011

FMI vai impor cortes orçamentais "dolorosos" a Portugal


Dominique Strauss-Kahn diz ser urgente que Portugal regresse a um quadro de crescimento económico.

O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) assume que Portugal vai sofrer cortes orçamentais "dolorosos" e durante muito tempo.

Dominique Strauss-Khan diz, em entrevista à TVI, ser preferível actuar pela via orçamental, sublinhando tratar-se de um processo longo mas realista.

O responsável do Fundo Monetário Internacional acrescenta que nenhum país pode gastar acima das suas possibilidades durante muito tempo, tal como fez Portugal.

“Preferimos seguir pela via do ajustamento orçamental. É um processo mais longo e mais realista, por isso, não vamos exigir velocidade máxima. Não é possível a um país gastar acima das suas possibilidades durante muito tempo, foi o que aconteceu em Portugal, não me compete apontar o dedo, mas foi o que aconteceu e agora vocês têm que entrar nos eixos de qualquer forma.”

Strauss-Kahn diz ainda ser urgente regressar a um quadro de crescimento económico: “Muitos países da Zona Euro foram capazes de aumentar a competitividade nos últimos anos, não apenas a Alemanha que é sempre o exemplo apontado, mas outros também o fizeram, por isso, não há razão para que Portugal não o possa fazer”.

“Muitos discutem sobre as medidas que deveriam ter sido assumidas mais cedo, o que é verdade, mas agora não vale a pena discutir sobre isso e neste momento a questão é olhar para a frente e saber o que deve ser feito”, sublinha o director-geral do FMI.

RR

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