segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Novo exame de prevenção do cancro do cólon



A colónoscopia é um exame obrigatório na prevenção do cancro do cólon. O exame pode ser feito de forma mais confortável através da simples ingestão de uma cápsula.

RTP

sábado, 29 de janeiro de 2011

"Agenda 21 Local" e Base Estratégicas de Desenvolvimento do concelho

Baltimora - Tarzan Boy




Depois de muita inépcia dos anteriores executivos liderados por Estêvão Pereira, finalmente a Câmara Municipal de Viana do Alentejo está a dar os passos necessários para se elaborarem os projectos da Agenda 21 Local e as Bases Estratégicas de Desenvolvimento do concelho de Viana do Alentejo, com recurso a financiamento comunitário.

Ao ler-mos as actas das reuniões da Câmara constatamos com muito agrado que a nova maioria vai resolvendo estes complexos dossiers, ao mesmo tempo que o Sr. Estêvão  Pereira e o Sr. José Jacinto Grave vão sendo rebocados pelas nova dinâmica imposta por Bengalinha Pinto.

Estêvão Pereira depois de um ano de "merecidas férias" assumiu o seu lugar de Vereador, apresentando-se inexplicavelmente cansado, muito esquecido, sem ideias e, talvez por isso,  não veio acrescentar nada de valor ao substituir a  Vereadora Teresa Penetra. Apenas constatamos que as actas das reuniões em que participa têm mais folhas, mas depois de tudo espremido resume-se tudo a um parágrafo de coisa nenhuma.

Talvez seja por isso que o Sr. Vereador Estêvão apenas publicou uma acta no seu blogue oficial.

Biblioteca de Aguiar acolhe sessão sobre fontes de informação


A Associação Terras Dentro em colaboração com o Município de Viana do Alentejo promove dia 31 deste mês, na Biblioteca de Aguiar, uma sessão sobre fontes de informação, destinada a adultos em processo de reconhecimento, validação e certificação de competências e população em geral.

Dia 31, segunda-feira, a Biblioteca de Aguiar vai ser palco de uma sessão sobre fontes de informação, promovida pela Associação Terras Dentro em colaboração com o Município de Viana do Alentejo.
A acção, marcada para as 19h00, destina-se a adultos em processo de reconhecimento, validação e certificação de competências e população em geral.
Estabelecer uma maior proximidade entre as comunidades e as bibliotecas locais; promover o contacto com a pesquisa de informação através dos livros e da leitura e, ainda, fomentar competências de escrita através de actividades práticas estão entre os objectivos desta iniciativa.
Durante a sessão, os participantes vão ter a oportunidade de visitar a biblioteca, efectuar a inscrição de leitor, desenvolver um trabalho prático de pesquisa de biografias existentes na biblioteca e elaborar um pequeno texto, fazendo referência bibliográfica e aplicando as indicações apresentadas.

Visto no sítio da CMVA

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cine-Teatro Vianense: 28 e 30 de Janeiro

“Gato Preto, Gato Branco” * Sexta-feira, 28 de Janeiro * 21:30 Horas



País: Jugoslávia, França, Alemanha
Género: Comédia, Romance
Classificação: M/12

Realização: Emir Kusturica

Intérpretes: Bajram Severdzan, Florijan Ajdini, Salija Ibraimova

Sinopse:

Passado numa comunidade cigana, este filme conta-nos uma história de negócios duvidosos, laços familiares, amores de juventude e fenómenos mágicos. Zare está apaixonado por Ida, mas o seu pai tem outros planos para ele: depois de um negócio no mercado negro lhe ter corrido mal, quer casar Zare com a irmã de um poderoso gangster.


“Megamind” * Domingo, 30 de Janeiro * 16:00 Horas






País: EUA
Género: Animação, Comédia
Classificação: M/6

Realização: Tom McGrath

Vozes: Catarina Wallenstein, Jorge Mourato, Marco D’Almeida, Pêpê Rapazote, Pedro Granger

Sinopse:
Ao longo dos anos, Megamind tem tentado conquistar Metro City de todas as formas possíveis e imaginárias. Cada tentativa é um colossal falhanço, devido ao herói mascarado conhecido como "Metro Man", um herói invencível, até ao dia em que Megamind, por entre os esquemas dos seus planos malévolos, o liquida. Subitamente, Megamind fica sem planos. É um super-vilão sem super-herói. Ele apercebe-se que alcançar os seus objectivos de vida foi a pior coisa que lhe aconteceu. Megamind decide que a única saída é criar um novo herói para seu inimigo, chamado "Titan", o qual promete ser maior, melhor e mais forte do que o Metro Man alguma vez foi. Rapidamente, Titan começa a achar que ser vilão é bem mais divertido do que ser um dos bonzinhos. Com um pequeno detalhe: Titan não quer simplesmente liderar o mundo, ele quer destruí-lo. E, assim sendo, Megamind tem de decidir: conseguirá ele destruir a sua diabólica criação? Conseguirá o homem mais inteligente do mundo tomar uma decisão inteligente, pelo menos uma vez na vida? Conseguirá o génio do mal tornar-se no improvável herói da sua própria história?

Horários de Bilheteira:
De quarta a sexta-feira das 14:30H às 17:30H
No próprio dia 1 hora antes do espectáculo/sessão

Contacto para reservas:
Telf: 266791007
mail: cine-teatrovianense@cm-vianadoalentejo.pt

Todas as reservas devem ser levantadas até meia hora antes do espectáculo/sessão.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Estágios PEPAL na Câmara Municipal de Viana do Alentejo

A Câmara Municipal de Viana do Alentejo informa que está aberto o período de candidaturas para estágios PEPAL, que serão promovidos pelo Município.

Estão abertas candidaturas para 8 estágios, nas área de:
- Engenharia Civil;
- Geografia;
- Engenharia Informática;
- Serviço Social;
- Animação Sociocultural;
- Design e Tecnologia das Artes Gráficas;
- Desporto;
- Arquitectura.

Os destinatários destes estágios são:
- Jovens com idade até aos 35 anos (à data de início do estágio) possuidores de licenciatura (nível V);
- Jovens à procura do primeiro emprego;
- Jovens desempregados;
- Jovens que embora se encontrem empregados exerçam uma ocupação profissional não correspondente à sua área de formação e nível de qualificação;
Não podem apresentar candidatura os interessados que se encontrem a frequentar ou tenham frequentado programas de estágios profissionais financiados pelo Estado.

Os interessados poderão aceder ao site Portal Autárquico, em www.portalautarquico.pt, na área PEPAL.

As candidaturas estão abertas até 4 de Fevereiro.

Visto no sítio da CMVA

Grândola: Falta de médicos leva autarca a solicitar audiência à ministra da Saúde


O pedido foi feito "com caráter de urgência"

O autarca de Grândola solicitou hoje uma audiência, "com caráter de urgência", à ministra da Saúde para resolver a questão da falta de médicos no centro de saúde local, que, por esse motivo, não funciona até às 00:00.

“Este pedido vem na sequência de um acordo, que, em 2008, a ministra e eu estabelecemos sobre o horário do centro de saúde para encerrar às 00:00”, explicou hoje à agência Lusa o presidente do município, Carlos Beato, adiantando que, desde o final do ano passado, o horário não tem sido cumprido.

“As coisas correram sempre normalmente, mas, desde os finais do ano passado, por questões que têm a ver com a falta de médicos, o centro de saúde não pode garantir o horário que a ministra tinha acertado com o município de Grândola”, lamentou.

O centro de saúde de Grândola conta atualmente com menos quatro médicos, segundo Carlos Beato, que afirma que se “foi embora um médico cubano”, outros “reformaram-se”, enquanto outros “estão de baixa médica”, o que impede que se garanta o atendimento clínico.

“Tem havido dias que o próprio centro de saúde nem até às 20:00 assegura a prestação dos cuidados de saúde, ao nível clínico”, tendo havido outros em que, “a partir das 17:00, não tinha médicos”, exemplificou, apontando a situação como “inaceitável” e “altamente lesiva” para os “interesses da população”.

O autarca afirma já ter contactado o agrupamento de centros de saúde do litoral alentejano, tendo obtido como resposta que “não têm médicos”.

“Mas esse não é um problema do município”, asseverou, confiante de que a ministra Ana Jorge “vai dedicar a este assunto a importância que ele requer”.

O ofício a solicitar a audiência à ministra da Saúde foi enviado hoje, ficando a Câmara de Grândola a aguardar resposta.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A vitória de Cavaco Silva não surprendeu

A eleição de Cavaco Silva à primeira volta não foi surpresa para a maioria dos seus apoiantes e adversários políticos.

Ao publicarmos os resultados concelhios das eleições presidenciais de 2006 e 2011, ressalta de imediato  o aumento da percentagem de abstencionistas, tal como se revelou globalmente no restante território nacional.
Ao compararmos nas duas eleições a distribuição de votos pelos candidatos repetentes e pelos candidatos do PCP, tanto nos respectivos valores totais do concelho, ou mesmo nos resultados obtidos por freguesia, são evidenciados alguns aspectos com significado político.

Neste momento deixamos a análise desses quadros de resultados para os leitores deste blogue, evidenciando apenas a maior  percentagem de crescimento da base eleitoral na freguesia de Aguiar.

Importa realçar que será sempre um erro grosseiro alguém pensar “assenhorar-se dos resultados” destas eleições presidenciais para contabilizar esses votos em eleições nacionais ou locais. 
Ao olharmos para os anteriores sufrágios confirmamos facilmente esta realidade.

CONCELHO DE VIANA DO ALENTEJO



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FREGUESIA DE VIANA DO ALENTEJO



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FREGUESIA DE ALCÁÇOVAS


 
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FREGUESIA DE AGUIAR


Fonte: Ministéro da Justiça

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O meu voto



"A razão do meu voto no domingo resume-se depressa: votarei no único candidato que, pudendo disputar uma segunda volta para a vencer, tem posições claras sobre o que realmente vai estar em causa nos próximos cinco anos. A saber: gratuitidade e universalidade do Serviço Nacional de Saúde; centralidade da Escola Pública no nosso sistema educativo; defesa de uma segurança social pública; oposição a leis laborais que deixem os trabalhadores entregues aos homores do empregador; e defesa dos poderes eleitos como os únicos com legitimidade democrática para determinar as nossas escolhas colectivas. Não é pouco. É, neste momento, tudo.

Defensor de Moura e Francisco Lopes têm posições claras sobre estas matérias, mas, como sabemos, não estariam em condições de disputar com Cavaco Silva uma vitória. E representam mais as suas bandeira partidária do que a vontade de unir o povo de esquerda num combate que marcará os próximos anos da nossa política.

Fernando Nobre nunca é claro sobre estas clivagens fundamentais, apostando no aproveitamento do descontentamento dos portugueses sem lhe querer dar qualquer rumo que não seja o do ódio estéril aos políticos e apresentando-se como homem providencial. Nunca candidatos com este discurso contaram com o meu voto. Não passariam a contar agora. José Manuel Coelho é entretenimento. Levo o meu voto a sério.

Cavaco Silva representa tudo o que a esquerda terá de combater nos próximos anos.

O voto em branco, o voto nulo e a abstenção são, nestas eleições, uma ajuda a Cavaco Silva.

O meu voto em Manuel Alegre é um voto coerente, racional e determinado. Mesmo que Cavaco fosse honesto, e ficámos com a certeza de que não o é. Mesmo que Cavaco tivesse um espírito democrático, e sempre soubemos que não o tem. Votarei Manuel Alegre porque não desisto de nenhum combate. Muito menos dos combates que determinarão muito do que será a vida concreta de cada um de nós nos próximos anos.

Vote em quem votar, se a esquerda ficar em casa no domingo não se poderá queixar das derrotas que se seguirão."

Subscrevo por baixo,
Mestre Finezas

Cavaco: um chico-esperto como Presidente



No dia 9 de julho de 1998, a notária Maria do Carmo Santos deslocou-se ao escritório de Fernando Fantasia, na empresa industrial Sapec, Rua Vítor Cordon, em Lisboa, para registar uma escritura especial. O casal Cavaco Silva (cerimoniosamente identificados com os títulos académicos de "Prof. Dr." e "Dra") entregava a sua casa de férias em Montechoro, Albufeira, e recebia em troca da Constralmada - Sociedade de Construções Lda uma nova moradia no mesmo concelho. Ambas foram avaliadas pelas partes no mesmo valor: 135 mil euros. Este tipo de permutas, entre imóveis do mesmo valor, está isento do pagamento de sisa, o imposto que antecedeu o IMI, e vigorava à época.

Mas a escritura refere, na página 3, que Cavaco Silva recebe um "lote de terreno para construção", omitindo que a vivenda Gaivota Azul, no lote 18 da Urbanização da Coelha, já se encontrava em construção há cerca de nove meses. Segundo o "livro de obras" que faz parte do registo da Câmara Municipal de Albufeira, as obras iniciaram-se em 10 de Outubro do ano anterior à escritura, em 1997. Tal como confirma Fernando Fantasia, presente na escritura, e dono da Opi 92, que detinha 33% do capital da Constralmada, que afirmou, na quinta-feira, 20, à VISÃO que o negócio escriturado incluía a vivenda.

"A casa estava incluída, concerteza. Não há duas escrituras." Fantasia diz que a escritura devia referir "prédio", mas não é isso que ficou no documento que pode ser consultado no cartório notarial de António José Alves Soares, em Lisboa, e que o site da revista Sábado divulgou na quarta-feira à tarde. Ou seja, não houve lugar a qualquer pagamento suplementar, por parte de Cavaco Silva à Constralmada. A vivenda Mariani, mais pequena, e que na altura tinha mais de 20 anos, foi avaliada pelo mesmo preço da Gaivota Azul, com uma área superior (mais cerca de 500 metros quadrados), nova, e localizada em frente ao mar. Fernando Fantasia refere que Montechoro "é a zona cara" de Albufeira e que a Coelha era, na altura, "uma zona deserta", para justificar a avaliação feita.

A Constralmada fechou portas em 2004. Fernando Fantasia não sabe o que aconteceu à contabilidade da empresa. O empresário, amigo de infância e membro da Comissão de Honra da recandidatura presidencial de Cavaco Silva, não se recorda se houve "acerto de contas" entre o proprietário e a construtora.

"Quem é que se lembra disso agora? A única pessoa que podia lembrar-se era o senhor Manuel Afonso [gerente da Constralmada], que já morreu, coitado..."

No momento da escritura, Manuel Afonso não estava presente. A representar a sociedade estavam Martinho Ribeiro da Silva e Manuel Martins Parra. Este último, já não pertencia à Constralmada desde 1996, data em que renunciou ao cargo de gerente. Parra era, de facto, administrador da Opi 92.

Outro interveniente deste processo é o arquiteto Olavo Dias, contratado para projetar a casa de Cavaco Silva nove meses antes de este ser proprietário do lote 18. Olavo Dias é familiar do Presidente da República, por afinidade, e deu andamento ao projeto cujo alvará de construção foi aprovado no dia 22 de setembro de 1997.

A "habitação com piscina" que ocupa "620,70 m2" num terreno de mais de1800, é composta por três pisos, e acabou de ser construída, segundo os registos da Câmara a 6 de agosto de 1999. A única intervenção de Cavaco Silva nas obras deu-se poucos dias antes da conclusão, a 21 de julho de 1999, quando requereu a prorrogação do prazo das obras (cujo prazo caducara em 25 de junho).

A família Cavaco Silva ocupa, então, a moradia, em agosto. A licença de utilização seria passada quatro meses depois, a 3 de dezembro, pelo vereador (atual edil de Albufeira, do PSD) Desidério Silva, desrespeitando, segundo revela hoje a edição do Público, um embargo camarário à obra, decretado em dezembro de 1997, e nunca levantado.

A VISÃO não conseguiu obter nenhum comentário do Presidente da República.

Na Visão

Os cinco cavacos


Sem contar com a sua breve passagem pela pasta das Finanças, conhecemos cinco cavacos. Mas todos os cavacos vão dar ao mesmo.

O primeiro Cavaco foi primeiro-ministro. Esbanjou dinheiro como se não houvesse amanhã. Desperdiçou uma das maiores oportunidades de deste País no século passado. Escolheu e determinou um modelo de desenvolvimento que deixou obra mas não preparou a nossa economia para a produção e a exportação. O Cavaco dos patos bravos e do dinheiro fácil. Dos fundos europeus a desaparecerem e dos cursos de formação fantasmas. O Cavaco do Dias Loureiro e do Oliveira e Costa num governo da Nação. Era também o Cavaco que perante qualquer pergunta complicada escolhia o silêncio do bolo rei. Qualquer debate difícil não estava presente, fosse na televisão, em campanhas, fosse no Parlamento, a governar. Era o Cavaco que perante a contestação de estudantes, trabalhadores, polícias ou utentes da ponte sobre o Tejo respondia com o cassetete. O primeiro Cavaco foi autoritário.

 O segundo Cavaco alimentou um tabu: não se sabia se ficava, se partia ou se queria ir para Belém. E não hesitou em deixar o seu partido soçobrar ao seu tabu pessoal. Até só haver Fernando Nogueira para concorrer à sua sucessão e ser humilhado nas urnas. A agenda de Cavaco sempre foi apenas Cavaco. Foi a votos nas presidenciais porque estava plenamente convencido que elas estavam no papo. Perdeu. O País ainda se lembrava bem dos últimos e deprimentes anos do seu governo, recheados de escândalos de corrupção. É que este ambiente de suspeita que vivemos com Sócrates é apenas um remake de um filme que conhecemos. O segundo Cavaco foi egoísta.

 O terceiro Cavaco regressou vindo do silêncio. Concorreu de novo às presidenciais. Quase não falou na campanha. Passeou-se sempre protegido dos imprevistos. Porque Cavaco sabe que Cavaco é um bluff. Não tem pensamento político, tem apenas um repertório de frases feitas muito consensuais. Esse Cavaco paira sobre a política, como se a política não fosse o seu ofício de quase sempre. Porque tem nojo da política. Não do pior que ela tem: os amigos nos negócios, as redes de interesses, da demagogia vazia, os truques palacianos. Mas do mais nobre que ela representa: o confronto de ideias, a exposição à critica impiedosa, a coragem de correr riscos, a generosidade de pôr o cargo que ocupa acima dele próprio. Venceu, porque todos estes cavacos representam o nosso atraso. Cavaco é a metáfora viva da periferia cultural, económica e politica que somos na Europa. O terceiro Cavaco é vazio.

O quarto Cavaco foi Presidente. Teve três momentos que escolheu como fundamentais para se dirigir ao País: esse assunto que aquecia tanto a Nação, que era o Estatuto dos Açores; umas escutas que nunca existiram a não ser na sua cabeça sempre cheia de paranóicas perseguições; e a crítica à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo que, apesar de desfazer por palavras, não teve a coragem de vetar. O quarto Cavaco tem a mesma falta de coragem e a mesma ausência de capacidade de distinguir o que é prioritário de todos os outros.
Apesar de gostar de pensar em si próprio como um não político, todo ele é cálculo e todo o cálculo tem ele próprio como centro de interesse. Este foi o Cavaco que tentou passar para a imprensa a acusação de que andaria a ser vigiado pelo governo, coisa que numa democracia normal só poderia acabar numa investigação criminal ou numa acção política exemplar. Era falso, todos sabemos. Mas Cavaco fechou o assunto com uma comunicação ao País surrealista, onde tudo ficou baralhado para nada se perceber. Este foi o Cavaco que achou que não devia estar nas cerimónias fúnebres do único prémio Nobel da literatura porque tinha um velho diferendo com ele. Porque Cavaco nunca percebeu que os cargos que ocupa estão acima dele próprio e não são um assunto privado. Este foi o Cavaco que protegeu, até ao limite do imaginável, o seu velho amigo Dias Loureiro, chegando quase a transformar-se em seu porta-voz. Mais uma vez e como sempre, ele próprio acima da instituição que representa.  O quarto Cavaco não é um estadista.

 E agora cá está o quinto Cavaco. Quando chegou a crise começou a sua campanha. Como sempre, nunca assumida. Até o anúncio da sua candidatura foi feito por interposta pessoa. Em campanha disfarçada, dá conselhos económicos ao País. Por coincidência, quase todos contrários aos que praticou quando foi o primeiro Cavaco. Finge que modera enquanto se dedica a minar o caminho do líder que o seu próprio partido, crime dos crimes, elegeu à sua revelia. Sobre a crise e as ruínas de um governo no qual ninguém acredita, espera garantir a sua reeleição. Mas o quinto Cavaco, ganhe ou perca, já não se livra de uma coisa: foi o Presidente da República que chegou ao fim do seu primeiro mandato com um dos baixos índices de popularidade da nossa democracia e pode ser um dos que será reeleito com menor margem.  

O quinto Cavaco não tem chama.
Quando Cavaco chegou ao primeiro governo em que participou eu tinha 11 anos. Quando chegou a primeiro-ministro eu tinha 16. Quando saiu eu já tinha 26. Quando foi eleito Presidente eu tinha 36. Se for reeleito, terei 46 quando ele finalmente abandonar a vida política. Que este homem, que foi o politico profissional com mais tempo no activo para a minha geração, continue a fingir que nada tem a ver com o estado em que estamos e se continue a apresentar com alguém que está acima da politica é coisa que não deixa de me espantar. Ele é a política em tudo que ela falhou. É o símbolo mais evidente de tantos anos perdidos



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Votar em branco/nulo é ajudar Cavaco Silva

Sondagem Presidenciais: Cavaco ainda acima dos 50%

A três dias das Presidenciais, Cavaco Silva mantém-se à frente nas intenções de voto, mas a margem para vencer à primeira volta está cada vez mais reduzida.

Na sondagem da Intercampus para a TVI, Cavaco tem 54,6 por cento das intenções de voto e desce 5 pontos e meio percentuais desde o último dia 7, enquanto Alegre desce 2,5 pontos para 22,8 por cento. Fernando Nobre é o candidato que apresenta a maior subida, estando agora nos 9,1. Francisco Lopes atinge os 8,2, enquanto José Manuel Coelho atinge os 2,7 e Defensor Moura 2,6.

Comparando com os resultados do dia 7 de Janeiro, antes do arranque oficial da campanha, e redistribuindo os votos em branco, Cavaco Silva continua a garantir a reeleição à primeira volta, mas com uma margem cada vez mais reduzida. É o candidato que mais desce, 5.5 pontos percentuais.

Também em queda, mas ligeira, está Manuel Alegre: desce 2,5. O candidato independente, Fernando Nobre, regista a maior subida, quase cinco pontos percentuais, e recupera o terceiro lugar que antes do arranque da campanha tinha perdido para o candidato comunista. Em ligeira subida estão também Francisco Lopes, José Manuel Coelho e Defensor Moura.

Esta projecção foi feita com base numa sondagem onde 23,3 por cento dos inquiridos disse que não ia votar ou não manifestou opinião....

Agenciafinanceira.iol.

Cine-Teatro Vianense: 21 de Janeiro

Sexta-Feira, 21 de Janeiro, pelas 21:30 horas
"Harry Potter e os Talismãs da Morte"




País: Reino Unido, EUA
Género: Fantástico, Acção, Aventura
Duração: 146 min.
Classificação: M/12
Realização: David Yates

Intérpretes:
Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Bill Nighy, John Hurt, Miranda Richardson, Michael Gambon, David Thewlis, Brendan Gleeson, Julie Walters, Imelda Staunton, Toby Jones, Robbie Coltrane, Jason Isaacs, Timothy Spall
Sinopse

A Parte 1 do Capítulo Final começa com Harry, Ron e Hermione a tentarem descobrir e destruir o segredo da imortalidade de Voldemort - o Horcruxes. Sem a ajuda dos professores ou a protecção de Dumbledore, os três amigos têm de ficar juntos agora, mais do que nunca. Mas os inimigos aproximam-se...

Entretanto, o mundo dos feiticeiros tornou-se um lugar perigoso para todos os que estão contra Voldemort. E os aliados deste continuam a querer o prémio mais desejado: Harry Potter. Este tem de ser entregue a Voldemort... vivo.

A única esperança de Potter é encontrar o Horcruxes antes que Voldemort o encontre a ele. Mas enquanto procura por pistas, ele descobre uma lenda muito antiga - a lenda dos Talismãs da Morte. E se esta for verdadeira, pode dar a Voldemort o poder de que ele precisa...

Horários de Bilheteira:
De quarta a sexta-feira das 14:30H às 17:30H
No próprio dia 1 hora antes do espectáculo/sessão

Contacto para reservas:
Telf: 266791007
mail: cine-teatrovianense@cm-vianadoalentejo.pt

Todas as reservas devem ser levantadas até meia hora antes do espectáculo/sessão.
Recebido via email
Para mais informação consulte o sítio da Câmara

Manuel Alegre

Banho de multidão no Chiado
Um banho de multidão envolveu Manuel Alegre na tradicional descida do Chiado. Ao som dos bombos, entre vivas ao candidato e palavras de ordem como “Alegre é urgente seres o nosso Presidente”, muitas centenas de pessoas acompanharam Manuel Alegre desde a Trindade, pela rua Garret e rua Augusta, até ao arco da Praça do Comércio, onde foi levantado em ombros perante a euforia da multidão. 

Sempre com a sua mulher, Mafalda, a seu lado e entre Almeida Santos, Presidente do PS, Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores, António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa e Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, Manuel Alegre foi saudado com muita simpatia pelos populares que passavam e outros que vinham às janelas para gritar palavras de apoio e confiança. Entre os muitos populares que acompanharam o candidato, viam-se ainda vários membros do Governo, deputados e autarcas.

http://www.manuelalegre.com/

Cavaco e o fim de 800 kms de ferrovia

Foi durante o governo de Cavaco Silva que a linha do Tua sofreu a primeira machadada. Dezoito anos depois, Cavaco regressa em campanha e diz ter pena que a linha já não vá até Mirandela...



Visto em "Tabus de Cavaco"

domingo, 16 de janeiro de 2011

A aldeia do cavaquistão

No Algarve, Cavaco Silva tem por vizinhos Oliveira Costa e Fernando Fantasia, homens-fortes do BPN.



Na Aldeia da Coelha, Cavaco Silva tem por vizinhos Oliveira Costa e Fernando Fantasia, homens-fortes da SLN. Um loteamento que nasceu à sombra de muitas empresas e off-shores. A escritura do lote do Presidente da República não se encontra no Registo Predial de Albufeira. O próprio não se recorda em que cartório a assinou. Um dos promotores da urbanização, velho amigo e colaborador de Cavaco, diz que a propriedade foi adquirida "através de um permuta com um construtor civil".

Texto da revista "Visão"

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