Queen -The Great Pretender
Estive a ler o curto e envergonhado post, “Digamos Que Andamos Tensos”, no clandestino Portanto Pá, blogue dessa figura novamente pública que é o senhor Estêvão Pereira. Para não ficar tenso, sinto-me compelido a manifestar a minha indignação, perante a desonestidade do mesmo e dos comentários ali cirurgicamente plantados.
Balanço do trabalho já realizado, actividades previstas para o próximo ano e contributos. Foram estes os temas de uma ronda de reuniões de trabalho, nas três freguesias, para as quais Bengalinha Pinto e a sua equipa convidaram toda a população do Concelho.
Assisti à reunião na Junta de Freguesia de Viana, na passada quinta-feira. O nosso presidente iniciou a sessão de trabalhos fazendo uma exposição sobre os principais processos de candidaturas e acções desenvolvidas durante o ano de 2010. Não me lembro de todos mas recordo-me de ter falado do Centro Escolar, Centro Histórico, Poço Novo em Alcáçovas, Requalificação dos Espaços Exteriores do Mauforo, Quinta do Marco e Altinho, Rotunda na Zona Industrial, Pavimentação da Quinta do Marco, Relvado Sintético em Viana, Plano Municipal de Acessibilidades, Ampliação do Cemitério de Alcáçovas, Plano Municipal de Acessibilidades, etc, etc.
Explicou que se bem que alguns destes processos tenham sido herdados da anterior vereação, foi necessário proceder à sua avaliação e revisão, quando não, fazê-los de novo, como foi o caso do projecto do Centro Escolar. Pôs igualmente os presentes a par das limitações económicas actualmente existentes que, entre outras, implicam que a câmara só possa recorrer à banca afim de complementar o financiamento das candidaturas aprovadas, nomeadamente ao Quadro de Referência Estratégico Nacional, QREN.
Mais importante, pelo menos para mim, falou do esforço que está a ser feito em áreas fundamentais mas de pouca visibilidade para os munícipes, designadamente ao nível da reorganização do aparelho camarário, tais como; a Estruturação Interna, Balcão Único de Atendimento ao Munícipe, Reengenharia e Desmaterialização de Processos, Sistema de Informação Geográfica, Projecto de Contabilidade de Custos, etc., etc.
Alguns presentes colocaram questões e sugestões às quais o presidente Bengalinha foi respondendo e tomando notas.
O vereador Estêvão, como esperado, aproveitou o momento para fazer o seu reaparecimento público, abordando os tradicionais temas do Quartel da GNR, em Viana e do Paço dos Henriques em Alcáçovas – Aguiar, zero. Levando a conversa sempre para o plano político, responsabilizou o governo PS pela não resolução destes processos. Bengalinha Pinto, sempre calmo, retorquiu que as negociações ainda decorrem e que continua a acreditar na possibilidade de que estas cheguem a bom porto. No seguimento disso o vereador João Pereira, relembrando que acompanha esse caso desde o início, fez um apanhado do desenrolar do processo do Paço dos Henriques, responsabilizando o então presidente, agora vereador Estêvão, pelo impasse a que este chegou. Sem argumentos e manifestamente atrapalhado Estêvão Pereira atira atabalhoadamente as responsabilidades para cima do Advogado Amado… Num tom de emoção contida, próprio de quem está certo da sua razão, o vereador Pereira replicou que lhe cabia a ele Estêvão, enquanto presidente, liderar o processo e a mais ninguém!
Puxando dos galões e à falta de melhores argumentos, às páginas tantas atira que tinha “muitos anos a virar frangos”, atribuindo a si próprio um especial conhecimento da área da gestão autárquica. Um ano da sua ausência da vida do município, um ano de esforçado trabalho da actual vereação, mostraram o contrário. E foi assim que, tentando tornar-se no protagonista da noite, o senhor Estêvão produziu uma série de intervenções por vezes despropositadas, dando a ideia que ainda estávamos em campanha eleitoral. Falhou rotundamente, nesse intento. Quem esteve presente, só por má fé dirá o contrário. Na resposta às suas diatribes o presidente Bengalinha Pinto, e os vereadores João Pereira e Paulo Manzoupo deram-lhe sempre a devida réplica. Pela primeira vez, que eu tenha assistido, o sempre tão convincente Estêvão Pereira gaguejou! Não basta falar bem, também é preciso ter razão.
O momento alto da noite foi, no entanto quando, após o dito senhor Estêvão ter puxado o tema da opção gestionária (tem a ver com o aumento de vencimento dos funcionários da câmara), Bengalinha Pinto lhe devolveu a questão perguntando-lhe (sempre muito calmo), porque é que ele não a tinha feito. Do desenrolar da conversa ficou patente para todo o auditório, que o principal responsável pela sua não realização e pelo prejuízo que isso implica na qualidade de vida dos sempre tão usados trabalhadores foi o próprio senhor vereador, na altura o presidente da câmara Estêvão Pereira.
Mais que qualquer outra coisa, pessoalmente fiquei impressionado com o volume de trabalho desenvolvido neste primeiro ano de mandato. Julgo que seria importante divulgá-lo mais. Numa altura cinzenta como esta foi gratificante constatar que, contrariando os apóstolos da desgraça, esta equipa autárquica tem trabalhado arduamente, está por dentro dos dossiers e encontra-se embalada por um forte espírito positivo. Saí de lá bastante animado!
MB
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