domingo, 18 de julho de 2010

SIADAP na Câmara Municipal de Viana do Alentejo: parte 2


Ofício assinado pelo Vice-Presidente da Câmara, Sr. João Penetra, comunicando à DGAL a decisão de não ter sido aplicado o SIADAP em 2006.

Bezerra da Silva - A Rasteira do Presidente


O anterior executivo ao não avaliar os trabalhadores da Autarquia em 2006 , encravou todo o processo conducente à alteração do posicionamento remuneratório dos trabalhadores por opção gestionária.

Neste momento, se não for conseguido ultrapassar o problema, agora colocado pelo Secretário de Estado da Administração Local, a progressão remuneratória dos trabalhadores por opção gestionária, começará só a contar a partir de 2007 inclusive, ficando sem efeito para essa subida a classificação obtida nos anos de 2004, 2005 e 2006.

Recordemos a acta da Câmara, datada de 16/05/2007, sobre o ponto da situação da aplicação do SIADAP na Câmara Municipal:
“Quanto ao SIADAP, o senhor Presidente esclareceu que no ano passado (2006) não houve condições para a sua aplicação atenta a data de publicação do diploma respectivo. Quanto a este ano, os serviços estão a trabalhar no sentido de, apesar de estarmos no mês de Maio, se fixem os objectivos até ao final do corrente ano cumprindo a tramitação legal sobre esta matéria.”

Mais uma herança do anterior executivo, neste caso, em prejuízo dos trabalhadores da autarquia.

sábado, 17 de julho de 2010

Governo aprova Plano Regional de Ordenamento do Alentejo


Viana do Alentejo

Carmen Silva - O emigrante


Comunicado do Conselho de Ministros de 16 de Julho de 2010


… “O Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo (PROTA), agora aprovado, contribui para a definição da política nacional e regional de ordenamento do território, assumindo as grandes opções estratégicas de base territorial para o desenvolvimento regional do Alentejo, afirmando o Alentejo como território sustentável e de forte identidade regional.

Em primeiro lugar, o PROTA prevê a integração territorial e abertura ao exterior, potenciando o posicionamento geográfico no contexto nacional e ibérico, através do reforço da competitividade que promova a internacionalização da região, em articulação com as redes de transportes e sistema regional de logística empresarial, o desenvolvimento de serviços avançados e uma aposta urbana diferenciadora, a par dos singulares recursos naturais e da paisagem.

Em segundo lugar, a conservação e a valorização do ambiente e do património natural, garantindo os padrões de biodiversidade através da gestão integrada dos sistemas naturais e das oportunidades, que se oferecem às actividades produtivas como contributo para o desenvolvimento sustentável dos espaços rurais e dos recursos naturais, e a minimização de situações de riscos naturais e tecnológicos.

Em terceiro lugar, a diversificação e a qualificação da base económica regional, reforçando e desenvolvendo os sectores tradicionais e emergentes estratégicos, com destaque para os sistemas agro-silvo-pastoris e para o património natural e cultural, como base de uma fileira de produtos turísticos de elevada qualidade e identidade.

Em quarto lugar, a afirmação do policentrismo suportado num conjunto de centros urbanos capazes de articular redes regionais, promover a sua integração funcional e gerar níveis acrescidos de cooperação estratégica e de desenvolvimento, assente na concertação intermunicipal de recursos e equipamentos capazes de sustentar a coesão territorial.

Por último, estas orientações estratégicas concretizam-se, nomeadamente nos seguintes aspectos:

- O desenvolvimento da plataforma portuária de Sines, consolidando a sua vocação ibérica e europeia baseada numa posição geoestratégica privilegiada relativamente ao cruzamento de grandes rotas mundiais de transporte marítimo, o qual constitui um factor importante para a afirmação internacional do país e da região;

- O Aeroporto de Beja que abrirá caminho a novos processos de internacionalização da região, quer mediante a captação de fluxos turísticos relacionados com o Alqueva, o Litoral Alentejano e o Algarve, quer através da emergência de novas actividades económicas, nomeadamente na área da aeronáutica;

- A concretização da Linha de Alta Velocidade Ferroviária entre Lisboa e Madrid e da linha convencional de mercadorias Sines-Évora-Elvas/Caia-Badajoz-Madrid, o que constituirá um enquadramento favorável a uma interligação mais estreita com Espanha e que poderá criar novas oportunidades para um desenvolvimento concorrencial do Porto de Sines no contexto internacional;

- A relação com Área Metropolitana de Lisboa (AML), reforçada pela localização do novo aeroporto de Lisboa e pelo desenvolvimento das actividades logísticas e portuárias na AML, o que, conjugado com as estratégias de desenvolvimento de outras infra-estruturas de relevante importância regional e nacional, dá condições objectivas ao Alentejo de assumir uma nova posição no âmbito das relações económicas à escala ibérica e europeia, para as quais muito contribui também a ligação Lisboa-Madrid com a criação do corredor rodoviário a norte, ligando o novo aeroporto de Lisboa a Portalegre e Espanha;

- O reforço da complementaridade dos centros urbanos que permitirá o crescimento da competitividade e da coesão territorial do Alentejo, considerando como pólos estruturantes Évora, Beja, Portalegre, Sines-Santiago do Cacém-Santo André e Elvas-Campo Maior, ancorados numa rede de centros organizados numa estrutura policêntrica e associados a uma rede de estruturas logísticas e de desenvolvimento empresarial, apostando em economias de aglomeração de proximidade com as instituições de conhecimento, de inovação, de desenvolvimento tecnológico e de prestação de serviços;

- O aproveitamento da envolvente de Alqueva, a qual constitui um espaço destacado no Modelo Territorial da base económica regional, induzido pelo efeito da expansão da nova infra-estrutura hidroagrícola de suporte à modernização da agricultura da sub-região e pela sua atractividade sobre as actividades turísticas, associado às potencialidades criadas pelo novo lago mas também pela sua relação de proximidade com as cidades de Évora e Beja;

- O Litoral Alentejano, articulando as suas potencialidades de destino turístico de excelência e de atracção de projectos estruturantes, nomeadamente na área do Turismo, com a valorização e protecção ambiental da Zona Costeira;

- O solo rural, assumindo-o como o suporte das actividades directamente relacionadas com o aproveitamento agrícola, pecuário e florestal ou de recursos geológicos, regendo-se por princípios gerais de contenção da edificação isolada e do parcelamento da propriedade, pela racionalização das infra-estruturas e pelo fomento à reabilitação do existente”…


XXXII Encontro de grupos corais



O Grupo Coral e Etnográfico de Viana do Alentejo organiza dia 17 de Julho, o XXXII Encontro de Grupos Corais, no Cine-teatro Vianense.


GRUPO CORAL E ETNOGRÁFICO DE VIANA DO ALENTEJO

XXXII ENCONTRO DE GRUPOS CORAIS


17 Julho| Cine-teatro Vianense


PROGRAMA

17h00| Encontro dos grupos no Largo 25 de Abril
17h30| Desfile dos grupos até ao Cine-teatro
18h00| actuação dos grupos no Cine-teatro

GRUPOS

Grupo C. "Pastores do Alentejo" de Torre de Coelheiros
Grupo Coral Feminino "As Madrugadeiras" de Alvito
Grupo Coral "Trabalhadores de Montoito"
Grupo Coral e Etnográfico de Viana do Alentejo
Grupo Instrumental de Montoito


sexta-feira, 16 de julho de 2010

OS SUBSIDIÁRIOS!

Apareceram nos últimos tempos notícias em órgãos de informação regional a dar conta da “INDIGNAÇÃO" de 14 agentes culturais da cidade de Évora pelo facto de ainda não terem recebido da Câmara Municipal de Évora a totalidade dos "SUBSÍDIOS" referente ao 'Ano de 2009, o que lhes estava a acarretar enormes dificuldades e constituía no seu entender uma VERGONHA e uma IMORALIDADE.

E, porque o silêncio da Câmara, ou seja o não pagamento dos apetecíveis subsídios, se tornou INSUPORTÁVEL, o GRUPO DOS CATORZE apresentou-se a público para denunciar esta “INDIGNIDADE' da CME por não lhes pagar o que lhes é devido.

Vejamos então o que se passa relativamente aos apoios concedidos anualmente pela CME e qual a sua incidência neste GRUPO DOS CATORZE de que fazem parte, nomeadamente, o CENDREV, o Eborae Musica, a companhia de Teatro Contemporâneo, o Pim Teatro, o Cine Club da Universidade de Évora/FIKE, a SOIR Joaquim António de Aguiar, a Bruxa Teatro, o Teatro do Imaginário etc

A política de subsídios da CME é definida aquando da apresentação do orçamento anual e de acordo com os elementos que recolhi para o ano de 2009 foram contempladas 44 associações e agentes culturais e recreativos, a quem foi proposto o pagamento do montante total de TREZENTOS E CINQUENTA E OITO MIL EUROS, sendo que O valor do subsídio varia entre os OITENTA E CINCO MIL EUROS atribuídos ao CENDREV e os quinhentos euros atribuídos ao Grupo Musical Azarujense os Unidos. Vejamos então qual o peso relativo dos montantes atribuídos ao grupo dos catorze em relação à totalidade dos agentes culturais e recreativos do concelho.

Assim, ONZE dos catorze reclamantes, pois os outros três não os consegui identificar PAPAM no seu conjunto a fatia SUBSIDIÁRIA de CENTO E NOVENTA UM MIL E QUINHENTOS EUROS e os restantes TRINTA beneficiários apenas se ABOTOAM com CENTO E SESSENTA E SEIS MIL E QUINHENTOS EUROS. Ou seja os catorze representam um quarto dos subsidiados e ARRECADAM SESSENTA por cento da receita disponível.

Mas atenção que os CATORZE podem ter muitos defeitos mas PARVOS é que eles não são, pois no seu isento e imparcial critério representam SESSENTA por cento da actividade cultural do concelho, dai que os sessenta por cento dos subsídios que representam sejam adequados e retiram o argumentário a qualquer mal dizente que se atreva a questionar esta verdadeira IMORALIDADE e INDIGNIDADE que é o pagamento a estes Catorze deste valor verdadeiramente ABSURDO tendo em conta as dificuldades financeiras da CME e do país que são de todos conhecidos.

Ora se aos subsídios camarários juntarmos os subsídios que a grande maioria que representam o grupo dos catorze aufere da Secretaria de Estado da Cultura, então batemos com as mãos na cabeça. Mas isso não é tudo. No caso do papão mor que é o CENDREV está instalado há mais de vinte e cinco anos na melhor sala de espectáculos a sul do rio Tejo, sem pagar um tostão de renda e sem pagar um cêntimo de água, electricidade, gás e imagine-se, o cúmulo, nem sequer o telefone pagam, o mesmo se dizendo do BRUXA teatro, pelo menos no que diz respeito ás suas instalações que são corno todos sabemos dessa INDIGNA e INSUPORTÁVEL CME.

O próprio EBORAE MUSICA e o Teatro PIM que em todo o caso juntamente com a Associação do Imaginário não gostaria de meter no mesmo saco, pelo trabalho que desenvolvem e iras áreas em que o fazem, estão sedeados em instalações cedidas pela INDIGNA E INSUPORTÁVEL CME no remodelado CONVENTO DOS REMÉDIOS, depois de para ali termos dispendido largas centenas de anilhares de Euros, o Eborae Musíca e na Escola das Piscinas, o grupo PIM.

Mas então deixem lá ver se eu entendo. Estes catorze, alguns deles profissionais, há mais rir VINTE E CINCO ANOS que andam a viver à custa dos nossos subsídios e outras regalias, nunca arranjaram meios para financiar as suas actividades. No caso do CENDREV é só fazer contas e multiplicar 8S 000 Euros por 27 u 28 anos, só da parte da Câmara e outro tanto da SEC. Então e as receitas que geram as sua inigualáveis e deslumbrantes produções artísticas e espectáculos, onde estão, para onde foram.

AH, as receitas não são suficientes para suportar as actividades dos catorze. Bem só têm urna coisa a fazer. Ou arranjar meios de serem auto suficientes e suportarem as suas actividades ou têm que fechar as portas, que é aliás aquilo que acontece à generalidade das empresas, associações e privados, pois o tempo das VACAS GORDAS e das respectivas TETAS, ACABOU definitivamente.

Muito gostaria eu de saber a quanto nos fica cada assistente aos espectáculos do CENDREV, da BRUXA TEATRO ou da COMPANHIA DE DANÇA C. DE ÉVORA, para só mencionar alguns. Ou porque motivo S0IR, Joaquim António d’Aguiar recebe 20,000 euros de subsídio e a SR Dramática Eborense só recebe dez mil quando desenvolve uma actividade recreativa e cultural de longe superior. Será uma questão de cores? Permito-me, no entanto, um conselho ao Grupo dos Catorze. Vão reclamar às sedes do PCP e PSD que recentemente aprovaram essa INDIGNIDADE que é a isenção do pagamento do IMI e IMT no Centro histórico de Évora, retirando à CM importantes verbas para fazer face às suas despesas correntes.

O que é uma INDIGNIDADE, não é a CME não pagar aquilo a que não têm qualquer DIREITO. O que é uma INDIGNIDADE e verdadeiramente INSUPORTÁVEL é a CME pagar-lhes um cêntimo sequer enquanto largas dezenas de fornecedores e prestadores de serviços à CME estão anos à espera de receber aquilo a que TÊM DIREITO, anos e anos e muitos deles em risco de fechar as portas.

Essa é a verdadeira INDIGNIDADE.

Termino com um desabafo. o Mundo em que todos temos vivido mudou e já não existe. E ou nus adaptamos a esse NOVO MUNDO que ai está ou morremos e eu bem gostaria que alguns de vós não morressem, por isso têm que MUDAR.

Visto no Diário do Sul de 28-05-2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

SIADAP na Câmara Municipal de Viana do Alentejo: parte 1



Na passada terça-feira, pelas 9.00 horas realizou-se uma reunião no Cine-Teatro, entre o executivo da Câmara, acompanhado pelos técnicos responsáveis pelos recursos humanos da autarquia e os trabalhadores que estariam supostamente em condições de verem alterado o respectivo posicionamento remuneratório, com recurso à opção gestionária.
No final da sessão foi distribuído a todos os trabalhadores um dossier com documentação relativa a este processo, suspenso de momento, em virtude do governo vir a terreiro, intimando os autarcas para a irregularidade deste procedimento, já concluído em algumas autarquias do País.
A Barbearia irá publicar os documentos entregues aos trabalhadores, ao longo dos próximos dias, para repor a verdade dos factos.
Os necrófagos abutres da CDU/Viana e Associados, os tais que sobrevivem à conta da infelicidade alheia, regozijam de contentamento.
Segue-se a publicação do documento com a súmula deste complexo processo, assinado pelo Presidente Bengalinha Pinto:


Alteração do posicionamento remuneratório dos trabalhadores da Autarquia, com recurso à opção gestionária

1- Processo conducente à resolução da alteração do posicionamento remuneratório dos trabalhadores

Como é do conhecimento de todos os funcionários da Autarquia, a Câmara deliberou por unanimidade, em 23/12/2009, recorrer à opção gestionária prevista nos artigos 46.º e 113.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro (Lei de Vínculos, Carreiras e Remunerações), relativamente ao ano de 2009.

Esta deliberação da câmara foi precedida por uma reunião efectuada entre o actual executivo, técnicos dos recursos humanos da autarquia e Comissão Sindical e Direcção regional do Sindicado dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), em 17 de Dezembro de 2009, a qual vem no seguimento de outras reuniões com o anterior executivo durante o ano de 2009 (ver acta nº 18/2009, de 19/08/2009), tendo em vista a aplicação da opção gestionária para a mudança das posições remuneratórias dos trabalhadores da autarquia.

A 6 de Janeiro de 2010, a Câmara tomou idêntica deliberação, agora relativamente ao ano de 2010.

Convém uma vez mais salientar que todo este processo tem sido acompanhado em permanente diálogo com a Comissão Sindical e Direcção regional do Sindicado dos Trabalhadores da Administração Local.

Na reunião realizada com os trabalhadores no Cine-Teatro (a propósito da implementação da contabilidade de custos), no dia 28 de Maio do corrente ano, foi assumido que no mês de Julho teria lugar o reposicionamento dos trabalhadores abrangidos, com o correspondente pagamento dos retroactivos.

Entretanto, até muito recentemente confiávamos que a falta de avaliação dos trabalhadores da Autarquia no ano de 2006, pela não implementação do Sistema de Avaliação do Desempenho dos Serviços Públicos (SIADAP), seria ultrapassada com recurso à avaliação curricular reportada ao ano em falta.

Recordemos que na acta da Câmara, datada de 16/05/2007, sobre o ponto da situação da aplicação do SIADAP na Câmara Municipal:

“Quanto ao SIADAP, o senhor Presidente esclareceu que no ano passado (2006) não houve condições para a sua aplicação atenta a data de publicação do diploma respectivo. Quanto a este ano, os serviços estão a trabalhar no sentido de, apesar de estarmos no mês de Maio, se fixem os objectivos até ao final do corrente ano cumprindo a tramitação legal sobre esta matéria.”

Na falta da competente avaliação em 2006, comunicada por ofício à DGAL (Ver Anexo 1), foi atribuído um ponto a cada trabalhador, notação essa quantitativa que importava agora relevar para menção qualitativa através de avaliação curricular. Ultrapassado esse procedimento, era convicção da Câmara que os funcionários poderiam ser integrados no universo das alterações de posicionamento remuneratório, nos termos da conjugação do preceituado no n.º 1 do artigo 47.º e n.º 1 do artigo 113.º da LVCR, todas as carreiras e categorias do regime geral, que relativamente, ao tempo decorrido desde o último posicionamento remuneratório em que se encontram (que poderá retroagir no máximo até 2004) tenham obtido nas últimas avaliações de desempenho, referido às funções desenvolvidas, as seguintes menções:

- Duas menções máximas, consecutivas; (Excelente)

- Três menções imediatamente inferiores às máximas, consecutivas; (Relevante/muito bom) ou

- Cinco menções imediatamente inferiores às referidas no ponto anterior, desde que consubstanciem desempenho positivo, consecutivas (Adequado/bom)

(confira a ACTA 30/2009, de 23/12/2009)

2 - Despacho da IGAL e informação subsequente

No final do mês de Junho teve esta Autarquia conhecimento de um despacho do Sr. Inspector-Geral da Administração Local, datado de 30 de Abril do corrente ano, “informando os Inspectores que, em recente acção inspectiva a um Município, foi detectada a anómala situação de atribuição de prémios de desempenho e de alteração de posição remuneratória por opção gestionária, apesar de não ter sido aplicado o Sistema de Avaliação de Desempenho (SIADAP).

Ora como decorre de tal regime legal de avaliação e também das regras de interpretação descritas no art.º 9.º do Código Civil, esse Sistema de Avaliação (SIADAP) deve ser aplicado em bloco, não sendo admissível aos Senhores Presidentes das Câmaras Municipais que dele escolham as normas que lhes aprouver aplicar, esquecendo as restantes.”

Finaliza o referido despacho:

A atribuição de prémios de desempenho e a subida de posição remuneratória de trabalhadores da administração local, sem a aplicação dos restantes normativos, ainda que sob a desculpa de que os “trabalhadores não devem ser prejudicados pela inacção do Município”, configurar-se-á como uma atribuição patrimonial indevida, de dinheiros públicos, em benefício dos trabalhadores a quem são entregues, podendo integrar o crime de Peculato, p. e p. pelo art.º 20.º da Lei n.º 34/87, de 16 de Julho.

A este propósito e em ordem a evitar o errático procedimento, muitas vezes próprio da Administração Pública, de tomar pareceres, circulares e opiniões de “diz que disse” como elementos interpretativos válidos (haja em vista o já citado art.º 9.º do Código Civil), solicito a todos os Exmos. Inspectores que, em tais casos, averigúem-se:

1) Foi aplicado o regime legal do SIADAP como um todo e,

2) Em caso negativo, procedam à subsunção jurídica, do comportamento de atribuição de prémios de desempenho e outras benesses, numa perspectiva de:

- responsabilidade criminal

- responsabilidade tutelar

- responsabilidade administrativa (validade do acto)

- responsabilidade financeira. (restituição dos dinheiros públicos ilegalmente entregues, à custa do seu património individual) (Ver Anexo 2)

Em 07 de Junho de 2010, a Associação Nacional de Municípios Portugueses manifesta por ofício ao Sr. Inspector-Geral da IGAL o seu desacordo relativamente a este despacho. (Ver Anexo 3)

Na sequência das dúvidas e notícias relativas aos pressupostos para a alteração do posicionamento remuneratório dos trabalhadores das autarquias locais, no dia 15 de Junho de 2010, o despacho do Director-Geral das Autarquias Locais (DGAL) homologa a seguinte interpretação:

- O posicionamento remuneratório dos trabalhadores não avaliados pelo SIADAP não pode ser alterado por opção gestionária. (…) (Ver Anexo 4)

Em 18 de Junho de 2010, a Direcção Nacional do STAL manifestou repúdio relativamente ao teor do despacho do Sr. Inspector-Geral da IGAL. (Ver Anexo 5)

3 - Nota Final

A avaliação de desempenho constitui um direito anual dos trabalhadores. No ano de 2006, o processo de avaliação do desempenho iniciava-se com a fixação de objectivos, a qual teria lugar até ao final do mês de Junho de 2006 e que por decisão do então executivo não foi efectuado.

Para colmatar esta lacuna, todos agimos de boa fé no pressuposto de que os trabalhadores não fossem prejudicados pela inacção do Município.

Finalizar o processo de alteração do posicionamento remuneratório por opção gestionária, após conhecimento das dificuldades entretanto surgidas, seria para esta Câmara assumir desde logo graves prejuízos para os eleitos que o validassem, e o possível retorno dos trabalhadores ao posicionamento remuneratório anterior.

Face às novas dificuldades entretanto surgidas, procura esta Câmara, conjuntamente com o a Comissão Sindical e Direcção Regional do STAL e demais Entidades que partilham uma posição contrária ao despacho, encontrar uma solução que vá ao encontro das legítimas aspirações dos trabalhadores.


Nota: Os anexos serão publicados posteriormente


terça-feira, 13 de julho de 2010

O blogue "Portanto Pá", porta-voz dos ideais da Coreia do Norte, penetra nos meandros da contra-informação fascizante



O blogue "Portanto Pá", porta-voz dos ideais da Coreia do Norte, penetra nos meandros da contra-informação fascizante, descontextualiza o significado do texto original que publica hoje naquele pasquim.
Trata-se de um trecho vandalizado do comunicado conjunto da Comissão Sindical de Viana do Alentejo e da Direcção Regional do STAL, datado de 15 de Janeiro de 2010, publicado no site deste sindicato: http://drstalevora.blogspot.com/2010/01/comunicado-aos-trabalhadores-do.html

Mas antes de reproduzir na íntegra o citado texto, gostaria de tecer alguns comentários, relativamente aos profetas da desgraça, vermes que se desenvolvem nas feridas da adversidade alheia.
Navegando na exploração dos sentimentos de frustração, quer do executivo, quer da comissão sindical e especialmente dos trabalhadores, estas larvas humanóides, apostadas na política do quanto pior, melhor, esfregam os bocais de contentes, tudo fazendo para que os pobres continuem cada vez mais pobres, pois só assim conseguem perpetuar a sua espécie.
A clique de ressabiados do PCP e associados, esfregam as mãos de contentes à custa daqueles, cuja maioria ganha um ordenado de miséria.
Apesar de, para já, não se ter alcançado o objectivo proposto, os trabalhadores foram bem representados, através das suas estruturas sindicais e apoiados por todos os eleitos da Câmara.
Relativamente á alteração do posicionamento remuneratório dos trabalhadores autárquicos, com recurso à opção gestionária, a Barbearia vai estar atenta ao que se passa aqui e à nossa volta.
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"quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
Comunicado aos Trabalhadores do Município de Viana do Alentejo Associados no STAL"

A Comissão Sindical de Viana do Alentejo e a Direcção Regional do STAL, reuniram no passado dia 17 de Dezembro com o Sr. Presidente da Câmara e restantes eleitos com pelouros, contando também com a presença de técnicos responsáveis pelos Recursos Humanos da autarquia, dando assim seguimento a um conjunto de reuniões realizadas com o anterior executivo ao longo do ano de 2009,(negrito nosso) tendo em vista a aplicação da Opção Gestionária para a mudança de posição remuneratória de todos os trabalhadores da autarquia. Nesta reunião, conseguiu-se uma importante vitória que responde às justas aspirações dos trabalhadores e reivindicação de sempre do STAL, pois foi possível obter entendimento sobre a aplicação da opção gestionária prevista na Lei nº 12-A/2008 que, na prática, permite descongelar a progressão dos trabalhadores nas novas carreiras, amenizando os efeitos nefastos que a esta lei provocou em todos os trabalhadores.
A Câmara Municipal, entretanto, também já nos remeteu o novo Mapa de Pessoal para o ano de 2010, que será analisado pelos Delegados Sindicais, procurando garantir a manutenção de todos os postos de trabalho e as vagas necessárias para que os Contratos a Termo se possam converter definitivamente em contrato por Tempo Indeterminado.

DELIBERAÇÃO EM REUNIÃO DE CÂMARA

Em reunião ordinária de 23/12/2009, a Câmara deliberou assim por unanimidade proceder à alteração do posicionamento remuneratório através da Opção Gestionária que, em 2009 irá contemplar 38 trabalhadores, incluindo assim todos os trabalhadores que há mais anos não progrediam na sua carreira, afectando para tal uma verba de 32.000,00 €. Foi ainda deliberado aplicar a mesma opção de gestão para o ano de 2010, contemplando outros 32 trabalhadores e afectando para tal do Orçamento uma verba de 30.000,00 €.
Ficam assim resolvidas as principais dificuldades que se colocaram no passado recente em relação a processos de progressões, concursos de promoção e reclassificações que não se concretizaram em devido tempo.

OPÇÃO GESTIONÁRIA

O exercício da opção gestionária, prevista no Artº 46º da Lei nº 12-A/2008, abrange na mudança de posição remuneratória todos os trabalhadores que tenham acumulado, desde a sua última progressão ou mudança de índice remuneratório:
5 anos consecutivos, com a avaliação mínima de Bom (1 Ponto);
3 anos consecutivos com a avaliação mínima de Muito Bom, ou
2 anos consecutivos com a avaliação mínima de Excelente.
Os trabalhadores sindicalizados que reúnam estas condições, mas que ainda não viram concretizar-se esta mudança de posicionamento remuneratório, poderão dirigir-se ao STAL e preencher um requerimento solicitando que se proceda o mais rapidamente possível à sua progressão.

Aumento nunca inferior a 28 €

Esta mudança far-se-á para o posicionamento remuneratório imediatamente seguinte na nova Tabela (dentro da respectiva carreira profissional) àquela em que o trabalhador ficou posicionado em 1 de Janeiro de 2009. Desta mudança, não poderá resultar um aumento inferior a 28,00 €, que a verificar-se, obrigará à mudança para a outra posição remuneratória seguinte.

Efeitos Retroactivos

Recordamos aos trabalhadores que, de acordo com o nº 7 do Artº 47º da Lei nº12-A/2008, este aumento terá efeitos retroactivos a partir de 1 de Janeiro do ano em que tem lugar…
Posições remuneratórias complementares
Mantêm o direito de progredir até ao último nível da sua carreira profissional, incluindo todas as posições remuneratórias complementares, os trabalhadores que integravam o Quadro de Pessoal ou que possuíam contrato por tempo indeterminado até à data da entrada em vigor do RCTFP (01/01/2009).

SIADAP

Em termos gerais, verifica-se que a aplicação do sistema de avaliação de desempenho, conhecido por SIADAP, confirma os piores receios desde sempre manifestados pelo STAL, pois é um sistema pouco transparente e autoritário; discricionário (apenas conta a opinião de quem avalia); incongruente, porque determina que, pelo menos 75 % do universo de trabalhadores apenas conseguem ser “Bons”; anti-social, na medida em que promove a desconfiança, quebra os laços de companheirismo e estimula o “lambe-botismo”, prejudicial ao exercício do serviço público e à qualidade do serviço prestado às populações e repressivo, porque pretende congelar as carreiras e impedir os trabalhadores de terem acesso a uma justa progressão na mesma e à tão necessária valorização salarial.

TRABALHO EXTRAORDINÁRIO

Os trabalhadores que prestem trabalho extraordinário nos dias úteis, descanso semanal ou dias feriados, têm direito à compensação de um dia de descanso suplementar , correspondente a 25 % do trabalho prestado, que deverá ser gozado nos 90 dias seguintes, salvo acordo com a entidade. Por exemplo, a um trabalhador com jornada de trabalho fixa de 7 horas diárias, quando perfaça um total de 28 horas extraordinárias, adquire o direito a gozar 1 dia de descanso.

Viana do Alentejo, 15 de Janeiro de 2010
A Comissão Sindical de Viana do Alentejo e a Direcção regional do STAL


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Serpa: PS quer avaliar concurso da Câmara ganho pela filha do presidente



Entre os elementos que suscitam dúvidas, o júri era presidido por um primo do autarca

O PS quer avaliar o concurso público para um cargo de engenheiro civil da Câmara de Serpa (CDU) que foi ganho pela filha do presidente do município e cujo júri era presidido por um primo do autarca.

Os eleitos do PS na Assembleia Municipal de Serpa querem «avaliar o processo de selecção», porque «receberam uma carta de um dos candidatos excluídos e há vários elementos que suscitam dúvidas», explicou à Lusa o coordenador da bancada socialista daquele órgão, Paulo Pisco.

Entre os elementos, consta «a coincidência» de a candidata escolhida ser Amélia Rocha da Silva, filha do presidente da Câmara, João Rocha. Por outro lado, o júri do concurso era presidido por «um primo do autarca e da seleccionada», Carlos Rocha, disse Paulo Pisco, frisando tratar-se de «um grau de parentesco tipificado na lei e que inviabiliza o concurso».

Um total de 24 pessoas concorreram ao concurso lançado pela Câmara de Serpa para recrutamento de um técnico superior na área de engenharia civil para a divisão de obras municipais, publicado em Diário da República dia 15 de Março e que incluía três métodos de selecção (prova de conhecimentos, avaliação psicológica e entrevista profissional).

Desses candidatos, apenas metade fez a prova de conhecimentos, que decorreu a 28 de Maio, e só três conseguiram classificação positiva, entre os quais Amélia Rocha da Silva, que obteve a mais elevada (17,7 valores), seguindo-se o segundo classificado com 12,8 e o terceiro com 10.

Destes três candidatos, dois fizeram a prova psicológica, na qual Amélia Rocha da Silva obteve 16 valores e o outro candidato oito valores. Só a filha do autarca de Serpa chegou ao terceiro e último método de selecção, a entrevista profissional, em que conseguiu 16 valores.

Segundo Paulo Pisco, há uma «grande disparidade» entre a classificação de Amélia Rocha da Silva e as dos nove candidatos que obtiveram notas negativas na prova de conhecimentos, «uma média de 6,5 valores, o que inviabiliza qualquer hipótese de recurso de reavaliação de provas».

Os eleitos do PS querem também «esclarecimentos» sobre «o tempo muito escasso» que o júri levou a corrigir e a avaliar as 12 provas, ou seja, entre 28 (sexta-feira) e 31 de Maio (segunda-feira), já que «os resultados foram divulgados no dia 1 de Junho» (terça-feira).

«Perante todos estes elementos», os eleitos do PS na Assembleia Municipal de Serpa querem «avaliar o processo» e já pediram ao executivo da Câmara as actas e outros elementos informativos relativos ao concurso público.

«Não me meti, nem vou meter-me no concurso», assegurou o presidente da Câmara de Serpa, João Rocha, que remeteu esclarecimentos para o vice-presidente da autarquia, Tomé Pires.

Tomé Pires garantiu que o concurso, que «ainda não terminou, porque está na fase de audiência prévia», decorreu «dentro das normas legais».

«Mas há um elemento particular (a seleccionada ser filha do presidente da Câmara) que está a ser aproveitado politicamente», lamentou, referindo que «a composição do júri foi aprovada em reunião de Câmara e o concurso, à semelhança de anteriores, foi mais célere do que o normal, porque há necessidade de técnicos na autarquia».

Visto em TVI 24

domingo, 11 de julho de 2010

Por detrás de um lobo esconde-se uma alcateia



Pastor Lopez: "Eres Muy Bonita Pero Mentirosa"

Oh pá das 12:51, votastes no Bengalinha? Uma merda é que votaste! Tu fazes é parte da corja de ressabiados que em Outubro passado ficaram órfãos de tacho e de coutada, incapazes de digerir a derrota e a decisão soberana do povo. Ah! Pois, para vocês o povo é aquela massa amorfa que engole seráfica e reverentemente as vossas patranhas de uma sociedade onde todos seriam iguais, embora alguns mais iguais que outros, tirando-lhe o figurino pela Rússia soviética de Estaline ou por aquele paraíso do leste que dá pelo nome de Coreia do Norte. Para vocês o “povo é quem mais ordena”, mas APENAS quando vota pelo vosso lado. Quando decide de outra forma, aqui d’el rei que o povo foi endrominado. E não respeitam minimamente essa decisão.

A Câmara tem quatro arquitectos e não sei quantos engenheiros? E quem é que lá os meteu? Se calhar foi o Bengalinha, não? Vocês é que criaram aquela monstruosidade de máquina, cara, incompetente e ineficaz, para onde carrearam amigos e camaradas, e agora têm a lata de vir acusar o actual presidente de ser ele o responsável por tal coisa!

Há dezasseis anos, quando o sr. Pereira tomou posse pela primeira vez, a Câmara ocupava apenas uma parte da antiga casa dos Cabrais, trabalhavam meia dúzia de pessoas na secretaria, o gabinete técnico apenas tinha um arquitecto e um desenhador, a Dase não existia. Agora a Câmara ocupa quase todo o quarteirão, salas, salinhas e salões, escadas e escadinhas, umas públicas outras escondidas, dizem que para melhor facilitar a fuga, pelas traseiras, dos anteriores autarcas … Acabaram por escavacar um belíssimo prédio, transformando-o numa labiríntica manta de retalhos, semelhante, de resto, ao também labiríntico cérebro do mentor de tal obra. Depois encheram a casa, até rebentar pelas costuras, de técnicos disto, técnicos daquilo, quase todos eles especialistas “imprescindíveis” em coisa nenhuma, para aqui vem uma “Rita”, para além vai um “Pedro”, ácoli fica um poeta do “tipo Sousa”, não faz falta nenhuma mas fica sempre bem, arranja-se-lhe uma ocupação no serviço de águas, sempre é camarada e nós temos de cuidar dos nossos…

Este é o estado deplorável em que o Bengalinha foi encontrar a nossa autarquia. Para poder cumprir o programa com que se candidatou, é legítimo que procure rodear-se de pessoas da sua confiança, afinal foi isso que o sr. Pereira fez durante dezasseis anos. A diferença é que quando o Bengalinha sair, essas pessoas também saem, não têm qualquer vínculo à autarquia. Ao contrário da rapaziada com que o sr. Pereira atafulhou a Câmara, que acabaram por ficar, TODOS, agarradinhos aos seus confortáveis e perpétuos tachinhos. Para eles, as reiteradas indicações do “partido” e do sr. Pereira, vão no sentido do boicote ao trabalho do Bengalinha e da sua equipa. Numa léria imbecil e primária, o\a comentador\a das 12:51 sugere, portanto, que o pastor ponha os lobos a tomar conta das ovelhas! Vai lá, vai…


Autor anónimo


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cine-Teatro Vianense: 9 e 11 de Julho

Sexta-feira, 9 de Julho, pelas 21:30 horas
"Parnassus – O Homem que Queria Enganar o Diabo"


País: França, Canadá, Reino Unido
Género: Aventura, Fantástico
Duração: 122 min.
Classificação: M/12
Realização
Terry Gilliam
Intérpretes
Johnny Depp, Heath Ledger, Jude Law, Colin Farrell, Christopher Plummer

Sinopse
O Dr. Parnassus é um velho mágico amaldiçoado. Em troca da vida eterna, entregando ao diabo a alma do seu primeiro descendente no dia em que completasse 16 anos. Durante séculos, ele e o seu espectáculo ambulante percorreram cidades, oferecendo a cada pessoa um mundo fantasista e onírico onde cada um pode escolher entre as alegrias simples e os prazeres sombrios. Mas a mais amarga de todas as horas finalmente chega e o grande mestre da imaginação tem de saldar a sua dívida..

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Domingo, 11 de Julho, pelas 16 horas
"A Ilha do Impy”



País: Alemanha
Género: Animação
Duração: 87 min.
Classificação: M/12
Realização
Reinhard Klooss, Holger Tappe
Intérpretes
Wigald Boning, Anke Engelke, Florian Halm
Sinopse
Titiwoo é uma pequena ilha vulcânica no meio do oceano. É aqui que o pretenso homem da Renascença, zoólogo e cientista indisciplinado, Professor Horatio Tiberton vive e trabalha. Juntamente com o filho adoptado do professor, Tim, um ilustre bando de criaturas da ilha assiste à escola idiossincrásica de línguas de Tibberton: Ping, o pinguim; Monty, o lagarto monitor; Shoe, o pássaro e Solomon, o elefante-marinho. A dona da casa e da escola de Tibberton é Peg, a senhora-porca. A vida é feliz e idílica para todos os habitantes da ilha. Até que, um dia, um icebergue que tem lá dentro ovos pré-históricos congelados dá à costa, e dos ovos emerge uma estranha criatura verde... Impy, um dinossauro da idade do gelo! A partir deste momento, a pacata vida dos habitantes da ilha acaba…

Recebido via email
Para mais informação consulte o sítio da Câmara


Caminhos vicinais ocupados por privados






.. “As ocupações de terras na denominada Zona de Intervenção da Reforma Agrária (ZIRA), envolvendo os distritos de Portalegre, Évora, Beja e Setúbal e alguns concelhos dos distritos de Lisboa, Santarém, Faro e Castelo Branco, estenderam-se ao longo de 1975 e 1976.

A devolução das terras aos proprietários acabaria por ser iniciada poucos anos depois.
A Lei Barreto (1977), do ministro da Agricultura do I Governo Constitucional António Barreto, abriu caminho a um longo processo de devolução das terras ocupadas e, posteriormente, às indemnizações.
O processo de regularização do uso da terra expropriada ou nacionalizada no âmbito da Reforma Agrária foi encerrado em 2000 pelo anterior ministro da Agricultura Capoulas Santos (PS). “
(Lino de Morais)

De há uns anos a esta parte assistimos impávidos e serenos à ilegítima ocupação dos caminhos públicos pelos donos das terras circundantes, expropriando-se escandalosamente essas vias de comunicação do usufruto da comunidade.
Estes novos senhores feudais apropriam-se dos caminhos públicos, fontes, pontes e tudo o que se avizinha às suas terras.
Esta situação é ainda mais evidenciada pelos novos proprietários sem ligação às comunidades locais, muitos deles provenientes da burguesia urbana, cujas herdades no Alentejo servem essencialmente para dar a alguns um toque aristocrático à sua humilde origem de classe.


Conceito de caminho público. Os caminhos vicinais, em particular. (Extracto do Parecer da CCDRA)

.. .“Na falta de definições legais, a doutrina, mas também a jurisprudência, têm vindo a esclarecer tais conceitos, definindo os caminhos públicos como aqueles cuja propriedade pertence ao Estado ou às autarquias locais (em virtude de estes os construírem ou deles se terem apropriado desde tempos imemoriais) sendo mantidos sob a sua administração, afectos ao uso público, sem oposição de ninguém, sendo a todos os cidadãos lícito utilizarem-se dele, apenas com as restrições impostas pela lei, ou pelos regulamentos administrativos.

Diferentemente, os caminhos particulares são propriedade de pessoas, singulares ou colectivas, e destinadas a usufruto pelos legítimos possuidores ou por terceiros, desde que com o consentimento ou tolerância daqueles.

Quanto aos caminhos vicinais, em particular, não obstante integrem a natureza de caminhos públicos, constituem ligações de interesse local secundário (por contraposição com os caminhos municipais), vocacionadas para o trânsito rural, sendo, por isso, também conhecidos por “caminhos rurais”.

Em termos de enquadramento jurídico – legal da questão, o Decreto-Lei n.º 34 593, de 11 de Maio de 1945, atribuía às câmaras municipais a administração das estradas municipais e dos caminhos municipais, deixando os caminhos vicinais a cargo das juntas de freguesia.

O referido decreto-lei foi, expressamente, revogado pelo Decreto-Lei n.º 380/85, de 26 de Setembro, e este, por sua vez, foi revogado pelo Decreto-Lei n.º 222/98, de 17 de Julho.

Porém, como nenhum destes dois últimos diplomas contém normas sobre os caminhos vicinais, alguma doutrina considerou que o disposto no Decreto-Lei nº 34 593, de 11 de Maio de 1945, em matéria de caminhos vicinais, se encontra, ainda, em vigor.

Sobre a temática, se pronunciou, o então Secretário de Estado da Administração Local, por despacho de 2002-02-04, no sentido de que “Apesar do Decreto-Lei nº 34 593, de 11 de Maio de 1945 (cujo artigo 6º classificava os caminhos públicos em municipais e vicinais) ter sido expressamente revogado pelo D.L. nº 380/85, de 29/9, que aprovou o Plano Rodoviário Nacional (e que foi por sua vez revogado pelo D.L. nº 222/98, de 17 de Julho), resulta da aplicação do Decreto-Lei nº 42 271, de 31 de Maio de 1959, e do Decreto-Lei nº 45 552, de 30 de Janeiro de 1964, e através de um argumento “a contrario sensu”, que deverão ser considerados vicinais, e portanto sob jurisdição das respectivas Juntas de Freguesia, todos os caminhos públicos que não forem classificados como municipais.” ....

... Pelo exposto, afigura-se-nos ser de concluir o seguinte:

1ª- Embora seja uma matéria tradicionalmente muito discutida na doutrina e na jurisprudência, parecem ser de considerar como públicos os caminhos que, desde tempos imemoriais, estão no uso directo e imediato do público.

2ª- A administração dos caminhos vicinais – enquanto caminhos públicos que são – é, de acordo com o DL nº 34 593, de 11 de Maio de 1945 (diploma se reputa como estando ainda em vigor nesta matéria), conjugado com o disposto no art.º 253º, n.º 10, do Código Administrativo, da competência das juntas de freguesia.

3ª- Nos termos do artigo 17º, número 1, alínea r), da Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, na redacção actualizada pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de Janeiro, a assembleia de freguesia tem competência para se pronunciar e deliberar, por iniciativa própria ou a solicitação da junta, sobre a natureza do caminho em causa, nomeadamente, se for o caso, reconhecendo e declarando que o mesmo é um caminho público (vicinal).

4ª- Porém, perante uma situação concreta de conflito relativa ao direito de propriedade e à utilização de um caminho ou passagem por parte da população, cabe aos tribunais judiciais, em última instância, e em definitivo, determinar a natureza jurídica da situação em causa, nomeadamente, esclarecendo se se trata de uma servidão legal de passagem ou de um caminho, e, neste caso, decidir sobre a sua natureza pública ou particular."

terça-feira, 6 de julho de 2010

Portanto, chora me liga



João Bosco e Vinicios - Chora me Liga

O desespero grassa no seio dos ressabiados da coligação alargada CDU/Viana. Abrem, fecham e volatizam blogues, depois de conspurcarem, em última análise, o partido que dizem embandeirar.
O último episódio digno de nota acontece no enfileirado blogue “Portanto Pá”: depois do regabofe instalado, foi adoptado neste pasquim o sistema de comentários moderados, ressalvo, censurados à mistura com uns pozinhos de pirlimpimpim para disfarçar.

Estes canibais da democracia, trajando de proletários em dias de manif, mas aburguesados no dia-a-dia, vão dando incontáveis cambalhotas, na expectativa longínqua de voltarem ao poder em 2013:
Toda esta novela ruidosa interpretada pelos “legítimos representantes da vontade popular”, interrompida pelas “desnecessárias” eleições, acontece sempre num cenário condicente com a defesa dos pobres e oprimidos.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Olivença começa a recuperar a toponímia


Castelo de Olivença

A maior parte da toponímia urbana de Olivença foi substituída ou modificada na primeira metade do século XX

A Câmara Municipal de Olivença começou a recuperar os antigos nomes em português das ruas da localidade. A iniciativa parte da associação cultural Além Guadiana, que há um ano apresentou à Câmara o projecto, que recebeu unânime aceitação.

O projecto contempla a adição dos antigos nomes das ruas aos actuais, mantendo a mesma tipologia e estética nas placas. Assim, resgatam-se as denominações das ruas, dos becos, das calçadas, etc., que configuram o extenso casco histórico encerrado nas muralhas abaluartadas, com um total de 73 localizações. Tudo irá acompanhado de um simbólico ato inaugural e da edição de brochuras turísticas bilingues.

A maior parte da toponímia urbana de Olivença foi substituída ou modificada na primeira metade do século XX, embora alguns dos nomes continuem a ser utilizados pela população apesar das alterações, como nos casos da rua da Rala, da rua da Pedra, da Carreira, etc.

Os antigos nomes das ruas falam-nos do passado português da “Vila”, como popularmente é conhecida a cidade, desvelando aspectos diversos, amiúde desconhecidos, da sua história. Estes remontam a séculos atrás, muitos deles à Idade Média, aludindo a pessoas ilustres da História, a antigos grémios de artesãos, a santos objecto da devoção popular ou à fisionomia das ruas, entre outros aspectos. A rua das Atafonas, a Calçada Velha, o Terreiro Salgado e o beco de João da Gama” são alguns exemplos.

Com esta iniciativa pretende-se, enfim, realçar um interessante componente da rica herança cultural oliventina, a toponímia, contribuindo para testemunhar a história partilhada deste concelho e para a tornar visível em cada recanto intramuros. Os nomes ancestrais dos espaços públicos conformam uma janela que convida a assomar-se e a explorar a apaixonante história de Olivença.

Expressados na sua originária língua portuguesa, constituem o testemunho vivo de uma cidade onde se respiram duas culturas e são um veículo que encoraja os mais novos a manter a língua que ainda falam as pessoas mais velhas do município. Para a associação Além Guadiana, trata-se de uma iniciativa com fins didácticos, culturais e turísticos, com a qual se resgata para o presente uma parte do passado oliventino.

http://www.pglingua.org/


domingo, 27 de junho de 2010

Portanto: ora Penetra na Assembleia, ora Penetra na Câmara



Música que oiço, é portanto: Spirit In The Sky, "Norman Greenbaum" - 1970.

Pessoalmente lembro-me muito bem de vocês e do que fizeram; mais ou menos bem nos primeiros oitos anos e do que não fizeram, ou fizeram mal, nos últimos oito. Como toda a população de Viana, Alcáçovas e Aguiar sabe, os pseudo-camaradas governaram-nos, comodamente instalados na Brito Camacho, sem ninguém a chateá-los, durante uns tempos maravilhosos, dezasseis anos no total.

O senhor Bengalinha não teve essa sorte. Os anos não são nada maravilhosos e logo no dia a seguir a tomar posse a canzoada desatou a ladrar e a tentar ferrar os incisivos nos calcanhares do mais que democraticamente eleito presidente. Para desespero (bem patente na forma como este blogue tem “evoluído”Portanto Pá,) de quem pensava que isto era mais um intervalo, a pouco e pouco, de uma forma ponderada e sem dramatismos as coisas estão a mudar.

Poderia ser mais rápido, poderia ser melhor, mas para isso era necessário que a herança deixada pela equipa cessante também o tivesse sido. E para tal também seria necessário que os responsáveis do anterior executivo, agora também eleitos pela CDU, tivessem sentido de cidadania e assumissem os lugares para as quais os seus eleitores os nomearam. Participando com a sua experiência na construção da coisa comum e na árdua tarefa de fazer frente aos difíceis dias que o nosso Concelho atravessa, mostrariam, aí sim pela positiva, a diferença.

Mas para isso era necessário que esses senhores colocassem os interesses da comunidade à frente das suas conveniências pessoais.
Suspensões e perdas de mandatos, danças de lugares entre posições na Assembleia Municipal e na Câmara; populações usadas e atraiçoadas com a perda de representantes, como está a ser o caso de Aguiar; uma constante intriga entre diversas facções no seio do Partido Comunista local; este é o ambiente que se vive actualmente entre a meia dúzia de pessoas que mandam no que resta da célula do Partido Comunista local.

Parafraseando o monstro – deixem-nos trabalhar!

Comentário visto em:

http://portantopa.blogs.sapo.pt/15464.html#comentarios


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Para este fiim-de-semana: 25, 26 e 27 de Junho

Sexta-feira, 25 de Junho, 21:30 Horas
“Uma Noite Atribulada”


EUA
Género: Comédia, Romance, Acção
Duração: 88 min.
Classificação: M/12
Realização
Shawn Levy
Intérpretes
Steve Carell, Tina Fey, Mark Wahlberg, William Fichtner, Mark Ruffalo, James Franco

Sinopse
Claire e Phil Foster (Tina Fey e Steve Carell) são um casal suburbano que se arrasta no seu dia a dia e casamento. Até as suas "noites de saída" de jantar e cinema, se transformaram numa rotina. A fim de reacender a chama marital, visitam um bistro nova-iorquino da moda, onde um caso de identidade trocada os precipita pela cidade a velocidades alucinantes, numa aventura sem descanso. Lembrando-os do que os tornava tão especiais juntos, Phil e Claire defrontam um par de polícias corruptos, um mafioso de alto gabarito - e um taxista louco - à medida que a sua saída se transforma numa noite que nunca irão esquecer.

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Sábado, 26 de Junho, 15:30 Horas

“Final de Ano Centro Imaculado Coração Maria” *

O Centro Imaculado Coração de Maria apresenta a festa de final de ano lectivo, onde as crianças das salas que compõem este centro apresentam algumas actividades: música, dança, ginástica, etc. Desta festa faz ainda parte a entrega das pastas aos finalistas que no próximo ano lectivo irão integrar o ensino básico.

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Domingo, 27 de Junho * 11 Horas

“Sessão Solene de Aniversário dos BVVA”

Integrada nas Comemorações do 28º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Alentejo, esta sessão solene conta com discursos por parte de alguns representantes desta instituição e convidados.

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Domingo, 27 de Junho, 16 Horas

“Como Treinares o teu Dragão”
Em Sistema 2D

País: EUA
Género: Animação
Duração: 98 min.
Classificação: M/6Q
Realização
Dean DeBlois, Chris Sanders
Intérpretes
Jay Baruchel, Gerard Butler, America Ferrera

Sinopse
Passada no lendário mundo de Vikings corpulentos e dragões ferozes, esta é a história de Hiccup, um jovem Viking que não se encaixa lá muito na tradição dos heróicos exterminadores de dragões. A vida de Hiccup fica de pernas para o ar, quando encontra um dragão que o desafia a ele e a toda a tribo, a ver o mundo de uma nova perspectiva.

Recebido via email
Para mais informação consulte o sítio da Câmara

terça-feira, 22 de junho de 2010

Os Vencidos da Vida

“Vencidos da Vida é o nome porque ficou conhecido um grupo informal formado por algumas das personalidades intelectuais de maior relevo da vida cultural portuguesa das últimas três décadas do século XIX, com fortes ligações à chamada Geração de 70. O nome do grupo, ao que parece, foi adoptado por sugestão de Joaquim Pedro de Oliveira Martins. A denominação decorre claramente da renúncia dos membros do grupo às suas aspirações de juventude….

….O grupo incluía, entre outros, José Duarte Ramalho Ortigão, Joaquim Pedro de Oliveira Martins, António Cândido Ribeiro da Costa, Guerra Junqueiro, Luís de Soveral, Francisco Manuel de Melo Breyner (3.° conde de Ficalho), Carlos de Lima Mayer, Carlos Lobo de Ávila e António Maria Vasco de Mello Silva César e Menezes (9.º conde de Sabugosa). Eça de Queirós integrou o grupo a partir de 1889.

Apesar de Vencidos da Vida, a actividade do grupo fez renascer e crescer entre os seus membros uma nova esperança, pois tinham-se tornado um círculo influente junto do príncipe herdeiro e, após a morte de D. Luís I, em 1889, passaram a influenciar o novo rei, D. Carlos I. Nesse contexto, Eça de Queiroz escreveu na Revista de Portugal logo que o príncipe subiu ao trono: O Rei surge como a única força que no País ainda vive e opera.

Chegaram a julgar que se abria um novo ciclo político, com os Vencidos da Vida a acreditarem que, por intermédio de um acrescido papel do rei e de uma nova política externa liberta da velha aliança inglesa, se conseguiria debelar a crise provocada pelo regime oligárquico da Carta. Contudo, o assassínio de D. Carlos e do príncipe Luís Filipe, acabaram por deitar por terra as suas últimas esperanças…”

In Wikipédia



"Para um homem, o ser vencido ou derrotado na vida depende, não da realidade aparente a que chegou — mas do ideal íntimo a que aspirava.
Se um sujeito largou pela existência fora com o ideal supremo de ser oficial de cabeleireiro, este benemérito é um vencedor, um grande vencedor, desde que consegue ter nas mãos uma gaforina e a tesoura para a tosquiar, embora atravesse pelo Chiado cabisbaixo e de botas cambadas.

Eça de Queiroz, in O Tempo, 1889

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