sexta-feira, 19 de março de 2010

Sofrimento

A dor possui um grande poder educativo: faz-nos melhores, mais misericordiosos, mais capazes de nos recolhermos em nós mesmos e persuade-nos de que esta vida não é um divertimento, mas um dever.
Cesare Cantú - Historiador, escritor e político italiano (1804-1895)

Chingon - Malaguena Salerosa

Cine-Teatro Vianense: este fim-de-semana

Sexta-feira, 19 de Março, pelas 21:30 horas

A Bela e o Paparazzo




País: Portugal
Género: Comédia, Romance
Duração: 107 min.
Classificação: M/12
Realização
António-Pedro Vasconcelos
Intérpretes
Soraia Chaves, Marco D'Almeida, Pedro Laginha, Nicolau Breyner, António-Pedro Vasconcelos

Sinopse

Mariana, uma jovem vedeta da nossa televisão, está muito perto de um colapso nervoso. As filmagens não estão a correr bem, a sua popularidade na novela está a descer mas todos os passos da sua vida privada continuam a ser matéria de capa das revistas "cor-de-rosa". E há uma culpada por esta total ausência de privacidade: Gabriela Santos, a mais temível paparazzo de Lisboa, a pessoa que sabe sempre onde ela está e que consegue as fotos mais comprometedoras. Gabriela Santos é o nome artístico de João, o paparazzo que é contratado para perseguir Mariana dia e noite, captando a sua vida diária e fazendo dela uma presença habitual nas capas das revistas sociais sem que a sua presença alguma vez seja detectada. Até ao dia em que se conhecem de forma fortuita. A partir desse momento, nasce uma relação amorosa na qual o fotógrafo terá que fazer todos os impossíveis para que Mariana não descubra a sua verdadeira identidade, ao mesmo tempo que tenta lidar com a excentricidade dos dois amigos com quem partilha o apartamento e com o facto de se ver agora como alvo das mesmas revistas para as quais trabalha.
__________________________________________________________________

Sábado, 20 de Março, pelas 17.00 e 20.30 horas

Vamos ajudar a Madeira

_________________________________________________________________

Domingo, 21 de Março, pelas 16:00 horas

Chovem Almôndegas




País: EUA
Género: Animação
Duração: 90 min.
Classificação: M/6
Realização
Phil Lord, Chris Miller
Intérpretes
Anna Faris, Andy Samberg, Bill Hader, Bruce Campbell, James Caan
Versão portuguesa
Manuel Marques, Carla Chambel, João Lagarto, Filipe Duarte

Sinopse
Flint Lockwood é um jovem inventor que sonha em criar algo que irá melhorar a vida de todos. Sparks é uma jornalista que está a cobrir esse fenómeno, e esconde a sua inteligência por de trás do seu engraçado exterior. Um dia Shelbourne, o presidente da cidade, descobre que a invenção de Flint pode colocar a cidade no mapa, e tornar numa cidade mais importante. Muitas invenções de Flint têm falhado até à data, mas esta invenção vai finalmente funcionar... em tão grande escala, que toda a cidade poderá ser "comida".

quinta-feira, 18 de março de 2010

"PS numa deriva à direita", alerta João Cravinho



João Cravinho critica PS por ter entrado “numa deriva à direita” com o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). O ex-ministro das Obras Públicas do governo de António Guterres salienta que até o líder do CDS, Paulo Portas, está a “dar lições de esquerda” ao primeiro-ministro, José Sócrates.

João Cravinho não gostou do PEC e disse-o claramente ontem no seu espaço de opinião na Rádio Renascença (RR) – “Edição da noite”, emitido às quartas-feiras- “O PS entrou numa deriva à direita que vai ser muito difícil fazê-la regressar sem que haja grandes alterações na própria direcção do PS”, afirmou ex-ministro das Obras Públicas, salientando que apenas “grandes alterações” na actual direcção socialista poderão acabar com a “a deriva à direita”.

Para João Cravinho, “neste PEC o PS caiu numa armadilha terrível”, pois “deixou cair” bandeiras de esquerda às quais ainda há dois meses dava “grande relevo”. “Portas diz que certas privatizações só se podem fazer quando houver um regulador forte ou quando isso não criar situações monopolistas ainda mais grave. O Portas a dar lições de esquerda a Sócrates”, lamentou, citado pelo site da RR.

Cravinho considera que o PS vai sair prejudicado junto do seu eleitorado “com as medidas que acaba de tomar” e alerta para o facto de a futura liderança do PSD ter “um ano e tal para se projectar”

No seu programa na RR, o ex-ministro de Guterres também comentou a norma aprovada no congresso social-democrata, conhecida por 'lei da rolha': “Na Sicília há uma lei de silêncio. As famílias sicilianas não falam, pura e simplesmente, mas não falam nunca. Aqui aparece uma lei que pessoas com qualificação para isso reputam como inconstitucional.”

DN/SAPO


Feira Social em Beja mostra instrumentos de combate à exclusão



Promover junto dos cidadãos projectos e instrumentos específicos de combate à pobreza e exclusão social é o ponto de partida da próxima Feira Social, cuja realização
está programada para esta quinta-feira, na Praça da República de Beja.

Ao longo do dia, os visitantes da feira poderão tomar contacto com a informação relativa ao Complemento Solidário para Idosos e Cartão Municipal Sénior da Câmara Municipal de Beja. Estará também disponível informação sobre o trabalho desenvolvido pelo Banco Alimentar, Comissões Sociais Inter-freguesias e Cruz Vermelha Portuguesa. No mesmo espaço, estará patente uma exposição fotográfica da Rede Europeia Anti-Pobreza sobre a temática da pobreza e exclusão social e será exibido um filme alusivo ao Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social.

A Feira Social contempla ainda a venda de roupa e outros artigos em segunda mão, sendo que os lucros revertem a favor de instituições de apoio social do concelho de Beja.

Ao longo do dia serão muitos os motivos de atracção à Praça da República, destacando-se o programa de animação que estará a cargo dos mais novos e que prevê a actuação das seguintes formações:

10h30 – Rancho Folclórico da Cercibeja

15h – Grupo de Dança da Escola Secundária D. Manuel I

16h30 – Fado na Praça, com Ana Tareco e Carlos Filipe

Está igualmente prevista a visita de uma turma do ensino pré-escolar do Centro Paroquial e Social do Salvador aos espaços de animação da Feira Social. Um projecto da responsabilidade Associação Dr. Dói Dói, Centro Social Cultural e Recreativo do Bairro da Esperança e Projecto Inclusão pel`Arte II.

A feira é organizada pela Rede Social do Concelho de Beja.

http://www.bejadigital.pt/

quarta-feira, 17 de março de 2010

Poder local – fraca democracia



Fraca e frágil é a pratica da democracia no poder local onde são muitas e notórias as debilidades. A democracia nas autarquias locais tem sido entendida como a organização das estruturas administrativas e politicas locais repousando sempre mais em conceitos como administração local, descentralização, autonomia local, poder local sendo o conceito de democracia considerado mais como um assunto de governo central.

Porém se a descentralização e o reconhecimento da autonomia local significam uma abertura na organização das estruturas administrativas não significa necessariamente que haja democracia local, pois os órgãos de poder local, depois de eleitos, gerem os órgãos executivos a seu gosto e sem envolverem nem permitirem que a população local se envolva na administração local.

Estamos perante uma democracia reduzida à expressão mínima que consiste em poder eleger os órgãos locais e estes em poderem gerir os seus órgãos. Estamos longe de uma democracia local. A existência de uma democracia local deveria implicar um acentuado papel dos cidadãos na administração dos assuntos das suas comunidades locais. Nunca fomos capazes de atingir esse patamar, e o poder legislativo, entregue aos partidos, levou a que estes nunca tenham conseguido (ou não lhes interessou) criar um quadro legal capaz de criar e garantir meios de participação na vida autárquica.

Vejam-se as muitas limitações dos direitos da oposição e a quase impunidade em que podem agir as juntas que são órgãos de gestão das freguesias, e a dificuldade que as assembleias de freguesia têm para conseguir “fiscalizar” as juntas.

Em Portugal, foi com o 25 de Abril e consequente instauração do regime democrático que a Constituição de 1976 permitiu que as autarquias locais passassem a ser dotadas de órgãos eleitos. O princípio democrático consistia na possibilidade do povo escolher os seus eleitos, pelo que a democratização do poder local quase se resume, ainda hoje, a estas duas vertentes: descentralização e ao processo eleitoral, o que permite que os governos locais possam governar livremente ou gerir sem a intervenção do estado. Mas a democracia implica o povo, mas o povo ficou arredado.
Se a lei não foi capaz de resolver este problema, não se pode aplicar o direito nem se pode esperar que haja justiça no poder local. A reflexão politica, ou melhor a reflexão promovida pela ciência politica, está para além do direito e tem de saber lidar com os complexos problemas da democracia, onde a democracia local é sem dúvida um dos problemas mal estudado.

A democracia local está ocupada com funções administrativas e confinada ao processo eleitoral. Num Estado de Direito Democrático a democracia não se resume a esses processos, mas estende-se ao funcionamento dos órgãos de poder.

A luz da história, a existência de comunidades locais organizadas politicamente, é um facto constante ao longo de todos os tempos. Mas, a forma de organização politica, tem sido mais a de um mandante, que tanto pode ser um líder carismático ou um ditador ou tirano e raramente tivemos períodos de lideranças democráticas. A experiência democrática, salvo experiências limitadas das cidades Estado Gregas é uma raridade. A descentralização, tem uma existência mais prolongada no tempo, de que os municípios são desde a idade média a expressão mais visível.

Mas essa organização não surge como princípio local, surge antes como uma estruturação no âmbito do Estado, embora acompanhada de princípios de inspiração democrática. E, foi-se firmando a ideia de que a democracia nacional implicava também uma democracia local. Criou-se desde cedo a convicção de que era a nível local que havia mais possibilidades de aprofundar a democracia dada a proximidade que seria possível estabelecer entre os órgãos de administração e as populações.

No poder local esse processo falhou e a democracia é uma miragem. Um princípio fundamental da democracia local deveria consistir em criar mecanismos que permitam uma participação activa dos cidadãos nas deliberações que forem tomadas sobre assuntos da comunidade em que residem.

http://oposicao_nas_freguesias.blogs.sapo.pt/


terça-feira, 16 de março de 2010

A revolta das Caldas da Rainha



"Em 16 de Março de 1974 uma coluna de cerca de 200 militares do Regimento de Infantaria 5 (RI 5), das Caldas da Rainha, marchou para Lisboa, pensando que estava em marcha o golpe que derrubaria o Governo de Marcelo Caetano. Os actores desta tentativa frustrada não sabiam que tinha sido o ensaio geral que levaria ao 25 de Abril.

A "revolta das Caldas", como ficou vulgarmente conhecida a tentativa dos homens do RI 5, foi uma resposta directa ao acto de demissão, pelo Governo de Marcelo Caetano, dos generais Francisco da Costa Gomes e António de Spínola dos cargos de, respectivamente, chefe e vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas. Foi, ainda, uma reacção emocional, militarmente activa, contra a sessão de obediência ao Governo de Marcelo, por este organizada, e que teve por actores a esmagadora maioria dos oficiais generais e da hierarquia das Forças Armadas - "o beija-mão", no dizer dos capitães, que teve lugar no dia 14 de Março, quatro horas antes de Costa Gomes e Spínola serem demitidos, por se recusarem a comparecer.

Como retaliação deste movimento cerca de duas centenas de oficiais, sargentos e praças foram detidos. Entre eles, todos os oficiais do RI 5 que faziam parte do movimento (Virgílio Varela, Fortunato de Freitas, Ivo Garcia, Silva Carvalho e outros) e importantes homens do sector spinolista do movimento relacionados com a revolta (Manuel Monge, Casanova Ferreira, Almeida Bruno, Marques Ramos). No 25 de Abril, uma parte importante dos oficiais mais perto do general Spínola - que o Governo considerava o sector mais perigoso do Movimento dos Capitães - encontrava-se detido no Estabelecimento Prisional Militar da Trafaria."

http://zeventura.blogspot.com/2007/03/revolta-das-caldas.html

segunda-feira, 15 de março de 2010

PPD - longínquos tempos de 1974




Asfixia democrática no PPD/PSD



Enquanto a presidente da comissão liquidatária do PPD/PSD, Manuela Ferreira Leite, considera que o principal problema da sociedade portuguesa é a "asfixia democrática”, afirmando vezes sem conta:

"este tipo de ambiente que está a ser criado no país, e que só foi criado desde o 25 de Abril, pelo Governo de José Sócrates não me intimida nem me condiciona".

Manuela, não querendo mais ficar cheia de cãibras nas pernas e sem glória, pelas derrotas sofridas nas meias maratonas que tem disputado com Sócrates, este fim-de-semana, esgrimiu-se o XXXII Congresso do PPD/PSD, convocado pelo ressuscitado estratega Santana Lopes, com o objectivo de aferir qual o corredor que estará em melhor forma para enfrentar Sócrates nas futuras disputas eleitorais.

A taquicardia de quem não cavalga o "cavalo do poder" há muito tempo, foi de tal maneira visível nas latejantes carótidas dos enfileirados oradores, que o congresso teria inevitavelmente que acabar da pior maneira:

Defecaram os pés!

Manuela, asfixiando com o seu hálito muitos dos seus correlegionários, inspira Santana Lopes, o tal classificado por Cavaco “como má moeda”.

Santana querendo alcançar melhor cotação na bolsa política, supervisionada pelo presidente Cavaco, não se fez de rogado, e vê aprovada uma norma estatutária por si posta a votação, que impede os militantes de criticarem a liderança do partido nos sessenta dias anteriores a eleições.

Vitalino Canas do PS, aproveitou a boleia e comentou estes acontecimentos junto da comunicação social:

Fiquei incrédulo e estupefacto quando tomei conhecimento dessa alteração estatutária. A confirmar-se essa alteração estatutária, quase 36 anos após o 25 de Abril de 1974, estaremos perante uma verdadeira lei da rolha, uma lei estalinista implementada por um partido democrático”, afirmou Vitalino Canas. (…)

Depois, Vitalino Canas citou uma acusação feita na anterior legislatura pelo candidato a líder do PSD Paulo Rangel sobre a existência de um clima de “claustrofobia democrática” em Portugal.

Nos últimos tempos o PSD tem vindo a sustentar que há claustrofobia democrática. Mas afinal a claustrofobia democrática existe dentro do PSD e não do país”, afirmou o dirigente socialista.



domingo, 14 de março de 2010

14 e 15 de Março de 1974

Marcelo Caetano recebe Oficiais-Generais dos três ramos das Forças Armadas, numa reunião que ficou conhecida como a "Brigada do Reumático", no intuito de tentar provar que o regime tinha tudo sob controlo.

Discurso de Marcelo Caetano a 14 de Março de 1974 aos oficiais leais ao governo.



15 de Março de 1974
Demissão dos Generais Costa Gomes e António de Spínola por se terem recusado a participar na "Brigada do Reumático".

sábado, 13 de março de 2010

PJ investiga licenciamento de supermercados Pingo Doce



A Polícia Judiciária está a investigar o licenciamento de supermercados Pingo Doce em vários pontos do país. Investigadores efectuaram buscas às Câmaras de Ourém e Setúbal e à sede do Grupo Jerónimo Martins.
tv1.rtp.pt/noticias/

Câmara de Vila Real também investigada

PJ fez buscas em Ourém, Setúbal e Carregal do Sal por causa do "Pingo Doce"

"As câmaras de Vila Real, Carregal do Sal, Ourém e Setúbal são alvos da Polícia Judiciária num inquérito por suspeitas de corrupção em licenciamentos de superfícies comerciais. As autarquias foram alvo de busca, tal como o ex-autarca de Espinho, José Mota.


Os responsáveis políticos foram visitados por inspectores da PJ do Porto, tendo sido, alguns deles, acordados pelas 7,30 horas da manhã. Em comum, o facto de as edilidades a que estão ligados terem tratado processos de licenciamento relacionados com o grupo Jerónimo Martins, do qual faz parte a cadeia de supermercados "Pingo Doce", entre outras marcas, bem como outros estabelecimentos, como bombas de abastecimento de combustível.


Presidida por Manuel Martins, do PSD, a Câmara de Vila Real foi buscada pela PJ, que apreendeu processos de licenciamento de obras particulares. No caso de Carregal do Sal (distrito de Viseu), o seu presidente, Atílio dos Santos Nunes, revelou inclusivamente, ao JN, ter sido levantado da cama pelos inspectores."...


...""Tal como noticiou ontem o JN, o elo comum entre os envolvidos neste caso é pelo menos um indivíduo, ligado a uma empresa, com contactos no mundo autárquico e se dedica à prospecção de terrenos para instalação de superfícies comerciais. O inquérito começou por Espinho, mas alargou-se a outras localidades, por força da ligação daquele elemento."....


Dois saltos de coelho


Foto publicada por Mestre Finezas

Atravessamos um dos momentos da história em que os políticos não relevam. O desfasamento entre a economia e o discurso institucional é assustador. No nosso canto, brotam os arrivistas que anunciam mundos novos ao calhas. Já alguém os comparou aos políticos da 1ª República que em 20 anos conduziram Portugal ao desastre.

Tome-se Passos Coelho como exemplo fácil, entre outros de maior responsabilidade, em duas propostas de candidatura ao PSD e ao país:

1. Propõe a privatização da quase totalidade do sector público do Estado, pressupondo que é minado por interesses privados, através das relações empresariais cruzadas que fomenta, mas contraditoriamente propõe também o aumento das parcerias dos privados com os serviços públicos, pressupondo que o Estado beneficiaria de sinergias de gestão optimizada. Então o pressuposto de uma proposta elimina o pressuposto da outra (os interesses privados infiltrar-se-iam por um lado, enquanto as sinergias (termo imbecil em economia) se perderiam por outro. Nem precisamos de ponderar a sua razoabilidade, quando assenta em premissas tão disparatadas. A privatização é um problema de monopólio capitalista que exige outro enquadramento.

2. Propõe que, em vez de pagar subsídios aos desempregados que ficam em casa, o Estado pague subsídios a patrões que empreguem esses desempregados. Aqui é absolutamente original mas inconsequentemente perigoso. O subsídio de desemprego é uma benesse para a economia, e assim foi pensado pelos keynesianos, pois evita quebras bruscas do consumo privado e conserva a disponibilidade de mão-de-obra. Um princípio fundamental da economia é o de que devem laborar apenas as unidades produtivas rentáveis, em condições de concorrência leal. Ao pagar a empresas para empregar trabalhadores, o Estado desvirtua aquele princípio, facilita o oportunismo de algumas e prejudica o funcionamento das mais fortes, em condições normais de mercado. Por outro lado, havendo subsídios para salários em situação recessiva, poucas empresas estariam dispostas a contratar trabalhadores que não recebessem subsídio de desemprego, o que atiraria para a miséria a população mais activa e produtiva. Não se trata só de um disparate, é tão grave que nem cabe numa adjectivação formal.

Perante os perigos que aí vêm, apetece dizer, como José Afonso cantava, é preciso avisar a malta.

Texto de autoria de João de Sousa em economia literal - 9 de Março de 2009

sexta-feira, 12 de março de 2010

Cine-Teatro Vianense: este fim-de-semana

Sexta-feira, 12 de Março, pelas 21:30 horas

Parceiros no Crime



País: EUA, Alemanha
Género: Crime
Classificação: M/12
Realização
Mimi Leder
Intérpretes
Morgan Freeman, Antonio Banderas, Radha Mitchell

Sinopse:
Enquanto executava um golpe relacionado com jóias, Jack (António Banderas) encontra Ripley (Morgan Freeman), um lendário ladrão que se preparava para o mesmo assalto. Apesar da relutância inicial de Jack, Ripley planeia inclui-lo no seu próximo trabalho: o roubo de dois Ovos Imperiais Fabergé de valor incalculável de um dos mais seguros cofres de um revendedor de diamantes. Tudo começa a ser delineado ao detalhe até que a afilhada de Ripley (Radha Mitchell) é raptada pelo KGB. Estando um passo à frente da polícia de Nova Iorque, do FBI, dos comerciantes de diamantes e do viciado patrão da máfia russa que anseia ter os ovos só para ele, Jack e Ripley terão de arranjar uma maneira de executar o assalto e sair de lá com vida...

Para mais informação consulte a agenda cultural da Câmara
http://www.cm-vianadoalentejo.pt/pt/conteudos/eventos

quinta-feira, 11 de março de 2010

11 de Março de 1975

Três vídeos documentando: breves acontecimentos que culminaram no "11 de Março de 1975"; e do 11 de Março até ao dia 25 de Abril de 1975, dia das primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte

Primera parte


Segunda parte



Terceira parte



......"A data de 11 de Março marca o momento mais crítico do Processo Revolucionário quando: «Subitamente na manhã de 11 de Março a zona do aeroporto de Lisboa é sobrevoada por caças T6 e helicópteros. A surpresa estampa-se nos rostos quando se ouve o estrondo das explosões. O RAL 1 sofria um bombardeamento.

Pára-quedistas cercavam o aquartelamento de confiança do COPCON. Quem lhes armara o braço começara muito antes. Spínola, o general que não sabia perder. A presença dos pára-quedistas começara a ser preparada no verão anterior. O trabalho de os enganar começara aí».

O diálogo que se trava entre o Comandante da tropa pára-quedista atacante e o Capitão Dinis de Almeida é patético. O primeiro dizendo que tem ordens para atacar e ocupar o RAL 1, mostrando um "panfleto" que retirou do bolso para sustentar a acção; o segundo invocando a sua integração na hierarquia de comando legalmente estabelecida e o seu dever de defender a Unidade e perguntando se o ataque se baseava naquele "panfleto" que desconhecia até àquele momento.

A resposta do Oficial pára-quedista é reveladora da origem do golpe contra o MFA que se procurava levar avante: «Não. Atrás disto existem uma série de "altas individualidades" que não estão contentes com a maneira como está a ser conduzida a democracia do nosso país...».

A acção termina quando os soldados pára-quedistas sentem que foram enganados pelos seus comandantes e marcham para o RA 1, desarmados, abraçando os camaradas daquela Unidade e dando vivas ao MFA. Porém, não se evitou o bombardeamento da Unidade por parte dos T6 que sobrevoavam o aquartelamento, do que resultara a morte de um militar.

Decorrente deste ataque o MFA toma uma série de medidas de que há a destacar a nacionalização da banca e a institucionalização do Conselho da Revolução em cuja tomada de posse o PR, Gen. Costa Gomes, afirmou: «... Como é público, estes actos políticos estavam previstos mas em relação a eles os acontecimentos do 11 de Março foram o catalisador que veio acelerar um processo indispensável. ... Iremos criar uma Assembleia Geral do MFA que represente em termos progressistas o sentido autêntico de todas as FA, do General ao Soldado».

Este trabalho jornalístico termina com uma referência ao Pacto MFA/Partidos e com imagens dos portugueses a votar nas primeiras "eleições livres" que ocorreram em Portugal após o Movimento Libertador do 25 de Abril."

RTP: Um Ano de Revolução - 1974 e 1975

terça-feira, 9 de março de 2010

O centro escolar de Viana do Alentejo ...

A equipa de matraquilhos da CDU/Viana, assessorada por Diamantino Dias, agora sem bola e no desemprego, por força da derrota infligida pela população nas últimas eleições autárquicas, brada aos ventos que deixaram os cofres da Autarquia cheios de dinheiro e de projectos.

A seu tempo esta dupla verborreia demagógica será desmascarada perante a população!


Entretanto, o projecto do centro escolar, deixado pelo anterior executivo foi para o lixo, por desconformidades regulamentares e por não servir os objectivos educativos.

Por esse motivo, com a participação de todos os interessados, reiniciou-se esse processo, com o inevitável atraso na construção do centro escolar – responsabilidade de quem deixou o projecto naquele stadium.

Ficamos satisfeitos por saber, através da acta de reunião de Câmara de 17/02/2010, que passados apenas dois meses e meio, após a sua posse, o executivo está trabalhando em várias frentes, seguindo uma estratégia de diálogo com o poder central, mas sem seguidismos próprios da partidocracia, não enveredando pela "política de terra queimada", do "quanto pior, melhor", própria da derrotada facção betão CDU/Viana que tão maus resultados trouxe para o nosso concelho.

Como se pode ler na acta refrida, já se vai desminando uma parte do terreno deixado pela indigestão CDU/Viana – tudo fora de horas e feito em cima das coxas:

..”O senhor Presidente informou que no passado dia 4 de Fevereiro foi realizada uma reunião com os Projectistas, os Serviços Técnicos da Câmara, o Agrupamento de Escolas e a Associação de Pais a fim de ultimar as alterações a efectuar ao projecto do novo Centro Escolar. Na sequência desta reunião foi realizada uma outra, na Direcção Regional de Educação do Alentejo, no passado dia 10 de Fevereiro, com vista à obtenção da opinião desta Direcção Regional acerca das alterações efectuadas ao projecto. Oportunamente será então apresentada pelos projectistas a versão final.

O senhor Presidente informou também que no dia 5 de Fevereiro foi realizada uma reunião em Reguengos de Monsaraz com a participação de alguns Presidentes de Câmaras do Distrito de Évora. Foram analisadas algumas questões relacionadas com a actual situação económico-social, tendo sido manifestada uma preocupação generalizada quanto ao desemprego. Serão solicitadas audiências quer ao Ministério do Trabalho quer à Delegada Regional do Instituto do Emprego e Formação Profissional. Entre outras questões, tentar-se-á reduzir para um ano o tempo de espera que cada desempregado tem que respeitar para poder estar ao serviço da mesma Entidade.

Outro dos aspectos tratados na reunião foi o “Plano Rodoviário”.

O senhor Presidente informou também que no dia 10 de Fevereiro, o senhor Vereador João Pereira esteve na EBI/JI de Alcáçovas, em representação da Câmara, por ocasião da apresentação da Comunidade Educativa aos Inspectores que vieram efectuar a avaliação daquela Escola. No dia 11 de Fevereiro, à tarde, também o senhor Vereador João Pereira participou, como membro do Conselho Geral da EBI/JI, numa reunião com os mesmos Inspectores…”

segunda-feira, 8 de março de 2010

PSD - "O Espectáculo da Pobreza"

"Numa conferência promovida pelo Diário Económico, os três candidatos à liderança do PSD mostram a mesma visão para a economia, mas divergem nas áreas sectoriais.

O diabo está nos detalhes e é nos detalhes que os três candidatos a líder do PSD discordam. Passos Coelho, Paulo Rangel e Aguiar-Branco chegam a chocar mas, no essencial, estão alinhados: são a favor da redução do peso do Estado, de um aumento das privatizações, da exigência de um Programa de Estabilidade de Crescimento robusto na redução da despesa e eficaz no acerto das contas públicas, da oposição a um aumento de impostos, da defesa da suspensão de grandes obras públicas como as auto-estradas, aeroporto e TGV, do pedido de revisão das parcerias público-privadas que o Governo socialista promoveu e do reforço da independência dos reguladores.
"....




Depois de visionado este vídeo, nada mais opurtuno de que ler no "Publico", de sexta-feira passada, a habitual crónica de Vasco Pulido Valente.

A certa altura, escreve:
(...)"O PSD não tem nada para dizer ao país, que, por sua vez, não espera nada do PSD. E a mediocridade de Passos Coelho, Rangel e Aguiar-Branco seria grotesca, se não fosse penosa. Esta campanha parece uma procissão de defuntos. Sobre o pindérico ainda por cima".
(...)"Passos Coelho acha - não se percebe por quê - que representa a modernidade e a renovação. Paulo Rangel acha que representa a "ruptura". E o que acha Aguiar-Branco sobre ele próprio e sobre a vida continua obscuro."

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO