segunda-feira, 20 de julho de 2009

Holanda e Uruguai proíbem privatizção da água

A Holanda e o Uruguai introduziram recentemente nas suas legislações normas claras que proíbem a entrada de capitais privados no sector da água e saneamento, os quais ficam reservados a entidades de carácter exclusivamente público.

Em Dezembro de 2003, a câmara baixa do Parlamento holandês aprovou por ampla maioria uma lei que delimita ao sector público o abastecimento de água e saneamento. O diploma foi definitivamente adoptado pela câmara alta deste órgão de soberania em 7 de Setembro de 2004.

No Uruguai, uma proposta de alteração à Constituição, reservando a prestação dos serviços de água e saneamento à competência directa e exclusiva de «pessoas jurídicas estatais», recebeu o apoio maioritário de 62,8% dos eleitores no referendo realizado em 31 de Outubro de 2004.

Uma competência dos Estados-membros

Apesar de, frequentemente, os governos alegarem que as políticas privatizadoras e liberalizadoras que adoptam são condicionadas por orientações e directivas da União Europeia, o facto é que, em matéria de serviços públicos, o direito comunitário não impõe, nem poderia impor, qualquer restrição sobre o carácter da propriedade.

Esta questão foi suscitada na Holanda, tendo o parlamento solicitado parecer jurídico sobre a conformidade da lei que pretendia aprovar com a legislação europeia.

Em 2003, a Comissão Europeia fez uma tentativa para regulamentar os serviços públicos a nível comunitário. No entanto, os seus intentos foram explicitamente rejeitados pelo Parlamento Europeu que, em Março de 2004, aprovou uma resolução na qual «recusa que a água e os serviços relacionados com a água ou a eliminação de resíduos sejam objecto de directivas sectoriais do mercado único; e considera que não deve levar-se a cabo a liberalização do abastecimento de água (incluindo águas residuais)».

Nesta sequência, em Abril do mesmo ano, na comunicação sobre o Livro Branco dos Serviços de Interesse Geral, a Comissão Europeia afirma que «certas actividades susceptíveis de serem consideradas pelos Estados-membros como serviços de interesse económico geral, são excluídas do âmbito de acção da proposta, como é o caso dos transportes, ou são objecto de derrogações ao princípio do país de origem, como é o caso dos serviços postais e dos serviços de distribuição de água, gás e electricidade. Além disso, a proposta não obriga os Estados-Membros a abrir os serviços de interesse geral à concorrência nem intervém no funcionamento ou na organização desses serviços». >>>

Seguem-se próximos capítulos.

domingo, 19 de julho de 2009

Água: um bem comum da humanidade

VATICANO: 23/03/2007
Santa Sé no Dia Mundial da água: "um bem comum da humanidade"

Mais de 1,6 milhões de pessoas morrem todos os anos por não terem acesso a água de qualidade, 90 por cento das quais são crianças com menos de cinco anos. Os dados divulgados, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no Dia Mundial da Água que hoje se celebra, indicam que "à medida que a água se torna rara, as pessoas são muitas vezes obrigadas a recorrer a fontes de água potável que podem não ser saudáveis”, alertou a responsável, lembrando que as alterações climáticas levam a que as “secas e inundações sejam cada vez mais frequentes e graves”.

A crise hídrica, profundamente ligada à pobreza, poderá ser o maior desafio do século XXI, com milhões de pessoas a não terem, pelo menos, 20 litros de água por dia para assegurar a higiene e a alimentação. D. Renato Boccardo, representante do Vaticano no Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), lembrou que a água é um "bem comum da humanidade". Levando uma mensagem do Papa, este responsável destacou que "o acesso à água é um direito inalienável de todos os seres humanos". Por isso, a água não pode ser tratada como "uma simples mercadoria" e o seu uso deve ser "racional e solidário" >>>

3.º Fórum Mundial da Água, em Kyoto, no Japão

Este ano o "5.º Forum Mundial da Água" em Istambul na Turquia, patrocinado pelas multinacionais do sector, ficou marcado pela violência e repressão: 3000 policias para neutralizar 300 manifestantes. Estes representavam 2,6 biliões de pessoas no mundo que não têm de todo acesso a água potável; e as que têm obrigam-se cada vez mais a pagar preços exorbitantes por via da imposição de contratos privados aos serviços públicos (as chamadas "parcerias público-privadas" com as câmaras municipais). >>>

Seguem-se próximos capítulos.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Viva o 25 de Abril e o Feriado Municipal



A actual equipa municipal, liderada por Estêvão Pereira e João Garcia, transformaram o boletim municipal num órgão de propaganda do poder local autoritário, pouco transparente e ferrugento de 16 anos.

Um boletim municipal, verdadeiramente ao serviço dos cidadãos, deve conter informação relativa às despesas e receitas realizadas pela autarquia. É esse o dever de quem é responsável pela sua publicação.

A ausência de publicitação efectiva do orçamento municipal, encobre, da vista de quem anda menos atento, o desbaratar de dinheiros públicos.

São estas mesmas pessoas, que em desespero de causa, mal amanhadas, coabitando numa paz podre de conjuntura, tudo farão para não perderem o poder. Por isso lançam mão do dinheiro dos contribuintes, numa altura de crise, espalhando-o de qualquer maneira no último ano de mandato, em manobras de propaganda eleitoral.

O quadro seguinte indica o custo dos foguetes rebentados no ferido municipal e nas comemorações do 25 de Abril:


Ao valor de 31 000 €, acresce a taxa de IVA em vigor, perfazendo um total de 37 200€

http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/ajustedirecto/search.aspx


Queremos continuar a comemorar estas duas efemérides, mas com contenção orçamental.

O que podíamos fazer com tanto dinheiro?

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sábado, 11 de julho de 2009

A candidatura Bengalinha é notícia no Diário do Sul


Foto de Francisco Fadista


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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Com a verdade me enganas: segundo episódio



Dinheiro de luvas terá ido parar ao PSD

PJ acredita que ex-responsáveis e partido beneficiaram de um milhão. Falta apurar rasto final de verbas no BPN.

A Polícia Judiciária (PJ) suspeita que os ex-administradores dos CTT Carlos Horta e Costa e Manuel Baptista, bem como o PSD, terão beneficiado de um milhão de euros em notas resultantes de luvas por negócios ruinosos.

A investigação do caso “CTT” está dada como concluída pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ e foi remetida ao Ministério Público. O processo terminou com 52 arguidos no total. Em causa estão crimes de corrupção, administração danosa, tráfico de influência, fraude fiscal, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e prevaricação.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, a confirmação das suspeitas mais graves dos inspectores da PJ, nomeadamente relacionadas com eventuais subornos recebidos por responsáveis da empresa e políticos, estão dependentes do termo de diligências de investigação junto do BPN. Falta saber, concretamente, qual o rasto final de um milhão de euros em dinheiro vivo.

Carlos Horta e Costa, Carlos Encarnação, Paulo Pereira Coelho – este ainda não constituído arguido – e Paulo Miraldo são alguns dos destacados militantes do PSD aos quais são imputados crimes. Cabe ao DIAP do Ministério Público de Lisboa concluir diligências e decidir pela acusação.
O processo incide sobre eventual prática de crimes de administração danosa, pelo menos, pelos membros da administração dos CTT em funções entre 2002 e 2005: Carlos Horta e Costa, o presidente, e Manuel Baptista, Luís Centeno Fragoso, Gonçalo Leónidas da Rocha e Vera Patrício Gouveia, administradores.

Estes responsáveis estão indiciados por terem posto em causa os interesses patrimoniais daquela empresa pública, nos 23 actos de gestão (ver ficha com exemplos na página seguinte) investigados pelos inspectores da UNCC, ao proporcionarem vantagens alegadamente ilegítimas a empresas privadas, gestores e vários políticos, sobretudo do PSD.

Os negócios centrais do inquérito são a alienação de dois edifícios pelos CTT (ver texto ao lado), em Coimbra e Lisboa. E foi a venda do imóvel de Coimbra – que a empresa compradora revendeu no mesmo dia com cinco milhões de euros de lucro -, a originar o maior número de ilícitos.

Neste caso, foram apurados factos que indiciam a prática de crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais, por parte de uma dezena de empresas e cerca de 20 indivíduos, como Paulo Miraldo e Carlos Godinho, outro militante do PSD, e o empresário Artur Albarran. Este, porém, não chegou a ser constituído arguido, supostamente por não ter sido encontrado pelas autoridades. As duas escrituras de compra e venda do prédio de Coimbra foram feitas na Batalha, localidade onde, no mesmo dia, os administradores da empresa do grupo TCN que comprou o edifício aos Correios, Júlio Macedo e Pedro Garcês, levantaram um milhão de euros em numerário.

A PJ suspeita que parte desse dinheiro terá sido destinado a Manuel Baptista e Carlos Horta e Costa, pelo facto de ter apreendido documentos onde aparecem valores atribuídos às iniciais "CHC" e "MB", mas também a "Amigos CTT" e a "Leões". Os dois administradores são conhecidos sportinguistas. Contactado pela Lusa, o antigo administrador dos CTT, Carlos Horta e Costa, diz desconhecer os indícios que lhe são imputados.


Fonte: Jornal de Notícias de 08.07.2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Em Alcáçovas, mais uma etapa ganha pela candidatura Bernardino Bengalinha

O Movimento de cidadania, “Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo: uma Nova Esperança”, apoiado pelo PS e encabeçado por Bengalinha Pinto, apresentou publicamente no jardim público da Vila de Alcáçovas, no último Domingo, uma parte dos candidatos a integrar a equipa que vai concorrer aos Órgãos Autárquicos do Concelho de Viana do Alentejo.
A apresentação dos candidatos contou com a presença e o convívio de várias centenas pessoas.

Foi mais um dia de
grande “Movimento”, trabalho, determinação, alegria e também de emoção – as imagens dizem-nos mais que estas palavras.

A partir deste momento, continuaremos o nosso trabalho sob a forte liderança do Bengalinha, apoiado por todos aqueles que têm engrossado esta grande equipa de homens e mulheres livres.
É tempo de Movimento, por isso a mensagem de que é possível um concelho desenvolvido ao serviço de todos, sem discriminação, está a merecer, cada vez mais, o apoio da maioria da população.

O rumo está traçado: não embandeirar em arco, apesar dos êxitos alcançados; continuar o trabalho de esclarecimento e recolha de contributos junto da população; respeito pelos nossos adversários; finalmente, determinação, convicção e empenho na conquista de objectivos.

Um voluntário do Movimento

José Luís Potes Pacheco

Recebido por email

























Fotos de Francisco Fadista

sábado, 4 de julho de 2009

A Distribuíção do Jornal "Vida Nova"

O candidato Bengalinha e um conjunto de cidadãos fizeram contactos com a população de Alcáçovas, Aguiar e Viana do Alentejo nos dias 2, 3 e 4 de Julho. Nestas acções de proximidade com a população foi distribuído o número 2 do Jornal "Vida Nova".

Alcáçovas



Aguiar



Viana do Alentejo


Recebido na Barbearia Ideal

Jornal "Vida Nova". Edição de Junho de 2009

Boletim Informativo do Movimento "Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo"



O documento para ficar no modo “fullscreen”, click no botão colocado no canto superior direito.

Recebido na Barbearia Ideal

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cartas Recebidas



A candidatura “Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo: uma Nova Esperança”, encabeçada por Bengalinha Pinto, irá apresentar publicamente os candidatos a integrar a equipa que vai concorrer aos Órgãos Autárquicos do Concelho de Viana do Alentejo.

A sua apresentação terá lugar no próximo dia 5 de Julho de 2009, pelas 18,30 horas, no Jardim Público de Alcáçovas.

Irão estar presentes destacados dirigentes do Partido Socialista: Eduardo Cabrita, Capoulas Santos, Carlos Zorrinho, entre outros.

Haverá animação musical com vários grupos corais e de música popular.

No final será oferecido um lanche convívio, aberto a todos, constituído por um porco assado no espeto.

Anexamos folheto publicitário deste evento.

Junta-te à festa!!!

Cumprimentos

Potes Pacheco / Bengalinha Pinto

Movimento "Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo: uma Nova Esperança"



Visite os nossos sites:

http://sites.google.com/site/unidosporvianadoalentejo/

http://unidos-com-bengalinha.blogspot.com/

http://vianaalentejo.hi5.com

http://twitter.com/vianadoalentejo


segunda-feira, 29 de junho de 2009

As desculpas esfarrapadas da CDU/Viana que todos cantarolamos de cor


Será que "Todo o Sol do Alentejo" ao ficar sombreado pelas faixas pretas e comunicados demagógicos, paridos pelos profissionais da política local, que pouco ou nada fazem e com tudo se desculpam, zarpou para outras paragens?

É a gasta cassete do SAP urgência, fechado no período nocturno, com a conivência de Estêvão Pereira; é o IC 33 que virá tarde, mas virá, tal como as piscinas de Alcáçovas e o remodelado estaleiro municipal, ao contrário de outras obras propangueadas pela Câmara que ficarão para as calendas gregas; é o corredor azul que passa ao lado; é o disco riscado do cartão do cidadão, que ninguém liga.

São tudo desculpas esfarrapadas de quem, tendo dinheiro:

não arranja as estradas a seu cargo; não remodela as gastas redes de águas e esgotos; não requalifica os centros históricos das nossas Vilas; não tem lotes industriais para oferecer; não constrói habitação social; não promove o comércio local e o artesanato; não conclui, de vez, em Alcáçovas o processo da casa das ambulâncias; não melhora o péssimo funcionamento da estação de tratamento de esgotos desta última Vila; não edifica o pavilhão gimnodesportivo de Aguiar sem querer demolir em troca o ringue; não ajuda aqueles que precisam urgentemente de apoio; não se candidata, ou deixa passar o prazo, dos processos financiados pelos fundos comunitários.

Formatados na política do quanto pior, melhor, a única coisa que secretamente aplaudem e lhes dá estabilidade, são as lacunas do poder central, para terem sempre com quem se desculpar e assim não fazerem o que lhes compete…...

É por isso que nestes dias enevoados e chuvosos, depois de um estio prolongado, fora de época, entra dentro de nós o receio que “Todo o Sol do Alentejo” não se tenha ido de vez iluminar, muito justamente, as mentes daqueles que criam riqueza e prosperidade para as suas populações, qualquer que seja o governo de Portugal.

Apesar de todas as polémicas, outras autarquias Alentejanas, vão investindo em vários sectores, indicando, por agora, apenas uma dessas actividades em particular:

Em Serpa, Amareleja, Almodôvar e Ferreira do Alentejo já entraram em funcionamento, ou estão em construção, várias centrais solares de produção de electricidade.

As desculpas utilizadas por este corroído executivo camarário e a irmandade dirigente, CDU/Viana, justificando o atraso do nosso concelho, unicamente pela falta de apoio do Governo, “são tantas e em tantas situações que acabam por se repetir e até cair no ridículo.

Desculpas esfarrapadas não faltam, o problema é que já todos ''as sabem de cor''.


domingo, 28 de junho de 2009

A propósito da data das eleições legislativas

Pessoalmente e sem me prender a tácticas partidárias de circunstância*, concordo com a realização em datas separadas das eleições, respectivamente, autárquicas e legislativas (agora, já se sabe, estas últimas em 27 de Setembro).

Acho que no balanço entre as duas opções que se têm prefigurado e que suscitaram a discussãozinha em curso, haverá mais a ganhar separando-se os respectivos actos. Não creio que o argumento da despesa pública seja assim tão relevante (nomeadamente, no contexto dos crónicos desperdícios ou gestão financeira não muito transparente em que a res publica permanentemente vive), sobretudo, se pensarmos que poderá estar em causa a clareza do debate político. Mas, mais do que isso,

mais do que o argumento de que os eleitores poderão confundir-se debatendo-se com 3 boletins nas câmaras de voto (em muitos casos até será mesmo verdade, exponenciando os votos equivocados, brancos ou nulos), há a questão de não confundibilidade de debates e de estratégias políticas. A lógica e a abordagem local/autárquica implica outro tipo de debate (até mesmo, menos ideológico), diferente daquele que se levanta previsivelmente no âmbito de uma campanha para o Parlamento (no nosso sistema, indirectamente, para o governo do Estado). Essa confundibilidade - podendo acontecer - não seria boa para o funcionamento do próprio sistema político (não é que ele já seja lá muito bom, mas, enfim….).

Mas haveria ainda um risco que poderia potenciar-se e que, caso se concretizasse, seria francamente mau: o risco de se secundarizar a eleição autárquica e, consequentemente, a lógica democrática e a legitimidade do funcionamento do poder local.

Dito isto, teria sido muito mais razoável e lógico juntar-se as legislativas com as eleições europeias. As “águas” são (mais ) natural e perceptivelmente separáveis! Não o quiseram fazer e agora, muitos dos que invocam por razões táctico-partidárias a suposta vantagem em se acoplar as autárquicas com as legislativas, com certeza que estarão a pensar que bom, mesmo bom, teria sido seguir-se aquela opção europeias/legislativas…. Ai se se soubesse o que se sabe hoje!

* Até mesmo porque me parecem todas essas tácticas muito aéreas, muito fundadas no espírito sondagístico… O elan do PSD, mais do que resultante de artificiosas previsões, fundadas em pressupostos também eles muito elaborados racionalmente, assenta (ou então, não será um elan suficiente) num estado sociológico e num sentir “intuitivo-político” das populações e dos eleitores, que penalizam José Sócrates.

Retirado do http://blasfemias.net/

Assim teremos, eleições legislativas a 27 de Setembro e autárquicas a 11 de Outubro.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Com a verdade me enganas: primeiro episódio


Só se eu estivesse cega ou fora deste mundo é que não acharia que há um Sócrates antes e outro depois das eleições”. “Numa coisa, seguramente, o meu programa vai-se distinguir daqueles que é costume apresentar ao país, é que não tenciono fazer nenhuma promessa que não tenciono cumprir, não tenciono mentir aos portugueses”, afirmou Manuela Ferreira Leite.

Não ficando indiferente a estes remendados princípios éticos, vindo de quem vem, Mestre Finezas irá recordar periodicamente, socorrendo-se de algumas notas publicadas na imprensa, a actividade política de Ferreira Leite, enquanto militante e dirigente do PSD, membro de anteriores governos e agora, mais recentemente, enquanto candidata a Primeira-ministra.

O Mestre Barbeiro também não irá deixar no esquecimento, alguns lobos bem conhecidos de recentes andanças políticas, sufocados com o calor das suas novas vestes de pele de cordeiro por tosquiar.

Assim, periodicamente, debaixo de imenso calor, será avalido se na política, tal como no futebol, o que hoje é mentira, amanhã é verdade e vice-versa.

Comecemos então com a primeira extracção: em Janeiro de 2008, Ferreira Leite defende privatização da saúde e da educação >>>

..."Questionada depois pelos deputados do PSD sobre as funções do Estado, Manuela Ferreira Leite respondeu que começaria por privatizar «aqueles sectores em que os privados já estão, como a saúde a educação».
«São dois sectores em que não vejo porque é que o Estado não se retira», disse, referindo que «antes pelo contrário, [o Estado] cada vez está a entrar mais».

A social-democrata assinalou que «os privados já lá estão», na saúde e na educação, e ressalvou que «deve haver regulação de forma a não permitir que as leis do mercado alterem as necessidades sociais».

Na sua opinião, «tudo o que é empresas públicas, sector empresarial, não há nenhum motivo para estar com o cunho público»....

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sopa de Beldroegas à Castelo de Viana





Boquiaberta quando implicitamente acusada de "perseguidora do défice"

Findada uma semana desde a entrevista de José Sócrates na SIC e de uma aguardada entrevista de Manuela Ferreira Leite, eis que o resultado é o esperado. Pouca argumentação, muita acusação ao governo actual e muita cara de pau!

Manuela Ferreira Leite, liderando o partido que julga ter dado uma lição ao PS nas europeias, e que por isso ganhou uma confiança sustentada não se sabe bem em quê, dá-se ao luxo de afirmar que não tomaria nenhuma opção quanto a grandes investimentos pois em tempos de crise não se investe. Enorme contra-senso que, diz a senhora, ser sustentado por qualquer economista de bom senso.

Mas depois aquilo bem espremido pela jornalista lá percebemos que não se importaria de pagar as indemnizações que adviriam do adiamento/cancelamento da obra TGV, que o aeroporto poderia começar e quanto à 3ª travessia sobre o Tejo não se percebeu bem. E, melhor(!), que se deveria reformular a rede de caminhos de ferro nacional e criar novas linhas, coisa que tem vindo a ser feita (mas pronto, aqui desculpa-se esta afirmação pois notou-se claro desconhecimento do assunto que se tratava), e que a barragem de Foz Côa devia ter avançado e que o mau feitor foi Guterres, e mais umas quantas coisas sobre o seu desconhecimento do tipo de investimentos que estão em curso.
E ficou boquiaberta quando indirectamente a jornalista a lembrou do seu rótulo, de há muito, de "perseguição do défice". Mas que infâmia tão grande! Nunca tentar fechar o país ao desenvolvimento e ao investimento para recuperação da economia...(MFL ainda esboçou um dos seus sorrisos marotos..)

Manuela F.L. disse muito sobre o que não se devia fazer, mas pouco ou mesmo NADA sobre o que se poderia fazer, como resolver esta crise, a crise mundial, como resolver os assuntos que ocupam hoje o estado, o endividamento, a dependência externa energética (sobre os investimentos feitos pelo governo nas energias renováveis...), etc..

Demagogia também marcou esta entrevista. Diz que para resolver o problema do endividamento não aumentaria impostos, mas ao mesmo tempo também não se opõe às acções sociais do actual governo. Ora coloca-se-me uma questão:
Como combateria o endividamento sem aumentos dos impostos e sem terminar com as acções sociais já lançadas pelo governo PS com as quais concorda??
Fala de uma "política diferente e melhor", mas nada explicou, nada elucidou sobre o que se trata afinal esta política que se diz altamente diferente da de Sócrates.

Falta de ideias e pouca transparência são características desta espécie de líder que pouco sabe e pouco diz.

B. Borges

Retirado do http://alcacovas.blogs.sapo.pt/



quarta-feira, 24 de junho de 2009

O bloqueio da Ponte 25 de Abril faz hoje 15 anos

"Há quem diga que foi o princípio do fim do governo liderado por Cavaco Silva. Aconteceu quando dezenas de camionistas bloquearam a travessia contra o aumento das portagens, aumento destinado a custear a construção da ponte Vasco da Gama." >>>

Os protestos da Ponte 25 de Abril a 24 de Junho de 1994 têm em Luís Miguel Figueiredo a principal vítima. O rapaz, então com 18 anos, e as notícias sobre o bloqueio contra o aumento de 50% da portagem, aguçaram-lhe a curiosidade, levando-o já de madrugada ao tabuleiro da ponte, onde se encontravam os populares.



"Às bastonadas da GNR, seguiram-se os tiros da PSP. Faltavam 14 minutos para as 04.00 quando uma bala entrou pelo lado esquerdo do tórax de Luís Miguel, perfurou um pulmão e danificou a quarta vértebra dorsal, comprometendo a medula. O jovem trabalhava na construção civil e nunca mais conseguiu deixar a cadeira de rodas, apesar dos muitos tratamentos, alguns dos quais na China.

Responsabilidades. Na altura dos confrontos, os comandos da PSP e o então ministro da Administração Interna, Dias Loureiro, garantiram que não haviam sido utilizadas balas verdadeiras e que os polícias tinham disparado para o ar...

...O jovem apresentou um processo-crime contra a autoridade policial. No tribunal ficou provado que as balas eram reais, mas não se conseguiu encontrar o autor dos disparos, tendo o caso sido arquivado em finais de 2003.

A manifestação contra o aumento das portagens ficou registada como um dos maiores movimento de desobediência civil desde o 25 de A
bril." >>>

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