sexta-feira, 12 de junho de 2009

Blogue da Candidatura Bengalinha Pinto: O Quarto Post

Resultados Eleitorais - Europeias

Como todos sabemos, muito já foi dito nestes dias sobre os resultados das eleições para o Parlamento Europeu. Muitas análises eleitorais já foram elaboradas, umas mais objectivas outras nem tanto. Já vi alguns textos em que derrotas são transformadas em vitórias morais, bem como outros em que meias vitórias (ou meias derrotas) são transformadas em vitórias até à eternidade…
Não pretendo de modo nenhum, agora aqui, fazer análises eleitorais, nem tão pouco estabelecer comparações entre as várias eleições deste ano. Os resultados foram claros e em meu entender mostram o descontentamento dos portugueses face ao executivo governamental actual. Espero que estes resultados sirvam de exemplo a quem tem o poder de decisão, para que sejam introduzidas alterações que de alguma forma tragam aspectos positivos e melhoria de qualidade de vida para todos nós.

Como todos já devem conhecer os resultados no nosso concelho, optei por colocar um quadro com os resultados eleitorais do nosso distrito. A perspectiva é mais abrangente e assim um pouco mais difícil de rebuscar as tais “conclusões lógicas” (em minha opinião, claro)…

Apesar dos resultados eleitorais nestas eleições europeias serem desfavoráveis ao partido que apoia esta candidatura, consideramos que o nosso projecto – ganhar as eleições autárquicas no concelho de Viana do Alentejo - não é afectado por esses resultados, tendo em conta a especificidade de cada um dos referidos actos eleitorais.
Deste modo, esta candidatura mantém o mesmo objectivo inicial com a mesma determinação e empenho.

Publicado por Bengalinha Pinto, Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

http://unidos-com-bengalinha.blogspot.com/


quinta-feira, 11 de junho de 2009

História de Insegurança Rodoviária em Estrada Municipal

A Câmara de Viana do Alentejo não conserva devidamente as estradas municipais que tem obrigação de manter.

Entretanto vai passando a mensagem que, a conservação dessas estradas pertence ao Poder Central.

Na opinião deste executivo, tudo o que não faz e devia fazer, é culpa dos Governos da Nação.

Até nos tribunais tenta defender essa tese e, como é claro, come pela medida grossa, ressalvo comemos todos pela medida grossa.

A queixosa esteve à espera, cerca de 5 anos, de uma decisão que lhe permitisse receber a indemnização devida, por danos sofridos na viatura que conduzia em 01-12-2001, na estrada de “S. Catarina” de ligação entre Alcáçovas e Alcácer do Sal.


Foto sacada do Blogue "Alcáçovas"

Vejamos parte do extracto do acórdão do Supremo Tribunal Administrativo:

Data de entrada no Supremo Tribunal Administrativo em 15-05-2006; data do acórdão em 24-10-2006;


RELATÓRIO

A…, já identificado nos autos, instaurou, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, contra a Câmara Municipal de Viana do Alentejo, acção para efectivação de responsabilidade civil extracontratual emergente de acidente de viação, pedindo a condenação da Ré no pagamento do montante de € 16 411,72 correspondente ao valor dos prejuízos sofridos no seu veículo, acrescido dos juros legais que se vencerem desde a data da citação até integral pagamento.

Por sentença de 16 de Dezembro de 2005 foi a acção julgada totalmente procedente e, em consequência, condenada a Ré a pagar ao autor a quantia de € 16 411,72, acrescida dos juros de mora vencidos desde a citação até integral pagamento, à taxa de 7% ao ano e, a partir de 1 de Maio de 2003, à taxa de 4% ao ano e correspondentes taxas legais subsequentemente em vigor.

Alega a Câmara: Como a responsabilidade da conservação, manutenção e sinalização daquela via é atribuída à Administração Central, entendemos que a agravante não tenha praticado um facto ilícito por omissão dessa reparação, porquanto tal não infringia as normas que atribuíam a competência para proceder a tal reparação.

Pelo que não pode ser assacada qualquer responsabilidade à agravante pelo acidente de que o A. foi vítima…

OS FACTOS

Na sentença recorrida foram dados como provados os seguintes factos:

1) No dia 1 de Dezembro de 2001 o autor circulava pela Estrada Municipal nº 540, no sentido Alcáçovas – Alcácer do Sal.

2) Conduzindo o veículo ligeiro de passageiros …, …, ….

3) Ao Km 11,6 da localidade de Alcáçovas, a via encontrava-se seriamente degradada.

4) Ao citado Km 11,6, o autor embateu num buraco do pavimento, existente no centro da via.

5) Tendo entrado em despiste.

6) Embateu na berma do lado direito.

7) Foi arrastado alguns metros à frente.

8) E veio a imobilizar-se na berma do lado esquerdo, no sentido oposto ao que circulava.

9) Em virtude do acidente o veículo automóvel sofreu danos visíveis ao nível do pára-choques, da grelha, dos faróis, das jantes, do guarda-lamas, da parte geral debaixo do veículo e da parte traseira do lado direito.

10) Foi o buraco existente no centro da via que provocou o despiste, o embate e os danos no veículo.

11) A reparação dos danos sofridos orça em € 16 411,72, com os valores parciais do doc. nº 11.

12) Na data do acidente a Câmara Municipal de Viana do Alentejo entendia que a estrada em causa se encontrava sob a alçada do Instituto de Estradas de Portugal (IEP), face à publicação do PRN 2000, não obstante não ter celebrado qualquer protocolo de transferência com tal Instituto, mas tapava os buracos dessa estrada já que o IEP não o fazia…


O DIREITO

…. Na verdade, a Ré (Câmara) pretende eximir-se da sua responsabilidade, única e simplesmente em razão da alegada circunstância de, ao tempo, não serem da sua competência, mas sim da administração central, os deveres de conservação e sinalização do sítio do acidente. Não põe em crise nenhum dos demais requisitos da responsabilidade civil extracontratual que a sentença recorrida deu como assentes e que estiveram na base da sua condenação.

Ora, foi dado como provado, na 1ª instância, que a via em cujo pavimento existia o buraco com o qual a viatura embateu, é a Estrada Municipal nº 540, facto que a ser exacto, como bem se referiu na sentença, por força do disposto no art. 2º, nº 1 da Lei 2110 de 19.8.1961 e art. 64º, nº 2, al.f) da LAL, implica que seja imputável à Ré a omissão causal do acidente, por se inscrever no leque das suas competências as de conservar e reparar as estradas municipais e de nelas assegurar as demais condições de segurança do trânsito. Portanto, a pretensão da Ré só poderá ter êxito se lograr demonstrar que aquele facto foi incorrectamente julgado e que, como alega, a estrada em causa é a Estrada Regional nº 257…

Improcede, pois, a alegação da Ré.

Leitura completa do acordão>>>

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Alma minha gentil, que te partiste

"Hoje dia 10 de Junho, comemora-se "O Dia de Portugal", de "Camões" e das "Comunidades Portuguesas".

Ficou associado ao dia de 10 de Junho devido a assinalar a morte de Luís Vaz de Camões a 10 de Junho de 1580, e é também o Dia Nacional de Portugal."




"Este belo soneto aproxima-se do soneto XXXVII de Petrarca, mas o de Camões é de mais pura espiritualidade e mais penetrante melodia. Segundo o manuscrito da VIII Década de Couto, existente na Biblioteca Municipal do Porto, foi ele inspirado pela rapariga oriental que naufragou com o Poeta na foz do Mécon, ali morrendo afogada.

O soneto, que os biógrafos associam à morte de Dinamene, chinesa com quem Camões teria vivido em Macau, é dos mais conhecidos. Segundo a tradição, acusado de delitos administrativos, Camões e Dinamene teriam sido levados da China para a Índia, onde seria julgado o poeta. Na viagem, por volta de 1560, o navio naufraga nas costa do Camboja, junto à foz do rio Mekong.

Camões teria conseguido salvar-se e salvar Os Lusíadas, que trazia quase concluído, mas teria perdido Dinamene, a sua "alma gentil", relembrada em elevado tom elegíaco, quase místico." >>>


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Europeias 2009 no concelho de Viana

Os resultados eleitorais para as eleições europeias, no concelho de Viana do Alentejo foram ganhos pela CDU, obtendo esta força política 706, dos 1816 votos expressos, ou seja 41,02%.

Dos 4985 eleitores inscritos, só votaram 1816, e desses eleitores 105 votaram branco ou nulo.
A abstenção atingiu 63.57 %, querendo significar que estas eleições não mobilizaram a maioria dos eleitores.

Para aqueles que foram derrotados nestas eleições Europeias e que querem ganhar as próximas eleições autárquicas, retirando dos Paços do Concelho esta maioria que tem arruinado este concelho nada mudou.

Com toda a máquina de mobilização que a CDU/Viana pôs nestas eleições, não devia cantar vitória antecipadamente, relativamente aos novos processos eleitorais que se seguem.
Não é com 706 votos que se ganha a Câmara. A CDU/Viana sabe isso muito bem. Os eleitores vão comportar-se de maneira diferente, tanto nas eleições legislativas, como nas autárquicas.

Para que possamos reflectir, indicamos o número de eleitores inscritos por freguesia e aqueles que votaram CDU.
Eleitores inscritos por freguesia: Viana-2471; Alcáçovas-1833; Aguiar-681.
Votos na CDU: Viana-267; Alcáçovas-233; Aguiar-206


Para aqueles que lutam pela mudança neste concelho, nada mudará o nosso caminho: trabalho, credibilidade e humildade democrática.

A nível Nacional os vencedores foram o PPD-PSD e o Bloco de Esquerda, tendo este último partido ultrapassado a CDU, tornando-se nestas eleições a terceira força política.

Clique para ver os resultados obtidos nas eleições europeias desde 1984 até 2009.


domingo, 7 de junho de 2009

Amigos para Siempre



Desencaixotado de Luis Fernando Veríssimo:

“Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.”



A votação por toda a Europa

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As eleições para a escolha dos deputados do novo Parlamento Europeu terminam hoje com votações nos últimos 19 dos 27 Estados- membros da União Europeia. No total, cerca de 375 milhões de eleitores dos 27 parceiros comunitários foram chamados às urnas para eleger 736 deputados.


RTP
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

CDU-Viana: A frente e verso do esperado cartão de identificação



"Foto da entrada de Viana, recortada do blogue "Polvorosa"


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Europeias - Sondagem RTP aponta empate técnico



PS e PSD vão ter de esperar até ao último voto para saberem quem vence as eleições europeias de domingo.
A avaliar pela sondagem realizada pela Universidade Católica para o JN, o DN, a RTP e a Antena 1, os socialistas conservam uma vantagem de apenas dois pontos percentuais, demasiado escassa para não ser interpretada como empate técnico.



O estudo de opinião, que revela a quebra de intenções de voto nas duas formações principais, confirma a consolidação eleitoral dos partidos à Esquerda do PS, que ultrapassam os 20% e podem, em conjunto, obter quatro mandatos. Em relação à última sondagem, de finais de Abril, a CDU passa de 7 para 11%. Troca de posição com o Bloco de Esquerda, mas o terceiro lugar está a ser disputado taco-a-taco.>>>

Jornal de Notícias, 4 de Junho e 2009


O Voto de Cabresto no Rio de Janeiro




quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Caciquismo permanece vivo, 35 anos depois do 25 de Abril

"Instruções Internas do PCP publicadas ontem no Diário do Sul "

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Eleições para o Parlamento Europeu
Domingo das Eleições
Camaradas

O dia das Eleições começa logo de manhã pelas 8h00, para se verificar se em cada Freguesia tudo corre dentro da normalidade, é pois necessário que em cada Concelho o camarada responsável pelas eleições, esteja activo e contactável e intervenha para em termos de direcção dar apoio. Sendo necessário definir em cada Freguesia tenha um dos delegados para onde possa telefonar para obter informações..

O responsável concelhio informa até às 17h00 de dia o6/06/009, para o pcp em Évora telef. 2666760660, Fax 266760669, email
pcp.dorev@iol.pt João Pauzinho 964400771 ou email joaopauzinho@hotmail.com com o nome e o telemóvel do camarada de cada concelho responsável pelo acto eleitoral.

É necessário ter uma intervenção activa com os cadernos eleitorais
, para garantirmos que os eleitores vão votar e em particular aqueles que estão mais próximos de nós. Assegurar que os militantes do Partido e os apoiantes da CDU vão votar. Assegurar que as juntas de Freguesia tem os serviços montados para uma resposta imediata aos cidadãos, não ter uma postura reactiva, antes pelo contrário ser activa, é preciso assegurar isso durante esta ultima semana, para que no domingo nada falhe.

Cada concelho deve preparar o seu trabalho para dar uma informação, ás 11h00 sobre indicadores de votação, através dos telefones acima indicados e depois ás 14h00 e ás 17h00.

Após o encerramento das mesas de voto, o delegado do PCP, deve informar o Partido sobre os resultados da votação da sua mesa de voto, deve ser dado a cada delegado o nº de telefone acima referido. Estes dados são fornecidos antes dos mesmos irem para o Governo Civil.

A Comissão Eleitoral”


terça-feira, 2 de junho de 2009

Morreu o cavaquismo

Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários.
Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.
Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários. Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso.
Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso.
Não era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da (…) "gestão das poupanças do prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty…" significando que o aromático peixe é recomendado pela família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube.
Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho, passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível.
Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou.
Surpreendentemente, o presidente da República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avolumavam, cai o regime. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime. Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo.

Artigo de opinião, publicado no Jornal de Notícias de 01/06/2009


domingo, 31 de maio de 2009

Bella Ciao

Bella Ciao é uma canção tradicional da resistência italiana contra o fascismo e o nazismo durante a 2.ª guerra mundial. Desde aí, foram compostas inúmeras versões por vários cantores e grupos de várias nacionalidades.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Blogue da Candidatura Bengalinha Pinto: O Segundo Post


Que assuntos ou temas deverão ser objecto de uma campanha eleitoral autárquica?
Somos frequentemente abordados com sugestões sobre esta matéria e sobre o tipo de campanha que deveremos implementar.
Pessoas há que consideram que não devemos criticar ou falar das outras candidaturas, dos seus projectos, dos eventos que levam a cabo, referindo e divulgando apenas os aspectos estritamente relacionados connosco: as nossas perspectivas, as nossas propostas, os nossos assuntos….
Outros incitam-nos a trazer para o debate político todos os aspectos possíveis e imaginários, ou seja, as falhas do adversário, os seus precalços, a sua vida pessoal, “valendo tudo”.
Em nosso entender, “nem oito, nem oitenta…”. O facto de pretendermos realizar uma campanha pela positiva não quer dizer que não critiquemos ou apontemos os erros de gestão dos nossos adversários políticos, particularmente do catastrófico executivo autárquico actual – CDU, tendo em conta que o seu desempenho, especialmente dos últimos 4 anos, irá ser sufragado nas próximas eleições autárquicas.
Queremos, todavia, afirmar que não enveredaremos pelo caminho do ataque pessoal ou da devassa da vida privada de cada um, quando tal nada tenha a ver com o domínio público.
Consideramos que as batalhas políticas que se travam com respeito pelo adversário nos trazem vitórias mais consistentes.
Acreditamos que nos respeitarão mais, se mostrarmos respeito, que nos apoiarão mais pelas qualidades que temos do que pelos defeitos dos outros.
Contudo, não nos esqueceremos de informar toda a gente dos fracassos dos nossos adversários no que respeita ao trabalho que não foi feito, mas que foi prometido por eles.
Concluindo, podemos afirmar que esta candidatura irá realizar uma campanha pela positiva, não se abstendo de efectuar as suas críticas, os seus comentários e responder a alguma desinformação, considerando o momento e o local mais adequados, com educação respeito e elevação, nem que para isso tenhamos que ignorar (dentro do possível) determinado tipo de comentários que, por vezes, mais não são do que simples “dores de barriga”, e por isso passarão naturalmente...
Esperamos evidentemente que este esforço seja comum a todas as candidaturas, de forma a que a nossa população não se desmotive e se afaste ainda mais dos aspectos políticos da nossa comunidade.


Publicado por Bengalinha Pinto, Quarta-feira, 27 de Maio de 2009



quinta-feira, 28 de maio de 2009

Dias Loureiro dá Aula de Gestão Financeira




quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Inevitabilidade das Revoluções

As revoluções não são factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evoluções do Sol. São factos fatais. Têm de vir.
De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade.
Decerto que os horrores da revolução são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, a educação, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana.
Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regímens, com as tiranias, são maiores ainda.
As mulheres assassinadas no estado de prenhez e esmagadas com pedras, quando foi da revolução de 93, é uma coisa horrível; mas as mulheres, as crianças, os velhos morrendo de frio e de fome, aos milhares nas ruas, nos Invernos de 80 a 86, por culpa do Estado, e dos tributos e das finanças perdidas, e da fome e da morte da agricultura, é pior ainda.

As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias.

Eça de Queirós, in 'Distrito de Évora', 9 de Maio de 1867

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