quinta-feira, 7 de maio de 2009

Fernando Brito e Silva Candidato Pelo PPD/PSD à CMVA


A Comissão Política da Secção Concelhia do PPD/PSD – Partido Social Democrata de Viana do Alentejo tem a honra de convidar V. Excia. para o jantar de apresentação do Candidato Eng.º Fernando de Brito e Silva à Câmara Municipal de Viana do Alentejo, a realizar no dia 16 de Maio, pelas 20h e 30m, no Monte Sobral.

Esta iniciativa vai contar com a presença da Exma. Senhora Professora Doutora Graça Carvalho (ex-Ministra da Ciência e do Ensino Superior), candidata a deputada do Parlamento Europeu.

Confirmar a sua presença até dia 14 para o nº 96 4654182

Recebido por email

A Dinâmica dos Blogues Concelhios

Em resposta à desilusão manifestada pelo Sr. Roberto Vinagre, no seu último post, "Os Blogs..."., editado no blogue: “Como as Marés”,.em 05 de Maio de 2009.



Todos os blogues, tal como tudo na vida, foram concebidos com determinados interesses, todos eles políticos, já que tudo o que fazemos e como o fazemos afecta a nossa vida e a daqueles que nos rodeiam. Comparando a actual realidade, com a existente há quatro ou cinco anos atrás, teremos que concordar que, com todos os defeitos que possam ter, a conturbada existência dos blogs é bem melhor que a pardacenta realidade que existia então.

Através destes instrumentos, bem ou mal, as comunidades concelhias têm sido abanadas. Nos blogues aparece escrito muito daquilo que o cidadão comum pensa, mas ainda tem receio de exprimir abertamente. Sim, ter opinião, especialmente quando ela vai contra os interesses instalados, provoca retaliações por parte das elites políticas no poder.

Por causa dos baixos níveis de cidadania existentes e um pouco por culpa de todos nós, essas elites habituaram-se a fazerem o que, quando e como quisessem, sem se sentirem obrigadas a discutir com os munícipes de forma clara e honesta as suas iniciativas. Daí o incómodo sentido por estes grupos de interesses associados, ao verem postas em causa nos blogues as suas decisões, ou a falta delas.

Afinal os blogues espelham em parte a nossa realidade sociocultural, mais não se poderia esperar. E repare, até a equipa em quem depositámos a gestão dos nossos interesses, optou pela criação de dois blogues anónimos. Lá, mais que em qualquer outro, todos os textos publicados e praticamente todos os comentários, são anónimos. Nunca vimos um dos nossos mandantes descer ao nível dos mortais, defendendo a sua perspectiva e assinando por baixo. Também não os vimos, pedagogicamente como era a sua obrigação, orientarem a discussão para a área do debate de ideias. Porquê?

Arrisco afirmar que assistimos aos primeiros passos do nascimento no nosso Concelho de algo importantíssimo em democracia, a opinião pública. Não estará a ser um parto muito bonito, mas a nossa realidade também não o é.

Cumprimentos cordiais

Leonardo Parvo

Recebido por email

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Maio em Portugal (Lisboa)

"O cabeça-de-lista socialista às eleições europeias foi agredido e insultado durante a manifestação do 1º de Maio da CGTP. Vital Moreira tentava cumprimentar Carvalho da Silva, mas depois acabou por ser agredido por várias pessoas que entretanto se juntaram no local.



O candidato do PS às eleições europeias foi insultado e agredido durante a manifestação do 1º de Maio da CGTP, tendo sido empurrado e cuspido aos gritos de «traidor» e «mentiroso».

Acompanhado de Vítor Ramalho e Ana Gomes, Vital Moreira foi agredido quando pretendia apresentar cumprimentos à direcção desta central sindical.

Em declarações à imprensa, o candidato socialista responsabilizou um «pequeno grupo de pessoas» pelo sucedido e frisou que «obviamente não culpabilizo a CGTP».

Infelizmente há pessoas que 35 anos depois do 25 de Abril ainda não aprenderam o valor da tolerância democrática e da diferença», adiantou Vital Moreira, que disse que nunca se espera uma reacção como esta quando se é convidado." >>>


Maio em Vários Países

"Os protestos e as manifestações violentas assinalaram as primeiras horas deste dia Primeiro de Maio, dia internacional do trabalhador, em países tão diversos como a Alemanha, a Turquia, Taiwan e a Coreia do Sul.

Berlim e Hamburgo foram cenário de graves incidentes, com dezenas de pessoas feridas e a capital alemã transformada em autêntico cenário de batalha campal: contentores virados, pedras e garrafas pelo ar, autocarros e transportes públicos vandalizados, montras partidas e paragens de autocarro arrancadas.

Segundo a polícia berlinense, pelo menos 29 polícias ficaram feridos e 12 cidadãos foram detidos depois de uns 200 manifestantes, que gritavam palavras de ordem contra o capitalismo, terem apedrejado os guardas no bairro de Friedrichshain, no Leste da cidade.


Em Hamburgo ficaram feridos três agentes, quando no bairro de Schanzenviertel radicais de esquerda atacaram as instalações de uma instituição bancária e incendiaram alguns contentores de lixo.

Na Turquia, o centro de Istambul converteu-se de igual modo em cenário de batalha campal, com a polícia a recorrer a canhões de água e a granadas de gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes. A televisão mostrou homens com máscaras a lançarem pedras e cocktails molotov contra a polícia e a partir as montras de agências bancárias e de supermercados. A polícia teve de cortar o trânsito na Praça Taksim, daquela cidade

Na França, as oito principais organizações sindicais convocaram manifestações de protesto contra a forma como a economia está a ser gerida pelo Presidente Nicolas Sarkozy."

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377929


terça-feira, 28 de abril de 2009

A Casa das Ambulâncias ou a Obra de St.ª Engrácia das Alcáçovas

Esta obra, da responsabilidade da Junta de Freguesia de Alcáçovas, com início dos trabalhos há mais de um ano, continua misteriosamente sem ser inaugurada nem utilizada.
Aparentemente está concluída, no entanto não deixa de ser estranho que as viaturas da Junta continuem a encontrar abrigo nos casões das cooperativas.
Mais se adensa este mistério, quando não é explicado aos Alcaçovenses a razão deste impasse, tanto mais que a situação dá origem a algumas especulações:



Diz-se que o empreiteiro (por acaso também Presidente da Assembleia Municipal) não dá a chave da obra porque exige cerca de 40.000,00€ de trabalhos a mais (realizados nas fundações?);
Diz-se que há uns meses atrás o Presidente da Junta e o Empreiteiro se incompatibilizaram, referindo então o Sr. José Jacinto que só pagaria em tribunal;
Diz-se que após o entendimento das partes desavindas no interior da CDU e com a indigitação do Sr. José Jacinto para 2.º da lista da CDU à Câmara, o negócio terá sido já acordado no que respeita ao pagamento dos trabalhos a mais;
Diz-se que esta obra orçamentada em cerca de 150,000,00, tinha no caderno de encargos algumas exigências que afastaram do concurso alguns pequenos empreiteiros de Alcáçovas, nomeadamente vedação apropriada mas cara do espaço envolvente, que o empreiteiro ganhador não cumpriu, pelo menos de início;
Diz-se que a obra aguarda inauguração para próximo das eleições autárquicas;

Caberá certamente á Junta esclarecer os seus Munícipes, em nome da transparência, honestidade e boas práticas na gestão de dinheiros públicos.

Aguardamos explicações plausíveis sobre o assunto

Um Alcaçovense Anónimo
Recebido por email


domingo, 26 de abril de 2009

As Piscinas de Alcáçovas

A Câmara de Viana, anuncia em 29-04-2008, com pompa e circunstância, a abertura de concurso para a construção da Piscina Municipal de Alcáçovas.
Faz parte do programa eleitoral da CDU e, como Alcaçovense estava à espera que esta obra já estivesse concluída – mas não!
Numa manobra eleitoralista, chego agora a esta conclusão, estava tudo programado para que a sua inauguração se fizesse antes das próximas eleições.
Passo a acreditar quando me diziam que o Estêvão, junto dos mais íntimos, afirmava que as obras apenas deviam estar concluídas próximo das eleições.
Como está à vista de todos, põe todo o concelho de castigo de acordo com o seu calendário pessoal, que se atrasou mais desta vez, até ter a certeza que iria ser novamente candidato.




  1. Sabendo nós que este projecto não tinha hipótese de financiamento comunitário, e estando a Câmara na posse de dinheiro suficiente para iniciar a obra, porque não lançou mãos ao trabalho em 2005?
  2. O José Jacinto e o João Penetra, também andaram a alinhar neste adiamento sucessivo com o Estêvão?
  3. Vi finalmente as obras começarem tardiamente, para agora as ver paradas?
  4. Afinal o que é que aconteceu?
  5. Não há pachorra para aguentar as falinhas mansas e desculpas esfarrapadas que vierem a seguir!

    E tu Vera, andas a dormir?

Um Alcaçovense Anónimo

Recebido por email

Vida Nova - Boletim Informativo do Movimento Unidos pelo Concelho de Viana do Alentejo

O documento para ficar no modo “fullscreen”, click no botão colocado no canto superior direito.

Recebido na Barbearia Ideal

sábado, 25 de abril de 2009

Episódios do dia 25 de Abril de 1974 - 2

Uma equipa da televisão espanhola desloca-se a Portugal, a mando do Governo fascista de Franco, para recolher informação sobre a “Revolução dos Cravos”. A divulgação ao público dessas filmagens não foi autorizada pelo governo espanhol.

O exemplo português constituiu motivo de regozijo e de esperança, beneficiando a coesão dos oposicionistas ao regime franquista.



Para comemorar esta efeméride, "os militares da organização clandestina anti-franquista Unión Militar Democrática (UMD), que foi criada no Verão de 1974, estão em Portugal para assinalar o 25 de Abril. O tenente-coronel José Ignacio Dominguez Martin-Sanchez foi um dos militares da UMD e à Agência Lusa referiu que a visita «pretende simbolizar a união que sempre existiu entre o MFA (Movimento das Forças Armadas) e a Unión Militar Democrática».

Para o militar espanhol, este regresso assinala a importância do 25 de Abril para Portugal, mas também para todo o mundo, sobretudo para Espanha. «O 25 de Abril teve uma importância transcendental para Espanha, não só para as Forças Armadas, mas também no movimento político em geral», afirmou o tenente-coronel. Ignacio Dominguez Martin-Sanchez acrescenta ainda que o 25 de Abril facilitou a mudança política em Espanha e afirma que «se não tivesse existido o 25 de Abril, provavelmente não existiria a UMD. Deu impulso à oposição contra o regime de Franco», realça.

Nesta visita a Portugal, vão estar ainda o coronel Luis Otero Fernandez, o coronel José Fortes Bouzan e o tenente-coronel Capitão Fernando Reilein, membros da UMD presos em Julho de 1975. Os militares vão estar sexta-feira e sábado em Portugal para visitar alguns dos locais mais emblemáticos da «Revolução dos Cravos»". "in Diário iol"

Episódios do dia 25 de Abril de 1974 - 1

Salgueiro Maia Comanda o Cerco ao Quartel do Carmo
15h30
- "Não sendo atendido após 15 minutos, Salgueiro Maia ordena ao tenente Santos Silva para fazer uma rajada da torre da Chaimite sobre as janelas mais altas do Quartel, repetindo o apelo de rendição logo a seguir".... >>>>



00h20 - "Nos estúdios da Rádio Renascença, situados na Rua Capelo, ao Chiado, Paulo Coelho, que ignora os compromissos assumidos pelos seus colegas do programa Limite, lê anúncios publicitários. Apesar dos sinais desesperados de Manuel Tomás, que se encontra na cabina técnica acompanhado de Carlos Albino, para sair do ar, o radialista prossegue paulatinamente a sua tarefa. Após 19 segundos de aguda tensão, Tomás dá uma "sapatada" na mão do técnico José Videira, provocando o arranque da bobine com a gravação que continha a célebre senha: a canção Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso"...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Um milhão de pensionistas vai ter acesso gratuito aos medicamentos genéricos

"A decisão abrange todos os reformados cujos rendimentos sejam inferiores ao salário Mínimo Nacional, que neste momento está fixado em 450 euros.
A decisão – tomada pelo Governo na passada quinta-feira – implica uma comparticipação a 100% de todos os medicamentos que os pensionistas tenham de adquirir por prescrição médica. Uma única condição é imposta para esta comparticipação total é a de que os medicamentos sejam genéricos.
A medida foi anunciada pelo secretário de Estado Adjunto da Saúde. "Foi aprovado o alargamento da comparticipação dos medicamentos genéricos para os pensionistas com rendimento até ao salário mínimo nacional", disse Francisco Ramos.
A medida vai abranger cerca de um milhão de pensionistas correspondendo àqueles que têm "a vinheta verde nas suas receitas", que corresponde aos que têm menores rendimentos"....
  • Medida positiva mas de alcance reduzido, afirma o BE;
  • Para o PCP, a medida sobre genéricos com comparticipação peca por tardia;
  • Ordem dos Médicos considera medida sobre genéricos para pensionistas "muito positiva".

Pode ler a notícia completa >>>

Retirado do texto publicado por Eduardo Caetano, RTP


quarta-feira, 22 de abril de 2009

Alcáçovas - Água potável na rede pública ?


Captação de água - Monte das Pereiras, Alcáçovas






Carta encontrada na Barbearia.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Eurovisão 1974 - Paulo de Carvalho - E depois do adeus

“Portugal vivia no início do da década de 70 anos conturbados nas mais diversas áreas da vida nacional. Nesta altura o Festival RTP da Canção era um espectáculo ansiado, gerando maior atenção antes, durante e após o mesmo. Todos falavam dos intérpretes, das canções... ninguém perdia aquele que era o espectaculo de entretenimento mais aguardado do ano, faziam-se apostas, discutia-se, defendia-se fervorosamente os seus cantores preferidos e as canções interpretadas.Não me vou alongar em aspectos caracterizadores do ano de 74 nem muito do que foi a História Portuguesa num ano que marcou indubitavelmente a História recente do país mais ocidental da Europa.
A Agonia do Estado Novo (período cronológico que abrange os anos de 1928 a 1974 e que foi marcado pelos governos de António de Oliveira Salazar e Marcello Caetano) era visivel, chegavam-se aos seus momentos finais e a canção que representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção 1974 estará para sempre ligada, num laço muito estreito com a Revolução que pôs termo à ditatura Salazarista/Marcelista - A Revolução dos Cravos.”



Dia 24 de Abril de 1974, 22h55 - 1ª senha: a voz de João Paulo Dinis anuncia aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74 «E Depois do Adeus». Era o primeiro sinal para o início das operações militares a desencadear pelo Movimento das Forças Armadas.


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Combate Renhido na Reunião de Câmara de 01/04/2009

Nesta reunião de Câmara debateram-se assuntos com bastante interesse para todos os munícipes, destacando-se a moção apresentada por Rui Gusmão, Vereador do Partido Socialista, a qual contém um pacote de medidas de combate à crise, tendo em vista:
  1. aumentar os rendimentos disponíveis das famílias:
  2. criar condições de manutenção dos postos de trabalho;
  3. apoiar o regresso ao emprego;
  4. apoiar a 1.ª integração dos jovens no mercado de trabalho;
  5. aumentar os índices de qualificação dos recursos humanos;
  6. dinamizar o sector económico;
  7. desenvolver princípios e valores, como o da solidariedade e protecção social.

A moção foi então posta a votação, tendo obtido um voto favorável por parte do Vereador Rui Gusmão e quatro votos contra, três da CDU e um do PSD, tendo assim sido rejeitada.


A respectiva acta, descreve com clareza o debate intenso que houve nesta reunião.



domingo, 19 de abril de 2009

Conversas em Família. Revolta das Caldas da Rainha

No dia 16 de Abril de 1974, às 04h00 da madrugada, uma coluna do Regimento de Infantaria 5 das Caldas da Rainha passa os portões do aquartelamento, comandada pelo capitão Armando Marques Ramos. Pretende executar um golpe militar, marchando sobre Lisboa e depondo o Governo. Apenas a três quilómetros da capital terá a noção de que se encontra isolada.
Um precipitado e deficiente planeamento da acção leva ao seu fracasso, sendo presos quase duas centenas de militares - oficiais, sargentos e praças - entre os quais o tenente-coronel João de Almeida Bruno, majores Manuel Monge e António Casanova Ferreira e capitães Marques Ramos e Virgílio Varela. Constituiu, embora, um importante balão de ensaio para o 25 de Abril.


Marcelo Caetano comenta os acontecimentos desse dia.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

As Redes de Águas dos Centros Históricos do nosso Concelho


A época da Páscoa, com o consequente acréscimo de população, obriga a autarquia a um aumento da pressão na rede de abastecimento de água, de forma a satisfazer as necessidades dos utilizadores. Em tempos de pré campanha eleitoral, impunha-se este ano mais que nunca fazer boa figura, sabendo-se como é importante a opinião dos familiares e amigos que nos visitam. Objectivo falhado, pelo menos para quem assistiu e sofreu com a recente cega-rega ali para os lados da Praça da República em Viana. Esse aumento da pressão da água a par da pressão sobre as equipas da manutenção, no sentido de uma rápida resolução do problema, terá provavelmente originado a rotura inicial e as que teimosamente se lhe foram sucedendo.

Sobre o tema da recuperação das infra-estruturas e requalificação dos Centros Históricos bastante se tem escrito na blogosfera concelhia. Abaixo junto dois recortes sobre o que por outras bandas se vai fazendo.

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“Os primeiros dias do ano de 2007 marcaram o arranque da empreitada de remodelação das redes de águas e esgotos da cidade de Moura, obra cuja primeira fase terá um custo de um milhão e duzentos mil euros, comparticipado em 70% por fundos comunitários, e decorrerá durante os próximos dez meses.” >>>

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“A cidade alentejana de Moura gasta menos 20 milhões de litros de água por mês, após um investimento de dois milhões de euros na renovação da rede urbana de abastecimento, disse hoje à Lusa fonte do município.”

“As medições feitas desde o passado mês de Agosto revelam que a cidade está a gastar menos 20 milhões de litros de água por mês”, em comparação com os volumes gastos antes da renovação de “parte substancial” da rede pública urbana de abastecimento, que “em alguns locais tinha quase 50 anos”, disse o vereador Santiago Macias.

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“Conseguimos diminuir de forma radical as roturas que existiam na rede, eliminar perdas subterrâneas de água e resolver problemas de abastecimento, nomeadamente ao nível da pressão”, frisou Santiago Macias.>>>

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Se a actual equipa autárquica ao menos escutasse a opinião de quem, noite e dia se esforça por manter as redes de água em funcionamento, há muito que teria lançado os projectos e executado as obras para a completa renovação das mesmas. Passados dezasseis anos de poder, enquanto outras câmaras aproveitaram os dinheiros comunitários para renovar as suas infra-estruturas, por cá estiveram alegremente entretidos a olhar para o umbigo.


Este vazio de projectos e de acções revela uma profunda ausência de cultura ambiental e uma imensa falta do sentido de serviço público. A filosofia que norteia esta gestão é antes orientada por uma política do betão que irremediavelmente irá deixar o Concelho fortemente hipotecado.


As redes de águas e esgotos do Concelho, especialmente dos centros históricos, estão de tal forma podres que já nem aceitam remendos. Cerca de metade do precioso líquido percorrendo as carcomidas tubagens perde-se sem utilidade para ninguém. Se tal não acontecesse poderíamos provavelmente ter a água a metade do preço, ampliando-se o tempo de vida dos aquíferos para o dobro do tempo, preservando-se simultaneamente este inestimável e estratégico recurso.


Mais grave ainda, os responsáveis nunca poderão negar ser do seu conhecimento que a generalidade das condutas é em fibrocimento, material que na época integrava fibras de amianto. A utilização deste produto considerado altamente cancerígeno é actualmente de utilização proibida.


Da mesma forma que a água sai, também o inverso se passa. Quando uma parte da rede é desligada a pressão externa às tubagens força a entrada da água contaminada presente no exterior. Na pressa de repor o abastecimento e não se fazendo purgas em vários pontos dos troços temporariamente desactivados, essas águas vão terminar nas torneiras das nossas casas.


Que nome dar a este tipo de gestão que podia, mas não fez a recuperação das infra-estruturas envelhecidas das nossas vilas, com um financiamento de 70% dos fundos comunitários?

Que nome dar a este tipo de gestão onde os calendários eleitorais e as agendas pessoais estão à frente dos mais básicos interesses da comunidade?


Zé Coxo


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